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Questões de EFAF Português - Sintaxe

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1.422 Questões

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Questão 9 170450
Médio 00:00

CEFET MG 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Sintaxe
  • Tipos de linguagem
  • Exibir tags

A questão refere-se aos textos I e II.


TEXTO I


Muito além do gênero

Em entrevista exclusiva, Luis Fernando Veríssimo fala sobre seu novo romance policial, “Os Espiões” 

 

Há algo ainda a ser tentado em romances policiais que já não o foi?

Quem escreve um romance policial escreve um gênero antigo, tentando sempre encontrar uma maneira nova de escrever. Quando fiz  Clube dos Anjos, tentei algo. O leitor sabe, desde a primeira página,quem é o assassino; então o ponto de desenvolvimento do livro foi desvendar o motivo. Mas não há muito o que ser inventado desde que (o romancista Edgar Allan Poe) inventou o gênero. Ao inventá-lo, ele também já esgotou todas as variações. A que mais me encanta é a do narrador não confiável, aquele que conta a história, mas mente o tempo inteiro para o leitor. 

 

Além de um crime, é claro, o que necessariamente um romance deve conter para ser considerado policial? 
Na verdade, todo romance é uma espécie de investigação, é um desvendar por meio de uma história, há sempre um mistério, que pode estar todo contido numa mesma personalidade. Todos os livros são policiais, alguns com crime, outros não. A distinção do gênero é apenas conter o policial e a vítima, a investigação e a solução. 

 

Mas você não vê algum tipo de evolução no jeito de escrever policiais desde Poe? 
Há as maneiras humorísticas, por exemplo, e muitas das tentativas de romances policiais são paródias. Há também as mais pretensiosas, que tentam transformar o gênero em algo maior. Esses tipos de variações dialogam com as duas tradições clássicas. A europeia, em particular a inglesa, ambienta suas histórias muitas vezes numa cidade do interior com um crime desvendado pela capacidade dedutiva do investigador. A americana já traz o detetive particular, é mais violenta e ácida que a europeia e o investigador chega à solução do crime por meio da ação. 

 

Você reconhece em sua obra policial alguma influência decisiva de outros autores? 

A tradição europeia, em especial. Criei um personagem que é uma sátira a essa linha europeia, que é o Ed Mort. Parodiar o estilo europeu por meio dele foi uma homenagem que me deu prazer. 
VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Muito além do gênero. Entrevista a Luiz Costa Pereira Junior. Revista Língua Portuguesa. Disponível em: < http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11769>. Acesso em: 21 set. 2011. (Fragmento) 

 

TEXTO II


Trecho do livro Quem matou o livro policial?

 

[...] Assim, seguem aqui as explicações necessárias para a compreensão da trama. (Trama, ou seja, a maneira como a história está sendo contada. No caso, de como as pistas estão sendo dosadas, oferecidas aos leitores, distribuídas entre os sucessivos episódios e outras aprontações cunhadas pela habilidade do autor...) 

  Vamos começar pelos detetives citados.

  Sam Spade é o tal que desvenda o mistério de O Falcão Maltês, um livro muito importante na literatura policial americana, porque introduz um tipo novo de detetive. Edgar Allan Poe criou no século XIX Auguste Dupin, que por sua vez inspirou e foi aperfeiçoado por Conan Doyle, com o maior de todos os detetives dos policiais, Sherlock Holmes, que por sua vez é ancestral de Hercule Poirot, o detetive-astro de Agatha Christie. Todos esses detetives, menos Spade, são excêntricos, detetives-espetáculo. Desses que resolvem os mistérios graças a sua inteligência poderosa, seu imbatível poder de observação, capacidade de organização das pistas, discernimento sobre o que é e o que não é relevante e dedução. Ora, Dashiell Hammett, criador de Sam Spade, achava tudo isso meio que bobagem, que nenhum desses detetives estava sequer próximo do que, na realidade, era o trabalho de um detetive. 

  Ele tinha sido um detetive particular, e achava que um detetive de novela policial deveria ser mais realista, ou seja, que o detetive deveria era sair por aí seguindo pessoas, interrogando, confrontando versões, álibis, testemunhos. Até começar a pegar quem estava mentindo. E ao descobrir o que era a mentira, ou o que estava sendo encoberto, o mistério se desvendaria – e o criminoso era desmascarado. Era o detetive sem querer fazer charme (e, em muitas das histórias de Hammett, também sem nome, chamado de Continental Op, ou o detetive-operador da agência Continental). Sam Spade é bem isso. Recusa qualquer charme, qualquer romantismo, qualquer glamour. É frio, e trata a investigação como um processo de farejamento. É um sabujo. 

  (Tem outro ingrediente importante nesse novo tipo de policial criado por Hammett, que seria a gostosa fatal, ou seja, uma mulher linda que é uma besta-fera-dissimulada, cujo modelo pode ser a Milady, de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, um folhetim romântico, grande clássico da literatura do século XIX... Mas ainda não chegou o momento de falar disso.) 

  A imaginação americana para policiais ficou muito marcada pelo Falcão Maltês. Dele tivemos filhotes excelentes, como o detetive Phillipe Marlowe, de Raymond Chandler. O caso é que é difícil para um americano imaginar-se um detetive-espetáculo, como os ingleses. Piorando esse trauma, há o fato de Auguste Dupin, do escritor americano Edgar Allan Poe, ser um personagem que vivia em Paris. Ou seja, se é para ter charme, bota o cara no Velho Continente e estamos conversados. 

  Vamos combinar, não existe realismo em literatura, e muito menos em literatura policial. Existe sempre enredo, uma maneira de ocultar os culpados e as pistas essenciais, de apresentar o crime, de pôr o detetive na caça do criminoso, e, muito, muito, muito importante, de criar um tipo de detetive: um personagem. 
AGUIAR, Luiz Antonio. Quem matou o livro policial?. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. p. 67-69. 

 

NÃO há marcas da linguagem coloquial em:

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Questão 6 170447
Médio 00:00

CEFET MG 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Sintaxe
  • Conjunções
  • Exibir tags

A questão refere-se aos textos I e II.


TEXTO I


Muito além do gênero

Em entrevista exclusiva, Luis Fernando Veríssimo fala sobre seu novo romance policial, “Os Espiões” 

 

Há algo ainda a ser tentado em romances policiais que já não o foi?

Quem escreve um romance policial escreve um gênero antigo, tentando sempre encontrar uma maneira nova de escrever. Quando fiz  Clube dos Anjos, tentei algo. O leitor sabe, desde a primeira página,quem é o assassino; então o ponto de desenvolvimento do livro foi desvendar o motivo. Mas não há muito o que ser inventado desde que (o romancista Edgar Allan Poe) inventou o gênero. Ao inventá-lo, ele também já esgotou todas as variações. A que mais me encanta é a do narrador não confiável, aquele que conta a história, mas mente o tempo inteiro para o leitor. 

 

Além de um crime, é claro, o que necessariamente um romance deve conter para ser considerado policial? 
Na verdade, todo romance é uma espécie de investigação, é um desvendar por meio de uma história, há sempre um mistério, que pode estar todo contido numa mesma personalidade. Todos os livros são policiais, alguns com crime, outros não. A distinção do gênero é apenas conter o policial e a vítima, a investigação e a solução. 

 

Mas você não vê algum tipo de evolução no jeito de escrever policiais desde Poe? 
Há as maneiras humorísticas, por exemplo, e muitas das tentativas de romances policiais são paródias. Há também as mais pretensiosas, que tentam transformar o gênero em algo maior. Esses tipos de variações dialogam com as duas tradições clássicas. A europeia, em particular a inglesa, ambienta suas histórias muitas vezes numa cidade do interior com um crime desvendado pela capacidade dedutiva do investigador. A americana já traz o detetive particular, é mais violenta e ácida que a europeia e o investigador chega à solução do crime por meio da ação. 

 

Você reconhece em sua obra policial alguma influência decisiva de outros autores? 

A tradição europeia, em especial. Criei um personagem que é uma sátira a essa linha europeia, que é o Ed Mort. Parodiar o estilo europeu por meio dele foi uma homenagem que me deu prazer. 
VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Muito além do gênero. Entrevista a Luiz Costa Pereira Junior. Revista Língua Portuguesa. Disponível em: < http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11769>. Acesso em: 21 set. 2011. (Fragmento) 

 

TEXTO II


Trecho do livro Quem matou o livro policial?

 

[...] Assim, seguem aqui as explicações necessárias para a compreensão da trama. (Trama, ou seja, a maneira como a história está sendo contada. No caso, de como as pistas estão sendo dosadas, oferecidas aos leitores, distribuídas entre os sucessivos episódios e outras aprontações cunhadas pela habilidade do autor...) 

  Vamos começar pelos detetives citados.

  Sam Spade é o tal que desvenda o mistério de O Falcão Maltês, um livro muito importante na literatura policial americana, porque introduz um tipo novo de detetive. Edgar Allan Poe criou no século XIX Auguste Dupin, que por sua vez inspirou e foi aperfeiçoado por Conan Doyle, com o maior de todos os detetives dos policiais, Sherlock Holmes, que por sua vez é ancestral de Hercule Poirot, o detetive-astro de Agatha Christie. Todos esses detetives, menos Spade, são excêntricos, detetives-espetáculo. Desses que resolvem os mistérios graças a sua inteligência poderosa, seu imbatível poder de observação, capacidade de organização das pistas, discernimento sobre o que é e o que não é relevante e dedução. Ora, Dashiell Hammett, criador de Sam Spade, achava tudo isso meio que bobagem, que nenhum desses detetives estava sequer próximo do que, na realidade, era o trabalho de um detetive. 

  Ele tinha sido um detetive particular, e achava que um detetive de novela policial deveria ser mais realista, ou seja, que o detetive deveria era sair por aí seguindo pessoas, interrogando, confrontando versões, álibis, testemunhos. Até começar a pegar quem estava mentindo. E ao descobrir o que era a mentira, ou o que estava sendo encoberto, o mistério se desvendaria – e o criminoso era desmascarado. Era o detetive sem querer fazer charme (e, em muitas das histórias de Hammett, também sem nome, chamado de Continental Op, ou o detetive-operador da agência Continental). Sam Spade é bem isso. Recusa qualquer charme, qualquer romantismo, qualquer glamour. É frio, e trata a investigação como um processo de farejamento. É um sabujo. 

  (Tem outro ingrediente importante nesse novo tipo de policial criado por Hammett, que seria a gostosa fatal, ou seja, uma mulher linda que é uma besta-fera-dissimulada, cujo modelo pode ser a Milady, de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, um folhetim romântico, grande clássico da literatura do século XIX... Mas ainda não chegou o momento de falar disso.) 

  A imaginação americana para policiais ficou muito marcada pelo Falcão Maltês. Dele tivemos filhotes excelentes, como o detetive Phillipe Marlowe, de Raymond Chandler. O caso é que é difícil para um americano imaginar-se um detetive-espetáculo, como os ingleses. Piorando esse trauma, há o fato de Auguste Dupin, do escritor americano Edgar Allan Poe, ser um personagem que vivia em Paris. Ou seja, se é para ter charme, bota o cara no Velho Continente e estamos conversados. 

  Vamos combinar, não existe realismo em literatura, e muito menos em literatura policial. Existe sempre enredo, uma maneira de ocultar os culpados e as pistas essenciais, de apresentar o crime, de pôr o detetive na caça do criminoso, e, muito, muito, muito importante, de criar um tipo de detetive: um personagem. 
AGUIAR, Luiz Antonio. Quem matou o livro policial?. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. p. 67-69. 

 

“Quando fiz Clube dos Anjos, tentei algo. O leitor sabe, desde a primeira página, quem é o assassino; então o ponto de desenvolvimento do livro foi desvendar o motivo.”

 

Sobre a passagem a acima, é INCORRETO afirmar que

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Questão 5 170446
Médio 00:00

CEFET MG 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Sintaxe
  • Valores semânticos
  • Exibir tags

A questão refere-se aos textos I e II.


TEXTO I


Muito além do gênero

Em entrevista exclusiva, Luis Fernando Veríssimo fala sobre seu novo romance policial, “Os Espiões” 

 

Há algo ainda a ser tentado em romances policiais que já não o foi?

Quem escreve um romance policial escreve um gênero antigo, tentando sempre encontrar uma maneira nova de escrever. Quando fiz  Clube dos Anjos, tentei algo. O leitor sabe, desde a primeira página,quem é o assassino; então o ponto de desenvolvimento do livro foi desvendar o motivo. Mas não há muito o que ser inventado desde que (o romancista Edgar Allan Poe) inventou o gênero. Ao inventá-lo, ele também já esgotou todas as variações. A que mais me encanta é a do narrador não confiável, aquele que conta a história, mas mente o tempo inteiro para o leitor. 

 

Além de um crime, é claro, o que necessariamente um romance deve conter para ser considerado policial? 
Na verdade, todo romance é uma espécie de investigação, é um desvendar por meio de uma história, há sempre um mistério, que pode estar todo contido numa mesma personalidade. Todos os livros são policiais, alguns com crime, outros não. A distinção do gênero é apenas conter o policial e a vítima, a investigação e a solução. 

 

Mas você não vê algum tipo de evolução no jeito de escrever policiais desde Poe? 
Há as maneiras humorísticas, por exemplo, e muitas das tentativas de romances policiais são paródias. Há também as mais pretensiosas, que tentam transformar o gênero em algo maior. Esses tipos de variações dialogam com as duas tradições clássicas. A europeia, em particular a inglesa, ambienta suas histórias muitas vezes numa cidade do interior com um crime desvendado pela capacidade dedutiva do investigador. A americana já traz o detetive particular, é mais violenta e ácida que a europeia e o investigador chega à solução do crime por meio da ação. 

 

Você reconhece em sua obra policial alguma influência decisiva de outros autores? 

A tradição europeia, em especial. Criei um personagem que é uma sátira a essa linha europeia, que é o Ed Mort. Parodiar o estilo europeu por meio dele foi uma homenagem que me deu prazer. 
VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Muito além do gênero. Entrevista a Luiz Costa Pereira Junior. Revista Língua Portuguesa. Disponível em: < http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11769>. Acesso em: 21 set. 2011. (Fragmento) 

 

TEXTO II


Trecho do livro Quem matou o livro policial?

 

[...] Assim, seguem aqui as explicações necessárias para a compreensão da trama. (Trama, ou seja, a maneira como a história está sendo contada. No caso, de como as pistas estão sendo dosadas, oferecidas aos leitores, distribuídas entre os sucessivos episódios e outras aprontações cunhadas pela habilidade do autor...) 

  Vamos começar pelos detetives citados.

  Sam Spade é o tal que desvenda o mistério de O Falcão Maltês, um livro muito importante na literatura policial americana, porque introduz um tipo novo de detetive. Edgar Allan Poe criou no século XIX Auguste Dupin, que por sua vez inspirou e foi aperfeiçoado por Conan Doyle, com o maior de todos os detetives dos policiais, Sherlock Holmes, que por sua vez é ancestral de Hercule Poirot, o detetive-astro de Agatha Christie. Todos esses detetives, menos Spade, são excêntricos, detetives-espetáculo. Desses que resolvem os mistérios graças a sua inteligência poderosa, seu imbatível poder de observação, capacidade de organização das pistas, discernimento sobre o que é e o que não é relevante e dedução. Ora, Dashiell Hammett, criador de Sam Spade, achava tudo isso meio que bobagem, que nenhum desses detetives estava sequer próximo do que, na realidade, era o trabalho de um detetive. 

  Ele tinha sido um detetive particular, e achava que um detetive de novela policial deveria ser mais realista, ou seja, que o detetive deveria era sair por aí seguindo pessoas, interrogando, confrontando versões, álibis, testemunhos. Até começar a pegar quem estava mentindo. E ao descobrir o que era a mentira, ou o que estava sendo encoberto, o mistério se desvendaria – e o criminoso era desmascarado. Era o detetive sem querer fazer charme (e, em muitas das histórias de Hammett, também sem nome, chamado de Continental Op, ou o detetive-operador da agência Continental). Sam Spade é bem isso. Recusa qualquer charme, qualquer romantismo, qualquer glamour. É frio, e trata a investigação como um processo de farejamento. É um sabujo. 

  (Tem outro ingrediente importante nesse novo tipo de policial criado por Hammett, que seria a gostosa fatal, ou seja, uma mulher linda que é uma besta-fera-dissimulada, cujo modelo pode ser a Milady, de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, um folhetim romântico, grande clássico da literatura do século XIX... Mas ainda não chegou o momento de falar disso.) 

  A imaginação americana para policiais ficou muito marcada pelo Falcão Maltês. Dele tivemos filhotes excelentes, como o detetive Phillipe Marlowe, de Raymond Chandler. O caso é que é difícil para um americano imaginar-se um detetive-espetáculo, como os ingleses. Piorando esse trauma, há o fato de Auguste Dupin, do escritor americano Edgar Allan Poe, ser um personagem que vivia em Paris. Ou seja, se é para ter charme, bota o cara no Velho Continente e estamos conversados. 

  Vamos combinar, não existe realismo em literatura, e muito menos em literatura policial. Existe sempre enredo, uma maneira de ocultar os culpados e as pistas essenciais, de apresentar o crime, de pôr o detetive na caça do criminoso, e, muito, muito, muito importante, de criar um tipo de detetive: um personagem. 
AGUIAR, Luiz Antonio. Quem matou o livro policial?. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. p. 67-69. 

 

NÃO se identifica circunstância temporal em:

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Questão 21 168550
Médio 00:00

IFMG 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Morfologia Sintaxe
  • Conjunções Estratégias de leitura Transitividade verbal Verbo Verbos
  • Exibir tags

O Coveiro

Millôr Fernandes

 

Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão – coveiro – era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado. A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: O que é que há? O coveiro então gritou, desesperado: Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível! Mas, coitado! – condoeu-se o bêbado – Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho! E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente. Reflexão: Nos momentos graves é preciso verificar muito bem para quem se apela.

Considere as afirmativas a seguir:

I. No primeiro parágrafo, a repetição da palavra cavando (cavando, cavando, cavando) representa recurso estilístico utilizado pelo autor para dar ênfase à profissão da personagem.

II. Em “Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos”, a conjunção “embora” estabelece uma relação semântica de causa/consequência entre as orações.

III. Os verbos da oração “Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite” são classificados como intransitivos.

IV. O trecho “Gritou. Ninguém atendeu.” pode ser substituído, sem perda de sentido, pela oração “Gritou, mas ninguém atendeu”.

Estão corretas as afirmativas: 

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Questão 20 168050
Médio 00:00

IFMA 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Morfologia Sintaxe
  • Adjetivo Advérbio Concordância nominal
  • Exibir tags
Resolução comentada

A questão refere-se ao texto.

 

TEXTO

PRECISO APRENDER A SER SÓ

 

Ah! Se eu te pudesse fazer entender

Sem teu amor, eu não posso viver

Que sem nós dois, o que resta sou eu

Eu assim tão só

E eu preciso aprender a ser só

Poder dormir sem sentir teu calor

E ver que foi só um sonho e passou.

(Marcos Valle & Paulo Sérgio Valle. In NICOLA, José de. Língua Literatura e Interação. São Paulo: Scipione, 1998. )

 

Considerando a palavra “só” no texto, indique a opção em que as três ocorrências da palavra estejam corretas quanto à concordância nominal, respectivamente: 

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Questão 6 168036
Médio 00:00

IFMA 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Morfologia Sintaxe
  • Subordinação Verbo Verbos
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto II

0_87d79507d74122f79be6f28ad940b3c9_168036.jpg.png

LAERTE. Deus 3: a missão, São Paulo: Olho d'Água, 2003. p.30.

 

No terceiro quadrinho da tira, há três orações subordinadas reduzidas.

 

Faça uma análise e marque a alternativa que obedece à norma culta, respectivamente: 

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