Questões de EFAF Português
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Questão 14 295728
IFRR 2018Para responder à questão, considere o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Outra vez na escuridão do quarto, Alfredo já não tinha a companhia da serra, que o dia inteiro ouvira ao longe, mas o latido dos cães prosseguia, intermitentemente. Ao cair da tarde sentira muita fome e acabara com o queijo branco e as bolachas. Dos refrigerantes restava apenas um e a jarra de água descera pela metade. Comendo uma maçã, estirado na estopa, já não tinha muitas dúvidas de que seu cárcere era no próprio bairro. Todo bairro tem um cheiro especial e ele conhecia o cheiro da Bela Vista. Depois, a serra e os latidos eram ruídos familiares, principalmente quando percutidos ao mesmo tempo.
O fato de sentir-se perto de casa aproximava-o dum passado ainda vizinho. Lembrava-se de sua vida de menino, das brincadeiras de rua, do trabalho na oficina do pai e finalmente do dia em que Jaime, ex-radioator, agora no comércio de imóveis, teve a feliz ideia de levá-lo a uma Hora de Calouros depois de vê-lo e ouvi-lo inúmeras vezes cantar e tocar em festinhas. Nunca pensara em tornar-se artista profissional.
Simplesmente imitava os cantores famosos do rock na voz, no balanço e na guitarra. Mesmo um primeiro lugar no programa de amadores lhe pareceu bom demais. O convite da gravadora fora uma surpresa imensa.
Jaime, porém, advertira: "Não se iluda. Muitos gravam e nada acontece". Mas com ele não se deu assim. A música escolhida, de autor também desconhecido, tinha um pique sensacional. Era dessas que o público ouve, gosta e sai cantando. Em seguida, começou a ser chamado para apresentações na televisão e, logo depois, já contratado por Lazzari, passou a fazer shows, juntamente com um pequeno conjunto de roqueiros, pela capital de São Paulo, cidades do interior e outros estados. A essa altura, já não era mais o Alfredo, o Alfredinho, filho do seu Domingos, marceneiro, e de dona Bela, mas o Garoto de Ouro, o rapaz desinibido, de sorriso permanente, que vestia roupas esfuziantes e cujos retratos apareciam quase diariamente nos jornais e revistas e mesmo em pôsteres que as meninas e moças pregavam em seus quartos. Deixara de ser um jovem comum, magro e sardento, para ser um ídolo.
Na escuridão do seu presídio, perguntava-se se era feliz, e respondia prontamente que sim. Embora, reconhecia, era uma felicidade atabalhoada, inquieta, trabalhosa, febril, sem tempo para ser saboreada nem direito a descanso. Sempre num palco ou a bordo dum avião, forçado a demonstrar a alegria pela qual todos esperavam e pagavam, não lhe sobrava espaço para conviver com a família e os amigos da infância estavam cada vez mais distantes. Essa é minha primeira folga em mais de um ano, ele admitiu, arremessando para longe o cabinho da maçã. Um pensamento: todos os delinquentes cometem ao menos um erro. Meu raptor também cometeu?
Se, no trecho A música escolhida, de autor também desconhecido, tinha um pique sensacional substituíssemos a expressão destacada por um pronome, teríamos:
Questão 13 295726
IFRR 2018Para responder à questão, considere o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Outra vez na escuridão do quarto, Alfredo já não tinha a companhia da serra, que o dia inteiro ouvira ao longe, mas o latido dos cães prosseguia, intermitentemente. Ao cair da tarde sentira muita fome e acabara com o queijo branco e as bolachas. Dos refrigerantes restava apenas um e a jarra de água descera pela metade. Comendo uma maçã, estirado na estopa, já não tinha muitas dúvidas de que seu cárcere era no próprio bairro. Todo bairro tem um cheiro especial e ele conhecia o cheiro da Bela Vista. Depois, a serra e os latidos eram ruídos familiares, principalmente quando percutidos ao mesmo tempo.
O fato de sentir-se perto de casa aproximava-o dum passado ainda vizinho. Lembrava-se de sua vida de menino, das brincadeiras de rua, do trabalho na oficina do pai e finalmente do dia em que Jaime, ex-radioator, agora no comércio de imóveis, teve a feliz ideia de levá-lo a uma Hora de Calouros depois de vê-lo e ouvi-lo inúmeras vezes cantar e tocar em festinhas. Nunca pensara em tornar-se artista profissional.
Simplesmente imitava os cantores famosos do rock na voz, no balanço e na guitarra. Mesmo um primeiro lugar no programa de amadores lhe pareceu bom demais. O convite da gravadora fora uma surpresa imensa.
Jaime, porém, advertira: "Não se iluda. Muitos gravam e nada acontece". Mas com ele não se deu assim. A música escolhida, de autor também desconhecido, tinha um pique sensacional. Era dessas que o público ouve, gosta e sai cantando. Em seguida, começou a ser chamado para apresentações na televisão e, logo depois, já contratado por Lazzari, passou a fazer shows, juntamente com um pequeno conjunto de roqueiros, pela capital de São Paulo, cidades do interior e outros estados. A essa altura, já não era mais o Alfredo, o Alfredinho, filho do seu Domingos, marceneiro, e de dona Bela, mas o Garoto de Ouro, o rapaz desinibido, de sorriso permanente, que vestia roupas esfuziantes e cujos retratos apareciam quase diariamente nos jornais e revistas e mesmo em pôsteres que as meninas e moças pregavam em seus quartos. Deixara de ser um jovem comum, magro e sardento, para ser um ídolo.
Na escuridão do seu presídio, perguntava-se se era feliz, e respondia prontamente que sim. Embora, reconhecia, era uma felicidade atabalhoada, inquieta, trabalhosa, febril, sem tempo para ser saboreada nem direito a descanso. Sempre num palco ou a bordo dum avião, forçado a demonstrar a alegria pela qual todos esperavam e pagavam, não lhe sobrava espaço para conviver com a família e os amigos da infância estavam cada vez mais distantes. Essa é minha primeira folga em mais de um ano, ele admitiu, arremessando para longe o cabinho da maçã. Um pensamento: todos os delinquentes cometem ao menos um erro. Meu raptor também cometeu?
Considerando a palavra destacada no trecho mas o latido dos cães prosseguia, intermitentemente, assinale o item que contém um antônimo adequado para substitui-la.
Questão 12 295725
IFRR 2018Para responder à questão, considere o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Outra vez na escuridão do quarto, Alfredo já não tinha a companhia da serra, que o dia inteiro ouvira ao longe, mas o latido dos cães prosseguia, intermitentemente. Ao cair da tarde sentira muita fome e acabara com o queijo branco e as bolachas. Dos refrigerantes restava apenas um e a jarra de água descera pela metade. Comendo uma maçã, estirado na estopa, já não tinha muitas dúvidas de que seu cárcere era no próprio bairro. Todo bairro tem um cheiro especial e ele conhecia o cheiro da Bela Vista. Depois, a serra e os latidos eram ruídos familiares, principalmente quando percutidos ao mesmo tempo.
O fato de sentir-se perto de casa aproximava-o dum passado ainda vizinho. Lembrava-se de sua vida de menino, das brincadeiras de rua, do trabalho na oficina do pai e finalmente do dia em que Jaime, ex-radioator, agora no comércio de imóveis, teve a feliz ideia de levá-lo a uma Hora de Calouros depois de vê-lo e ouvi-lo inúmeras vezes cantar e tocar em festinhas. Nunca pensara em tornar-se artista profissional.
Simplesmente imitava os cantores famosos do rock na voz, no balanço e na guitarra. Mesmo um primeiro lugar no programa de amadores lhe pareceu bom demais. O convite da gravadora fora uma surpresa imensa.
Jaime, porém, advertira: "Não se iluda. Muitos gravam e nada acontece". Mas com ele não se deu assim. A música escolhida, de autor também desconhecido, tinha um pique sensacional. Era dessas que o público ouve, gosta e sai cantando. Em seguida, começou a ser chamado para apresentações na televisão e, logo depois, já contratado por Lazzari, passou a fazer shows, juntamente com um pequeno conjunto de roqueiros, pela capital de São Paulo, cidades do interior e outros estados. A essa altura, já não era mais o Alfredo, o Alfredinho, filho do seu Domingos, marceneiro, e de dona Bela, mas o Garoto de Ouro, o rapaz desinibido, de sorriso permanente, que vestia roupas esfuziantes e cujos retratos apareciam quase diariamente nos jornais e revistas e mesmo em pôsteres que as meninas e moças pregavam em seus quartos. Deixara de ser um jovem comum, magro e sardento, para ser um ídolo.
Na escuridão do seu presídio, perguntava-se se era feliz, e respondia prontamente que sim. Embora, reconhecia, era uma felicidade atabalhoada, inquieta, trabalhosa, febril, sem tempo para ser saboreada nem direito a descanso. Sempre num palco ou a bordo dum avião, forçado a demonstrar a alegria pela qual todos esperavam e pagavam, não lhe sobrava espaço para conviver com a família e os amigos da infância estavam cada vez mais distantes. Essa é minha primeira folga em mais de um ano, ele admitiu, arremessando para longe o cabinho da maçã. Um pensamento: todos os delinquentes cometem ao menos um erro. Meu raptor também cometeu?
Os trechos destacados no fragmento a seguir estão corretamente analisados, do ponto de vista sintático, no item:
Outra vez na escuridão do quarto, Alfredo já não tinha a companhia da serra, que o dia inteiro ouvira ao longe, mas o latido dos cães prosseguia, intermitentemente.
Questão 10 295719
IFRR 2018Para responder à questão, leia a charge abaixo:

Sobre a interpretação e o contexto da tirinha, é possível afirmar que:
Questão 9 295718
IFRR 2018Para responder à questão, leia a charge abaixo:

A palavra polissemia refere-se à multiplicidade de sentidos de uma palavra ou locução.
Tal fenômeno pode ser observado na tirinha acima, no trecho:
Questão 8 295716
IFRR 2018Em “O conhecimento solicitado sobre gramática na prova é mínimo” a forma destacada corresponde ao:
06
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