Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 15468022
EPSJV Técnico em Saúde 2020A questão refere-se à charge abaixo, de Laerte (TEXTO):
TEXTO

Disponível em https://angelorigon.com.br/2017/12/19/charge-787/,acessado em 20/09/2019
A opção que melhor explica a situação retratada na charge de Laerte (TEXTO) é:
Questão 3 15467285
EPSJV Técnico em Saúde 2020TEXTO
Com a afirmação de que o trabalho é uma categoria ‘antidiluviana’, fazendo referência ao conto bíblico da construção da arca de Noé, Marx nos permite fazer, ao mesmo tempo, três distinções em relação ao trabalho humano: por ele, diferenciamo-nos do reino animal; é uma condição necessária ao ser humano em qualquer tempo histórico; e o trabalho assume formas históricas específicas nos diferentes modos de produção da existência humana. Estas distinções nos permitem tanto superar o senso comum e a ideologia que reduzem o trabalho humano à forma histórica que assume sob as relações sociais de produção capitalistas (compra e venda de força de trabalho, trabalho assalariado, trabalho alienado) quanto perceber a improcedência das teses que postulam o fim do trabalho.
Diferente do animal, que vem regulado e programado por sua natureza e, por isso, não projeta sua existência, não a modifica, mas se adapta e responde instintivamente ao meio, os seres humanos criam e recriam, pela ação consciente do trabalho, a sua própria existência. (...)
(...) [O] trabalho, como nos mostra Kosik (1986, p. 180), “é um processo que permeia todo o ser do homem e constitui a sua especificidade”. Por isso, o mesmo não se reduz à ‘atividade laborativa ou emprego’, mas à produção de todas as dimensões da vida humana. Na sua dimensão mais crucial, o trabalho aparece como atividade que responde à produção dos elementos necessários e imperativos à vida biológica dos seres humanos como seres ou animais evoluídos da natureza. Concomitantemente, porém, responde às necessidades de sua vida intelectual, cultural, social, estética, simbólica, lúdica e afetiva. Tratase de necessidades, que, por serem históricas, assumem especificidades no tempo e no espaço. (...)
FRIGOTTO, Gaudêncio. Trabalho. In PEREIRA, Isabel Brasil; LIMA, Júlio César França (org). Dicionário de Educação Profissional em Saúde – EPSJV, 2ª rev. ampl. Rio de Janeiro: EPSJV, 2009, p. 399-404.
No período “Concomitantemente, porém, responde às necessidades de sua vida intelectual, cultural, social, estética, simbólica, lúdica e afetiva”, a palavra “concomitantemente” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Questão 16 15409885
CAp-UERJ 9 ano 2020O texto a seguir foi retirado do livro A distância das coisas, do escritor Flávio Carneiro. Nesse livro, o personagem principal narra sua trajetória de investigação para encontrar a mãe, que todos julgavam estar morta, menos ele.
É importante saber por que certas coisas são o que são. Quer dizer, saber por que acontecem
de um jeito e não de outro.
O arco-íris, por exemplo, pode parecer muito estranho se você não sabe que ele é apenas o
resultado da luz do Sol brilhando num punhado de gotas de chuva. Mesmo sabendo disso ele
continua sendo meio estranho, mas pelo menos é um estranho com motivo.
E é preciso comparar, sempre. É o que eu acho mais importante na vida, se você realmente quer
ser um cara que entende algumas coisas.
Por exemplo: eu. Vários garotos têm catorze anos, sou apenas um deles. E, se você pensar na
história da humanidade, vai concluir que já existiram trilhões de garotos de catorze anos. E nenhum
deles era ou é igual a outro.
Sem comparar, você nunca vai conhecer muito bem um garoto de catorze anos. Assim como
jamais vai entender o que é um arco-íris.
(...)
Um dia, na escola, vi a reprodução de um mapa antigo, do tempo em que acreditavam que a
Terra era plana. Fiquei um tempão diante daquele mapa, observando os detalhes e pensando: como
será que as pessoas dessa época imaginavam que fosse o mundo? Como funcionava a cabeça delas
naqueles tempos?
Pensei comigo que um mapa antigo é como uma carta descrevendo um lugar que não existe
mais. Por exemplo, você vai a uma cidade e fica sentado no alto de um morro. Aí você escreve uma
carta ao seu amigo contando exatamente como é a tal cidade, vista de cima.
Anos depois esse amigo resolve visitar aquela cidade e leva com ele a carta que você escreveu.
Chegando lá, procura o tal morro. Não existe mais, ele pensa. Ou existe, mas agora tem um monte
de casas subindo por ele e no alto colocaram uma antena de televisão.
Seu amigo não desiste. Sobe até o topo do morro e fica sentado num cantinho qualquer,
procurando saber exatamente de onde foi que você viu a paisagem que descreveu para ele na carta.
E lá embaixo tem um monte de prédios, de carros, de fábricas, uma confusão danada de gente, uma
barulheira infernal.
Ele para e conclui que há duas hipóteses: ou a cidade mudou muito ou você mentiu.
Seria simples se o seu amigo tivesse apenas essa duas opções. Mas nesse negócio de cartas e
mapas nada é muito simples, concorda? Ele, se fosse alguém que gostasse de comparações, poderia
comparar essas duas hipóteses com outras.
Por exemplo: você pode ter se confundido, falando o nome errado do morro. O morro certo
estaria do outro lado da cidade, que é um lugar bem mais tranquilo. Nesse caso, nem você mentiu
nem a cidade mudou.
(...)
Não se deve tirar conclusões precipitadas, é o que eu penso. Não sei se você concorda.
FLÁVIO CARNEIRO Adaptado de A distância das coisas. São Paulo: SM, 2016.
Por exemplo: você pode ter se confundido, falando o nome errado do morro. (l. 31)
No trecho acima, a vírgula é utilizada com a seguinte finalidade:
Questão 15 15409883
CAp-UERJ 9 ano 2020como será que as pessoas dessa época imaginavam que fosse o mundo? Como funcionava a cabeça delas naqueles tempos? (l. 14-16)
Para entender as coisas que o cercam, o narrador utiliza como estratégia:
Questão 14 15409880
CAp-UERJ 9 ano 2020O texto a seguir foi retirado do livro A distância das coisas, do escritor Flávio Carneiro. Nesse livro, o personagem principal narra sua trajetória de investigação para encontrar a mãe, que todos julgavam estar morta, menos ele.
É importante saber por que certas coisas são o que são. Quer dizer, saber por que acontecem
de um jeito e não de outro.
O arco-íris, por exemplo, pode parecer muito estranho se você não sabe que ele é apenas o
resultado da luz do Sol brilhando num punhado de gotas de chuva. Mesmo sabendo disso ele
continua sendo meio estranho, mas pelo menos é um estranho com motivo.
E é preciso comparar, sempre. É o que eu acho mais importante na vida, se você realmente quer
ser um cara que entende algumas coisas.
Por exemplo: eu. Vários garotos têm catorze anos, sou apenas um deles. E, se você pensar na
história da humanidade, vai concluir que já existiram trilhões de garotos de catorze anos. E nenhum
deles era ou é igual a outro.
Sem comparar, você nunca vai conhecer muito bem um garoto de catorze anos. Assim como
jamais vai entender o que é um arco-íris.
(...)
Um dia, na escola, vi a reprodução de um mapa antigo, do tempo em que acreditavam que a
Terra era plana. Fiquei um tempão diante daquele mapa, observando os detalhes e pensando: como
será que as pessoas dessa época imaginavam que fosse o mundo? Como funcionava a cabeça delas
naqueles tempos?
Pensei comigo que um mapa antigo é como uma carta descrevendo um lugar que não existe
mais. Por exemplo, você vai a uma cidade e fica sentado no alto de um morro. Aí você escreve uma
carta ao seu amigo contando exatamente como é a tal cidade, vista de cima.
Anos depois esse amigo resolve visitar aquela cidade e leva com ele a carta que você escreveu.
Chegando lá, procura o tal morro. Não existe mais, ele pensa. Ou existe, mas agora tem um monte
de casas subindo por ele e no alto colocaram uma antena de televisão.
Seu amigo não desiste. Sobe até o topo do morro e fica sentado num cantinho qualquer,
procurando saber exatamente de onde foi que você viu a paisagem que descreveu para ele na carta.
E lá embaixo tem um monte de prédios, de carros, de fábricas, uma confusão danada de gente, uma
barulheira infernal.
Ele para e conclui que há duas hipóteses: ou a cidade mudou muito ou você mentiu.
Seria simples se o seu amigo tivesse apenas essa duas opções. Mas nesse negócio de cartas e
mapas nada é muito simples, concorda? Ele, se fosse alguém que gostasse de comparações, poderia
comparar essas duas hipóteses com outras.
Por exemplo: você pode ter se confundido, falando o nome errado do morro. O morro certo
estaria do outro lado da cidade, que é um lugar bem mais tranquilo. Nesse caso, nem você mentiu
nem a cidade mudou.
(...)
Não se deve tirar conclusões precipitadas, é o que eu penso. Não sei se você concorda.
FLÁVIO CARNEIRO Adaptado de A distância das coisas. São Paulo: SM, 2016.
É importante saber por que certas coisas são o que são. Quer dizer, saber por que acontecem de um jeito e não de outro. (l. 1-2)
A expressão sublinhada colabora para o desenvolvimento do pensamento do narrador, expressando sentido de:
Questão 13 15409878
CAp-UERJ 9 ano 2020O texto a seguir foi retirado do livro A distância das coisas, do escritor Flávio Carneiro. Nesse livro, o personagem principal narra sua trajetória de investigação para encontrar a mãe, que todos julgavam estar morta, menos ele.
É importante saber por que certas coisas são o que são. Quer dizer, saber por que acontecem
de um jeito e não de outro.
O arco-íris, por exemplo, pode parecer muito estranho se você não sabe que ele é apenas o
resultado da luz do Sol brilhando num punhado de gotas de chuva. Mesmo sabendo disso ele
continua sendo meio estranho, mas pelo menos é um estranho com motivo.
E é preciso comparar, sempre. É o que eu acho mais importante na vida, se você realmente quer
ser um cara que entende algumas coisas.
Por exemplo: eu. Vários garotos têm catorze anos, sou apenas um deles. E, se você pensar na
história da humanidade, vai concluir que já existiram trilhões de garotos de catorze anos. E nenhum
deles era ou é igual a outro.
Sem comparar, você nunca vai conhecer muito bem um garoto de catorze anos. Assim como
jamais vai entender o que é um arco-íris.
(...)
Um dia, na escola, vi a reprodução de um mapa antigo, do tempo em que acreditavam que a
Terra era plana. Fiquei um tempão diante daquele mapa, observando os detalhes e pensando: como
será que as pessoas dessa época imaginavam que fosse o mundo? Como funcionava a cabeça delas
naqueles tempos?
Pensei comigo que um mapa antigo é como uma carta descrevendo um lugar que não existe
mais. Por exemplo, você vai a uma cidade e fica sentado no alto de um morro. Aí você escreve uma
carta ao seu amigo contando exatamente como é a tal cidade, vista de cima.
Anos depois esse amigo resolve visitar aquela cidade e leva com ele a carta que você escreveu.
Chegando lá, procura o tal morro. Não existe mais, ele pensa. Ou existe, mas agora tem um monte
de casas subindo por ele e no alto colocaram uma antena de televisão.
Seu amigo não desiste. Sobe até o topo do morro e fica sentado num cantinho qualquer,
procurando saber exatamente de onde foi que você viu a paisagem que descreveu para ele na carta.
E lá embaixo tem um monte de prédios, de carros, de fábricas, uma confusão danada de gente, uma
barulheira infernal.
Ele para e conclui que há duas hipóteses: ou a cidade mudou muito ou você mentiu.
Seria simples se o seu amigo tivesse apenas essa duas opções. Mas nesse negócio de cartas e
mapas nada é muito simples, concorda? Ele, se fosse alguém que gostasse de comparações, poderia
comparar essas duas hipóteses com outras.
Por exemplo: você pode ter se confundido, falando o nome errado do morro. O morro certo
estaria do outro lado da cidade, que é um lugar bem mais tranquilo. Nesse caso, nem você mentiu
nem a cidade mudou.
(...)
Não se deve tirar conclusões precipitadas, é o que eu penso. Não sei se você concorda.
FLÁVIO CARNEIRO Adaptado de A distância das coisas. São Paulo: SM, 2016.
ele é apenas o resultado da luz do Sol brilhando num punhado de gotas de chuva. (l. 3-4)
A distinção de gênero entre feminino e masculino pode ser feita por flexão ou marcada de outra forma.
No trecho, as palavras que possuem a função de determinar o gênero de luz e Sol classificam-se como:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)