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Questão 7 10446504
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
PEDRO E PAULO
O primogênito paga o preço de nossa inexperiência, insegurança e burrada

Hoje tenho dois filhos de idades, feições e mães diferentes. E os amo por igual. Pedro, o caçula, prestes a trocar suas fraldas por cuecas, é de uma timidez cativante. Paulo, por sua vez, o mais velho, é o adolescente padrão: hormônios, inconstância, doçura, ansiedade... Cada um é um, mas, repito, eu os amo por igual. Se tivesse, porém, de dizer qual deles mais me enternece, escolheria o primogênito.
A razão? Bem, antes de mais nada, por ter sido ele o primeiro. Paulo levantou o véu. Fez de mim um pai. O primogênito desperta em nós um impulso darwinista: o de zelar para que essa criatura, um candidato a cidadão gerado com a fricção de nossos corpos, não morra de medo, fome, frio ou sarampo. Esse papo pode soar estranho, mas é como funcionam as pulsões básicas graças às quais nossa espécie sobreviveu enquanto tantas outras desapareciam.
O primogênito é também nosso maior laboratório de acertos e burradas. Paulo não fugiu à sina. Foi meu órgão de choque; a cobaia involuntária de meus avanços e retrocessos na vida. Absorveu meus deslizes, minhas fantasias e mágoas. Foi um bravo!
Outro detalhe, aos meus olhos paternos, o torna um herói. Como a maioria dos garotos de sua idade, Paulo integra a primeira geração pós-divórcio. Com pai e mãe apartados, teve de se habituar a ver a vida por um prisma bifocal. No início, brigou feito um leão para manter seu mundinho intacto - e seus pais, juntos. Depois, vencido, resignou-se.
Pergunto-me se eu, criança, teria sido tão forte.
Por vários anos após a separação, mantive com ele uma relação delicada: cobranças, projeções, carências de parte a parte... Na festa de meu segundo casamento, vi claramente a satisfação e o desalento se misturarem em seus olhos azuis. A primeira devia-se ao fato de me ver feliz. O segundo, à constatação de que, naquele instante, a cisão de seu mundo se sacramentara de vez.
Aquele seu olhar marejado me perseguiu silenciosamente durante a gestação de Pedro. Como reagiria Paulo? Pois ele foi o primeiro a chegar à maternidade na manhã em que seu irmão nasceria. Mais tarde, longe de exasperar-se por ter de dividir o quarto na casa paterna com um bebê, presenteou o maninho com duas Ferraris em miniatura que eu mesmo lhe dera anos antes. Que quarto, aquele... Kurt Cobain num canto. Buzz Lightyear no outro.
Vi, enfim, que Paulo crescera - e aquilo pedia uma comemoração. No Carnaval viajamos, só nós dois, para a Itália. No Al Ceppo, um delicioso restaurante romano, eu lhe propus duas coisas: que tomássemos juntos um copo de vinho (talvez seu primeiro) e que ele fosse padrinho do irmão. Quando crescer, Pedro provavelmente abençoará essa escolha se, como eu, perceber que, em muitos aspectos, foi graças ao brother que lhe coube a fatia mais doce desse bolo chamado paternidade.
GANDRA, José Ruy. Folha de São Paulo, 2 ago. 2011. © Folhapress.
VOCABULÁRIO
Pulsão: impulso interno que direciona o comportamento das pessoas.
A função evidente do texto é
Questão 6 10446499
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
PEDRO E PAULO
O primogênito paga o preço de nossa inexperiência, insegurança e burrada

Hoje tenho dois filhos de idades, feições e mães diferentes. E os amo por igual. Pedro, o caçula, prestes a trocar suas fraldas por cuecas, é de uma timidez cativante. Paulo, por sua vez, o mais velho, é o adolescente padrão: hormônios, inconstância, doçura, ansiedade... Cada um é um, mas, repito, eu os amo por igual. Se tivesse, porém, de dizer qual deles mais me enternece, escolheria o primogênito.
A razão? Bem, antes de mais nada, por ter sido ele o primeiro. Paulo levantou o véu. Fez de mim um pai. O primogênito desperta em nós um impulso darwinista: o de zelar para que essa criatura, um candidato a cidadão gerado com a fricção de nossos corpos, não morra de medo, fome, frio ou sarampo. Esse papo pode soar estranho, mas é como funcionam as pulsões básicas graças às quais nossa espécie sobreviveu enquanto tantas outras desapareciam.
O primogênito é também nosso maior laboratório de acertos e burradas. Paulo não fugiu à sina. Foi meu órgão de choque; a cobaia involuntária de meus avanços e retrocessos na vida. Absorveu meus deslizes, minhas fantasias e mágoas. Foi um bravo!
Outro detalhe, aos meus olhos paternos, o torna um herói. Como a maioria dos garotos de sua idade, Paulo integra a primeira geração pós-divórcio. Com pai e mãe apartados, teve de se habituar a ver a vida por um prisma bifocal. No início, brigou feito um leão para manter seu mundinho intacto - e seus pais, juntos. Depois, vencido, resignou-se.
Pergunto-me se eu, criança, teria sido tão forte.
Por vários anos após a separação, mantive com ele uma relação delicada: cobranças, projeções, carências de parte a parte... Na festa de meu segundo casamento, vi claramente a satisfação e o desalento se misturarem em seus olhos azuis. A primeira devia-se ao fato de me ver feliz. O segundo, à constatação de que, naquele instante, a cisão de seu mundo se sacramentara de vez.
Aquele seu olhar marejado me perseguiu silenciosamente durante a gestação de Pedro. Como reagiria Paulo? Pois ele foi o primeiro a chegar à maternidade na manhã em que seu irmão nasceria. Mais tarde, longe de exasperar-se por ter de dividir o quarto na casa paterna com um bebê, presenteou o maninho com duas Ferraris em miniatura que eu mesmo lhe dera anos antes. Que quarto, aquele... Kurt Cobain num canto. Buzz Lightyear no outro.
Vi, enfim, que Paulo crescera - e aquilo pedia uma comemoração. No Carnaval viajamos, só nós dois, para a Itália. No Al Ceppo, um delicioso restaurante romano, eu lhe propus duas coisas: que tomássemos juntos um copo de vinho (talvez seu primeiro) e que ele fosse padrinho do irmão. Quando crescer, Pedro provavelmente abençoará essa escolha se, como eu, perceber que, em muitos aspectos, foi graças ao brother que lhe coube a fatia mais doce desse bolo chamado paternidade.
GANDRA, José Ruy. Folha de São Paulo, 2 ago. 2011. © Folhapress.
VOCABULÁRIO
Pulsão: impulso interno que direciona o comportamento das pessoas.
Dentre as alternativas abaixo, há apenas uma INCORRETA.
Marque-a.
Questão 5 10446494
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
PEDRO E PAULO
O primogênito paga o preço de nossa inexperiência, insegurança e burrada

Hoje tenho dois filhos de idades, feições e mães diferentes. E os amo por igual. Pedro, o caçula, prestes a trocar suas fraldas por cuecas, é de uma timidez cativante. Paulo, por sua vez, o mais velho, é o adolescente padrão: hormônios, inconstância, doçura, ansiedade... Cada um é um, mas, repito, eu os amo por igual. Se tivesse, porém, de dizer qual deles mais me enternece, escolheria o primogênito.
A razão? Bem, antes de mais nada, por ter sido ele o primeiro. Paulo levantou o véu. Fez de mim um pai. O primogênito desperta em nós um impulso darwinista: o de zelar para que essa criatura, um candidato a cidadão gerado com a fricção de nossos corpos, não morra de medo, fome, frio ou sarampo. Esse papo pode soar estranho, mas é como funcionam as pulsões básicas graças às quais nossa espécie sobreviveu enquanto tantas outras desapareciam.
O primogênito é também nosso maior laboratório de acertos e burradas. Paulo não fugiu à sina. Foi meu órgão de choque; a cobaia involuntária de meus avanços e retrocessos na vida. Absorveu meus deslizes, minhas fantasias e mágoas. Foi um bravo!
Outro detalhe, aos meus olhos paternos, o torna um herói. Como a maioria dos garotos de sua idade, Paulo integra a primeira geração pós-divórcio. Com pai e mãe apartados, teve de se habituar a ver a vida por um prisma bifocal. No início, brigou feito um leão para manter seu mundinho intacto - e seus pais, juntos. Depois, vencido, resignou-se.
Pergunto-me se eu, criança, teria sido tão forte.
Por vários anos após a separação, mantive com ele uma relação delicada: cobranças, projeções, carências de parte a parte... Na festa de meu segundo casamento, vi claramente a satisfação e o desalento se misturarem em seus olhos azuis. A primeira devia-se ao fato de me ver feliz. O segundo, à constatação de que, naquele instante, a cisão de seu mundo se sacramentara de vez.
Aquele seu olhar marejado me perseguiu silenciosamente durante a gestação de Pedro. Como reagiria Paulo? Pois ele foi o primeiro a chegar à maternidade na manhã em que seu irmão nasceria. Mais tarde, longe de exasperar-se por ter de dividir o quarto na casa paterna com um bebê, presenteou o maninho com duas Ferraris em miniatura que eu mesmo lhe dera anos antes. Que quarto, aquele... Kurt Cobain num canto. Buzz Lightyear no outro.
Vi, enfim, que Paulo crescera - e aquilo pedia uma comemoração. No Carnaval viajamos, só nós dois, para a Itália. No Al Ceppo, um delicioso restaurante romano, eu lhe propus duas coisas: que tomássemos juntos um copo de vinho (talvez seu primeiro) e que ele fosse padrinho do irmão. Quando crescer, Pedro provavelmente abençoará essa escolha se, como eu, perceber que, em muitos aspectos, foi graças ao brother que lhe coube a fatia mais doce desse bolo chamado paternidade.
GANDRA, José Ruy. Folha de São Paulo, 2 ago. 2011. © Folhapress.
VOCABULÁRIO
Pulsão: impulso interno que direciona o comportamento das pessoas.
No período “Absorveu meus deslizes, minhas fantasias e mágoas”, o termo destacado
Questão 4 10446454
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
PEDRO E PAULO
O primogênito paga o preço de nossa inexperiência, insegurança e burrada

Hoje tenho dois filhos de idades, feições e mães diferentes. E os amo por igual. Pedro, o caçula, prestes a trocar suas fraldas por cuecas, é de uma timidez cativante. Paulo, por sua vez, o mais velho, é o adolescente padrão: hormônios, inconstância, doçura, ansiedade... Cada um é um, mas, repito, eu os amo por igual. Se tivesse, porém, de dizer qual deles mais me enternece, escolheria o primogênito.
A razão? Bem, antes de mais nada, por ter sido ele o primeiro. Paulo levantou o véu. Fez de mim um pai. O primogênito desperta em nós um impulso darwinista: o de zelar para que essa criatura, um candidato a cidadão gerado com a fricção de nossos corpos, não morra de medo, fome, frio ou sarampo. Esse papo pode soar estranho, mas é como funcionam as pulsões básicas graças às quais nossa espécie sobreviveu enquanto tantas outras desapareciam.
O primogênito é também nosso maior laboratório de acertos e burradas. Paulo não fugiu à sina. Foi meu órgão de choque; a cobaia involuntária de meus avanços e retrocessos na vida. Absorveu meus deslizes, minhas fantasias e mágoas. Foi um bravo!
Outro detalhe, aos meus olhos paternos, o torna um herói. Como a maioria dos garotos de sua idade, Paulo integra a primeira geração pós-divórcio. Com pai e mãe apartados, teve de se habituar a ver a vida por um prisma bifocal. No início, brigou feito um leão para manter seu mundinho intacto - e seus pais, juntos. Depois, vencido, resignou-se.
Pergunto-me se eu, criança, teria sido tão forte.
Por vários anos após a separação, mantive com ele uma relação delicada: cobranças, projeções, carências de parte a parte... Na festa de meu segundo casamento, vi claramente a satisfação e o desalento se misturarem em seus olhos azuis. A primeira devia-se ao fato de me ver feliz. O segundo, à constatação de que, naquele instante, a cisão de seu mundo se sacramentara de vez.
Aquele seu olhar marejado me perseguiu silenciosamente durante a gestação de Pedro. Como reagiria Paulo? Pois ele foi o primeiro a chegar à maternidade na manhã em que seu irmão nasceria. Mais tarde, longe de exasperar-se por ter de dividir o quarto na casa paterna com um bebê, presenteou o maninho com duas Ferraris em miniatura que eu mesmo lhe dera anos antes. Que quarto, aquele... Kurt Cobain num canto. Buzz Lightyear no outro.
Vi, enfim, que Paulo crescera - e aquilo pedia uma comemoração. No Carnaval viajamos, só nós dois, para a Itália. No Al Ceppo, um delicioso restaurante romano, eu lhe propus duas coisas: que tomássemos juntos um copo de vinho (talvez seu primeiro) e que ele fosse padrinho do irmão. Quando crescer, Pedro provavelmente abençoará essa escolha se, como eu, perceber que, em muitos aspectos, foi graças ao brother que lhe coube a fatia mais doce desse bolo chamado paternidade.
GANDRA, José Ruy. Folha de São Paulo, 2 ago. 2011. © Folhapress.
VOCABULÁRIO
Pulsão: impulso interno que direciona o comportamento das pessoas.
O trecho retratado faz parte do livro Coração de pai, em que o autor relata, entre outros fatos, como foi seu relacionamento com o filho mais velho. Leia estas afirmações.
I. De acordo como o relato do pai, a separação foi tranquila para ambos.
II. O autor conta como seu filho primogênito, Paulo, o fez desenvolver seu senso de paternidade.
III. A reação de Paulo, que foi afetuoso com Pedro, surpreendeu o pai.
Com base nessas afirmações, pode-se concluir que
Questão 3 10446444
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
FAMÍLIA

Família, família
Papai, mamãe, titia
Família, família
Almoça junto todo dia, nunca perde essa mania
Mas quando a filha quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai e mamãe não dão nenhum tostão
Família, eh!
Família, ah!
Família, família
Vovô, vovó, sobrinha
Família, família
Janta junto todo dia, nunca perde essa mania
Mas quando o nenê fica doente
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente
Assim não dá pra ver televisão
Família, eh!
Família, ah!
Família!
Cachorro, gato, galinha
Família, família
Vive junto todo dia, nunca perde essa mania
A mãe morre de medo de barata
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Botaram um cadeado no portão
Família, família
(Arnaldo Antunes/Toni Belotto: Cabeça Dinossauro, Titãs. WEA, 1986.)
Leia os versos:
“A mãe morre de medo de barata
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Botaram um cadeado no portão”
De acordo com o trecho acima, a família busca
Questão 10 10432734
COLÉGIO SÓLIDO* 7º ANO 2015Leia a anedota a seguir, para responder à questão
Texto

O pai nota que seus dois filhos estão muito quietos e vai verificar.
- O que vocês estão fazendo? - pergunta o pai
- Encontramos uma moeda de 1 real - diz o mais velho.
– Fizemos uma aposta: aquele que contar a maior mentira ganha a moeda.
- Mas isso é muito feio! - diz o pai. - Quando eu era criança, NUNCA contava mentiras!
Os meninos se entreolharam surpresos. O mais novo diz:
- Tudo bem, pai, a moeda é sua.
( Gabriel Barazal. Piadas para rachar o bico – Proibido para adultos. São Paulo: Fundamento, 2010. p.45.
Sobre o texto, é INCORRETO afirmar
06
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