Questões de EFAF Português
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Questão 2 170060
Colégio Pedro II 2015Texto: Humor não é bullying
NATALIA KLEIN
[1] Não existe nada mais fácil do que sacanear quem já é frequentemente
sacaneado. É tiro certo, todos vão achar graça. Mas aí não estamos falando de
humor. O nome disso é bullying.
[...] Recentemente, dei uma entrevista em que me perguntaram sobre os
[5] limites do humor. Por uma infelicidade, publicaram apenas um trecho da minha
resposta, em que eu digo que "não posso mais fazer piadas com anão, negros,
homossexuais".
É importante deixar claro que eu disse sim essa frase pavorosa. Mas em
um contexto muito mais amplo. O que eu expliquei — ou, pelo menos, tentei
[10] explicar — é que não se pode fazer piadas envolvendo assuntos polêmicos sem
correr o risco de ser tachado de preconceituoso. Mas fingir que o preconceito não
existe é infinitamente pior.
Não sou a favor de fazer graça de quem já tem que lidar diariamente com
a intolerância. Sou a favor de se fazer piada da intolerância em si. Em colocar na
[15] mesa os nossos podres para que a gente lembre que eles existem.
(Fonte: http: //www.adoravelpsicose.com.br/2011/10/humor-nao-e-bullying.html. Acessado em 27/08/2015)
A autora do texto usa a 1a pessoa do plural (“estamos”, “nossos”) e a expressão “a gente” para
Questão 1 170059
Colégio Pedro II 2015Texto: Humor não é bullying
NATALIA KLEIN
[1] Não existe nada mais fácil do que sacanear quem já é frequentemente
sacaneado. É tiro certo, todos vão achar graça. Mas aí não estamos falando de
humor. O nome disso é bullying.
[...] Recentemente, dei uma entrevista em que me perguntaram sobre os
[5] limites do humor. Por uma infelicidade, publicaram apenas um trecho da minha
resposta, em que eu digo que "não posso mais fazer piadas com anão, negros,
homossexuais".
É importante deixar claro que eu disse sim essa frase pavorosa. Mas em
um contexto muito mais amplo. O que eu expliquei — ou, pelo menos, tentei
[10] explicar — é que não se pode fazer piadas envolvendo assuntos polêmicos sem
correr o risco de ser tachado de preconceituoso. Mas fingir que o preconceito não
existe é infinitamente pior.
Não sou a favor de fazer graça de quem já tem que lidar diariamente com
a intolerância. Sou a favor de se fazer piada da intolerância em si. Em colocar na
[15] mesa os nossos podres para que a gente lembre que eles existem.
(Fonte: http: //www.adoravelpsicose.com.br/2011/10/humor-nao-e-bullying.html. Acessado em 27/08/2015)
No texto, a frase inicial apresenta uma declaração em linguagem coloquial: “Não existe nada mais fácil do que sacanear quem já é frequentemente sacaneado”.
No mesmo texto, essa ideia aparece em linguagem formal na frase
Questão 15 169673
IFMT 2015/1Texto 3

(Fonte: http:/imersaolatina.blogspot.com.br/2011/01/nativos-digitais-geracao-z.html. Disponivel em http://asosiei. wordpress .com/2013/03/24/geracao-z-nativos-digitais/. Acesso em 22/06/2014).
O termo destacado em “Quando eu crescer, vou comprar uma máquina de tricô” (último quadrinho) estabelece o sentido de _________ na oração, identifica-se como uma _________e exerce a função de ____________. Marque a alternativa que completa corretamente as lacunas dessa afirmativa.
Questão 10 169668
IFMT 2015/1TEXTO 2
É PRECISO APOSTAR EM NOSSOS "NATIVOS DIGITAIS"
Em meio a um oceano de notícias negativas recentes sobre nosso país, há um dado que coloca o Brasil entre
os líderes mundiais. Trata-se do índice que mede o percentual da população que é "nativa digital", isto é,
pessoas entre 15 e 24 anos que já acessam a internet há mais de 5 anos.
Segundo um estudo realizado pela União Internacional de Telecomunicações, em parceria com a GeorgiaTech,
[5] existem no mundo apenas 363 milhões de pessoas com esse perfil (5% da população mundial). Países com
grande percentual de nativos digitais são como oásis para a inovação. Contam com uma janela de
oportunidade preciosa.
Esse é o caso do Brasil. Pelo estudo, nosso país figura em 37º lugar no ranking de países com maior
percentual de nativos digitais. Cerca de 10,1% da população brasileira está nessa categoria. O patamar é o
[10] mesmo da Alemanha e está acima do Japão. Batemos de longe também todos os Brics. Na Rússia, o
percentual é 6,3%. Na China, 5,3%. E na Índia, 1,8%.
Esse dado positivo, que ainda passa ao largo de políticas públicas, traz grandes responsabilidades. Em ano
eleitoral, deveria tornar-se prioridade absoluta.
É preciso apostar muitas fichas nesses jovens. Criar modelos para gerar oportunidades e colaboração massiva.
[15] Escolas e universidades precisam estar 100% envolvidas.
Mas é preciso ir além. Gerar um ambiente favorável ao empreendedor jovem e passar um sinal claro que o país
está aberto a ele. Desse grupo dependerá grande parte do desenvolvimento econômico nas próximas décadas.
Somos craques em perder oportunidades. Perder essa seria erro histórico.
(LEMOS, Ronaldo. Folha de São Paulo. São Paulo. 05/05/2014. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2014/05/1448778-e-preciso-apostar-em-nossos-nativos-digitais.shtml. Acesso em 22 de junho de 2014).
O termo em destaque em “Países com grande percentual de nativos digitais são como oásis para a inovação” (linhas 5 e 6) pode ser classificado como uma:
Questão 5 169663
IFMT 2015/1TEXTO 1
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai.
Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando
gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
[5] - Como é que liga? – perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
[10] - Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
[15] - Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
[20] O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova
do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado “Monster Ball”, em que times de
monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de “blip” eletrônico na tela ao mesmo tempo que
tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.
[25] O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como
antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse “legal” mas não deixou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou,
tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução
[30] fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Comédias para se ler na Escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001).
Analise as afirmativas abaixo.
I. O tempo do primeiro verbo em “Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou” (linhas 29 e 30) estabelece uma coerência de sentido com o advérbio “talvez”.
II. O segundo verbo do enunciado “Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou” produz o sentido de uma ação passada e finalizada.
III. O verbo da oração “Tinha coordenação e raciocínio rápido” (linha 23) refere-se ao termo “jogo”, citado anteriormente.
IV. O tempo verbal da oração “Estava ganhando da máquina” (linha...) refere-se a uma ação futura, concordando com a ideia dada na oração anterior.
Está correto o que se afirma em:
Questão 3 169661
IFMT 2015/1TEXTO 1
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai.
Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando
gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
[5] - Como é que liga? – perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
[10] - Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
[15] - Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
[20] O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova
do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado “Monster Ball”, em que times de
monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de “blip” eletrônico na tela ao mesmo tempo que
tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.
[25] O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como
antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse “legal” mas não deixou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou,
tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução
[30] fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Comédias para se ler na Escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001).
Em relação ao trecho “a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros”, marque a alternativa correta.
06
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