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Questão 8362841
CFN CFN 2016 1 FaseU Gerais 2016TEXTO I
A noite em que os hotéis estavam cheios
O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; e ela, em adiantada gravidez, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa viria bem, desde que não fosse muito caro, pois eram pessoas de modestos recursos.
Não seria um empreendimento fácil, como descobriram desde o início. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga.
No quarto — que não passava de uma modesta hospedaria — havia lugar, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dá para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu fosse amigo de algum político influente... A propósito, o senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, talvez conhecesse alguém das altas esferas.
— Pois então – disse o dono da hospedaria — fala para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo. O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite.
Foi adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio:
— O disfarce está muito bom.
— Que disfarce — perguntou o viajante.
— Essas roupas velhas que vocês estão usando — disse o gerente.
— Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos.
O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa, e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.
Em “Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.” – (ref. 7), o vocábulo destacado é um advérbio deSCLIAR, Moacyr. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Questão 8362840
CFN CFN 2016 1 FaseU Gerais 2016TEXTO I
A noite em que os hotéis estavam cheios
O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; e ela, em adiantada gravidez, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa viria bem, desde que não fosse muito caro, pois eram pessoas de modestos recursos.
Não seria um empreendimento fácil, como descobriram desde o início. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga.
No quarto — que não passava de uma modesta hospedaria — havia lugar, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dá para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu fosse amigo de algum político influente... A propósito, o senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, talvez conhecesse alguém das altas esferas.
— Pois então – disse o dono da hospedaria — fala para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo. O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite.
Foi adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio:
— O disfarce está muito bom.
— Que disfarce — perguntou o viajante.
— Essas roupas velhas que vocês estão usando — disse o gerente.
— Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos.
O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa, e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.
Em “— Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária.” – (ref. 6), o verbo em destaque indica aSCLIAR, Moacyr. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Questão 8362839
CFN CFN 2016 1 FaseU Gerais 2016TEXTO I
A noite em que os hotéis estavam cheios
O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; e ela, em adiantada gravidez, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa viria bem, desde que não fosse muito caro, pois eram pessoas de modestos recursos.
Não seria um empreendimento fácil, como descobriram desde o início. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga.
No quarto — que não passava de uma modesta hospedaria — havia lugar, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dá para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu fosse amigo de algum político influente... A propósito, o senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, talvez conhecesse alguém das altas esferas.
— Pois então – disse o dono da hospedaria — fala para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo. O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite.
Foi adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio:
— O disfarce está muito bom.
— Que disfarce — perguntou o viajante.
— Essas roupas velhas que vocês estão usando — disse o gerente.
— Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos.
O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa, e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.
Na (ref. 5), o gerente do último hotel diz que ali perto havia uma manjedoura onde poderiam se hospedar. Com a leitura do texto, conclui-se que o homem agiu comSCLIAR, Moacyr. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Questão 8362395
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de ________ a Animais definiu nesta quinta-feira [13.08.2015] seu plano de trabalho em três tópicos, incluindo os rodeios. Os “três fios condutores” estabelecidos pelo relator são os de controle das zoonoses, relativo aos animais domésticos; ________ de fauna (animais silvestres); e animais em ________, o que inclui tanto animais exóticos, com hábitat em outros países, como domésticos.
(http://ultimosegundo.ig.com.br, 13.08.2015. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Questão 8362394
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
– Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru.
Assinale a alternativa em que a preposição destacada expressa sentido de finalidade.(Carlos Drummond de Andrade. As palavras que ninguém diz, 2011)
Questão 8362393
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
– Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru.
No texto, afirma-se que “Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios.” Caso as estampas mostrassem animais de grande porte, o termo em destaque poderia ser substituído por:(Carlos Drummond de Andrade. As palavras que ninguém diz, 2011)
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