Questões de EFAF Português
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Questão 8362383
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Era a primeira vez que o Getúlio vinha ao Rio de Janeiro. Conquanto filho do barão de Batatais, lavrador abastado, jamais se divertira. Depois de formado em Direito, sabe Deus como, na capital de São Paulo, voltara para a fazenda do pai, onde nasceu, e onde esperava morrer.
Aos vinte e oito anos chegaram-lhe desejos de ver mundo. Falou ao barão de uma viagem à Europa. – Para que Europa? – disse o velho. – Vai ao Rio de Janeiro, que ainda não conheces, e é uma capital digna de ser vista. À Europa irás depois comigo, tua mãe e tua irmã, se Deus nos der vida e saúde. – O bacharel contentou-se, pois, com o Rio de Janeiro.
Quando se despediu do filho, na plataforma da estação, o barão recomendou-lhe, pela centésima vez, que tivesse muito cuidado com as más companhias, o que não impedia que o rapaz, aqui chegado, se entregasse confiadamente ao Alípio.
É verdade que o Alípio tinha exterioridades que enganavam, e não vivia senão à custa delas. Delas e do próximo. Era um rapaz da moda, mas passou pelo serviço antropométrico* e ainda hoje tem o retrato na polícia.
(Arthur Azevedo, História vulgar. Seleção de contos, 2014)
* antropométrico: relativo à antropometria, ou seja, técnica de identificação de indivíduos, especialmente criminosos, com base na descrição do corpo humano (fotografias, medidas, impressões digitais etc.)
Questão 8362382
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Era a primeira vez que o Getúlio vinha ao Rio de Janeiro. Conquanto filho do barão de Batatais, lavrador abastado, jamais se divertira. Depois de formado em Direito, sabe Deus como, na capital de São Paulo, voltara para a fazenda do pai, onde nasceu, e onde esperava morrer.
Aos vinte e oito anos chegaram-lhe desejos de ver mundo. Falou ao barão de uma viagem à Europa. – Para que Europa? – disse o velho. – Vai ao Rio de Janeiro, que ainda não conheces, e é uma capital digna de ser vista. À Europa irás depois comigo, tua mãe e tua irmã, se Deus nos der vida e saúde. – O bacharel contentou-se, pois, com o Rio de Janeiro.
Quando se despediu do filho, na plataforma da estação, o barão recomendou-lhe, pela centésima vez, que tivesse muito cuidado com as más companhias, o que não impedia que o rapaz, aqui chegado, se entregasse confiadamente ao Alípio.
É verdade que o Alípio tinha exterioridades que enganavam, e não vivia senão à custa delas. Delas e do próximo. Era um rapaz da moda, mas passou pelo serviço antropométrico* e ainda hoje tem o retrato na polícia.
(Arthur Azevedo, História vulgar. Seleção de contos, 2014)
* antropométrico: relativo à antropometria, ou seja, técnica de identificação de indivíduos, especialmente criminosos, com base na descrição do corpo humano (fotografias, medidas, impressões digitais etc.)
Questão 8362380
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Tem gente que mente para levar vantagem, conseguir o que quer. Existem infinitas maneiras de mentir, e elas nos acompanham o tempo todo.
A pessoa ruboriza, pisca muito, transpira, põe a mão na boca, mexe em objetos, evita o contato visual. Quando desconfiamos de alguém e notamos indícios assim, é tiro e queda. Está mentindo! Será mesmo? “Não há tiques universais que indiquem que as pessoas estejam mentindo. Uma pisca rápido, mas outra pode olhar fixamente para você, com longas pausas entre as piscadas”, diz o psicólogo Robert S. Feldman, da Universidade de Massachusetts Amherst. Mesmo que você se ache fera em detectar gente falsa, o fato é que você cai como um patinho em metade das vezes. Foi o que os psicólogos Bella DePaulo e Charles Bond descobriram em 2006. Eles analisaram mais de 200 estudos sobre o desempenho de 24 mil pessoas na detecção de mentiras. Conclusão: conseguimos detectar a verdade em apenas 54% do tempo. É praticamente a mesma chance de acerto que pegar uma moeda e jogar cara ou coroa.
As expressões – tiro e queda – e – cai como um patinho – remetem, respectivamente, para os sentidos de(Superinteressante, agosto de 2015. Adaptado)
Questão 8362379
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Tem gente que mente para levar vantagem, conseguir o que quer. Existem infinitas maneiras de mentir, e elas nos acompanham o tempo todo.
A pessoa ruboriza, pisca muito, transpira, põe a mão na boca, mexe em objetos, evita o contato visual. Quando desconfiamos de alguém e notamos indícios assim, é tiro e queda. Está mentindo! Será mesmo? “Não há tiques universais que indiquem que as pessoas estejam mentindo. Uma pisca rápido, mas outra pode olhar fixamente para você, com longas pausas entre as piscadas”, diz o psicólogo Robert S. Feldman, da Universidade de Massachusetts Amherst. Mesmo que você se ache fera em detectar gente falsa, o fato é que você cai como um patinho em metade das vezes. Foi o que os psicólogos Bella DePaulo e Charles Bond descobriram em 2006. Eles analisaram mais de 200 estudos sobre o desempenho de 24 mil pessoas na detecção de mentiras. Conclusão: conseguimos detectar a verdade em apenas 54% do tempo. É praticamente a mesma chance de acerto que pegar uma moeda e jogar cara ou coroa.
Conforme as informações do texto, é correto afirmar que:(Superinteressante, agosto de 2015. Adaptado)
Questão 8362378
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016A questão baseia-se na crônica de Raul Drewnick, na qual se conta a história de Sara, uma menina que, ao completar 10 anos de idade, ganharia como presente um final de semana na praia. Porém, não pôde fazer sua viagem porque seu tio faleceu no mesmo final de semana. Mas a vontade de conhecer a praia nunca a abandonou...
Sara quer ver o mar
Faltava uma semana para os grandes feriados, quando Sara começou a se preparar. Uma sexta-feira antes da viagem, ainda não eram sete horas da manhã e ela já estava no guichê da rodoviária. Sim, era ali mesmo que se vendiam passagens antecipadas para o litoral, confirmou o rapaz. Para quando ela precisava" Sexta que vem" Sexta que vem?, ele tornou a perguntar, remexendo na gaveta. Para sexta ele ainda não tinha bilhetes. Talvez os recebesse na segunda, o mais tardar na terça.
Sara voltou na segunda. Ainda não eram sete da manhã, quando ela ouviu o rapaz dizer que as passagens não tinham chegado, mas deviam estar lá no dia seguinte ou, no máximo, na quarta. Entre uma desculpa e outra, ele notou que Sara estava quase chorando.
Na terça, às oito da manhã, o chefe de Sara perguntou se havia algum problema com ela. A moça garantiu que não, que se sentia melhor do que nunca, que aquele era um dos dias mais felizes de sua vida. (...) Um instante depois, vendo Sara correr para abraçar Carminha, que chegava, e valsar com ela no meio do escritório, ele concluiu que as datilógrafas eram mesmo seres muito esquisitos. (...)
A história, antiga, ainda fazia Sara sofrer. (...)
Naquele sábado longínquo, quando ainda era criança e esperava ver o mar, Sara conheceu o seu primeiro defunto: seu tio. Não pôde ir à praia. Já no domingo, cobrava insistentemente a viagem prometida, o que foi considerado um desrespeito à memória do tio.
Os empregos do pai levavam a família cada ano para uma cidade. Sara pegava então o mapa e descobria que estava cada vez mais longe do mar. Por isso hoje é um dia tão importante para ela. Dez anos depois da grande frustração, preparou tudo durante a semana e está pronta. Muita coisa mudou nesse tempo – o pai morreu, a mãe morreu, Sara ficou sozinha, mas não esqueceu o sonho. Hoje ela acordou cedo para buscar o presente que não ganhou na infância. O ônibus sai às oito, mas às sete Sara já está descendo de um táxi, na Rodoviária. O motorista a ajuda tirar as sacolas e lhe deseja boa viagem. Depois, resolve tomar um café e descansar um pouco. Trabalhou toda a noite e não para de bocejar. A caminho de casa, olhando pelo retrovisor, um brilho metálico no banco de trás chama a sua atenção. Ele para o carro e estica o braço. É uma bolsinha de fecho prateado. Sara está muito bonita na foto da identidade. Dentro de um compartimento fechado com zíper, o motorista encontra um batom, um cortador de unhas e uma passagem para Santos, com saída para as oito horas. Ele olha para o relógio. São oito e vinte.
(O Estado de S.Paulo, 02.10.1990. Adaptado)
As figuras esculpidas em proas de barco – as populares carrancas, assim ________ no Brasil e em Portugal desde o século 16, são tradição milenar. No Brasil, essa arte escultórica é um fenômeno geográfica e temporariamente delimitado entre 1870 e 1940, nas águas navegáveis do Rio São Francisco, entre Pirapora, Minas Gerais e Juazeiro, na Bahia. Esse é o roteiro perseguido em “A Viagem das Carrancas”, mostra organizada pelo Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro (IIPB), que realiza a proeza de reunir 41 carrancas de coleções públicas e particulares e 42 fotografias de Marcel Gautherot, ________ ao Instituto Moreira Salles. É notável que muitas das esculturas aqui apresentadas foram ________ in loco pelas lentes de Gautherot, em 1946, durante ________ com Pierre Verger.
(IstoÉ, 19.08.2015. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Questão 8362142
UNESP UNESP 2016 1 Fase1 Gerais 2016Crônica
Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.
O termo “dogmatismo”, no contexto do verbete, significa:Dicionário de comunicação, 1978.
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