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Questão 2 164347
IFBA 2018TEXTO 1
Inteligência o quê?
Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
Na idade média, os filósofos se referiam à inteligência como a parte superior da alma e sua capacidade de conhecimento. Desde então, compõe um trio inseparável: memória-inteligência-vontade.
Quando se fala em inteligência artificial, ninguém pode deixar de lado esse ternário. É aterrorizante imaginar essas três atividades operando conjuntamente em outro local que não o cérebro humano.
Seria possível dotar um computador de razão? Capaz de compreender, julgar, ter bom senso, juízo?
Os computadores guardam ainda a base de seu desenvolvimento na década de 40, a capacidade algorítmica, aptos para resolver cálculos científicos, mas não para analisá-los, como se explica na “Enciclopédia Filosófica Universal”,o local menos suspeito para uma consulta sobre máquinas teoricamente habilitadas a simular a inteligência.
O computador tem conseguido ultrapassar o homem na rapidez e na confiabilidade das operações matemáticas, nas tarefas de rotina, nos encadeamento lógicos. A máquina na qual escrevi essa coluna, evidentemente, não compreende o texto escrito nela. Pode até vertê-lo para outra língua, mas jamais vai poder entender e traduzir em toda a sua profundidade o significado doce e doloroso de uma palavra como saudade, existente somente na língua portuguesa.
Já inventaram programas de computador como o Elisa que “conversa” com as pessoas e parece compreendê-las. Representa comportamentos pré-definidos como o de um psicanalista e responde com alguma lógica a questões menos profundas. Tudo pré-programado e incapaz de evitar o inesperado.
Enganar com o computador, como se vê, pode ser possível. Calma. Ninguém se preocupe se a técnica parece dominar tudo e os técnicos assumem ares de seres superpoderosos e únicos receptáculos de um saber só entendido por eles, porque falam entre si numa linguagem cifrada e incompreensível.
Tudo pode ser decodificado facilmente, e o que hoje perece intransponível não o será logo mais. Basta ver a facilidade da criançada com os computadores. Assim, termos como inteligência artificial ainda servem apenas para ocultar a vontade de um domínio tecnicista sobre o saber universal e humanista.
Se é possível criar máquinas habilitadas no domínio da lógica para resolver problemas estratégicos, não é possível dotá-las de atributos inerentes à condição humana.
Conforme defende L.H. Dreyfus (“intelligence artificiele – Mythes et limites”, 1984), existem quatro postulados bastantes discutíveis quando se fala de inteligência- artificial: o biológico (os impulsos cerebrais), o psicológico (a própria mente), o epistemológico (relativo ao saber e às suas formulações) e o ontológico (os elementos determinados e independentes de todo contexto).
Na porta do século XXI, o desenvolvimento das tecnologias é exponencial, basta refletir com tranquilidade para saber que a técnica ajuda, facilita e até resolve, mas não é tudo e nem pode superar o cérebro humano naquilo que ele tem de melhor – e pior: a razão – ou desrazão.
A desafiadora expressão inteligência artificial, portanto pode enganar mais do que esclarecer. Prefiro a reação de Millor Fernandes ao saber deste diálogo impertinente: “Me chamem quando forem discutir a burrice natural”.
Caio Túlio Costa in Folha de São Paulo, 23 jul. 2017.
Assinale abaixo as versões em que se mantém o mesmo sentido do primeiro parágrafo do texto?
I - Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Porém, por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
II - Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher), ou seja, por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
III- Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Isso significa que por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
IV - Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Entretanto, por meio da seleção e da escolha, os humanos compreendem as coisas.
Assinale a alternativa que corresponde às opções verdadeiras:
Questão 1 164342
IFBA 2018TEXTO 1
Inteligência o quê?
Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
Na idade média, os filósofos se referiam à inteligência como a parte superior da alma e sua capacidade de conhecimento. Desde então, compõe um trio inseparável: memória-inteligência-vontade.
Quando se fala em inteligência artificial, ninguém pode deixar de lado esse ternário. É aterrorizante imaginar essas três atividades operando conjuntamente em outro local que não o cérebro humano.
Seria possível dotar um computador de razão? Capaz de compreender, julgar, ter bom senso, juízo?
Os computadores guardam ainda a base de seu desenvolvimento na década de 40, a capacidade algorítmica, aptos para resolver cálculos científicos, mas não para analisá-los, como se explica na “Enciclopédia Filosófica Universal”,o local menos suspeito para uma consulta sobre máquinas teoricamente habilitadas a simular a inteligência.
O computador tem conseguido ultrapassar o homem na rapidez e na confiabilidade das operações matemáticas, nas tarefas de rotina, nos encadeamento lógicos. A máquina na qual escrevi essa coluna, evidentemente, não compreende o texto escrito nela. Pode até vertê-lo para outra língua, mas jamais vai poder entender e traduzir em toda a sua profundidade o significado doce e doloroso de uma palavra como saudade, existente somente na língua portuguesa.
Já inventaram programas de computador como o Elisa que “conversa” com as pessoas e parece compreendê-las. Representa comportamentos pré-definidos como o de um psicanalista e responde com alguma lógica a questões menos profundas. Tudo pré-programado e incapaz de evitar o inesperado.
Enganar com o computador, como se vê, pode ser possível. Calma. Ninguém se preocupe se a técnica parece dominar tudo e os técnicos assumem ares de seres superpoderosos e únicos receptáculos de um saber só entendido por eles, porque falam entre si numa linguagem cifrada e incompreensível.
Tudo pode ser decodificado facilmente, e o que hoje perece intransponível não o será logo mais. Basta ver a facilidade da criançada com os computadores. Assim, termos como inteligência artificial ainda servem apenas para ocultar a vontade de um domínio tecnicista sobre o saber universal e humanista.
Se é possível criar máquinas habilitadas no domínio da lógica para resolver problemas estratégicos, não é possível dotá-las de atributos inerentes à condição humana.
Conforme defende L.H. Dreyfus (“intelligence artificiele – Mythes et limites”, 1984), existem quatro postulados bastantes discutíveis quando se fala de inteligência- artificial: o biológico (os impulsos cerebrais), o psicológico (a própria mente), o epistemológico (relativo ao saber e às suas formulações) e o ontológico (os elementos determinados e independentes de todo contexto).
Na porta do século XXI, o desenvolvimento das tecnologias é exponencial, basta refletir com tranquilidade para saber que a técnica ajuda, facilita e até resolve, mas não é tudo e nem pode superar o cérebro humano naquilo que ele tem de melhor – e pior: a razão – ou desrazão.
A desafiadora expressão inteligência artificial, portanto pode enganar mais do que esclarecer. Prefiro a reação de Millor Fernandes ao saber deste diálogo impertinente: “Me chamem quando forem discutir a burrice natural”.
Caio Túlio Costa in Folha de São Paulo, 23 jul. 2017.
Sobre o texto acima, é correto afirmar:
I – Posiciona-se a favor da inteligência natural, humana, em detrimento da inteligência artificial.
II – Trabalha dentro da oposição humano versus máquina.
III – Constrói uma argumentação em que a máquina prevalece sobre o humano.
IV – Narra episódios da evolução das pesquisas em inteligência artificial.
Assinale a alternativa que corresponde às opções verdadeiras:
Questão 4 11835695
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Irresistíveis ao olfato, mas proibidos para o paladar
Presentes em relatos escritos e gravuras, o sabonete, bem diferente do que temos hoje, já na Antiguidade foi indicado pelos magos para o banho purificador que lava a alma.
No Império Romano, era muito usado durante o famoso banho público que, na realidade, servia como tempero a inúmeras discussões sociais.
E ao contrário do que muitos pensam, no Brasil os índios eram muito limpos, já que se banhavam duas a três vezes por dia, surpreendendo os “visitantes” europeus. (...)
Faça você sabonetes artesanais em forma de doce. São Paulo, SP: Conexão/ Minuano, 2016 (adaptado).
As aspas foram utilizadas no texto como efeito de sentido para
Questão 9 11812903
Pref. de São Paulo 8º Ano 2017/2QUANDO MENINAS VIRAM MULHERES
Destinados a alunos das escolas indígenas, o livro contribui para que a memória dos índios brasileiros seja registrada por eles mesmos, para que não se percam nem seja abafada pelas outras histórias de que a escola se ocupa. Por se tratar de uma obra editada em língua portuguesa, o livro das árvores também familiariza os leitores com a história e a cultura indígena, iniciando-os nas maneiras como os Ticuna lidam com diferentes aspectos da vida.
O livro das árvores resume a importância da floresta para o povo indígena do alto Solimões. A floresta e todos os seus elementos foram retratados em imagens e textos pelos professores indígenas, transformando o livro em mais do que uma obra de arte.
TICUNA, Índios. Nós e os Outros - histórias de diferentes culturas. São Paulo, SP: Ática, 2008 (fragmento).
No texto, o termo “resume” concorda com “o livro das árvores”. A oração em que a concordância verbal está de acordo com a norma padrão é:
Questão 13 11810330
Pref. de São Paulo 7º Ano 2017/1Leia o cardápio:

No cardápio, o prato servido às quintas-feiras é
Questão 7 11810199
Pref. de São Paulo 7º Ano 2017/1Livros que poderiam ter finais diferentes
Sabe aquele livro que você amou, mas se pudesse daria um final diferente pra ele? A Atrê pensa igualzinho a você! Por isso, selecionou 1 história que não teve um desfecho como gostaríamos e pensamos em um final diferente para ele. Olha só! Atenção: essa matéria contém SPOILERS!
Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes
Fala sério: é impossível não se apaixonar pela relação entre os protagonistas Louisa Clark e Will Traynor. Os dois se aproximam após a girl se tornar cuidadora de Will, que ficou tetraplégico após um acidente. Ok, nós entendemos o final do livro e os motivos para a decisão de Will, mas praticamente 99,99% dos leitores gostariam que o boy mudasse de ideia para viver ao lado da doce e divertida Clark. Concordam?
Disponível em: http://atrevida.uol.com.br/divirta-se/se-liga/5-livros-que-poderiam-ter-finais-diferentes/12165. Acesso em : 24 abr. 2017 (adaptado).
Passagens do texto como “ sabe aquele livro que você amou”, “fala sério”, revelam um locutor que faz uso da linguagem predominantemente
06
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