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Questão 6 10414031
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015Texto
UM DESEJO E DOIS IRMÃOS

Dois príncipes, um louro, e um moreno. Irmãos, mas os olhos de um azuis, e os do outro verdes. E tão diferentes nos gostos e nos sorrisos, que ninguém os diria filhos do mesmo pai, rei que igualmente os amava.
Uma coisa, porém, tinham em comum: cada um deles queria ser o outro. Nos jogos, nas poses, diante do espelho, tudo o que um queria era aquilo que o outro tinha. E de alma sempre cravada nesse desejo
insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si, de serem felizes.
Sofria o pai com o sofrimento dos filhos. Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte. De tudo o que tinha, deu o céu para o seu filho louro, que governasse junto ao sol brilhante como seus cabelos. E entregou-lhe pelas rédeas um cavalo alado. Ao moreno coube o verde do mar, reflexo de seus olhos. E um cavalo-marinho.
O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas. O segundo filho, firmou-se nas costas ásperas do hipocampo. A cada um seu reino.
Mas as pernas que roçavam em plumas esporeavam o cavalo para baixo, em direção às cristas das ondas. E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse, junto à tona.
Do ar, o príncipe das nuvens olhou através do seu reflexo, procurando a figura do irmão nas profundezas.
Da água, o jovem senhor das vagas quebrou com seu olhar a lâmina da superfície procurando a silhueta do irmão.
O de cima sentiu calor, e desejou ter o mar para si, certo de que nada o faria mais feliz do que mergulhar no seu frescor.
O de baixo sentiu frio, e quis possuir o céu, certo de que nada o faria mais feliz do que voar na sua mornança.
Então emergiu o focinho do cavalo-marinho e molharam-se as patas do cavalo alado.
Soprando entre as mãos em concha, os dois irmãos lançaram seu desafio. Alinharam-se os cavalos na beira da areia e partiriam para a linha do horizonte. Quem chegasse primeiro ficaria com o reino do outro.
- A corrida será longa – pensou o primeiro. E fez uma carruagem de nuvens que atrelou ao seu cavalo.
- Demoraremos a chegar – pensou o segundo. E prendeu com algas uma carruagem de espumas nas costas do hipocampo.
Partiram juntos. Silêncio na água. No ar, relinchos e voltear de plumas. Longe, a linha de chegada dividindo os dois reinos.
Os raios do sol passaram pela carruagem de nuvens e desciam até a carruagem de espumas. Durante todo o dia acompanharam a corrida. Depois brilhou a lua, a leve sombra de um cobriu o outro de noite mais profunda. E quando o sol outra vez trouxe sua luz, surpreendeu-se de ver o cavalo alado exatamente acima do cavalo-marinho. Tão acima como se, desde a partida, não tivessem saído do lugar.
Galopava o tempo, veloz como os irmãos. Mas a linha do horizonte continuava igualmente distante. O sol chegava até ela. A lua chegava até ela. Até os albatrozes pareciam alcançá-la no seu voo. Só os dois irmãos não conseguiam se aproximar.
De tanto correr já se esgarçavam as nuvens da carruagem alada, e a espuma da carruagem marinha desfazia-se em ondas. Mas os dois irmãos não desistiram, porque nessa segunda coisa também eram iguais, no
desejo de vencer.
Até que a linha do horizonte teve pena. E devagar, sem deixar-se perceber, foi chegando perto.
A linha chegou perto.
Baixou seu voo o cavalo alado, quase tocando o reflexo. Aflorou o cavalo-marinho entre as marolas. As plumas, espumas se tocaram. Céu e mar cada vez mais próximos confundiram seus azuis, igualaram suas transparências. E as asas brancas do cavalo alado, pesadas de sal, entregaram-se à água, a crina branca roçando o pescoço do hipocampo. Desfez-se a carruagem de nuvens na crista da última onda. Onda que inchou, rolou, envolvendo os irmãos num mesmo abraço, jogando um corpo contra o outro, juntando para sempre aquilo que era tão separado.
Desliza a onda sobre a areia, depositando o vencedor. Na branca praia do horizonte, onde tudo se encontra, avança agora um único príncipe, dono do céu e do mar. De olhos e cabelos castanhos, feliz enfim.
COLASANTI, Marina. Um desejo e dois irmãos. In: Doze reis e a moça do labirinto do vento. Rio de Janeiro: Global, 1999. p. 50-51.
VOCABULÁRIO
▪ Flancos: cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros.
▪ Hipocampo: cavalo-marinho.
▪ Mornança: sensação de morno; lentidão.
Na frase “Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte”, o pronome destacado refere-se
Questão 3 10413993
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015Texto
UM DESEJO E DOIS IRMÃOS

Dois príncipes, um louro, e um moreno. Irmãos, mas os olhos de um azuis, e os do outro verdes. E tão diferentes nos gostos e nos sorrisos, que ninguém os diria filhos do mesmo pai, rei que igualmente os amava.
Uma coisa, porém, tinham em comum: cada um deles queria ser o outro. Nos jogos, nas poses, diante do espelho, tudo o que um queria era aquilo que o outro tinha. E de alma sempre cravada nesse desejo
insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si, de serem felizes.
Sofria o pai com o sofrimento dos filhos. Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte. De tudo o que tinha, deu o céu para o seu filho louro, que governasse junto ao sol brilhante como seus cabelos. E entregou-lhe pelas rédeas um cavalo alado. Ao moreno coube o verde do mar, reflexo de seus olhos. E um cavalo-marinho.
O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas. O segundo filho, firmou-se nas costas ásperas do hipocampo. A cada um seu reino.
Mas as pernas que roçavam em plumas esporeavam o cavalo para baixo, em direção às cristas das ondas. E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse, junto à tona.
Do ar, o príncipe das nuvens olhou através do seu reflexo, procurando a figura do irmão nas profundezas.
Da água, o jovem senhor das vagas quebrou com seu olhar a lâmina da superfície procurando a silhueta do irmão.
O de cima sentiu calor, e desejou ter o mar para si, certo de que nada o faria mais feliz do que mergulhar no seu frescor.
O de baixo sentiu frio, e quis possuir o céu, certo de que nada o faria mais feliz do que voar na sua mornança.
Então emergiu o focinho do cavalo-marinho e molharam-se as patas do cavalo alado.
Soprando entre as mãos em concha, os dois irmãos lançaram seu desafio. Alinharam-se os cavalos na beira da areia e partiriam para a linha do horizonte. Quem chegasse primeiro ficaria com o reino do outro.
- A corrida será longa – pensou o primeiro. E fez uma carruagem de nuvens que atrelou ao seu cavalo.
- Demoraremos a chegar – pensou o segundo. E prendeu com algas uma carruagem de espumas nas costas do hipocampo.
Partiram juntos. Silêncio na água. No ar, relinchos e voltear de plumas. Longe, a linha de chegada dividindo os dois reinos.
Os raios do sol passaram pela carruagem de nuvens e desciam até a carruagem de espumas. Durante todo o dia acompanharam a corrida. Depois brilhou a lua, a leve sombra de um cobriu o outro de noite mais profunda. E quando o sol outra vez trouxe sua luz, surpreendeu-se de ver o cavalo alado exatamente acima do cavalo-marinho. Tão acima como se, desde a partida, não tivessem saído do lugar.
Galopava o tempo, veloz como os irmãos. Mas a linha do horizonte continuava igualmente distante. O sol chegava até ela. A lua chegava até ela. Até os albatrozes pareciam alcançá-la no seu voo. Só os dois irmãos não conseguiam se aproximar.
De tanto correr já se esgarçavam as nuvens da carruagem alada, e a espuma da carruagem marinha desfazia-se em ondas. Mas os dois irmãos não desistiram, porque nessa segunda coisa também eram iguais, no
desejo de vencer.
Até que a linha do horizonte teve pena. E devagar, sem deixar-se perceber, foi chegando perto.
A linha chegou perto.
Baixou seu voo o cavalo alado, quase tocando o reflexo. Aflorou o cavalo-marinho entre as marolas. As plumas, espumas se tocaram. Céu e mar cada vez mais próximos confundiram seus azuis, igualaram suas transparências. E as asas brancas do cavalo alado, pesadas de sal, entregaram-se à água, a crina branca roçando o pescoço do hipocampo. Desfez-se a carruagem de nuvens na crista da última onda. Onda que inchou, rolou, envolvendo os irmãos num mesmo abraço, jogando um corpo contra o outro, juntando para sempre aquilo que era tão separado.
Desliza a onda sobre a areia, depositando o vencedor. Na branca praia do horizonte, onde tudo se encontra, avança agora um único príncipe, dono do céu e do mar. De olhos e cabelos castanhos, feliz enfim.
COLASANTI, Marina. Um desejo e dois irmãos. In: Doze reis e a moça do labirinto do vento. Rio de Janeiro: Global, 1999. p. 50-51.
VOCABULÁRIO
▪ Flancos: cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros.
▪ Hipocampo: cavalo-marinho.
▪ Mornança: sensação de morno; lentidão.
Levando em conta a parte do reino que cada príncipe recebeu, pode-se dizer que esse rei era muito mais poderoso que outros reis de histórias que conhecemos.
Por quê?
Questão 1 10413860
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015Texto
UM DESEJO E DOIS IRMÃOS

Dois príncipes, um louro, e um moreno. Irmãos, mas os olhos de um azuis, e os do outro verdes. E tão diferentes nos gostos e nos sorrisos, que ninguém os diria filhos do mesmo pai, rei que igualmente os amava.
Uma coisa, porém, tinham em comum: cada um deles queria ser o outro. Nos jogos, nas poses, diante do espelho, tudo o que um queria era aquilo que o outro tinha. E de alma sempre cravada nesse desejo
insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si, de serem felizes.
Sofria o pai com o sofrimento dos filhos. Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte. De tudo o que tinha, deu o céu para o seu filho louro, que governasse junto ao sol brilhante como seus cabelos. E entregou-lhe pelas rédeas um cavalo alado. Ao moreno coube o verde do mar, reflexo de seus olhos. E um cavalo-marinho.
O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas. O segundo filho, firmou-se nas costas ásperas do hipocampo. A cada um seu reino.
Mas as pernas que roçavam em plumas esporeavam o cavalo para baixo, em direção às cristas das ondas. E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse, junto à tona.
Do ar, o príncipe das nuvens olhou através do seu reflexo, procurando a figura do irmão nas profundezas.
Da água, o jovem senhor das vagas quebrou com seu olhar a lâmina da superfície procurando a silhueta do irmão.
O de cima sentiu calor, e desejou ter o mar para si, certo de que nada o faria mais feliz do que mergulhar no seu frescor.
O de baixo sentiu frio, e quis possuir o céu, certo de que nada o faria mais feliz do que voar na sua mornança.
Então emergiu o focinho do cavalo-marinho e molharam-se as patas do cavalo alado.
Soprando entre as mãos em concha, os dois irmãos lançaram seu desafio. Alinharam-se os cavalos na beira da areia e partiriam para a linha do horizonte. Quem chegasse primeiro ficaria com o reino do outro.
- A corrida será longa – pensou o primeiro. E fez uma carruagem de nuvens que atrelou ao seu cavalo.
- Demoraremos a chegar – pensou o segundo. E prendeu com algas uma carruagem de espumas nas costas do hipocampo.
Partiram juntos. Silêncio na água. No ar, relinchos e voltear de plumas. Longe, a linha de chegada dividindo os dois reinos.
Os raios do sol passaram pela carruagem de nuvens e desciam até a carruagem de espumas. Durante todo o dia acompanharam a corrida. Depois brilhou a lua, a leve sombra de um cobriu o outro de noite mais profunda. E quando o sol outra vez trouxe sua luz, surpreendeu-se de ver o cavalo alado exatamente acima do cavalo-marinho. Tão acima como se, desde a partida, não tivessem saído do lugar.
Galopava o tempo, veloz como os irmãos. Mas a linha do horizonte continuava igualmente distante. O sol chegava até ela. A lua chegava até ela. Até os albatrozes pareciam alcançá-la no seu voo. Só os dois irmãos não conseguiam se aproximar.
De tanto correr já se esgarçavam as nuvens da carruagem alada, e a espuma da carruagem marinha desfazia-se em ondas. Mas os dois irmãos não desistiram, porque nessa segunda coisa também eram iguais, no
desejo de vencer.
Até que a linha do horizonte teve pena. E devagar, sem deixar-se perceber, foi chegando perto.
A linha chegou perto.
Baixou seu voo o cavalo alado, quase tocando o reflexo. Aflorou o cavalo-marinho entre as marolas. As plumas, espumas se tocaram. Céu e mar cada vez mais próximos confundiram seus azuis, igualaram suas transparências. E as asas brancas do cavalo alado, pesadas de sal, entregaram-se à água, a crina branca roçando o pescoço do hipocampo. Desfez-se a carruagem de nuvens na crista da última onda. Onda que inchou, rolou, envolvendo os irmãos num mesmo abraço, jogando um corpo contra o outro, juntando para sempre aquilo que era tão separado.
Desliza a onda sobre a areia, depositando o vencedor. Na branca praia do horizonte, onde tudo se encontra, avança agora um único príncipe, dono do céu e do mar. De olhos e cabelos castanhos, feliz enfim.
COLASANTI, Marina. Um desejo e dois irmãos. In: Doze reis e a moça do labirinto do vento. Rio de Janeiro: Global, 1999. p. 50-51.
VOCABULÁRIO
▪ Flancos: cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros.
▪ Hipocampo: cavalo-marinho.
▪ Mornança: sensação de morno; lentidão.
A história começa mostrando diferenças entre os dois príncipes. Mas os dois irmãos também tinham coisas em comum, isto é, semelhanças.
Qual passagem comprova essa ideia?
Questão 5 10394710
CMT Prova de Português 2015Considerando as informações do texto, responda à questão:
TEXTO
LENDA DAS CATARATAS

Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do
Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por M'Boy, um
deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique
dessa tribo, tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do
[5] rio paravam quando a jovem nelas se mirava.
Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus M'Boy,
passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os
Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por
ela se apaixonou.
[10] No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique
e o pajé bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros
dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio
abaixo, arrastada pela correnteza. Quando M'Boy percebeu a fuga de
Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as entranhas da terra e,
[15] retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a
gigantesca catarata.
Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande
altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi
transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente
[20] fustigada pelas águas revoltas.
Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um
abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira, acha-
se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro
vingativo vigia eternamente as duas vítimas.
(In http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/paginas/226-lenda-das-cataratas.aspx Acesso em 17 ago 2015)
A respeito dos elementos da narrativa, presentes no texto, considere as afirmações a seguir “verdadeiras” ou “falsas”:
I – O narrador do texto é do tipo “observador”, que participa da história, o que se prova com o uso de verbos na 3ª pessoa.
II – No texto, há presença de tempo cronológico, organizado de forma aleatória, ao sabor das lembranças do narrador e dos próprios personagens.
III – Podem-se apontar como alguns dos espaços da narrativa as cataratas e a aldeia em que os índios viviam.
IV – Por suas ações ao longo da trama, M’Boy pode ser caracterizado como o antagonista da narrativa.
V – Entre as características de Naipi e Tarobá, o texto permite inferir, respectivamente, a beleza e a coragem.
Questão 20 10223454
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO

http://familialacerda.blogspot.com.br/2010_11_01_archive.html
A respeito da função sintática exercida pelos termos ou expressões destacados do texto, marque o item correto.
Questão 17 10223416
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO

http://kdimagens.com/imagem/medo-de-ser-feliz-952. Acesso 20/08/2015.
Quanto às marcas linguísticas que evidenciam locutor e interlocutor no texto, marque a afirmativa correta.
06
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