Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 11 10717090
IFAL 6° Ano - Português e Matemática 2007Buscando identificar corretamente a função sintática das palavras grifadas nos trechos abaixo:
• Leda nomeou a irmã sua assessora na presidência da empresa.
• Informaram-lhes os preços dos cereais.
• A mãe foi salva da correnteza pelo filho.
Temos, respectivamente:
Questão 2 10717001
IFAL 6° Ano - Português e Matemática 2007Na famosa sentença verbal do físico alemão Albert Einstein: “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”, os termos grifados, respectivamente, são sintaticamente classificados em:
Questão 8369704
CN CN 2006 1 FaseU POR 2007O amigo da onça
A Onça, que é bicho valente - mas nem sempre atilado, como se pensa — , estava quietinha no seu canto, quando lhe apareceu o compadre Lobo e lhe foi dizendo:— Saiba de uma coisa, comadre Onça: você - com perdão da palavra - não é, como supõe, o bicho mais valente e destemido que existe no mundo , nem também o Leão, com toda a sua prosa de rei dos animais.
— Como assim! - gritou a Onça, enfurecida — Então, como é isso, grande pedaço de idiota" Haverá bicho mais valente e poderoso do que eu"
O Lobo, adoçando a voz, respondeu:
— Ó comadre, me perdoe. Estou arrependido de dizer tal coisa ... Mas a minha intenção foi preveni-la contra um bicho terrível que apareceu nesta paragem. Uma pessoa prevenida vale por duas.
— Sim, não deixa você de ter alguma razão — acudiu a Onça mais acomodada. — Mas sempre quero saber o nome desse bicho. Como se chama?
— Esse bicho, comadre, chama-se homem, conforme me disse o amigo papagaio. Nunca vi em minha vida animal de mais perigosa valentia . Ele sim, e ninguém mais, é o que me parece ser mesmo o verdadeiro rei dos animais. Basta dizer que, de longe, o vi matar, com dois espirros, nada menos do que um leão e uma hiena . Ih! Comadre, com o estrondo dos espirros parecia que tudo ia pelos ares. Deus nos livre!
— Oh! Compadre, não me diga!
— É como lhe conto. E o que mais admira ê ser o bicho-homem de pequeno porte. Parece até fraco, e é muito mal servido de unhas e dentes. Deve ser um bicho misterioso e encantado.
— Pois bem, compadre, estou curiosa, e desejo que, sem demora, me conduza ao lugar onde se encontra tão estranho animal.
— Ah, comadre, peça-me tudo, menos isso. Pelos estragos que, de longe, vi o homem fazer com seus malditos espirros, nunca me atreveria a tal aventura ...
— Pois queira ou não queira, tem de mostrar-me o bicho, ou então, agora mesmo perderá a vida.
— Lá por isso não seja - disse o Lobo amedrontado. —Iremos. Mas havemos de tomar todas as precauções. —Eu com a sua licença— posso correr mais do que a comadre. Assim, levaremos uma embira daquelas que não arrebentam nuncaAmarro uma das pontas no pescoço da comadre e a outra em minha cintura. Em caso de perigo, se for preciso fugir, a comadre e eu corremos.
— Fugir! Veja lá o que diz! Você já viu, seu podrela, alguma vez onça fugir?
— Não me expliquei bem. Eu é que fugirei. A comadre será apenas arrastada por mim. Isso não é fugir. Está certo?
— Está bem. Faremos como propõe.
E partiram. A Onça com a embira atada ao pescoço, e o Lobo, muito respeitoso e tímido, a puxá-la.
Quando chegaram ao destino , o bicho-homem, surpreendido ao avistá-los, tirou da cinta a garrucha, e, atarantado, bateu fogo, isto é, espirrou, uma, duas vezes, que foi mesmo um estrondo de todos os diabos.
O Lobo então mais que depressa disparou numa corrida desabalada, redobrando quanto podia as forças para arrastar a Onça pela forte embira que tinha atado nopescoço dela .
De repente, já muito distante, o Lobo sentiu que a Onça estava mais pesada. Parou então e contemplou a companheira estendida no chão, com os dentes arreganhados, sem o mais leve movimento.
O Lobo, sem perceber que a Onça havia morrido enforcada no laço da embira - antes pensando que estivesse apenas cansada —, disse-lhe, tremendo como varas verdes.
— He lá, comadre! Não ri não que o negócio é sério!
GOMES, Lindolfo. IN:Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. Org. Flávio Moreira da Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, p. 522-3.
Questão 8370906
CN CN 2004 1 FaseU POR 2005Texto I
O português de Portugal
(Bahia, – língua portuguesa)
Em Lisboa disseram a Luiz Forjaz Trigueiros que na Bahia o calor, além de tórrido, é constante, jamais faz frio(-). Luiz viaja ao Brasil em missão cultural, pede a Maria Helena que coloque na mala apenas roupas leves, as mais leves. Assim desembarcou desvestido com elegância para o verão feroz.
Ora, em lugar de calor senegalês, uma onda abateu-se sobre a cidade, frio ainda mais difícil de suportar devido à umidade, o escritor sentiu-se enregelar. Dado que o inverno se manteve, não lhe coube opção senão ir à compra de agasalho. Luiz se informou, rumou para a rua Chile, a de comércio fino e caro de prendas de vestir cavalheiros e senhoras. Deteve-se ante uma loja: ali se exibia a peça exata que buscava para com ela resguardar o peito, evitar o resfriado, a gripe, a pneumonia: Luiz Forjaz pretende-se chegado a enfermidades nos brônquios e pulmões, o perigo de gripe o horroriza. De lã, chique, discreta, na cor preferida, estava à sua espera. Luiz adentrou o estabelecimento, o vendedor acorreu solícito, colocou-se a seu serviço.
— Desejo comprar uma camisola – informou o literato luso, sorrindo com a delicadeza que o caracteriza.
Não menos delicado o balconista:
— O cavalheiro se enganou, aqui só vendemos artigos masculinos, mas na loja em frente, de artigos para senhoras, o senhor encontrará variado estoque de camisolas...
Não tenho entendido, algum engano havia, Luiz insistiu:
— Eu disse camisola...
— Já lhe disse que não temos. – O caixeiro elevou a voz desconfiando que o simpático freguês fosse surdo de nascença.
— Como não tem, se acabo de ver na montra uma camisola castanha na medida própria.
— Onde disse ter visto camisola?
O balconista sentiu-se perdido, além de surdo, o freguês falava língua desconhecida, nem espanhol, nem francês, menos ainda inglês, dialetos que o rapaz identificava, familiar de sotaques e pronúncias. Não sabendo o que dizer, riu e coçou a cabeça. Um parvo, persuadiu-se Luiz Trigueiros, e, sem mais delongas, tomando-o gentilmente pelo braço – aos parvos deve-se tratar com firmeza sem no entanto abandonar a cortesia –, levou-o até a porta de onde, triunfante, mostrou-lhe na montra a camisola castanha:
— Ali está ela, a camisola, quanto vale?
A risada do rapaz não era mal-educada, mas continha uma ponta de deboche:
— Ilustre cavalheiro, fique sabendo que em bom português o senhor quer comprar um pulôver marrom igual ao que está na vitrine, não é isso" Por que não disse logo" Um suéter porreta e o preço é de arrasar...
Encontrei Luiz no hotel envergando a camisola castanha, ou seja, o pulôver marrom, não sendo ainda o brasileiro competente que viria a ser anos depois devido aos azares da política, o escritor estava indignado:
— O gajo diz-me duas palavras em francês, uma em inglês e afirma estar falando em português, em bom português.
Em nosso bom português, Luiz, o do Brasil.
Hoje Luiz Forjaz Trigueiros traça na maciota nosso misturado português de mestiços, mas, para escrever sua prosa escorreita, forte, tenra e colorida, conserva-se fiel ao português de Portugal, à língua de Camões.
Em ”...é constante, jamais faz frio.” (03)(04), a palavra sublinhada é um verbo impessoal. Assinale a opção que apresenta corretamente o uso da concordância verbal,Navegação de cabotagem.
Questão 18 82432
OBMEP Nível 2 2005
Dois meses atrás o prefeito de uma cidade iniciou a construção de uma nova escola. No primeiro mês foi feito 1/3 da obra e no segundo mês mais 1/3 do que faltava. A que fração da obra corresponde a parte ainda não construída da escola?
Questão 8372220
PUC-RS PUCRS 2002 2 FaseU PMFB 2002Texto 1
Sou visto, logo existo.
Quando(09) Orwell(02) escreveu “1984”, ainda(11) tínhamos quem(19) olhasse por nós. A guerra fria disputava cada centímetro da Terra(01) para sua visão de mundo, éramos como(20) filhos de pais separados que discutem quem manda mais(10). Ele previu a continuação do totalitarismo sob a forma tecnológica do olho que tudo(12) vê: o “Grande Irmão”. Antes(13) era Deus, para Orwell era uma televisão. Hoje estamos____________ .
Hoje(15) somos muito visados, porém só(21) na condição de consumidores universais. Interessada no bolso e não na alma, a propaganda seduz mas não julga. Em última(17) instância, ninguém, seja divindade, potência ou multinacional, parece interessar-se pelo destino(04)(14) de cada um. Foi aí(22) que começamos a instalar câmeras que transmitem via Internet(30) imagens toscas de lares e pessoas chatas. Blogs, ou seja, diários on-line, oferecem notícias sem importância e confissões pueris(03). Reality shows criam situações e lugares que podem ser acompanhados ao vivo(23)(24) pela televisão.
De tanto em tanto(16)____________, preocupações com a invasão na privacidade de telefones e correspondência, supondo que a intimidade de cada um seria objeto de espionagem, seja comercial, seja política(28).
___________ somos tão ciosos de uma intimidade que temos compulsão de expor, compartilhar e profanar(05)?
Não dispondo de grandes____________ , cabe aproveitar a temporada sobre a Terra, porque a continuação é incerta(27). Hoje precisamos ser apreciados individualmente e dentro do prazo(18) de validade. É preciso ser visto para ser lembrado(26), para existir.
(...)
Sem fé nem esperança, restou(07) o cotidiano(29). É uma pena(06) que estejamos reduzidos a um registro tão infantil(25), interessados em assuntos tão domésticos. O Big Brother, assim como seus similares, são uma Big Mother, a única a quem importa a higiene, a alimentação e as banalidades(08) de cada um. Nem a visão apocalíptica de Orwell supôs que iniciaríamos um milênio tão desamparados e carentes.
As palavras que completam corretamente as lacunas no texto, na ordem em que estas se encontram, são:(CORSO, Diana. Zero Hora, 20 de março de 2002.)
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