Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 38 10619584
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2024TEXTO
Leia atentamente a tirinha abaixo, cujo personagem principal é Armandinho.

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/465841155184599639/ tirinha. Acesso em: 24 de julho de 2023.
Nos 1º e 2º quadrinhos da tirinha, há uma quebra de expectativa, porque, com base na fala popular e no senso comum, a mulher
Questão 26 10619563
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2024TEXTO
Amigo, estou aqui
Amigo, estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo, estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo, estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Como os brinquedos são,
Porém amigo seu é coisa séria, pois é opção, do coração, viu?
O tempo vai passar, os anos vão confirmar
As três palavras que proferi:
Amigo, estou aqui
Compositores: Randy Newman / Randy S. Newman / Renato Rosenberg
Disponível em: https://www.google.com/search?gs_ssp. Acesso em 03 de julho de 2023.
A canção Amigo, estou aqui se constitui em uma declaração do enunciador (eu poético) para seu amigo.
Assinale a alternativa que contém a mensagem principal dessa declaração.
Questão 11 16209007
ONHB Fase 4 2023Leia a letra e ouça a canção “É”:
É
É!
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade
É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Pra passar a mão nela
É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação
É, é, é, é, é, é, é!
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Música ORIGEM: LP: CORAÇÕES MARGINAIS Gravadora: Warner Music Ano: 1988 Compositor: Gonzaguinha Intérprete: Gonzaguinha CRÉDITOS: Compositor: Gonzaguinha Intérprete: Gonzaguinha PALAVRAS-CHAVE: brasil contemporâneo, história da música
A canção
Questão 5 16208645
ONHB Fase 3 2023Afirma Pereira: um testemunho
Quando Pereira chegou em casa, não viu Monteiro Rossi de imediato e ficou alarmado, afirma. Mas Monteiro Rossi estava no banheiro fazendo sua higiene. Estou me barbeando, doutor Pereira, gritou Monteiro Rossi, estarei com o senhor em cinco minutos. (...) Monteiro Rossi chegou (...) Resolvi preparar um prato italiano, disse Pereira (...) Pereira acendeu as velas e serviu a massa (...)
(…) Naquele instante ouviram bater à porta. Eram pancadas firmes, como se quisessem arrombá-la. (...) Quem é?, perguntou Pereira levantando-se, o que querem? Abram, polícia, abram a porta ou vamos arrombá-la a tiros. (…) Monteiro Rossi recuou num ímpeto para os quartos, teve força de dizer apenas: os documentos, doutor Pereira, esconda os documentos. Já estão em lugar seguro, tranquilizou-o Pereira, e foi para a entrada abrir a porta.
Afirma Pereira que eram três homens vestidos com roupas civis e armados de pistolas. O primeiro a entrar foi um magricela baixo com uns bigodinhos e um cavanhaque castanho. Polícia política, disse o magricela baixo com ar de quem mandava, temos que revistar o apartamento, estamos procurando uma pessoa. Mostre-me sua credencial, opôs-se Pereira. (…) Um dos homens apontou a pistola para a boca de Pereira e sussurrou: que tal essa credencial, gordalhão?
Vamos lá, rapazes, disse o magricela baixo, não tratem assim o doutor Pereira, ele é um bom jornalista, escreve no jornal de todo o respeito (...), alinhado com as boas posições. E depois prosseguiu: ouça, doutor Pereira, não nos faça perder tempo (…) sabemos que o senhor nada tem a ver com isso, o senhor é uma boa pessoa, simplesmente não percebeu com quem estava lidando, o senhor deu trela para um tipo suspeito (...). O magricela baixo dirigiu-se novamente aos dois brutamontes com um sorrizinho e disse: o dono da casa é teimoso, rapazes, o que será preciso fazer para convencê-lo? O homem que apontava a pistola para Pereira deu-lhe uma enérgica bofetada, e Pereira cambaleou. (...) Fonseca, disse o magricela baixo, sorrindo, você tem a mão muito pesada, vou ter que ficar de olho em você ou vai acabar estragando o meu serviço. Depois se dirigiu a Pereira e disse: Dr. Pereira, como já disse, não temos nada contra o senhor, só viemos dar uma liçãozinha num jovem que está em sua casa, uma pessoa que anda precisando de uma liçãozinha porque já não conhece os valores da Pátria, perdeu-os por aí, o pobrezinho, e nós viemos mostrar-lhe como encontrá-los novamente. (...) Então me deixe telefonar para a polícia, insistiu Pereira, eles que venham e que o levem à delegacia, lá é que se fazem os interrogatórios, e não num apartamento. (...) Vamos lá, doutor Pereira, prosseguiu o magricela baixo, o homem é o que é, o senhor sabe disso muito bem, e se um homem encontra um belo rapaz, loiro (...) E depois com um tom duro e decidido, retomou: vamos ter que revirar a casa toda, ou o senhor prefere entrar em acordo? Está lá dentro, respondeu Pereira, no escritório ou no quarto. O magricela baixo deu as ordens aos dois brutamontes. (...) eu quero ligar para a polícia, repetiu Pereira. A polícia, sorriu o magricela baixo, mas a polícia sou eu, doutor Pereira, ou ao menos estou fazendo as vezes dela, porque mesmo a nossa polícia à noite dorme, sabe?, a nossa é uma polícia que nos protege todo santo dia, mas à noite vai dormir porque está exausta, mesmo com todos os malfeitores que há por aí, com todas as pessoas como o seu hóspede, que perderam o sentido da pátria, mas me diga, doutor Pereira por que foi se meter nessa embrulhada ? Não me meti em embrulhada nenhuma, respondeu Pereira, simplesmente contratei um estagiário para o [jornal] Lisboa (...)
Pereira afirma que nesse instante se levantou da cadeira. Havia-se sentado porque sentia o coração batendo disparado, mas àquela altura se levantou e disse: ouvi uns gritos, quero ver o que está acontecendo no meu quarto. O magricela baixo apontou-lhe a pistola. Se eu fosse o senhor, não faria isso, doutor Pereira, disse, meus homens estão fazendo um trabalho delicado e seria desagradável para o senhor ficar assistindo (...) Quero telefonar para o diretor, insistiu Pereira, deixa eu telefonar para o diretor. O magricela baixo deu um sorriso irônico. Seu diretor agora está dormindo, retrucou, talvez esteja dormindo abraçado a uma bela mulher, sabe?, seu diretor é um homem de verdade, doutor Pereira, ele tem colhão, não é como o senhor (…) Pereira inclinou-se para frente e deu-lhe um tapa. O magricela baixo, num pulo, atingiu-o com sua pistola, e Pereira começou a sangrar pela boca. Não deveria ter feito isso, doutor Pereira, disse o homem, disseram-me para ter respeito com o senhor, mas tudo tem limite, se o senhor é um imbecil que recebe subversivos em sua casa, a culpa não é minha (...).
Pereira afirma que àquela altura ouviu mais um grito abafado e que se lançou contra a porta do escritório. Mas o magricela baixo pulou à sua frente deu-lhe um empurrão. (…) Ouça, doutor Pereira, disse o magicela baixo, não me obrigue a usar a pistola, eu tenho uma vontade enorme de meter-lhe uma bala na garganta ou então no coração, que é seu ponto fraco, mas não vou fazer isso porque não queremos mortos aqui, viemos somente dar uma lição de patriotismo, e também para o senhor um pouco de patriotismo não seria de todo mal, visto que no seu jornal o senhor só faz é publicar escritores franceses. (...).
O senhor é uma pessoa vulgar, disse Pereira. Vulgar, mas patriótica, respondeu o homem, não sou como senhor, doutor Pereira, que busca cumplicidade dos escritores franceses.
Naquele momento os dois brutamonte abriram a porta. (...) O rapaz não queria falar, disseram, demos uma lição nele, mas tivemos de usar força, é melhor darmos o fora. Fizeram algum desastre?, perguntou o magricela baixo. Não sei, respondeu o que se chamava Fonseca, acho melhor irmos embora. E precipitou-se até a porta, seguido por seu colega. Ouça, doutor Pereira, disse o magricela baixo, o senhor nunca nos viu nesta casa, não banque o esperto, deixe para lá suas amizades, lembre-se de que esta foi uma visita de cortesia, porque da próxima vez poderemos voltar por sua causa. Pereira trancou a porta ficou ouvindo enquanto desciam as escadas, afirma. Depois correu para o quarto encontrou Monteiro Rossi jogado de costas no tapete. Pereira deu-lhe um tapinha e disse:
Monteiro Rossi, coragem, já passou. Mas Monteiro Rossi não deu sinal de vida. Então Pereira foi ao banheiro, encharcou uma toalha e passou-a no rosto do rapaz. Monteiro Rossi, repetiu, acabou, foram embora, acorde. Só naquele instante percebeu que a toalha estava ensopada de sangue e viu que os cabelos de Monteiro Rossi estavam cheios de sangue. Monteiro Rossi estava de olhos arregalados e fitava o teto. (...) Então Pereira tomou seu pulso, mas nas veias de Monteiro Rossi a vida já não corria. Fechou aqueles olhos claros arregalados e cobriu seu rosto com a toalha. Depois esticou as pernas dele, para não deixá-lo daquele jeito encolhido, esticou-as como devem estar esticados as pernas de um morto. E pensou que teria de ser rápido, muito rápido, pois já não restava muito tempo, afirma Pereira.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: TABUCCHI, Antonio. Afirma Pereira: um testemunho. São Paulo: Estação Liberdade, 2021, p. 141-148. CRÉDITOS: Antonio Tabucchi. GLOSSÁRIO: Embrulhada : confusão, atrapalhação. PALAVRAS-CHAVE: história contemporêanea, literatura
O integralismo literário de Plínio Salgado e o salazarismo
Em outubro de 1932, o escritor e jornalista Plínio Salgado divulgou o Manifesto de Outubro, propondo a formação de um grande movimento nacional em torno da Ação Integralista Brasileira. Com uma organização liderada [por ele mesmo], que era colocado como Chefe Nacional do movimento, todos os demais membros tinham que jurar obediência às suas ordens, sem discussão. A AIB mantinha uma organização paramilitar e utilizava diversos elementos identificadores, como o uso obrigatório de uniforme (camisa-verde), a adoção da letra grega Sigma (fi) como símbolo do movimento (...).
O integralismo através de um forte discurso com uma sólida base cristã, canalizava para a ação política as angústias e temores dos setores médios, constituindo-se como instrumento de sua incorporação ao processo político. A aproximação que Salgado passou a buscar [com a política salazarista] não está limitada à semelhança do lema integralista: Deus, Pátria e Família com o lema do regime salazarista: Deus, Pátria, Autoridade e Família. A ligação que pode ser observada ocorreu principalmente em torno da confiança que a Igreja depositou em Salazar. Percebe-se que Salgado buscou o mesmo, para que no regresso ao Brasil, o poder fosse alcançado, sob a tutela eclesiástica.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto Acadêmico ORIGEM: Adaptado de: GONÇALVES, Leandro Pereira. O integralismo literário de Plínio Salgado e o salazarismo. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, julho 2011. Disponível em: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1293981361_ARQUIVO_OintegralismoliterariodePlinioSalgadoeosalAcesso em: 19 fev. 2023. CRÉDITOS: Leandro Pereira Gonçalves PALAVRAS-CHAVE: salazarismo, integralismo, brasil republicano
Os textos
Questão 2 16208577
ONHB Fase 3 2023Leia a letra e assista ao clipe da canção “Até Quando Esperar “, de 1985.
Até Quando Esperar
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí
Onde é que está? Cadê sua fração?
Com tanta riqueza por aí
Onde é que está? Cadê sua fração?
Até quando esperar?
E cadê a esmola
Que nós damos sem perceber?
Que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí
Onde é que está? Cadê sua fração?
Com tanta riqueza por aí
Onde é que está? Cadê sua fração?
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus?
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Posso
Vigiar teu carro?
Te pedir trocados?
Engraxar seus sapatos?
Posso?
Vigiar teu carro?
Te pedir trocados?
Engraxar seus sapatos?
Sei, não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Tanta riqueza por aí
Onde é que está? Cadê sua fração?
Até quando esperar a plebe ajoelhar?
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar?
Esperando a ajuda do divino Deus
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Música ORIGEM: LP/CD: O CONCRETO JÁ RACHOU Gravadora: Coronado/EMI-Odeon Ano: 1985 Compositores: Philippe Seabra/André X/Gutje Artistas: Plebe Rude CRÉDITOS: Compositores: Philippe Seabra/André X/Gutje Artistas: Plebe Rude PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história da música
A canção
Questão 1 16208556
ONHB Fase 3 2023A argumentação presente no texto permite afirmar que:
As contribuições dos povos indígenas para o desenvolvimento da ciência no Brasil
No território hoje conhecido como Brasil estima-se que viviam mais de 12 milhões de indígenas, de mais de 1.600 povos ou etnias e mais de 1.400 línguas faladas. (...) A necessidade de encontrar justificativas civilizatórias, morais e religiosas para exterminar os nativos levou os colonizadores a instrumentalizarem fundamentos cristãos etnocêntricos, ora os desumanizando, ora inferiorizando suas culturas, línguas e saberes, propagando ideias preconceituosas de práticas que seriam bárbaras e anticristãs, tais como pagãos, antropófagos, canibais, degredados, degenerados e outras. Tais estereótipos passaram a justificar a escravidão, as ”guerras justas”, os massacres, o genocídio de milhões de pessoas.
(...)
O modelo de política indigenista no Brasil sofre desde sua origem profundas contradições: enquanto se propunha a respeitar as terras e a cultura indígena, agia buscando integrar e assimilar os indígenas, transferindo e liberando seus territórios para colonização, ao mesmo tempo em que reprimia práticas tradicionais, as línguas indígenas e impunha uma pedagogia racista que devorou saberes, culturas e valores indígenas.
Em 1973 foi criado o Estatuto do Índio através da Lei no 6.001 que passou a regular a situação jurídica dos indígenas, reafirmando a ideologia civilizacionalista e assimilacionista. As políticas adotadas pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai) foram fortemente marcadas pela ideia de incapacidade dos índios.
Ao mesmo tempo em que o Estado reafirmava a incapacidade indígena, surgiam tentativas de extinção dos índios para fins de apropriação de suas terras. O Estado brasileiro buscou várias artimanhas para perseguir este objetivo. Uma das mais conhecidas foi a tentativa de definição de critérios de indianidade para estabelecer quem era índio e quem deveria deixar de ser índio através de um procedimento administrativo. Houve agentes públicos e intelectuais que tentaram realizar exames de sangue para definirem o grau de aculturação ou integração dos índios.
As décadas de 1960 e 1970 ficaram marcadas pela ameaça iminente de desaparecimento dos povos indígenas no Brasil, quando a população chegou a menos de 70 mil pessoas. A partir dos anos 1970 os povos indígenas começam a ser vistos por outra perspectiva, como sujeitos e protagonistas de suas histórias, destinos e direitos. Em 2000, dados do Censo Demográfico surpreenderam a todos, revelando uma população de 734.127 autodeclarados indígenas, mais do que o dobro identificado em 1991, de 294.131. Em 2020 a população indígena havia alcançado 1,1 milhão de pessoas. Mas a concepção desenvolvimentista que vê os índios como estorvo, empecilho e obstáculo permanece viva. (...)
Crescem ameaças institucionais no Congresso Nacional, por meio de projetos de leis denominados de ”pacote da morte”. São dois projetos de leis, um que trata do Marco Temporal para as demarcações de terras indígenas e outro que trata da abertura de terras indígenas para a exploração mineral. O Marco Temporal põe em jogo o reconhecimento do mais fundamental dos direitos humanos dos povos indígenas: o direito à terra. De um lado, a chamada tese do Indigenato, uma tradição legislativa que vem desde o período colonial, reconhece o direito dos povos indígenas sobre suas terras como um direito originário, ou seja, anterior ao próprio Estado.
A Constituição Federal de 1988 segue essa tradição e garante aos indígenas ”os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”. Do outro lado, há uma proposta restritiva que pretende limitar os direitos dos povos indígenas às suas terras ao reinterpretar a Constituição com base na tese do ”Marco Temporal”, afirmando que os povos indígenas só teriam direito à demarcação das terras que estivessem sob suas posses no dia 05 de outubro de 1988 (dia da promulgação da atual Constituição Federal), ou que naquela data estivessem sob disputa física ou judicial comprovada.
Os povos indígenas consideram a tese injusta e perversa, pois legaliza e legitima as violências a que foram submetidos até a promulgação da Constituição Federal de 1988, em especial durante a ditadura militar e que suas histórias, vidas e existências não começam em 1988. A tese ignora o fato que até 1988 os povos indígenas eram tutelados do Estado e não tinham autonomia para lutar juridicamente por seus direitos. O próprio Estado aplicou artimanhas de pressão, opressão e violência para expulsar e deslocar povos indígenas de suas terras tradicionais.
O PL 191/2020 visa regulamentar a exploração mineral, madeireira, hídrica e agropecuária em terras indígenas. Atualmente, mesmo com a mineração proibida em terras indígenas em muitas delas, há inúmeras invasões de garimpeiros que praticam atividades de mineração de forma ilegal, violenta e criminosa, sob a omissão, conivência ou mesmo apoio e incentivo explícito do governo.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto Acadêmico ORIGEM: Adaptado de: BANIWA, Gersem. As contribuições dos povos indígenas para o desenvolvimento da ciência no Brasil: os povos originários colaboram de diversas formas com a sociedade brasileira desde a chegada dos portugueses até os dias de hoje. Cienc. Cult. [online]. 2022, vol.74, n.3. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252022000300011&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em: 18 fev. 2023. CRÉDITOS: Gersem Baniwa PALAVRAS-CHAVE: legislação, indígenas, marco temporal
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