Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 8390059
CESGRANRIO CESGRANRIO 2012 Avulsas 2012"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos."
Nós nos acostumamos a morar em apartamentos de fundos.
A troca de pronomes também respeita as regras de concordância estabelecidas na norma-padrão em:
Questão 8366097
EPCAR EPCAR 2012 1 FaseU MATPOR 2012Texto I
Assinale a alternativa em que a reescrita proposta está em acordo com a norma padrão da língua.QUERO VOLTAR A CONFIAR
Fui criado com princípios morais comuns. Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal-educada aos mais velhos, professores ou autoridades.... (16). Confiávamos nos adultos, porque todos eram pais, mães ou familiares da nossa rua, (17) do bairro ou da cidade. (22) Tínhamos medo apenas (08) do escuro, dos sapos, dos filmes de terror... (05).Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Tudo que os meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos velhos, dos jovens e dos adultos. Direitos humanos para os criminosos, deveres ilimitados para os cidadãos honestos. (15). Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Trabalhador digno e cumpridor dos deveres virou otário. (18). Pagar dívidas em dia é ser tonto - anistia para corruptos e sonegadores.
O que aconteceu conosco" (01) (04) Professores maltratados nas salas de aula;(07) comerciantes ameaçados por traficantes;(07) grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses" (01) (04) Automóveis que valem mais que abraços. Filhas querendo uma cirurgia como presente por passarem de ano. (19) Filhos esquecendo o respeito no trato com pais e avós. No lugar de senhor, senhora, ficou (06) “oi cara”, ou “como está, coroa”" (04). Celulares nas mochilas de crianças. “O que vais querer em troca de um abraço" ” (04) - “A diversão vale mais (12) que um diploma. ” - “Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. ” - “Mais vale (13) uma maquiagem do que um sorvete. ” - “Aparecer do que ser.” (06) (14) Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? (04).
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar nas flores.... (05). Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão. Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar “olho no olho”. Quero sair de casa sabendo a hora em que estarei de volta, sem medo de assaltos ou balas perdidas. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Onde (02) a palavra valia mais que um documento assinado. Quero a esperança, a alegria, a confiança de volta. Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de” (03) ao falar de uma pessoa.
E viva o retorno da verdadeira vida, (11) simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã. E definitivamente (09) bela (10) como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum, onde existam o amor, a solidariedade e a fraternidade como bases (20). Vamos voltar a ser gente. A ter indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito (21). Construir um mundo melhor, mais justo e mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia?(04)
Quem sabe.
Precisamos tentar.
Arnaldo Jabor
(http://www.pensador.uol.com.br/textos_de_arnaldo_jabor/2/ Data de acesso: 30/04/2011)
Questão 8366020
ETECSP ETECSP 2012 2 FaseU Gerais 2012
Revista São Paulo, seção Criticidade: problemas, soluções e olhar dos leitores, 05 a 11 fev. 2012.
Assinale a alternativa que preenche o texto a seguir com a correta relação entre os tempos verbais.
Se a intervenção da Sabesp, realizada em maio, _________ bem-sucedida, atualmente ________ 38 mil pessoas beneficiadas na região do Bom Retiro.
Questão 8366019
ETECSP ETECSP 2012 2 FaseU Gerais 2012
Revista São Paulo, seção Criticidade: problemas, soluções e olhar dos leitores, 05 a 11 fev. 2012.
Suponha que o e-mail a seguir tenha sido escrito pelo leitor Carlos Ronca, a fim de comunicar à subprefeitura sobre o gramado danificado. Pensando nisso, assinale a alternativa que preenche, correta, respectivamente e de acordo com as normas gramaticais, o texto.

Questão 8365784
EFOMM EFOMM 2012 1 FaseU PORING 2012O médico e o monstro
Paulo Mendes Campos
Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.
O avental na verdade é uma camisa de homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e cirurgia saem duma caixinha de brinquedos.
Ela, seis anos e meio; o doutor tem cinco. Enquanto trabalham, a enfermeira presta informações:
— Esta menina é boba mesmo, não gosta de injeção, nem de vitamina, mas a irmãzinha dela adora.
O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca uma receita, enquanto a enfermeira continua:
— O senhor pode dar injeção que eu faço ela tomar de qualquer jeito, porque é claro que se ela não quiser, né, vai ficar muito magrinha que até o vento carrega.
O médico, no entanto, prefere enrolar uma gaze em torno do pescoço da boneca, diagnosticando:
— Mordida de leão.
— Mordida de leão? — pergunta, desapontada, a enfermeira, para logo aceitar este faz de conta dentro do outro faz de conta; eu já disse tanto, meu Deus, para essa garota não ir na floresta brincar com Chapeuzinho Vermelho...
Novos clientes desfilam pela clínica: uma baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras bonecas de vários tamanhos, um Papai Noel, uma bola de borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da enfermeira.
De repente, o médico diz que está com sede e corre para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas: tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável droga.
— Tem de tomar, senão quem acaba no médico é você mesmo, doutor.
Ele implora em vão por uma bebida mais inócua. O copo é levado com energia aos seus lábios, a beberagem é provada com uma careta. Em seguida, propõe um trato:
— Só se você depois me der um sorvete.
A terrível mistura é sorvida com dificuldade e repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar de ser, presenciado a metamorfose do médico em monstro.
Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio, remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo, bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um grito de horror e começa a chorar nervosamente. O monstro, exultante, espeta-lhe a espada na barriga e brada:
— Eu sou o Demônio do Deserto!
Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando o terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã massacrado sob os seus pés, é um cometa indo tinir no ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum apartamento carioca.
Subitamente, o monstro se acalma. Suado e ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho de verdade.
E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num lar ameaçado pelas forças do mal.
OBS.: O texto foi adaptado às regras no Novo Acordo Ortográfico.
A única passagem em que não aparece uma locução verbal encontra-se na opção:Paulo Mendes Campos. O médico e o monstro. In: Fernando Sabino e outros. Crônicas 2. 19. ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 20-22.
Questão 6 433862
IFAL 2012Texto
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Paraí-ba (Céceu)
Pê - a - pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte que tem seu progresso
Que manda sucesso pra todo país
Que sente a presença da mãe natureza
Que vê a riqueza nascer da raiz
Que acredita em Deus, também no pecado
Que faz do roçado a sua oração
E ainda confia no seu semelhante
E vai sempre avante em busca do pão
O pão que é nosso, que garante a vida
Terrinha querida do meu coração
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a - bá
Paraíba
(Em: Ramalho, Zé. Duetos. BMG. São Paulo, 2004. CD-ROM.)
Considerando as noções de antônimo e sinônimo, indique a alternativa cujas frases exemplificam, no texto, respectivamente, esses conceitos:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)