Questões de EFAF Português
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Questão 3 171576
SESC 2017TEXTO II
Excluída
Martha Medeiros
A Ana me ligou no final da tarde de sexta: “E aí, você vem?”
Eu não fazia ideia sobre o que ela estava falando. Foi então que a Ana se deu conta de que eu não estava no Facebook, portanto, não sabia da festa que a turma havia armado. Como eu não havia me pronunciado, ela resolveu ligar para saber se eu estava viva.
O cerco está apertando. Antes eu trocava e-mails com os amigos com uma certa frequência, agora todos debandaram, só um ou outro lembra que eu não estou nas redes sociais e faz a caridade de me manter informada sobre o que acontece no universo.
Não tenho vontade de ter perfil em lugar algum (e mesmo assim tenho, criados e postados por pessoas que não sei quem são). Instagram, twitter, whatsapp, nada disso me seduz, não conseguiria tempo para esse contato eletrizante. Ainda me custa compreender pessoas que deixam o iPhone sobre a mesa do restaurante, que precisam fotografar cada minuto vivido, que desmaiam quando esquecem o celular em casa. Eu deveria ter me alistado na expedição de colonização de Marte, onde certamente eu me sentiria menos deslocada do que aqui na Terra.
Mas não me alistei, então terei que me ajustar à nova ordem social do meu planeta.
Óbvio que a tecnologia não é a vilã da história, e sim o uso obsessivo que se faz dela. Para quem tem autocontrole, esses gadgets são fascinantes por seu dinamismo, modernidade, capacidade de agregação, de agilização de tarefas, e ainda resolvem a questão do anonimato, com o qual ninguém mais quer lidar. As redes transformaram palco e plateia numa coisa só: todos são espectadores de todos, ao mesmo tempo que possuem um holofote sobre si. Já que existir virou sinônimo de “quantos me curtem”, a população mundial conseguiu um jeito de ficar quite com o próprio ego.
É muito provável que eu estivesse nas redes caso não escrevesse colunas em jornais. Como tenho esse canal de expressão semanalmente, não me fazem falta outros. Ou não faziam. Estou nesse impasse agora: devo mergulhar com mais profundidade no mundo virtual? Reconheço três vantagens: acompanhar o que meus amigos andam tramando nas minhas costas, me atualizar com mais rapidez e oferecer aos meus leitores um perfil oficial. Além de me sentir menos mumificada.
Será isso que chamam de “se reinventar”?
Ando cada vez mais próxima da filosofia budista, exalto a desaceleração, prezo uma boa conversa, adoro ter tempo para meus livros, meu silêncio, minhas caminhadas. Não sinto falta de saber mais, de ter mais acesso à informação, de conhecer mais gente. Por outro lado, não quero me isolar dos amigos nem ficar sem assunto com eles – e com o mundo.
Que dúvida. Pela primeira vez, reflito sobre algo que, numa era em que se debate tudo, pouco se fala: o nosso direito de ser indiferente.
(Jornal de Santa Catarina, 19/10/2013.)
“As redes transformaram palco e plateia numa coisa só: todos são espectadores de todos, ao mesmo tempo que possuem um holofote sobre si”. No trecho destacado, há uma relação de
Questão 1 171572
SESC 2017
Os jovens do século XXI são chamados pelos teóricos de plantão de Geração Digital. Essa juventude é resultado da intensa aproximação do homem com os aparelhos hightech que, conectando-nos ao mundo virtual, expandem os volumes disponíveis de informação e ampliam as capacidades de comunicação.
Conexão é a palavra-chave dessa novíssima geração juvenil que, influenciada pela cibercultura contemporânea, encontra na Internet o meio e o fim para suas principais manifestações sociais. Computadores, smartphones, smartwatchs, tablets, óculos de realidade ampliada e muitas outras máquinas permitem aos jovens a navegação pela infinita WEB. É a simbiose1 com a máquina que oferece ao jovem digital a possibilidade de cumprir seu maior desejo: logar.
O antigo monstro de Frankenstein (com parafusos e fios expostos grosseiramente) e o hollywoodiano Exterminador do Futuro (com peças de metal sob a pele artificial) estão obsoletos. O novo ciborgue2 está bem perto de nós, rompendo as fronteiras entre natural e artificial, entre biológico e tecnológico. O novo ciborgue é um jovem com dedos ágeis passando pela touchscreen, baixando novos apps, upando seus personagens favoritos, atualizando a foto de seu perfil (com uma rápida selfie...) e ouvindo música. Tudo ao mesmo tempo!
Por isso, se você pretende acompanhar essa extraordinária Juventude Digital, troque seu hardware, renove seus softwares. Saia do modo single player e entre no modo multiplayer. Compartilhe experiências. Curta os memes. Invente hashtags. Os nudes ainda são polêmicos. Mas pode abusar dos emojis. Tá ligadx3 ?
1Ligação muito íntima entre dois seres.
2Organismo dotado de partes orgânicas e cibernéticas.
3A letra X é usada para sugerir neutralidade de gêneros.
Identifica-se a frase que resume a ideia central do texto em:
Questão 50 170746
ETEC 2017/2A internet é uma ferramenta muito utilizada por crianças, jovens e adultos, trazendo atrativos como jogos, Facebook, Twitter e Whatsapp. A pergunta que se levanta é a seguinte: será que isso ajuda no desenvolvimento e no crescimento do ser humano?
A funcionária pública Nicole, de 25 anos, por exemplo, diz que se considera uma pessoa “viciada”, pois a primeira coisa que faz ao chegar ao trabalho antes de começar a sua rotina é ligar o computador para ter contato com as redes sociais Facebook e Twitter.
Ela diz que, no trabalho, acessa diariamente a internet. Nicole conta que as redes sociais promovem a conectividade entre as pessoas de forma prática, com a exibição das atualizações de uma forma dinâmica e inteligente.
Já a professora Fernanda, de 60 anos, diz que tem um pouco de dificuldade ao explicar a matéria para seus alunos, pois muitos deles só querem saber de “facebookar” no celular.
A psicóloga Miriam, de 45 anos, acredita que, com o avanço da tecnologia, as pessoas obtiveram vantagens com relação a pesquisas na internet. Ela ressalta que é preciso ter cuidado, pois o Facebook, Twitter e Whatsapp devem ser considerados um lazer e não um vício. “Tudo que passa do limite normal é perigoso, pode se transformar em vício. Todo vício é uma doença, independentemente da idade”, diz a psicóloga.
A especialista conclui que, para controlar o vício, é preciso ser moderado. Caso tenha perdido esse controle, suas ações já se tornaram um vício. Nesse caso, é fundamental procurar ajuda profissional.
<https://tinyurl.com/gw57v7l> Acesso em: 10.02.2017. Adaptado.
A formação e surgimento de palavras no português acontece por meio de vários processos.
As palavras “facebookar” e “desenvolvimento”, presentes no texto, exemplificam dois desses processos: o neologismo e a derivação sufixal.
(I) Facebookar → Neologismo
(II) Desenvolvimento → Derivação sufixal
Esses dois processos acontecem quando
Questão 41 170737
ETEC 2017/2Ao longo dos anos, um estúdio tornou-se famoso graças à capacidade de criar universos bastante criativos a partir de situações inusitadas. Assim foi com Toy Story, Procurando Nemo, e outros tantos. Após um período de vacas magras, em que até fez sucesso, mas sem a mesma originalidade, o estúdio retorna à sua melhor forma em Divertida Mente.
A história gira em torno da mente de uma garota chamada Riley, tendo como grandes protagonistas as cinco emoções responsáveis por conduzir sua vida: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho. Cada emoção possui cor e temperamentos próprios, claramente infantilizados para facilitar a compreensão do público menor, mas ainda assim de uma profundidade impressionante. Ou seja, além de desenvolver a personalidade de cada uma dessas emoções, o estúdio teve que buscar meios para tornar concreto e viável algo que não é palpável, usando muita criatividade.
Há muito de psicologia em Divertida Mente. Vários são os conceitos adaptados nessa grande alegoria emocional, como o porquê de Riley se esquecer de fatos antigos de sua vida, o que define sua personalidade, questões do inconsciente, a formação dos sonhos e até mesmo depressão. Sim, depressão! Por mais que o mal do século jamais seja citado nominalmente no onga-metragem, ele é claramente apresentado e explicado dentro do contexto do filme. Mais ainda: Divertida Mente evita a vilanização da tristeza e oferece uma mensagem bastante importante sobre como lidar com ela no cotidiano, ao invés de afugentá-la a qualquer custo. Chorar, como o filme tão bem demonstra, às vezes é necessário.
<http://tinyurl.com/gvsksp3> Acesso em: 25.01.2017. Adaptado.
Releia o trecho.
Vários são os conceitos adaptados nesta grande alegoria emocional, como o porquê de se esquecer fatos antigos de sua vida [...]
Há diversos usos dos porquês e cada um deles exige uma determinada grafia. Uma das grafias existentes para essa palavra foi destacada no trecho selecionado em que o porquê exerce função de um substantivo.
Tendo isso em vista, assinale a alternativa em que a palavra “porquê” é grafada corretamente e é classificada como um substantivo.
Questão 5 170699
ETEC 2017/2
Releia os períodos retirados do cartum.
"[...] quando acordei e descobri que meu computador estava sem conexão com a internet [...]”
Ao analisarmos esses períodos, percebemos que o sujeito correspondente às formas verbais destacadas é oculto (ou desinencial), pois
Questão 14 170096
CEFET MG 2017A questão referem-se ao livro Ouro dentro da cabeça, de Maria Valéria Rezende.
A passagem que expressa a percepção do narrador acerca da transição para a vida adulta é:
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