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Questão 10 618463
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão
“O Pequeno Príncipe”, de A. Saint-Exupery
-– Bom dia, disse a raposa.
-– Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
-– Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
-– Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
-– Sou uma raposa, disse a raposa.
-– Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste...
-– Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
-– Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
-– O que quer dizer cativar?
-– Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
-– Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
-– É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
-– Criar laços?
-– Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua ideia:
-– Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
-– Por favor, cativa-me! disse ela.
-– Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
-– A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
http://www.miniweb.com.br/cantinho/infantil/38/Estorias_miniweb/pequeno_principe.html
Considere:
I. Passando “Eu não posso brincar contigo, disse a raposa” para o discurso indireto, temos “A raposa disse que não poderia brincar com ele”.
II. Em “respondeu polidamente o principezinho”, polidamente é uma palavra derivada por sufixação.
III. “Eu estou aqui, disse a voz debaixo da macieira” dá a entender que a raposa é muito esperta e estava se escondendo do principezinho.
Está(ão) correta(s):
Questão 9 618461
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão
“O Pequeno Príncipe”, de A. Saint-Exupery
-– Bom dia, disse a raposa.
-– Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
-– Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
-– Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
-– Sou uma raposa, disse a raposa.
-– Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste...
-– Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
-– Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
-– O que quer dizer cativar?
-– Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
-– Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
-– É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
-– Criar laços?
-– Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua ideia:
-– Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
-– Por favor, cativa-me! disse ela.
-– Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
-– A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
http://www.miniweb.com.br/cantinho/infantil/38/Estorias_miniweb/pequeno_principe.html
Em “Tu não és para mim senão um garoto igual a cem mil outros garotos”, a palavra senão significa
Questão 7 618457
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão
“Conclusões de Aninha”, de Cora Coralina
Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.
O homem ouviu. Abriu a carteira, tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?
Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.
http://www.releituras.com/coracoralina_aninha.asp
Que versos estabelecem direta relação entre si?
Questão 6 618453
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão
“Conclusões de Aninha”, de Cora Coralina
Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.
O homem ouviu. Abriu a carteira, tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?
Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.
http://www.releituras.com/coracoralina_aninha.asp
A última estrofe do poema questiona qual a melhor ação a se fazer em benefício de quem tem necessidade.
Assinale a alternativa que interpreta erradamente essa estrofe.
Questão 5 618451
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão
“TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM”
Era uma vez quatro pessoas que se chamavam TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM. Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO acreditava que ALGUEM é que iria executá-lo.
QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM ficou aborrecido com isso, porque entendia que a execução do trabalho era responsabilidade de TODO MUNDO. TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia executá-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO não o faria.
TODO MUNDO culpou ALGUÉM, quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito!
(Texto extraído do livro “O que Podemos Aprender com os Gansos”, 7ª Edição,pg 178. Autor: Alexandre Rangel) https://3dmar.wordpress.com/2012/05/21/todo-mundo-alguem-qualquer-um-e-ninguem/
Ao reescrever a frase “Todo mundo culpou alguém”, empregando os diferentes porquês, só não está correto:
Questão 4 618449
COTIL 1° Ano 2016Texto para a questão
“TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM”
Era uma vez quatro pessoas que se chamavam TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM. Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO acreditava que ALGUEM é que iria executá-lo.
QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM ficou aborrecido com isso, porque entendia que a execução do trabalho era responsabilidade de TODO MUNDO. TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia executá-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO não o faria.
TODO MUNDO culpou ALGUÉM, quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito!
(Texto extraído do livro “O que Podemos Aprender com os Gansos”, 7ª Edição,pg 178. Autor: Alexandre Rangel) https://3dmar.wordpress.com/2012/05/21/todo-mundo-alguem-qualquer-um-e-ninguem/
Na opinião de Alguém, a responsabilidade
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