Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 57 10873479
IFSP 2009Leia o texto para responder à questão.
Os donos de Piratininga
Nos tempos da fundação de São Paulo, os tupiniquins dominavam os campos de Piratininga e o Vale do Tietê. O planalto era povoado por várias aldeias tupis. Os índios desciam para o litoral na época do frio para pescar e foram os responsáveis pela criação de várias trilhas, a maioria usada pelos jesuítas e portugueses.
Os tupis eram formados por diversos grupos indígenas, que, na sua maioria, viviam para a guerra. Tinham na sua força e coragem profundo orgulho.
Entre as famílias tupis, predominavam na Ilha de São Vicente os tamoios, quando a expedição portuguesa chegou em 1532.
É importante ressaltar que o cacique Tibiriçá, chefe de uma parte da nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na aldeia de Inhampuambuçu, foi grande colaborador dos jesuítas e portugueses. Defendeu muitas vezes São Paulo de ataques de outras tribos e facilitou o trabalho de catequese. Seus restos mortais se encontram hoje depositados em uma cripta na Catedral da Sé.
(www.cidadedesaopaulo.com/shMat.asp)
Observe a frase:
Os índios desciam para o litoral na época do frio para pescar e foram os responsáveis pela criação de várias trilhas, a maioria usada pelos jesuítas e portugueses.
Assinale a alternativa em que o trecho, reescrito, está de acordo com a língua padrão quanto à concordância nominal e verbal.
Questão 8368850
EMBRAER EMBRAER 2009 ConhecimentosGerais 2009A questão baseia-se na crônica de Raul Drewnick, na qual se conta a história de Sara, uma menina que, ao completar 10 anos de idade, ganharia como presente um final de semana na praia. Porém, não pôde fazer sua viagem porque seu tio faleceu no mesmo final de semana. Mas a vontade de conhecer a praia nunca a abandonou...
Sara quer ver o mar
Faltava uma semana para os grandes feriados, quando Sara começou a se preparar. Uma sexta-feira antes da viagem, ainda não eram sete horas da manhã e ela já estava no guichê da rodoviária. Sim, era ali mesmo que se vendiam passagens antecipadas para o litoral, confirmou o rapaz. Para quando ela precisava" Sexta que vem" Sexta que vem?, ele tornou a perguntar, remexendo na gaveta. Para sexta ele ainda não tinha bilhetes. Talvez os recebesse na segunda, o mais tardar na terça.
Sara voltou na segunda. Ainda não eram sete da manhã, quando ela ouviu o rapaz dizer que as passagens não tinham chegado, mas deviam estar lá no dia seguinte ou, no máximo, na quarta. Entre uma desculpa e outra, ele notou que Sara estava quase chorando.
Na terça, às oito da manhã, o chefe de Sara perguntou se havia algum problema com ela. A moça garantiu que não, que se sentia melhor do que nunca, que aquele era um dos dias mais felizes de sua vida. (...) Um instante depois, vendo Sara correr para abraçar Carminha, que chegava, e valsar com ela no meio do escritório, ele concluiu que as datilógrafas eram mesmo seres muito esquisitos. (...)
A história, antiga, ainda fazia Sara sofrer. (...)
Naquele sábado longínquo, quando ainda era criança e esperava ver o mar, Sara conheceu o seu primeiro defunto: seu tio. Não pôde ir à praia. Já no domingo, cobrava insistentemente a viagem prometida, o que foi considerado um desrespeito à memória do tio.
Os empregos do pai levavam a família cada ano para uma cidade. Sara pegava então o mapa e descobria que estava cada vez mais longe do mar. Por isso hoje é um dia tão importante para ela. Dez anos depois da grande frustração, preparou tudo durante a semana e está pronta. Muita coisa mudou nesse tempo – o pai morreu, a mãe morreu, Sara ficou sozinha, mas não esqueceu o sonho. Hoje ela acordou cedo para buscar o presente que não ganhou na infância. O ônibus sai às oito, mas às sete Sara já está descendo de um táxi, na Rodoviária. O motorista a ajuda tirar as sacolas e lhe deseja boa viagem. Depois, resolve tomar um café e descansar um pouco. Trabalhou toda a noite e não pára de bocejar. A caminho de casa, olhando pelo retrovisor, um brilho metálico no banco de trás chama a sua atenção. Ele para o carro e estica o braço. É uma bolsinha de fecho prateado. Sara está muito bonita na foto da identidade. Dentro de um compartimento fechado com zíper, o motorista encontra um batom, um cortador de unhas e uma passagem para Santos, com saída para as oito horas. Ele olha para o relógio. São oito e vinte.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância.(O Estado de S.Paulo, 02.10.1990. Adaptado)
Questão 8368534
ETECSP ETECSP 2009 1 FaseU Gerais (2) 2009Meu Deus,
só me lembro de Vós para pedir,
mas de qualquer modo sempre é uma lembrança.
Desculpai vosso filho, que se veste
de humildade e esperança
e vos suplica: Olhai para o Nordeste
onde há fome, Senhor, e desespero
rodando nas estradas
entre esqueletos e animais. (...)
E mudo até o tratamento: por que Vós
tão gravata-e-colarinho, tão
vossa excelência?
O você comunica muito mais
e se agora, o trato por você,
ficamos perto, vamos papeando
como dois colegas bem legais,
um, puro; o outro, aquela coisa,
quase que maldito,
mas amizade é isso mesmo: salta
o vale, o muro, o abismo do infinito.
Meu querido Jesus, que é que há?
Faz sentido deixar o Ceará
sofrer em ciclo a mesma eterna pena?
O autor sugere, no texto, que a forma de tratamento é inadequada para a situação. Proceda, pois, à alteração do trecho "Desculpai vosso filho, que se veste de humildade e esperança e vos suplica" substituindo "vós" por "você".ANDRADE, Carlos Drummond. Prece do brasileiro.
Questão 8368350
COTUCA COTUCA 2009 1 FaseU Gerais 2009Assinale a alternativa em que as concordâncias nominais e verbais foram respeitadas.
Questão 8368205
CN CN 2008 1 FaseU Demais 2009Assinale a opção em que a concordância verbal está correta.
Questão 8 629345
COTUCA 2009Assinale a alternativa em que as concordâncias nominais e verbais foram respeitadas.
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