Questões de EFAF Português
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Questão 19 10785591
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017TEXTO

Dois galos estavam disputando, em feroz luta, o direito de comandar o galinheiro de uma chácara. Por fim, um põe o outro para correr e é autoproclamado o vencedor.
O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num canto sossegado do galinheiro.
O vencedor, tomado de orgulho e vaidade, voando até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força.
Uma Águia, que pairava ali perto em busca de alimento, lançou-se sobre ele e com um golpe certeiro levou-o preso em suas poderosas garras.
O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou absoluto livre de concorrência.
MORAL: Orgulho ou arrogância ainda é o caminho mais curto para a ruína e a perdição.
Disponível em: www:sitededicas.ne10.uol.com.br/fabula22a.htm. Acesso em: 19 de jul. 2016
No penúltimo parágrafo do texto, a palavra “águia” é precedida pelo artigo indefinido “uma”.
Em casos como esse, o uso do artigo indefinido é determinado pelo seguinte fator:
Questão 14 10785576
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017TEXTO

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De acordo com o texto, a Mônica é uma menina
Questão 13 10785574
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017TEXTO

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Pode-se afirmar que o objetivo, principal, do texto em estudo é
Questão 12 10785573
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017TEXTO

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Na frase “Há alguém mais bonitinha do que eu”, a palavra destacada
I. Possui dígrafo.
II. Não contém encontro consonantal.
III. É polissílaba.
IV. Contém ditongo.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
Questão 6 10785560
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017TEXTO
UM FOGUETE EXTRAORDINÁRIO

Ia casar-se o filho do rei. O país estava em festa. [...] Depois de três dias, celebrou-se o casamento. [...]
À meia-noite devia começar uma grande exibição de fogos de artifício. [...] Depois que o pirotécnico do rei dispôs tudo, os fogos começaram a conversar:
- O mundo é mesmo muito bonito – disse um busca-pé. – Olhem aquelas tulipas amarelas. Mesmo que fossem bombas, não seriam tão bonitas. Tive a sorte de ter viajado: as viagens nos ensinam a julgar as coisas com sabedoria.
- O jardim do rei não é o mundo, seu busca-pé pateta! – replicou um grande fósforo de cor. – Você precisa de três dias para percorrer o mundo.
- O mundo é o lugar de onde a gente gosta – retrucou uma roda de fogo.
Discutiram sobre isso algum tempo, até que ouviram uma tosse forte e seca; todos olharam.
A tosse provinha de um foguete gordo e arrogante, amarrado à ponta de uma vara. Antes de falar, tossia sempre, para chamar a atenção. O foguete tossiu mais uma vez, e começou a falar em tom importante, como se estivesse a ditar suas memórias:
- Que sorte para o filho do rei! Casou-se no mesmo dia em que vou subir. Os príncipes têm muita sorte.
- Onde já se viu! – interrompeu o busca-pé.
- Pensei que fosse justamente o contrário: nós é que vamos ser queimados em homenagem ao príncipe.
- Este pode ser o teu caso, mas não o meu – replicou o foguete. – Comigo, o caso é diferente: sou um foguete importante, de uma família importante. [...] Imaginem só se alguma coisa me acontece esta noite: que desgraça para todos! O príncipe e a princesa nunca mais seriam felizes! O rei, coitado, morreria de dor. Francamente, quando penso na importância da minha posição, chego a derramar lágrimas.
- Cuidado para não ficar molhado – comentou o fósforo de cor.
[...]
A Lua nasceu, e do palácio chegaram sons de música.
O príncipe e a princesa abriram o baile. Dançavam tão bem que até as açucenas se ergueram mais para espiá-los. As outras flores marcaram o compasso. Na última pancada da meia-noite, vieram todos para o terraço, e o rei ordenou ao régio pirotécnico:
- Pode começar.
O pirotécnico fez uma reverência e encaminhou-se para o fundo do parque, acompanhado de seis ajudantes, levando cada um deles um archote.
Foi um espetáculo de fato magnífico.
- Ziz! Ziz! – fazia a roda de fogo girando, girando.
- Bum! Bum! – diziam as bombas.
Todos fizeram grande sucesso, menos o foguete-de-lágrimas. Estava tão úmido por ter chorado que não conseguia pegar fogo. Seus parentes pobres, aos quais sempre falava com ar desdenhoso, subiram ao céu como belas e imensas flores de ouro, despetaladas em luz. A corte aplaudia e a princesa ria, felicíssima.
“Acho que estão me reservando para outra grande solenidade”, pensou o foguete. “Só pode ser isso.”
E sentiu-se ainda mais orgulhoso do que antes.
No dia seguinte, os empregados foram desmanchar a plataforma.
“É uma comitiva que vem falar comigo”, pensou o foguete. “Vou recebê-la com a minha conhecida dignidade.”
Ergueu o nariz, franziu as sobrancelhas, como se estivesse pensando alguma coisa da maior importância. Mas eles não lhe prestaram qualquer atenção. Só quando já se retiravam, um deles gritou:
- Foguete ordinário! Foguete ordinário! – disse ele, enquanto girava. - impossível! Foguete extraordinário, foi isto o que o homem disse. Extraordinário e ordinário soam muito parecidos. [...]
E caiu dentro da lama.
- Não é confortável aqui - observou- mas acho que me enviaram para uma estação de águas a fim de recuperar minha saúde. Meus nervos estão mesmo meio abalados, e preciso de repouso.
[...]
De repente, dois meninos de blusas brancas chegaram trazendo gravetos de lenha e uma chaleira.
“Devem ter sido enviados pelo rei”, pensou o foguete.
- Olha este troço aí!- exclamou um dos meninos, retirando o foguete da lama.
- Este troço! – replicou o foguete. – Devo estar ouvindo muito mal
- Coloca isso também na fogueira – disse o outro menino.
Empilharam os gravetos, puseram o foguete em cima e chegaram-lhe fogo.
- Ótimo! – bradou o foguete. – Vão lançar-me ao espaço em plena luz do dia, para que todos possam ficar encantados comigo.
Enquanto se esquentava a água da chaleira, os meninos cochilaram na relva. O foguete, muito úmido, levou tempo para pegar fogo.
- Afinal, agora parto para o espaço – gritou ele, todo estivadinho. – Irei até a Lua, além de Marte, além do Sol! Irei tão alto que...
Chii!Chii!Chii! E o foguete por fim subiu, a bradar:
- Que delícia! Estou indo para o Cosmo! Que espetáculo!
Mas ninguém reparou nele.
Começou então a sentir por dentro um formigamento esquisito.
“Vou explodir”, pensou. “Vou incendiar o mundo inteiro! Vou dar um estrondo tão fabuloso que ninguém falará de outra coisa durante um ano.”
E, na verdade, explodiu, pois a pólvora cumpriu o seu dever. Mas, ninguém, ninguém, ouviu o estouro do foguete, nem mesmo os meninos deitados sobre a relva.
Do foguete só restou a vareta, que caiu na cabeça de um ganso.
- Deus do céu! – exclamou o ganso. – Começou a chover pedaço de pau.
- Eu sabia que causava furor – murmurou, ofegante, o foguete-de-lágrimas. E morreu.
WILDE, Oscar. In: O príncipe feliz. Tradução e adaptação de Paulo Mendes Campos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. p. 34-35. ( fragmento)
Glossário
• Pirotécnico: Especialista em fogos de artifício.
• Dispôs: Arrumou
• Régio: Relativo ao ou próprio rei.
• Archote: Facho que se acende com breu para iluminar ao ar livre.
• Desdenhoso: Que demonstra desprezo ou orgulho.
• Estivadinho: Orgulhoso, cheio de si.
• Furor: entusiasmo.
• Foguete: engenho pirotécnico que consiste em um tubo de papelão carregado com pólvora, e que, ao se atear fogo ao pavio, ocorre a expulsão de gases por combustão, que o leva para o alto, onde estoura com ruído; fogo do ar, foguete do ar, fogos, rojão.
Na passagem “- Coloca isso também na fogueira”, a palavra em destaque refere-se
Questão 4 10785557
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017TEXTO
UM FOGUETE EXTRAORDINÁRIO

Ia casar-se o filho do rei. O país estava em festa. [...] Depois de três dias, celebrou-se o casamento. [...]
À meia-noite devia começar uma grande exibição de fogos de artifício. [...] Depois que o pirotécnico do rei dispôs tudo, os fogos começaram a conversar:
- O mundo é mesmo muito bonito – disse um busca-pé. – Olhem aquelas tulipas amarelas. Mesmo que fossem bombas, não seriam tão bonitas. Tive a sorte de ter viajado: as viagens nos ensinam a julgar as coisas com sabedoria.
- O jardim do rei não é o mundo, seu busca-pé pateta! – replicou um grande fósforo de cor. – Você precisa de três dias para percorrer o mundo.
- O mundo é o lugar de onde a gente gosta – retrucou uma roda de fogo.
Discutiram sobre isso algum tempo, até que ouviram uma tosse forte e seca; todos olharam.
A tosse provinha de um foguete gordo e arrogante, amarrado à ponta de uma vara. Antes de falar, tossia sempre, para chamar a atenção. O foguete tossiu mais uma vez, e começou a falar em tom importante, como se estivesse a ditar suas memórias:
- Que sorte para o filho do rei! Casou-se no mesmo dia em que vou subir. Os príncipes têm muita sorte.
- Onde já se viu! – interrompeu o busca-pé.
- Pensei que fosse justamente o contrário: nós é que vamos ser queimados em homenagem ao príncipe.
- Este pode ser o teu caso, mas não o meu – replicou o foguete. – Comigo, o caso é diferente: sou um foguete importante, de uma família importante. [...] Imaginem só se alguma coisa me acontece esta noite: que desgraça para todos! O príncipe e a princesa nunca mais seriam felizes! O rei, coitado, morreria de dor. Francamente, quando penso na importância da minha posição, chego a derramar lágrimas.
- Cuidado para não ficar molhado – comentou o fósforo de cor.
[...]
A Lua nasceu, e do palácio chegaram sons de música.
O príncipe e a princesa abriram o baile. Dançavam tão bem que até as açucenas se ergueram mais para espiá-los. As outras flores marcaram o compasso. Na última pancada da meia-noite, vieram todos para o terraço, e o rei ordenou ao régio pirotécnico:
- Pode começar.
O pirotécnico fez uma reverência e encaminhou-se para o fundo do parque, acompanhado de seis ajudantes, levando cada um deles um archote.
Foi um espetáculo de fato magnífico.
- Ziz! Ziz! – fazia a roda de fogo girando, girando.
- Bum! Bum! – diziam as bombas.
Todos fizeram grande sucesso, menos o foguete-de-lágrimas. Estava tão úmido por ter chorado que não conseguia pegar fogo. Seus parentes pobres, aos quais sempre falava com ar desdenhoso, subiram ao céu como belas e imensas flores de ouro, despetaladas em luz. A corte aplaudia e a princesa ria, felicíssima.
“Acho que estão me reservando para outra grande solenidade”, pensou o foguete. “Só pode ser isso.”
E sentiu-se ainda mais orgulhoso do que antes.
No dia seguinte, os empregados foram desmanchar a plataforma.
“É uma comitiva que vem falar comigo”, pensou o foguete. “Vou recebê-la com a minha conhecida dignidade.”
Ergueu o nariz, franziu as sobrancelhas, como se estivesse pensando alguma coisa da maior importância. Mas eles não lhe prestaram qualquer atenção. Só quando já se retiravam, um deles gritou:
- Foguete ordinário! Foguete ordinário! – disse ele, enquanto girava. - impossível! Foguete extraordinário, foi isto o que o homem disse. Extraordinário e ordinário soam muito parecidos. [...]
E caiu dentro da lama.
- Não é confortável aqui - observou- mas acho que me enviaram para uma estação de águas a fim de recuperar minha saúde. Meus nervos estão mesmo meio abalados, e preciso de repouso.
[...]
De repente, dois meninos de blusas brancas chegaram trazendo gravetos de lenha e uma chaleira.
“Devem ter sido enviados pelo rei”, pensou o foguete.
- Olha este troço aí!- exclamou um dos meninos, retirando o foguete da lama.
- Este troço! – replicou o foguete. – Devo estar ouvindo muito mal
- Coloca isso também na fogueira – disse o outro menino.
Empilharam os gravetos, puseram o foguete em cima e chegaram-lhe fogo.
- Ótimo! – bradou o foguete. – Vão lançar-me ao espaço em plena luz do dia, para que todos possam ficar encantados comigo.
Enquanto se esquentava a água da chaleira, os meninos cochilaram na relva. O foguete, muito úmido, levou tempo para pegar fogo.
- Afinal, agora parto para o espaço – gritou ele, todo estivadinho. – Irei até a Lua, além de Marte, além do Sol! Irei tão alto que...
Chii!Chii!Chii! E o foguete por fim subiu, a bradar:
- Que delícia! Estou indo para o Cosmo! Que espetáculo!
Mas ninguém reparou nele.
Começou então a sentir por dentro um formigamento esquisito.
“Vou explodir”, pensou. “Vou incendiar o mundo inteiro! Vou dar um estrondo tão fabuloso que ninguém falará de outra coisa durante um ano.”
E, na verdade, explodiu, pois a pólvora cumpriu o seu dever. Mas, ninguém, ninguém, ouviu o estouro do foguete, nem mesmo os meninos deitados sobre a relva.
Do foguete só restou a vareta, que caiu na cabeça de um ganso.
- Deus do céu! – exclamou o ganso. – Começou a chover pedaço de pau.
- Eu sabia que causava furor – murmurou, ofegante, o foguete-de-lágrimas. E morreu.
WILDE, Oscar. In: O príncipe feliz. Tradução e adaptação de Paulo Mendes Campos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. p. 34-35. ( fragmento)
Glossário
• Pirotécnico: Especialista em fogos de artifício.
• Dispôs: Arrumou
• Régio: Relativo ao ou próprio rei.
• Archote: Facho que se acende com breu para iluminar ao ar livre.
• Desdenhoso: Que demonstra desprezo ou orgulho.
• Estivadinho: Orgulhoso, cheio de si.
• Furor: entusiasmo.
• Foguete: engenho pirotécnico que consiste em um tubo de papelão carregado com pólvora, e que, ao se atear fogo ao pavio, ocorre a expulsão de gases por combustão, que o leva para o alto, onde estoura com ruído; fogo do ar, foguete do ar, fogos, rojão.
No trecho “Meus nervos estão mesmo meio abalados, e preciso de repouso”, o adjetivo em destaque informa que o foguete encontrava-se
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