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Questão 8384521
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015

(Disponível em: <http://mileumaletras2.zip.net/images/estatua_copacabana.jpg>)
Estátua de Carlos Drummond de Andrade , no Posto 6, em Copacabana. Inscrição no banco: “No mar estava escrita uma cidade” – Carlos Drummond de Andrade
ANEDOTA BÚLGARA
(Carlos Drummond de Andrade)
Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas,
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo. Companhia das Letras, 2013.)
Glossário
czar – imperador; título dado a antigos imperadores eslavos de regiões da Europa Central.
naturalista – pessoa que se dedica a cuidar e defender a natureza.

(Disponível em: <http://mileumaletras2.zip.net/images/estatua_copacabana.jpg>)
Estátua de Carlos Drummond de Andrade , no Posto 6, em Copacabana. Inscrição no banco: “No mar estava escrita uma cidade” – Carlos Drummond de Andrade
ANEDOTA BÚLGARA
(Carlos Drummond de Andrade)
Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas,
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo. Companhia das Letras, 2013.)
Glossário
czar – imperador; título dado a antigos imperadores eslavos de regiões da Europa Central.
naturalista – pessoa que se dedica a cuidar e defender a natureza.
O traço de humor irônico no poema está:
Questão 8384520
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
(Disponível em: <www.portomaravilha.com.br/eventosdetalhe/cod/174>)
A Pedra do Sal, no Largo de São Francisco da Prainha.
A leitura do texto permite perceber que o sonho maior de Netinho está diretamente relacionado ao universo:MEIA-NOITE NA PEDRA (fragmento adaptado)
Era seu sonho ser um deles. Poeta, músico... Aos catorze, finalmente completados, poderia chegar perto dos sons que conhecia, um por um: o surdo falando grosso na marcação, a caixa ligeira no andamento, a cuíca rindo e o tamborim desenhando o ritmo.
O ensaio do (bloco) Escravos da Mauá enchia a praça. Era tanta gente que mal se via o pessoal com os instrumentos. E toda aquela alegria espremida ali no largo da Prainha, fazia o tormento de sua avó, que agora vivia segurando um resto de lembrança do tempo em que podia estar lá, puxando as canções [...]. Ali de cima, na sacada do sobrado, contava, nas noites calmas, histórias que o sofrimento de gerações não conseguiu apagar. Nessas noites, Netinho, ouvindo a avó, ficara íntimo, admirando as “tias” e os heróis, perseguidos por brincarem, por gostarem da música que agora todos amavam, e por manifestarem suas crenças. [...]
Na véspera, a professora da Escola Municipal Darcy Vargas ensinou o que Netinho já sabia. A jovem mestra falou de uma espécie de berço do samba, que foi assim mesmo ali batizado, na casa da Tia Dadá.
(SIMAS, Marco et al. Porto do Rio do início ao fim. Rio de Janeiro: Rovelle, 2012.)
Questão 8384519
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
(Disponível em: <www.portomaravilha.com.br/eventosdetalhe/cod/174>)
A Pedra do Sal, no Largo de São Francisco da Prainha.
Observe, no final do 2º parágrafo , o trecho “Nessas noites, Netinho, ouvindo a avó, ficara íntimo, admirando as “tias” e os heróis (...)”. O termo em destaque se refere às noites:MEIA-NOITE NA PEDRA (fragmento adaptado)
Era seu sonho ser um deles. Poeta, músico... Aos catorze, finalmente completados, poderia chegar perto dos sons que conhecia, um por um: o surdo falando grosso na marcação, a caixa ligeira no andamento, a cuíca rindo e o tamborim desenhando o ritmo.
O ensaio do (bloco) Escravos da Mauá enchia a praça. Era tanta gente que mal se via o pessoal com os instrumentos. E toda aquela alegria espremida ali no largo da Prainha, fazia o tormento de sua avó, que agora vivia segurando um resto de lembrança do tempo em que podia estar lá, puxando as canções [...]. Ali de cima, na sacada do sobrado, contava, nas noites calmas, histórias que o sofrimento de gerações não conseguiu apagar. Nessas noites, Netinho, ouvindo a avó, ficara íntimo, admirando as “tias” e os heróis, perseguidos por brincarem, por gostarem da música que agora todos amavam, e por manifestarem suas crenças. [...]
Na véspera, a professora da Escola Municipal Darcy Vargas ensinou o que Netinho já sabia. A jovem mestra falou de uma espécie de berço do samba, que foi assim mesmo ali batizado, na casa da Tia Dadá.
(SIMAS, Marco et al. Porto do Rio do início ao fim. Rio de Janeiro: Rovelle, 2012.)
Questão 8384518
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
LENÇOL EM CURVA (adaptado)
Mauricio Matos
Rio de Janeiro, década de 80. Menino brasileiro que não sabe jogar bola tem uma parte da infância mutilada. Lembro-me de um, que de tão ruim nem para goleiro servia. Quando os dois craques do colégio tiravam a sorte, este menino já sabia que, sem dúvida, iria para o time de quem perdesse no par ou ímpar, com a seguinte observação: “fica na zaga e, quando vier a bola, chuta com força em qualquer direção”. Um outro sempre comentava rindo: “cuidado com o calcanhar para não fazer gol contra”. Era humilhante. Apesar disso, o menino adorava jogar bola. Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o corpo em direção a ela e chutava... as pernas do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito raramente, a bola. O objetivo maior era se desvencilhar o mais rápido possível da pelota para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele gostava de futebol.
Um dia, estava o menino na zaga, chutando vento, pernas de atacantes, o chão. O jogo estava empatado em zero a zero. Era o último minuto da última partida de uma melhor de três, que também estava empatada. O menino errou as pernas do adversário e acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o tempo. A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu... no ângulo superior esquerdo da trave, caía a bola, sem possibilidades de defesa. Um a zero e fim de jogo.
(COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2006.)
Glossário
mutilada – privada de alguma coisa; a que fica faltando algo.
desvencilhar-se – livrar-se.
pereba – gíria que, no futebol, é usada para se referir ao jogador muito ruim; ruim de bola.
zaga - posição dos jogadores da defesa em um time de futebol; posição dos beques, na formação do time.
Observe, no final do texto, o trecho “A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu...” onde o uso das reticências tem o efeito de:
LENÇOL EM CURVA (adaptado)
Mauricio Matos
Rio de Janeiro, década de 80. Menino brasileiro que não sabe jogar bola tem uma parte da infância mutilada. Lembro-me de um, que de tão ruim nem para goleiro servia. Quando os dois craques do colégio tiravam a sorte, este menino já sabia que, sem dúvida, iria para o time de quem perdesse no par ou ímpar, com a seguinte observação: “fica na zaga e, quando vier a bola, chuta com força em qualquer direção”. Um outro sempre comentava rindo: “cuidado com o calcanhar para não fazer gol contra”. Era humilhante. Apesar disso, o menino adorava jogar bola. Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o corpo em direção a ela e chutava... as pernas do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito raramente, a bola. O objetivo maior era se desvencilhar o mais rápido possível da pelota para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele gostava de futebol.
Um dia, estava o menino na zaga, chutando vento, pernas de atacantes, o chão. O jogo estava empatado em zero a zero. Era o último minuto da última partida de uma melhor de três, que também estava empatada. O menino errou as pernas do adversário e acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o tempo. A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu... no ângulo superior esquerdo da trave, caía a bola, sem possibilidades de defesa. Um a zero e fim de jogo.
(COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2006.)
Glossário
mutilada – privada de alguma coisa; a que fica faltando algo.
desvencilhar-se – livrar-se.
pereba – gíria que, no futebol, é usada para se referir ao jogador muito ruim; ruim de bola.
zaga - posição dos jogadores da defesa em um time de futebol; posição dos beques, na formação do time.
Questão 8384517
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
LENÇOL EM CURVA (adaptado)
Mauricio Matos
Rio de Janeiro, década de 80. Menino brasileiro que não sabe jogar bola tem uma parte da infância mutilada. Lembro-me de um, que de tão ruim nem para goleiro servia. Quando os dois craques do colégio tiravam a sorte, este menino já sabia que, sem dúvida, iria para o time de quem perdesse no par ou ímpar, com a seguinte observação: “fica na zaga e, quando vier a bola, chuta com força em qualquer direção”. Um outro sempre comentava rindo: “cuidado com o calcanhar para não fazer gol contra”. Era humilhante. Apesar disso, o menino adorava jogar bola. Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o corpo em direção a ela e chutava... as pernas do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito raramente, a bola. O objetivo maior era se desvencilhar o mais rápido possível da pelota para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele gostava de futebol.
Um dia, estava o menino na zaga, chutando vento, pernas de atacantes, o chão. O jogo estava empatado em zero a zero. Era o último minuto da última partida de uma melhor de três, que também estava empatada. O menino errou as pernas do adversário e acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o tempo. A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu... no ângulo superior esquerdo da trave, caía a bola, sem possibilidades de defesa. Um a zero e fim de jogo.
(COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2006.)
Glossário
mutilada – privada de alguma coisa; a que fica faltando algo.
desvencilhar-se – livrar-se.
pereba – gíria que, no futebol, é usada para se referir ao jogador muito ruim; ruim de bola.
zaga - posição dos jogadores da defesa em um time de futebol; posição dos beques, na formação do time.
O trecho em que se percebe o uso de uma marca linguística bem própria da fala informal é:
LENÇOL EM CURVA (adaptado)
Mauricio Matos
Rio de Janeiro, década de 80. Menino brasileiro que não sabe jogar bola tem uma parte da infância mutilada. Lembro-me de um, que de tão ruim nem para goleiro servia. Quando os dois craques do colégio tiravam a sorte, este menino já sabia que, sem dúvida, iria para o time de quem perdesse no par ou ímpar, com a seguinte observação: “fica na zaga e, quando vier a bola, chuta com força em qualquer direção”. Um outro sempre comentava rindo: “cuidado com o calcanhar para não fazer gol contra”. Era humilhante. Apesar disso, o menino adorava jogar bola. Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o corpo em direção a ela e chutava... as pernas do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito raramente, a bola. O objetivo maior era se desvencilhar o mais rápido possível da pelota para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele gostava de futebol.
Um dia, estava o menino na zaga, chutando vento, pernas de atacantes, o chão. O jogo estava empatado em zero a zero. Era o último minuto da última partida de uma melhor de três, que também estava empatada. O menino errou as pernas do adversário e acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o tempo. A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu... no ângulo superior esquerdo da trave, caía a bola, sem possibilidades de defesa. Um a zero e fim de jogo.
(COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2006.)
Glossário
mutilada – privada de alguma coisa; a que fica faltando algo.
desvencilhar-se – livrar-se.
pereba – gíria que, no futebol, é usada para se referir ao jogador muito ruim; ruim de bola.
zaga - posição dos jogadores da defesa em um time de futebol; posição dos beques, na formação do time.
Questão 8384516
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
LENÇOL EM CURVA (adaptado)
Mauricio Matos
Rio de Janeiro, década de 80. Menino brasileiro que não sabe jogar bola tem uma parte da infância mutilada. Lembro-me de um, que de tão ruim nem para goleiro servia. Quando os dois craques do colégio tiravam a sorte, este menino já sabia que, sem dúvida, iria para o time de quem perdesse no par ou ímpar, com a seguinte observação: “fica na zaga e, quando vier a bola, chuta com força em qualquer direção”. Um outro sempre comentava rindo: “cuidado com o calcanhar para não fazer gol contra”. Era humilhante. Apesar disso, o menino adorava jogar bola. Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o corpo em direção a ela e chutava... as pernas do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito raramente, a bola. O objetivo maior era se desvencilhar o mais rápido possível da pelota para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele gostava de futebol.
Um dia, estava o menino na zaga, chutando vento, pernas de atacantes, o chão. O jogo estava empatado em zero a zero. Era o último minuto da última partida de uma melhor de três, que também estava empatada. O menino errou as pernas do adversário e acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o tempo. A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu... no ângulo superior esquerdo da trave, caía a bola, sem possibilidades de defesa. Um a zero e fim de jogo.
(COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2006.)
Glossário
mutilada – privada de alguma coisa; a que fica faltando algo.
desvencilhar-se – livrar-se.
pereba – gíria que, no futebol, é usada para se referir ao jogador muito ruim; ruim de bola.
zaga - posição dos jogadores da defesa em um time de futebol; posição dos beques, na formação do time.
O assunto principal do texto é:
LENÇOL EM CURVA (adaptado)
Mauricio Matos
Rio de Janeiro, década de 80. Menino brasileiro que não sabe jogar bola tem uma parte da infância mutilada. Lembro-me de um, que de tão ruim nem para goleiro servia. Quando os dois craques do colégio tiravam a sorte, este menino já sabia que, sem dúvida, iria para o time de quem perdesse no par ou ímpar, com a seguinte observação: “fica na zaga e, quando vier a bola, chuta com força em qualquer direção”. Um outro sempre comentava rindo: “cuidado com o calcanhar para não fazer gol contra”. Era humilhante. Apesar disso, o menino adorava jogar bola. Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o corpo em direção a ela e chutava... as pernas do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito raramente, a bola. O objetivo maior era se desvencilhar o mais rápido possível da pelota para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele gostava de futebol.
Um dia, estava o menino na zaga, chutando vento, pernas de atacantes, o chão. O jogo estava empatado em zero a zero. Era o último minuto da última partida de uma melhor de três, que também estava empatada. O menino errou as pernas do adversário e acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o tempo. A bola atravessou o campo, num gigante lençol em curva, encobriu os dois times inteiros, o goleiro adversário não acreditou e, quando viu... no ângulo superior esquerdo da trave, caía a bola, sem possibilidades de defesa. Um a zero e fim de jogo.
(COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2006.)
Glossário
mutilada – privada de alguma coisa; a que fica faltando algo.
desvencilhar-se – livrar-se.
pereba – gíria que, no futebol, é usada para se referir ao jogador muito ruim; ruim de bola.
zaga - posição dos jogadores da defesa em um time de futebol; posição dos beques, na formação do time.
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