Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 1 421670
IFSudesteMinas 2013Leia o texto “Ousadia”, de Fernando Sabino, para responder à questão:
TEXTO :
Ousadia
(Fernando Sabino)
A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:
- A sua passagem já está paga - disse o motorista.
- Paga por quem?
- Esse cavalheiro aí.
E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada.
- É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber.
- Mas já está paga...
- Faça o favor de receber! - insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto para que o homem ouvisse:
- Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Vamos, faço questão que o senhor receba minha passagem.
O motorista ergueu os ombros e acabou recebendo: melhor para ele, ganhava duas vezes.
A moça saltou do ônibus e passou fuzilando de indignação pelo homem.
Foi seguindo pela rua, sem olhar para ele.
Se olhasse, veria que ele a seguia, meio ressabiado, a alguns passos.
Somente quando dobrou à direita para entrar no edifício onde morava, arriscou uma espiada: lá vinha ele! Correu para o apartamento, que era no térreo, e pôs-se a bater aflita:
- Abre! Abre aí!
A empregada veio abrir e ela irrompeu pela sala, contando aos pais atônitos, em termos confusos, a sua aventura:
- Descarado, como é que tem coragem? Me seguiu até aqui!
De súbito, ao voltar-se, viu pela porta aberta que o homem ainda estava lá fora, no saguão.
Protegida pela presença dos pais, ousou enfrentá-lo:
- Olha ele ali! É ele, venham ver! Ainda está ali o sem-vergonha.
Mas que ousadia!
Todos se precipitaram para a porta. A empregada levou as mãos à cabeça:
- Mas a senhora, como é que pode! É o Marcelo.
- Marcelo? Que Marcelo? - a moça se voltou surpreendida.
- Marcelo, o meu noivo. A senhora conhece ele, foi quem pintou o apartamento.
A moça só faltou morrer de vergonha:
- É mesmo, é o Marcelo! Como é que eu não o reconheci! Você me desculpe, Marcelo, por favor.
No saguão, Marcelo torcia as mãos, encabulado:
- A senhora é que me desculpe, foi muita ousadia...
SABINO, Fernando. Ousadia. In: Para gostar de ler – Crônicas. São Paulo: Ática, 1981. v. 2.
Considerando a leitura do início da crônica “Ousadia”, assinale a única alternativa FALSA:
Questão 14 401198
IFSulDeMinas 2013
Se substituirmos “o animal” por “os animais”, as concordâncias verbal e nominal estarão inteiramente corretas no período:
Questão 10 401189
IFSulDeMinas 2013
De acordo com o texto, assinale a única alternativa INCORRETA.
Questão 3 171761
SESC 2013Como a Escola SESC de Ensino Médio participou da Rio+2

Nos dias 18 e 19 de junho, a Escola SESC de Ensino Médio recebeu representantes da Europa, Ásia, África e América Latina para um Workshop Internacional intitulado “A Terra está inquieta”,promovido por diferentes instituições acadêmicas em parceria com o Departamento Nacional do SESC. O evento – que contou com a participação de nomes como Edgar Morin, Cristóvam Buarque e Marina Silva – tratou das ações em curso em diferentes países voltadas à sustentabilidade planetária nos âmbitos da agricultura, economia, urbanidade e educação. Foi, portanto, uma excelente oportunidade para trocar conhecimento e aprofundar reflexões. Os debates foram tão produtivos que os estudantes se sentiram motivados a multiplicar, em suas regiões, tudo o que foi aprendido.
Texto adaptado de www.escolasesc.com.br. Acesso em 10 de junho de 2012.
Considere a frase abaixo
Os debates foram tão produtivos que os estudantes se sentiram motivados a multiplicar, em suas regiões, tudo o que foi aprendido.
Os termos sublinhados indicam uma relação de:
Questão 6 170354
CEFET MG 2013A questão refere-se ao texto abaixo, extraído do livro Retratos da Escola, coletânea organizada por Adriano Macedo.
O coração roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: Coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, bestseller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima e tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos no recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava o Coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele. Ia informar à diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho,o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Já preocupado com o ginásio? Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro. E depois ainda foi me abraçar...”
Curioso, a decepção prolongou-se ao livro de Amicis, verdadeira vitrina de qualidades morais dos alunos de uma classe de escola primária. A história de um ano letivo coroado de belos gestos. Quem sabe o autor não conhecesse a fundo seus próprios personagens. Um ingênuo como nossa professora. Esqueci-o.
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
− Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
− Por que não? É um ladrão!
− Mas quando pegou seu livro era criança.
− O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomara a sua defesa:
− Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles, Coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna.
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai”.
REY, Marcos. O coração roubado. In: MACEDO, Adriano (org.). Retratos da escola. Belo Horizonte: Autêntica. 2012. p. 69-71
Considerando-se a leitura do 3º e do 4º parágrafos, em “Esqueci-o”, o pronome sublinhado retoma a expressão:
Questão 11 169792
IFMT 2013/2TEXTO 3
CEMITÉRIO
NINGUÉM discorda da necessidade de aproximar o aluno da escola pública do computador e da internet. MAS, COMO nem sempre as boas causas têm um desfecho feliz, o projeto do governo federal de distribuir 75.580 computadores entre 7.500 escolas de nível médio deve ser encarado com reserva.
OS PROFESSORES estão aptos para manejar as máquinas? Haverá um sistema eficiente de manutenção e de solução de problemas técnicos?
Se perguntas como estas não forem respondidas positivamente, melhor repensar tudo. Em pouco tempo, as escolas se converterão num cemitério de computadores.
(Rio de Janeiro. Jornal O Globo, ECONOMIA, p. 22, 09/jan/2007).
O trecho “... as escolas se converterão num cemitério de computadores.” pode ter uma outra redação sem alterar o seu sentido original e o tempo verbal. Assinale a opção em que é apresentada essa alteração.
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