Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 10367209
OBI 1° Ano - Nível 1 Fase 1 2021Palíndromos
Uma palavra é chamada de palíndromo se a sequência de letras da palavra, lida da esquerda para direita, é igual à sequência de letras da palavra lida da direita para a esquerda (uma outra definição é que a primeira letra da palavra deve ser igual à última letra, a segunda letra deve ser igual à penúltima letra, a terceira letra deve ser igual à antepenúltima letra, e assim por diante). Por exemplo, as palavras ovo, osso e sopapos são palíndromos.
Qual das alternativas abaixo não é um palíndromo?
Questão 11 10367037
OBI 1° Ano - Nível Júnior Fase 1 2021Distância entre palavras
Vamos definir três tipos de operações básicas:
• inserir uma letra em uma palavra;
• remover uma letra de uma palavra;
• substituir um letra de uma palavra.
Definimos também a distância entre duas palavras como o número mínimo de operações básicas para transformar a primeira palavra na segunda. Por exemplo, a distância entre as palavras maria e clara é 3:
1. remover a letra i: maria → mara
2. substituir a letra m pela letra c: mara → cara
3. inserir a letra l: cara → clara
Qual a distância entre cansar e contar?
Questão 4 10163025
CANGURU Benjamin 2021A Sandra quer escrever a palavra CANGU, utilizando letras das caixas seguintes e retirando apenas uma letra de cada caixa.

Que letra deve a Sandra retirar da caixa 4?
Questão 9 16237853
ONHB Fase 4 2020Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de São Caetano.
Vive dentro de mim
A mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã .
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
Enxerto de terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre seu triste fado.
Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida
– a vida mera das obscuras!
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: Cora Coralina. Poema dos becos de Goiás e estórias mais . Rio de Janeiro: José Olympio, 1965. CRÉDITOS: Cora Coralina GLOSSÁRIO: Picumã : cabelo crespo. PALAVRAS-CHAVE: literatura, goiás, mulheres
Sobre o poema, assinale a alternativa mais adequada:
Questão 14 15469455
EPSJV Técnico em Saúde 2020A questão refere-se aos poemas “O bicho” (TEXTO I), de Manuel Bandeira, e “Gente miúda” (TEXTO II), de Sérgio Vaz:
TEXTO I
O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira (do livro Belo Belo de 1947)
TEXTO II
Gente Miúda
Daniel não tinha documentos,
RG, certidão ou carteira profissional.
Não tinha sobrenome,
não tinha número, nem cidade natal.
Quase um bicho, dormia na rua sobre as notícias
e acordava na sarjeta, na calçada ou no lixo.
Os dentes, em intervalos,
mastigavam as migalhas do mundo,
as sobras do planeta.
Era soldado
das tropas dos famintos.
Os trapos — fardas dos miseráveis —
cobriam-lhe apenas o peito, a bunda e o pinto.
Sangrava de dia
o açoite do abandono.
Amigos? Só os cães,
que o protegiam dos seres humanos.
Morreu
velho e abatido
depois de viver, todos os dias,
durante trinta e sete anos,
como se nunca tivesse existido.
Sérgio Vaz (do livro Colecionador de Pedras de 2013)
Pode-se afirmar que o título do poema “Gente Miúda” de Sérgio Vaz refere-se a:
Questão 13 15468739
EPSJV Técnico em Saúde 2020A questão refere-se aos poemas “O bicho” (TEXTO I), de Manuel Bandeira, e “Gente miúda” (TEXTO II), de Sérgio Vaz:
TEXTO I
O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira (do livro Belo Belo de 1947)
TEXTO II
Gente Miúda
Daniel não tinha documentos,
RG, certidão ou carteira profissional.
Não tinha sobrenome,
não tinha número, nem cidade natal.
Quase um bicho, dormia na rua sobre as notícias
e acordava na sarjeta, na calçada ou no lixo.
Os dentes, em intervalos,
mastigavam as migalhas do mundo,
as sobras do planeta.
Era soldado
das tropas dos famintos.
Os trapos — fardas dos miseráveis —
cobriam-lhe apenas o peito, a bunda e o pinto.
Sangrava de dia
o açoite do abandono.
Amigos? Só os cães,
que o protegiam dos seres humanos.
Morreu
velho e abatido
depois de viver, todos os dias,
durante trinta e sete anos,
como se nunca tivesse existido.
Sérgio Vaz (do livro Colecionador de Pedras de 2013)
Podemos afirmar que no poema “O Bicho” de Manuel Bandeira cada uma das quatro estrofes foca em uma perspectiva:
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