Questões de EFAF Português
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Questão 6 422999
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Para garantir o estabelecimento e a manutenção da coesão de um texto, as conjunções e as locuções conjuntivas são fundamentais.
Que palavra ou expressão atua como uma indicação de que há uma alteração na condução do enunciado, dizendo o contrário (o avesso) do que foi expresso na informação anterior?
Questão 5 422997
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Leia o seguinte trecho:
“.... Donde não se espante se, numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou arsênico.”
Quanto à palavra se, empregada duas vezes no trecho, é correto afirmar que
Questão 4 422991
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. Em: “...para onde vão esses aparelhos depois que morrem?”, o verbo morrer foi empregado em sentido conotativo.
II. Em: “... quando me livrei do bicho”, o autor compara o fax a um bicho, mas não utiliza claramente um elemento comparativo.
III. Em:”...seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou arsênico”, a palavra temperado foi empregada em sentido denotativo.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Questão 2 422987
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
No texto, o autor faz com que o leitor
Questão 1 422965
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
O texto em pauta pertence ao gênero discursivo crônica. Nele predomina a
Questão 12 419730
IFSudesteMinas 2015TEXTO
Tropeços - A graça e a lógica de certos enganos da fala
O compenetrado pintor de paredes olhou as grandes manchas que se expandiam por todo o teto do banheiro do nosso apartamento, as mais antigas já negras, umas amarronzadas, outras esverdeadas, pediu uma escada, subiu, desceu, subiu, apalpou em vários pontos e deu seu diagnóstico:
- Não adianta pintar. Aqui tem muita "humildade".
Levei segundos para compreender que ele queria dizer "umidade". E consegui não rir. Durante a conversa, a expressão surgiu outras vezes, não escapara em falha momentânea.
Há palavras que são armadilhas para os ouvidos, mesmo de pessoas menos humildes. São captadas de uma forma, instalam-se no cérebro com seu aparato de sons e sentidos - sons parecidos e sentidos inadequados - e saltam frescas e absurdas no meio de uma conversa. São enganos do ouvido, mais do que da fala. Como o tropeção de uma pessoa de boas pernas não é um erro do caminhar, mas do ver.
Resultam muitas vezes formas hilárias. O zelador do nosso prédio deu esta explicação por não estar o elevador automático parando em determinados andares:
- O computador entrou em "pânico".
Não sei se ele conhece a palavra "pane". Deve ter sido daquela forma que a ouviu e gravou. Sabemos que é "pane", ele assimilou "pânico" - a coisa que nomeamos é a mesma, a comunicação foi feita. Tropeço também é linguagem.
[...]
ÂNGELO, Ivan. Tropeços; a graça e a lógica de certos enganos da fala. Veja São Paulo, 23/04/2003.
Marque V para verdadeiro e F para falso nas seguintes proposições:
( ) Ao dizer que no banheiro tinha muita “humildade”, o pintor de paredes demonstra falta de atenção ao falar.
( ) Quando o autor do texto afirma que “Tropeço também é linguagem.”, ele está afirmando que houve falha na comunicação, assim como o tropeço é uma falha no caminhar.
( ) Na fala do porteiro: “- O computador entrou em "pânico".”, o ouvinte entendeu porque tem conhecimento prévio de que o que ele queria dizer era “pane” (ou seja, a comunicação só foi possível porque um dos interlocutores já sabia a intenção do outro).
( ) Os exemplos de tropeços linguísticos citados pelo autor demonstram claramente seu preconceito linguístico em relação àqueles falantes, uma vez que, como escritor, ele é conhecedor da norma padrão da língua e faz chacota daqueles que não a conhecem.
( ) As armadilhas exemplificadas no texto resultam do desconhecimento exato da forma das palavras e de seu significado ou porque têm som semelhante ao de outras e são empregadas equivocadamente.
A sequência CORRETA é:
06
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