Questões de EFAF Português
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Questão 8361765
COTUCA COTUCA 2016 1 FaseU Gerais 2016Veja os livros que reduzem a pena em prisões federais
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) discute se, ao ler livros e fazer resenhas sobre as obras, o presidiário estudou, o que permitiria remição ao preso. A questão está hoje no centro de uma cizânia entre juízes, promotores e defensores públicos. A discussão só acontece porque a leitura não está claramente expressa na Lei de Execução Penal, que determina a remição pelo estudo (a cada horas de frequência escolar, um dia é extinto). Sobre o tema, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou, em , que a leitura de obras "literárias, clássicas, científicas e filosóficas" fosse incentivada nas prisões. O preso pode ter até dias de perdão num ano caso faça uma resenha por mês. O juiz adota a prática se quiser. Nos quatro presídios federais do país, o projeto existe desde . Houve adesão de presos: das resenhas, foram aprovadas.
Confira os livros que podem reduzir a pena nos presídios federais e as sinopses de cada obra:
- "Incidente em Antares", de Érico Veríssimo
Em dezembro de , uma sexta-feira , a matriarca Quitéria Campo Largo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos. Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. Que fazer? Os distintos defuntos, já em putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem enterrados – do contrário, ameaçam assombrar a cidade. Seguem pelas ruas e casas, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. O mau cheiro exalado por seus corpos espelha a podridão moral que ronda a cidade.
[...]
Sobre o texto apresentado, pode-se afirmar que ele é composto porAdaptado de: VEJA os livros que reduzem a pena em prisões federais. Folha de S.Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/asmais/2015/08/1672465-veja-os-livros-que-reduzem-a-pena-em-prisoes-federais.shtml. Acesso em: 23 ago. 2015.
Questão 8361761
COTUCA COTUCA 2016 1 FaseU Gerais 2016Na minha rua há um menininho doente.
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.
Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola...
Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.
Ele trabalha silenciosamente...
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...
Assinale a alternativa que melhor apresenta quem compõe o soneto, de acordo com o poema.QUINTANA, Mário. Em Mário Quintana: poesia completa: em um volume. Organização: Tania Franco Carvalhal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. p. 90.
Questão 8361760
COTUCA COTUCA 2016 1 FaseU Gerais 2016
No segundo quadrinho, a palavra “já” constrói o sentido de:Disponível em: <www.pinterest.at>. Acesso em: 05 fev. 2021.
Questão 8361757
COTUCA COTUCA 2016 1 FaseU Gerais 2016Os dilemas do esquecimento
Pouco depois de ter sido divulgada a notícia sobre a possibilidade de suprimir lembranças penosas, um discreto anúncio foi divulgado num jornal da cidade: um instituto de pesquisas estava em busca de voluntários que quisessem fazer exatamente aquilo que fora noticiado: apagar, da memória, lembranças penosas. Procedimento indolor, seguro, eficaz. Aquilo mexeu com ele. Porque havia, sim, algo que queria apagar de sua memória, um doloroso trauma. Uma recordação penosa e que não o deixava em paz. Por que, então, não recorrer à ciência" Se se tratasse de uma dor no ombro, ou no joelho, ele não hesitaria em procurar o médico; nada indicava que não devesse fazer o mesmo com o sofrimento emocional. Claro, bem que ele preferia enfrentar, de cabeça erguida, o infortúnio pelo qual passara, sem demonstrações de fraqueza; como dizia seu pai, homem não chora, e ele tinha orgulho de sua hombridade. Mas a dor foi mais forte, e no dia seguinte lá estava ele, no instituto de pesquisas. Foi encaminhado a um jovem pesquisador, que o recebeu com um sorriso afável e indagou se estava pronto a se submeter à experiência. Com uma condição: queria absoluto sigilo. O pesquisador tranquilizou-o: só nós dois saberemos do que se passou aqui, disse. E eu sou absolutamente confiável, acrescentou, com um sorriso. O procedimento foi rápido. Um aparelho foi colocado sobre seu crânio, o pesquisador pediu que ele evocasse a recordação dolorosa e aí apertou um botão. Ouviu-se um zumbido, e, no instante seguinte, ele já não lembrava mais nada daquilo que lhe causara tanto sofrimento. De que se tratara, mesmo" De uma mulher que o rejeitara" Aparentemente sim, mas que mulher" Como se chamava, onde vivia?
Ainda espantado, despediu-se do pesquisador e foi para casa. Achou que sua vida se transformaria, que poderia se divertir, conhecer mulheres. Realmente isso aconteceu, mas mesmo assim a inquietude persistia. Por fim deu-se conta: o que agora o incomodava era o fato de ele ter esquecido. Queria lembrar o tal incidente, por mais deprimente que fosse. Voltaria a sofrer, talvez, mas isso não lhe importava: era a verdade que ele buscava, a amarga verdade. E só uma pessoa podia lhe dizer o que, afinal, ele tinha olvidado: o pesquisador. Foi ao instituto, falou com a secretária. Ela arregalou os olhos: – Mas então você não sabe? O doutor morreu num acidente! Sem uma palavra, ele voltou para casa. Com a certeza de que existe um lugar onde se concentram aquelas coisas que queremos, que precisamos, esquecer. Só que ele não sabe onde fica esse lugar. Sua esperança é de que o Destino um dia o faça encontrar-se com o seu passado. E que ele possa descobrir, nesse passado, a sua verdade.
Escolha a alternativa que interpreta o texto corretamente.SCLIAR, Moacyr. Folha de S.Paulo, 23 jul. 2007. p. C2.
Questão 8361737
COTIL COTIL 2016 1 FaseU Gerais 2016Leia a tirinha abaixo, que destaca o conhecimento da língua portuguesa.
(https://regiscalheira.wordpress.com/tag/portugues/)
Assinale a opção em que não se empregou corretamente a palavra destacada.
Questão 8361736
COTIL COTIL 2016 1 FaseU Gerais 2016
Entra governo, sai governo, um escândalo atrás do outro, uma verdadeira afronta ao nível de inteligência humana, sem o menor pudor. Apesar de tudo, não existe culpado e quando alguém consegue encontrá-lo, são necessários muitos anos para fazer valer o senso de justiça que, aliás, anda escasso nos dias de hoje.
Pessoas com ausência de responsabilidade possuem as justificativas na ponta da língua. O discurso será colocado em prática ao menor sinal de perigo. Não é comigo, eu fiz a minha parte, o problema são os outros, aqui sempre foi assim, isso não muda, no próximo ano a gente vê como é que faz, culpa do governo, não há nada que eu possa fazer. Esses e outros jargões são típicos de quem não assume a responsabilidade, sequer entende o conceito.
Culturas organizacionais com nível reduzido ou nulo de responsabilidade fomentam o cinismo, a falta de confiança e o desperdício de energia vital com manobras políticas constantes na tentativa de se defender ou transferir a culpa. Nesse caso, perde-se o bom senso, a capacidade de aprendizagem, a esperança de se reverter o caos.
A falta de responsabilidade depende de vários fatores enraizados desde a mais tenra infância: cultura familiar, relacionamentos, influência de pais e amigos, história pessoal, experiências negativas vivenciadas no passado. Embora não seja difícil identificar os fatores, considero a “síndrome da vítima” o principal de todos.
Omitir-se, fazer-se de vítima, transferir a culpa são armas de defesa dos fracos de espírito.
Pessoas com baixo nível de responsabilidade preferem se sentir insignificantes, dissimular, zoar, encontrar alguém para culpar em vez de exercitar a capacidade de assumir o controle sobre si mesmo e sobre suas ações.
No fim da história, a culpa é da sociedade, do pedestre atropelado, do menino assassinado, do eleitor mal informado, do paciente inconformado, do aluno despreparado, do professor mal remunerado, do infeliz desavisado. A culpa só não é do culpado, portanto, quando o chefe inescrupuloso estiver do seu lado, cuidado, você pode ser o próximo culpado. Independentemente da idade, cultura, nível de instrução e do meio onde você vive, jamais tente esquivar-se da parte que lhe cabe no mundo. Assumir a responsabilidade e aprender com os erros é coisa para gente grande, evoluída, capaz de dar a volta por cima e disposta a entender que os erros são parte integrante do crescimento pessoal e profissional.
Pense nisso e seja feliz!
(http://www.jeronimomendes.com.br/o-que-e-responsabilidade/#sthash.ndB7tPUY.dpuf)
Assinale a resposta incorreta.
Entra governo, sai governo, um escândalo atrás do outro, uma verdadeira afronta ao nível de inteligência humana, sem o menor pudor. Apesar de tudo, não existe culpado e quando alguém consegue encontrá-lo, são necessários muitos anos para fazer valer o senso de justiça que, aliás, anda escasso nos dias de hoje.
Pessoas com ausência de responsabilidade possuem as justificativas na ponta da língua. O discurso será colocado em prática ao menor sinal de perigo. Não é comigo, eu fiz a minha parte, o problema são os outros, aqui sempre foi assim, isso não muda, no próximo ano a gente vê como é que faz, culpa do governo, não há nada que eu possa fazer. Esses e outros jargões são típicos de quem não assume a responsabilidade, sequer entende o conceito.
Culturas organizacionais com nível reduzido ou nulo de responsabilidade fomentam o cinismo, a falta de confiança e o desperdício de energia vital com manobras políticas constantes na tentativa de se defender ou transferir a culpa. Nesse caso, perde-se o bom senso, a capacidade de aprendizagem, a esperança de se reverter o caos.
A falta de responsabilidade depende de vários fatores enraizados desde a mais tenra infância: cultura familiar, relacionamentos, influência de pais e amigos, história pessoal, experiências negativas vivenciadas no passado. Embora não seja difícil identificar os fatores, considero a “síndrome da vítima” o principal de todos.
Omitir-se, fazer-se de vítima, transferir a culpa são armas de defesa dos fracos de espírito.
Pessoas com baixo nível de responsabilidade preferem se sentir insignificantes, dissimular, zoar, encontrar alguém para culpar em vez de exercitar a capacidade de assumir o controle sobre si mesmo e sobre suas ações.
No fim da história, a culpa é da sociedade, do pedestre atropelado, do menino assassinado, do eleitor mal informado, do paciente inconformado, do aluno despreparado, do professor mal remunerado, do infeliz desavisado. A culpa só não é do culpado, portanto, quando o chefe inescrupuloso estiver do seu lado, cuidado, você pode ser o próximo culpado. Independentemente da idade, cultura, nível de instrução e do meio onde você vive, jamais tente esquivar-se da parte que lhe cabe no mundo. Assumir a responsabilidade e aprender com os erros é coisa para gente grande, evoluída, capaz de dar a volta por cima e disposta a entender que os erros são parte integrante do crescimento pessoal e profissional.
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