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Questão 20 10309549
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2017TEXTO:
GERAÇÃO CELULAR
Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha
um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos
que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe
com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e
[5] amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a
19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de
assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham
[10] informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos,
é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.
Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento?
Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e, por meio de entrevistas com
adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens
[15] enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores
constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor.
Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim, como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a
manterem o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus
planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar
[20] encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades
quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.
Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria
personalidade. Modelos, cores e recursos são temas de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau
de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de
[25] relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de
pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de
um grupo: quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que
entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam
[30] grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS
(short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais do que isso,
costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em
qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem
acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos, é difícil entender esse desejo excessivo de
[35] comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?
Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que, de antemão, já estejam
em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo,
igualmente plausível: a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar,
ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
[40] Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum
indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos
são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso
contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais.
O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um
[45] lado, existem questões bem práticas a serem relevadas, como o valor da conta no final do mês e a
sensação de que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses
aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo
parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram, inevitavelmente, em conflito.
Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são
[50] resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular
próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar, sem a
interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.
O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda
nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver
[55] dependência do celular. Em uma pesquisa americana, feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que
passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar
ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que
principalmente alunos que passam por momentos difíceis e sentem-se emocionalmente abalados tendem a
usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos:
[60] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média, uma vez a cada dez minutos,
enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham recebido novas mensagens e reagiam
com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham
resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa autoestima.
(Fonte: www2.uol.com.br>geraçao_celular – adaptado)
Vocabulário
Parental: relativo/relacionado a parentes: pai e mãe

“Hoje, em vez de agendar encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.” (l.19-21)
Observe as informações de I a V, sobre esse contexto.
I. A expressão “com antecedência” atribui, ao contexto, ideia de tempo.
II. Em “planejam suas atividades”, o termo destacado é um complemento verbal.
III. Em “como se fazia há alguns anos”, a forma verbal em destaque poderia ser substituída pela preposição a, sem alteração do significado lógico do contexto.
IV. A expressão “de preparar uma festa em curto período de tempo” é um enunciado oracional que completa o significado do adjetivo “capazes”.
V. Em “já estão a caminho dela”, constitui uma caracterização do termo “suas atividades”.
Estão corretas as afirmativas:
Questão 11 10254478
IFSertãoPE 2017Assinale a alternativa em que o uso da crase é empregado pela mesma justificativa do trecho destacado “Não está à venda”.
Questão 18 10181668
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017TEXTO V
Como a internet influencia secretamente nossas escolhas
Em uma época na qual softwares nos dizem no que devemos pensar, uma prática um pouco mais antiquada tem ganhado destaque no noticiário: o trabalho de um seleto grupo de enigmáticos indivíduos que decidem o que é e o que não é notícia.
Recentemente foi divulgado que o Facebook usa pessoas para selecionar quais assuntos são ou não vistos por seus usuários.
[...]
A argumentação mais polêmica que surgiu com a notícia foi a de que a seleção de "trending topics" do site teria um viés anticonservador. Ou seja, o Facebook esconderia notícias e opiniões mais conservadoras de maneira desproporcional. [...]
Meios como o Facebook estão selecionando as notícias e as informações que consumimos sob títulos chamativos como "trending topics" ou critérios como "relevância". Mas nós praticamente não sabemos como isso tudo é filtrado.
É importante ressaltar que essas informações às quais somos expostos podem transformar nosso comportamento, com um insight vindo da internet: o "empurrãozinho". [...]
Quando navegamos na internet, enfrentamos escolhas continuamente – do que comprar ao que acreditar – e engenheiros e designers também podem sutilmente manejar nossas decisões nesse ponto. [...] Isso, no entanto, gera algumas tensões fundamentais: entre a conveniência e a deliberação; entre o que o usuário deseja e o que é melhor para ele; entre a transparência e o lado comercial. [...]
Fonte: - Tom Chatfield Da BBC Future, em 30 maio 2016. (Texto adaptado para esta prova)
TEXTO VI
SUICÍDIO NA INTERNET
Após o lançamento de 13 reasons why,
buscas sobre suicídio aumentaram
Volume de buscas sobre suicídio

Fonte: Jama internal medicine
Marque a alternativa cujo(s) termo(s) destacado(s), na oração, está(o) independente(s)
sintática e semanticamente, permitindo deslocar(em)-se livremente nos caminhos da oração, sem
alteração dos demais termos:
Questão 11 10174518
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017Próclise é a colocação do pronome átono antes do verbo, como podemos verificar na oração destacada em:
“Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.”
Com base nesse exemplo, verifique as orações abaixo e marque a alternativa em que a próclise está CORRETA.
Questão 9 10174201
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017Assinale a alternativa cuja regência nominal deu-se pela relação entre um adjetivo e os termos regidos por esse nome:
Questão 8 10168093
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017As regências verbal e nominal tratam do emprego ou não de preposição junto a verbos e nomes.
Com base nisso, assinale a opção que apresenta um problema de regência verbal:
06
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