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Questão 6 423825
IFSul - Rio-Grandense 2015/2Leia o texto e responda à questão.
Texto
O preço de ser de verdade
Fernanda Pinho
Acabei de ler um livro que me marcou bastante. Chama-se “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”, do autor Jerry Spinelli. Estrela tem um rato de estimação, fica feliz quando seu time faz ___________ no basquete (mas quando o outro time pontua, também), distribui cartões de aniversários para desconhecidos, usa as roupas de que gosta (e isso pode ser um vestido que esteve na moda duzentos anos atrás), tenta trazer um pouco de alegria tirando canções de seu ukulele que leva sempre a tiracolo. Num primeiro momento, junto com o impacto de sua chegada à escola nova, Estrela desperta simpatias. Afinal, este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira metáfora da vida.
E a princípio somos assim. Grandes admiradores da autenticidade. Capazes de fazer discursos inflamados defendendo a liberdade de cada um fazer o que _____________, respeitar as próprias convicções, seguir o que seu coração manda, persistir nos seus sonhos, manter relações com quem se sente à vontade, construir seu próprio caminho. Lindo, maravilhoso. Se ficar só no discurso, melhor ainda.
Porque, em algum momento, Estrela vai levantar suspeitas. “Ninguém pode ser tão legal assim”. E da suspeita para a rejeição se passa num piscar de olhos. Por que ninguém pode ser “tão legal assim”? Porque ser legal demais implica ser diferente e a gente pode até admirar pessoas que fazem tudo o que “dá na telha”, desde que mantenham uma distância de segurança de nós, por favor. E, veja bem, quando eu falo de gente que faz tudo o que “dá na telha”, eu não estou me referindo a nada que possa machucar ou prejudicar o outro de alguma forma. Estou falando de atitudes inocentes, mas que, por sair da previsibilidade, são tratadas quase como se fossem atos imperdoáveis.
Gente que dança como se ninguém estivesse olhando, que ignora a uniformização das vitrines e faz a própria moda, que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos, que fala a verdade quando questionada, que dá abraços de dez minutos, que ri na hora que tem vontade de rir, que chora na hora que tem vontade de chorar, que fala “eu te amo” quando sente que ama, que escolheu não perder tempo com quem lhe faz mal, que muda o rumo da própria vida, que ignora as etiquetas e as convenções. Sabe essa gente louca, sem noção, desvairada, sem juízo, perturbada? Então, elas não são nada disso. São apenas pessoas autênticas e verdadeiras, que se respeitam muito (e só quem se respeita muito é capaz de respeitar o outro). Elas não estão fazendo nada de _________. Nada que irá prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te incomodam tanto? Bom, apenas ______________ optaram por fazer o que tinham vontade, e não o que você, preso em seu mundo limitado e previsível, esperava.
Disponível em: Acesso em: 7 abr. 2015.(Adaptado)
Observe: “Nada que irá prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te incomodam tanto?” (4º parágrafo).
Nota-se que há, nessa passagem, uma mistura de tratamento, em que o leitor é tratado ora como terceira, ora como segunda pessoa do discurso.
Essa mistura é própria do
Questão 5 423823
IFSul - Rio-Grandense 2015/2Leia o texto e responda à questão.
Texto
O preço de ser de verdade
Fernanda Pinho
Acabei de ler um livro que me marcou bastante. Chama-se “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”, do autor Jerry Spinelli. Estrela tem um rato de estimação, fica feliz quando seu time faz ___________ no basquete (mas quando o outro time pontua, também), distribui cartões de aniversários para desconhecidos, usa as roupas de que gosta (e isso pode ser um vestido que esteve na moda duzentos anos atrás), tenta trazer um pouco de alegria tirando canções de seu ukulele que leva sempre a tiracolo. Num primeiro momento, junto com o impacto de sua chegada à escola nova, Estrela desperta simpatias. Afinal, este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira metáfora da vida.
E a princípio somos assim. Grandes admiradores da autenticidade. Capazes de fazer discursos inflamados defendendo a liberdade de cada um fazer o que _____________, respeitar as próprias convicções, seguir o que seu coração manda, persistir nos seus sonhos, manter relações com quem se sente à vontade, construir seu próprio caminho. Lindo, maravilhoso. Se ficar só no discurso, melhor ainda.
Porque, em algum momento, Estrela vai levantar suspeitas. “Ninguém pode ser tão legal assim”. E da suspeita para a rejeição se passa num piscar de olhos. Por que ninguém pode ser “tão legal assim”? Porque ser legal demais implica ser diferente e a gente pode até admirar pessoas que fazem tudo o que “dá na telha”, desde que mantenham uma distância de segurança de nós, por favor. E, veja bem, quando eu falo de gente que faz tudo o que “dá na telha”, eu não estou me referindo a nada que possa machucar ou prejudicar o outro de alguma forma. Estou falando de atitudes inocentes, mas que, por sair da previsibilidade, são tratadas quase como se fossem atos imperdoáveis.
Gente que dança como se ninguém estivesse olhando, que ignora a uniformização das vitrines e faz a própria moda, que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos, que fala a verdade quando questionada, que dá abraços de dez minutos, que ri na hora que tem vontade de rir, que chora na hora que tem vontade de chorar, que fala “eu te amo” quando sente que ama, que escolheu não perder tempo com quem lhe faz mal, que muda o rumo da própria vida, que ignora as etiquetas e as convenções. Sabe essa gente louca, sem noção, desvairada, sem juízo, perturbada? Então, elas não são nada disso. São apenas pessoas autênticas e verdadeiras, que se respeitam muito (e só quem se respeita muito é capaz de respeitar o outro). Elas não estão fazendo nada de _________. Nada que irá prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te incomodam tanto? Bom, apenas ______________ optaram por fazer o que tinham vontade, e não o que você, preso em seu mundo limitado e previsível, esperava.
Disponível em: Acesso em: 7 abr. 2015.(Adaptado)
Coloque (V), para verdadeiro, e (F), para falso, nas seguintes afirmações:
( ) A expressão “duzentos anos atrás” é uma maneira branda de dizer que o vestido é antigo e serve como exemplo da figura de linguagem denominada prosopopeia.
( ) Ao dizer que “este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira metáfora da vida”, a autora faz uma analogia entre a história narrada e a vida.
( ) A expressão “dá na telha” está empregada em sentido denotativo e significa falar sem pensar, dizer tudo o que vem impulsivamente à cabeça.
( ) Ao dizer “que dá abraços de dez minutos”, a autora sugere que o tempo estabelece a intensidade do abraço, evidenciando, dessa forma, afetividade.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Questão 2 423122
IFSul - Rio-Grandense 2015/2Leia o texto e responda à questão.
Texto
O preço de ser de verdade
Fernanda Pinho
Acabei de ler um livro que me marcou bastante. Chama-se “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”, do autor Jerry Spinelli. Estrela tem um rato de estimação, fica feliz quando seu time faz ___________ no basquete (mas quando o outro time pontua, também), distribui cartões de aniversários para desconhecidos, usa as roupas de que gosta (e isso pode ser um vestido que esteve na moda duzentos anos atrás), tenta trazer um pouco de alegria tirando canções de seu ukulele que leva sempre a tiracolo. Num primeiro momento, junto com o impacto de sua chegada à escola nova, Estrela desperta simpatias. Afinal, este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira metáfora da vida.
E a princípio somos assim. Grandes admiradores da autenticidade. Capazes de fazer discursos inflamados defendendo a liberdade de cada um fazer o que _____________, respeitar as próprias convicções, seguir o que seu coração manda, persistir nos seus sonhos, manter relações com quem se sente à vontade, construir seu próprio caminho. Lindo, maravilhoso. Se ficar só no discurso, melhor ainda.
Porque, em algum momento, Estrela vai levantar suspeitas. “Ninguém pode ser tão legal assim”. E da suspeita para a rejeição se passa num piscar de olhos. Por que ninguém pode ser “tão legal assim”? Porque ser legal demais implica ser diferente e a gente pode até admirar pessoas que fazem tudo o que “dá na telha”, desde que mantenham uma distância de segurança de nós, por favor. E, veja bem, quando eu falo de gente que faz tudo o que “dá na telha”, eu não estou me referindo a nada que possa machucar ou prejudicar o outro de alguma forma. Estou falando de atitudes inocentes, mas que, por sair da previsibilidade, são tratadas quase como se fossem atos imperdoáveis.
Gente que dança como se ninguém estivesse olhando, que ignora a uniformização das vitrines e faz a própria moda, que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos, que fala a verdade quando questionada, que dá abraços de dez minutos, que ri na hora que tem vontade de rir, que chora na hora que tem vontade de chorar, que fala “eu te amo” quando sente que ama, que escolheu não perder tempo com quem lhe faz mal, que muda o rumo da própria vida, que ignora as etiquetas e as convenções. Sabe essa gente louca, sem noção, desvairada, sem juízo, perturbada? Então, elas não são nada disso. São apenas pessoas autênticas e verdadeiras, que se respeitam muito (e só quem se respeita muito é capaz de respeitar o outro). Elas não estão fazendo nada de _________. Nada que irá prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te incomodam tanto? Bom, apenas ______________ optaram por fazer o que tinham vontade, e não o que você, preso em seu mundo limitado e previsível, esperava.
Disponível em: Acesso em: 7 abr. 2015.(Adaptado)
Considere as afirmações sobre o termo sublinhado em “... que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos...” (4º parágrafo):
I. O vocábulo em destaque é um qualificador da palavra “ambientes”, classificando-se morfologicamente como adjetivo.
II. A troca da palavra “inóspitos” por “inabitáveis” não acarretaria prejuízo de sentido ao texto.
III. Esse termo significa, no contexto, “lugar em que se é mal acolhido/lugar onde não há hospitalidade”.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Questão 1 423119
IFSul - Rio-Grandense 2015/2Leia o texto e responda à questão.
Texto
O preço de ser de verdade
Fernanda Pinho
Acabei de ler um livro que me marcou bastante. Chama-se “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”, do autor Jerry Spinelli. Estrela tem um rato de estimação, fica feliz quando seu time faz ___________ no basquete (mas quando o outro time pontua, também), distribui cartões de aniversários para desconhecidos, usa as roupas de que gosta (e isso pode ser um vestido que esteve na moda duzentos anos atrás), tenta trazer um pouco de alegria tirando canções de seu ukulele que leva sempre a tiracolo. Num primeiro momento, junto com o impacto de sua chegada à escola nova, Estrela desperta simpatias. Afinal, este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira metáfora da vida.
E a princípio somos assim. Grandes admiradores da autenticidade. Capazes de fazer discursos inflamados defendendo a liberdade de cada um fazer o que _____________, respeitar as próprias convicções, seguir o que seu coração manda, persistir nos seus sonhos, manter relações com quem se sente à vontade, construir seu próprio caminho. Lindo, maravilhoso. Se ficar só no discurso, melhor ainda.
Porque, em algum momento, Estrela vai levantar suspeitas. “Ninguém pode ser tão legal assim”. E da suspeita para a rejeição se passa num piscar de olhos. Por que ninguém pode ser “tão legal assim”? Porque ser legal demais implica ser diferente e a gente pode até admirar pessoas que fazem tudo o que “dá na telha”, desde que mantenham uma distância de segurança de nós, por favor. E, veja bem, quando eu falo de gente que faz tudo o que “dá na telha”, eu não estou me referindo a nada que possa machucar ou prejudicar o outro de alguma forma. Estou falando de atitudes inocentes, mas que, por sair da previsibilidade, são tratadas quase como se fossem atos imperdoáveis.
Gente que dança como se ninguém estivesse olhando, que ignora a uniformização das vitrines e faz a própria moda, que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos, que fala a verdade quando questionada, que dá abraços de dez minutos, que ri na hora que tem vontade de rir, que chora na hora que tem vontade de chorar, que fala “eu te amo” quando sente que ama, que escolheu não perder tempo com quem lhe faz mal, que muda o rumo da própria vida, que ignora as etiquetas e as convenções. Sabe essa gente louca, sem noção, desvairada, sem juízo, perturbada? Então, elas não são nada disso. São apenas pessoas autênticas e verdadeiras, que se respeitam muito (e só quem se respeita muito é capaz de respeitar o outro). Elas não estão fazendo nada de _________. Nada que irá prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te incomodam tanto? Bom, apenas ______________ optaram por fazer o que tinham vontade, e não o que você, preso em seu mundo limitado e previsível, esperava.
Disponível em: Acesso em: 7 abr. 2015.(Adaptado)
As palavras que completam, de maneira correta, as lacunas no texto são
Questão 10 423004
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Em que alternativa todas as palavras seguem a regra das paroxítonas terminadas em ditongo?
Questão 7 423001
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Leia o trecho que serve de base para a questão.
“...Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que, também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que tinha feito com o fax. Não se lembrava.”
Os pronomes, destacados no texto, substituem, respectivamente, as palavras
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