Questões de EFAF Português
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Questão 8360751
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do gênero do substantivo em destaque.TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360742
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Em seu processo argumentativo, o textoTIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360741
COTUCA COTUCA 2017 1 FaseU Gerais 2017De acordo com a gramática tradicional, há diferença quando os termos todo(s) e toda(s) são usados seguidos ou não dos artigos o(s) e a(s). Assim, “todo” é um pronome que indica qualquer, qualquer um, enquanto “todo o” indica o inteiro, algo por completo.
Em qual alternativa a regra descrita é observada?
Questão 8360740
COTUCA COTUCA 2017 1 FaseU Gerais 2017HQ amazônica em que Aruã, Sucuri e Iara salvam o mundo
O enredo é o de praxe, mas a versão é brasileira. Um novo projeto dos quadrinistas paraenses Joe Bennet e Alan Yango coloca as lendas e histórias amazônicas na função dos típicos heróis dos quadrinhos que combatem vilões e salvam o mundo.
Criado inicialmente em como uma campanha publicitária da extinta operadora de telefonia Amazônia Celular, o Esquadrão Amazônia volta como história, em 40 páginas, capa cartonada e impressa em cores, com recursos de financiamento coletivo. A primeira edição da HQ será lançada em dezembro de , durante a Comic Con Experience, um dos maiores eventos de cultura pop do país.
Bennet é um dos nomes mais proeminentes dos quadrinhos no país, com passagem pelas gigantes Marvel e DC Comics. Foi antes de sua carreira internacional, porém, que conheceu Yango, na década de . Desde então, dedicados a projetos particulares, os dois adiam uma parceria.
Ela chegou neste ano com a ideia de reviver o Esquadrão, projeto de Bennet criado a pedido de uma agência publicitária de Belém. Na época, o grupo ilustrava uma cartilha educacional de páginas, ao longo das quais seus personagens pitorescos ensinavam pessoas a usarem celulares.
A nova versão trará os mesmos personagens, todos baseados nos elementos amazônicos, porém mais aprofundados. São sete ao todo: Jurema, Onça, Búfalo, Aruã, Sucuri, Iara e Açu, o indígena líder da equipe. Na trama, uma nave espacial chega à floresta enfraquecida, levando as lendas amazônicas a se unirem para combater um mal premente.
MONTESANTI, Beatriz. A HQ amazônica em que Aruã, Sucuri e Iara salvam o mundo. Nexo Jornal [on-line], [s. l.], 17 abr. 2018. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/08/12/A-HQ-amaz%C3%B4nica-em-que-Aru%C3%A3-Sucuri-e-Iara-salvam-o-mundo. Acesso em: 15 jan. 2023 (adaptado).
Glossário:
HQ são as iniciais de "história em quadrinhos”.
Assinale a alternativa que apresenta a palavra “proeminentes” com sentido semelhante ao que é produzido por esse termo no 3º parágrafo do texto.Questão 8360739
COTUCA COTUCA 2017 1 FaseU Gerais 2017HQ amazônica em que Aruã, Sucuri e Iara salvam o mundo
O enredo é o de praxe, mas a versão é brasileira. Um novo projeto dos quadrinistas paraenses Joe Bennet e Alan Yango coloca as lendas e histórias amazônicas na função dos típicos heróis dos quadrinhos que combatem vilões e salvam o mundo.
Criado inicialmente em como uma campanha publicitária da extinta operadora de telefonia Amazônia Celular, o Esquadrão Amazônia volta como história, em 40 páginas, capa cartonada e impressa em cores, com recursos de financiamento coletivo. A primeira edição da HQ será lançada em dezembro de , durante a Comic Con Experience, um dos maiores eventos de cultura pop do país.
Bennet é um dos nomes mais proeminentes dos quadrinhos no país, com passagem pelas gigantes Marvel e DC Comics. Foi antes de sua carreira internacional, porém, que conheceu Yango, na década de . Desde então, dedicados a projetos particulares, os dois adiam uma parceria.
Ela chegou neste ano com a ideia de reviver o Esquadrão, projeto de Bennet criado a pedido de uma agência publicitária de Belém. Na época, o grupo ilustrava uma cartilha educacional de páginas, ao longo das quais seus personagens pitorescos ensinavam pessoas a usarem celulares.
A nova versão trará os mesmos personagens, todos baseados nos elementos amazônicos, porém mais aprofundados. São sete ao todo: Jurema, Onça, Búfalo, Aruã, Sucuri, Iara e Açu, o indígena líder da equipe. Na trama, uma nave espacial chega à floresta enfraquecida, levando as lendas amazônicas a se unirem para combater um mal premente.
MONTESANTI, Beatriz. A HQ amazônica em que Aruã, Sucuri e Iara salvam o mundo. Nexo Jornal [on-line], [s. l.], 17 abr. 2018. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/08/12/A-HQ-amaz%C3%B4nica-em-que-Aru%C3%A3-Sucuri-e-Iara-salvam-o-mundo. Acesso em: 15 jan. 2023 (adaptado).
Glossário:
HQ são as iniciais de "história em quadrinhos”.
No parágrafo, o pronome "ela" poderia ser substituído sem prejuízo para a construção original do texto por:Questão 8360713
ETECSP ETECSP 2017 2 FaseU Gerais 2017Ao longo dos anos, um estúdio tornou-se famoso graças à capacidade de criar universos bastante criativos a partir de situações inusitadas. Assim foi com Toy Story, Procurando Nemo, e outros tantos. Após um período de vacas magras, em que até fez sucesso, mas sem a mesma originalidade, o estúdio retorna à sua melhor forma em Divertida Mente.
A história gira em torno da mente de uma garota chamada Riley, tendo como grandes protagonistas as cinco emoções responsáveis por conduzir sua vida: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho. Cada emoção possui cor e temperamentos próprios, claramente infantilizados para facilitar a compreensão do público menor, mas ainda assim de uma profundidade impressionante. Ou seja, além de desenvolver a personalidade de cada uma dessas emoções, o estúdio teve que buscar meios para tornar concreto e viável algo que não é palpável, usando muita criatividade.
Há muito de psicologia em Divertida Mente. Vários são os conceitos adaptados nessa grande alegoria emocional, como o porquê de Riley se esquecer de fatos antigos de sua vida, o que define sua personalidade, questões do inconsciente, a formação dos sonhos e até mesmo depressão. Sim, depressão! Por mais que o mal do século jamais seja citado nominalmente no longa-metragem, ele é claramente apresentado e explicado dentro do contexto do filme. Mais ainda: Divertida Mente evita a vilanização da tristeza e oferece uma mensagem bastante importante sobre como lidar com ela no cotidiano, ao invés de afugentá-la a qualquer custo. Chorar, como o filme tão bem demonstra, às vezes é necessário.
(<http://tinyurl.com/gvsksp3> Acesso em: 25.01.2017. Adaptado.)
Releia o trecho.
Vários são os conceitos adaptados nesta grande alegoria emocional, como o porquê de se esquecer fatos antigos de sua vida [...]
Há diversos usos dos porquês e cada um deles exige uma determinada grafia. Uma das grafias existentes para essa palavra foi destacada no trecho selecionado em que o porquê exerce função de um substantivo.
Tendo isso em vista, assinale a alternativa em que a palavra "porquê" é grafada corretamente e é classificada como um substantivo.
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