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Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto

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7.497 Questões

Marca Texto
Modo Escuro
Fonte

Questão 3 15405262
Fácil 00:00

Colégio Pedro II 2020
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Semântica
  • Sinônimos
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto

A internet facilita a vida de quem odeia

 

[1]   Se a globalização fez com que bobagens alcançassem escala global, a internet maximizou a
expressão de ódio, de intolerância, de exacerbação1 de preconceitos e da violência da linguagem. Mas
a internet não cria o sentimento de ódio, talvez apenas torne mais evidente aquilo que só se daria no
campo do relacionamento pessoal. 

[5]   Há cem anos, se eu fosse um racista, precisaria expressar meu racismo num livro. Para publicar
um livro, eu teria de escrevê-lo durante meses. Depois teria de revisá-lo, achar um editor e vendê-lo.
Dava muito trabalho. Hoje eu faço um post, e com um enter, atinjo mais gente do que um livro clássico
atingiria.

     O ataque anônimo nas redes, sem o custo do ataque pessoal, deu ao ódio do covarde uma
[10] energia muito grande. Deu-lhe a proteção da distância física e do anonimato. O pior do ódio social, que
é universal, agora pode ser dirigido sem custos. Numa comunidade, as relações são pessoais. Na rede,
deletérias2.

     É errado, portanto, dizer que a internet transformou as pessoas em odiosas. Mas é fato que ela
gera mais tranquilidade no exercício desse ódio. O enter é tão destruidor quanto qualquer outra coisa.
[15] Antes da internet, matar dava trabalho. Agora, incita-se o ódio com um clique.

     Junte a proteção do anonimato e da distância, o senso de identidade do ódio e acrescente um
terceiro elemento importante: posso a todo instante dialogar com todos. Isso me empodera. Imagine se
no passado alguém teria acesso ao universo de pessoas em todo o mundo que temos hoje? Hoje, com
um simples post, posso enlamear. Não preciso ter mais compromisso, algo diferente da mentira. A
[20] mentira é usada por alguém que tem noção da verdade. Não importa saber se é verdade. O que importa
é a sua eficácia.

KARNAL, Leandro. Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia. Rio de Janeiro: Leya, 2017 (adaptado).

 

1 – exacerbação: exageração; aumento.
2 – deletérias: prejudiciais. 

Se a globalização fez com que bobagens alcançassem escala global... (linha 1)

 

A palavra destacada no excerto acima pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, pelo seguinte vocábulo:

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Questão 1 15405258
Fácil 00:00

Colégio Pedro II 2020
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Argumentativo Coesão (elem. coesivos) e Coerência
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto

A internet facilita a vida de quem odeia

 

[1]   Se a globalização fez com que bobagens alcançassem escala global, a internet maximizou a
expressão de ódio, de intolerância, de exacerbação1 de preconceitos e da violência da linguagem. Mas
a internet não cria o sentimento de ódio, talvez apenas torne mais evidente aquilo que só se daria no
campo do relacionamento pessoal. 

[5]   Há cem anos, se eu fosse um racista, precisaria expressar meu racismo num livro. Para publicar
um livro, eu teria de escrevê-lo durante meses. Depois teria de revisá-lo, achar um editor e vendê-lo.
Dava muito trabalho. Hoje eu faço um post, e com um enter, atinjo mais gente do que um livro clássico
atingiria.

     O ataque anônimo nas redes, sem o custo do ataque pessoal, deu ao ódio do covarde uma
[10] energia muito grande. Deu-lhe a proteção da distância física e do anonimato. O pior do ódio social, que
é universal, agora pode ser dirigido sem custos. Numa comunidade, as relações são pessoais. Na rede,
deletérias2.

     É errado, portanto, dizer que a internet transformou as pessoas em odiosas. Mas é fato que ela
gera mais tranquilidade no exercício desse ódio. O enter é tão destruidor quanto qualquer outra coisa.
[15] Antes da internet, matar dava trabalho. Agora, incita-se o ódio com um clique.

     Junte a proteção do anonimato e da distância, o senso de identidade do ódio e acrescente um
terceiro elemento importante: posso a todo instante dialogar com todos. Isso me empodera. Imagine se
no passado alguém teria acesso ao universo de pessoas em todo o mundo que temos hoje? Hoje, com
um simples post, posso enlamear. Não preciso ter mais compromisso, algo diferente da mentira. A
[20] mentira é usada por alguém que tem noção da verdade. Não importa saber se é verdade. O que importa
é a sua eficácia.

KARNAL, Leandro. Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia. Rio de Janeiro: Leya, 2017 (adaptado).

 

1 – exacerbação: exageração; aumento.
2 – deletérias: prejudiciais. 

De acordo com o Texto, a internet

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Questão 24 15320007
Fácil 00:00

CMBH 1 Ano 2020
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Argumentativo Coesão (elem. coesivos) e Coerência
  • Exibir tags

TEXTO 1

Melhorando as relações

Tania Zagury

 

[1]    Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
    Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
    Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
    Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
     A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
    No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
    A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-

lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
    Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.

 

TEXTO 2

0_92c9b144fb2f8622e5e7a3d9f0d257ff_249488.jpg.png

Fonte: http://www.revistas.unilab.edu.br/index. php/mandinga/article/view/48 Acesso em: 08/09/2020

 

Leia as seguintes afirmações sobre os textos 1 e 2.

 

I. o texto 1 incentiva pais e filhos a relacionarem-se melhor.

II. o texto 2 critica os jovens por sua impaciência para com os adultos.

III. o texto 1 atribui o sucesso da relação jovens/adultos ao diálogo cortês.

IV. o texto 2 apresenta, de forma direta e explícita, o anseio dos jovens por uma boa convivência com os adultos.

 

Assinale a alternativa em que as afirmativas acima estejam corretas.

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Questão 23 15320002
Fácil 00:00

CMBH 1 Ano 2020
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais não verbais e mistos
  • Tirinha
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

0_92c9b144fb2f8622e5e7a3d9f0d257ff_249488.jpg.png

Fonte: http://www.revistas.unilab.edu.br/index. php/mandinga/article/view/48 Acesso em: 08/09/2020

Sobre a tirinha acima, do personagem “Armandinho”, pode-se afirmar que:

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Questão 22 15319990
Fácil 00:00

CMBH 1 Ano 2020
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Argumentativo Coesão (elem. coesivos) e Coerência
  • Exibir tags

TEXTO

Melhorando as relações

Tania Zagury

 

[1]    Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
    Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
    Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
    Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
     A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
    No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
    A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-

lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
    Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.

Leia os fragmentos do texto:

 

I. “[...] pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio, paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo, [...]” (ll. 33 e 34)

II. “Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta.” (ll. 3 e 4)

III. “Os pais devem definir, como ponto de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez.” (ll. 18 e 19)

IV. “Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem sempre de forma muito delicada, é bem comum.” (ll. 1 e 2)

V. “Quem quer mudanças, porém, deve conversar de forma educada e argumentar embasadamente.” (ll. 39 e 40)

 

Analise a opção que contém estratégias necessárias para que as contestações familiares sejam proveitosas:

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Questão 21 15319981
Fácil 00:00

CMBH 1 Ano 2020
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Argumentativo Coesão (elem. coesivos) e Coerência
  • Exibir tags
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TEXTO

Melhorando as relações

Tania Zagury

 

[1]    Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
    Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
    Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
    Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
     A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
    No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
    A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-

lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
    Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.

Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.

A relação semântico-discursiva está corretamente indicada em:

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