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Questão 12 379702
IFSC 2018/1TEXTO
A geração smartphone, que bebe menos álcool, faz menos sexo e não está preparada para a vida adulta
[1] Jovens que cresceram na era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta,
[2] segundo uma pesquisa americana. A chamada "geração smartphone", daqueles que nasceram após
[3] 1995, vem amadurecendo mais lentamente do que as anteriores.
[4] Eles são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool, de acordo com
[5] Jean Twenge, professora de Psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados
[6] Unidos. Suas conclusões estão no recém-publicado livro iGen: Why Today's Super-Connected Kids
[7] are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy - and Completely Unprepared for
[8] Adulthood (iGen: Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais
[9] tolerantes, menos felizes - e completamente despreparadas para a vida adulta, em tradução livre),
[10] com os resultados de uma investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens
[11] americanos e entrevistas em profundidade.
[12] Em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses
[13] jovens cresceram em um ambiente mais seguro e se expõem menos a situações de risco. Mas, por
[14] outro lado, chegam à universidade e ao mundo do trabalho com menos experiências, mais
[15] dependentes e com dificuldade de tomar decisões. "Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em
[16] gerações anteriores", comenta Twenge. Ela diz que isto tem relação com a superconectividade típica
[17] desta geração, que passa em média seis horas por dia conectada à internet, enviando mensagens e
[18] jogando jogos online.
[19] Por conta disto, acabam passando menos tempo com amigos, o que pode afetar o
[20] desenvolvimento de suas habilidades sociais. O estudo mostrou ainda que quanto mais tempo o
[21] jovem passa na frente do computador, maiores os níveis de infelicidade. "O que me impressionou na
[22] pesquisa foi que os adolescentes estavam bastante cientes dos efeitos negativos dos celulares",
[23] comentou a pesquisadora. "E um estudo com 200 universitários que fizemos mostrou que quase
[24] todos prefeririam ver seus amigos pessoalmente", continua.
[25] Essa consciência, no entanto, não se traduz na prática. A Geração Smartphone, segundo a
[26] pesquisa com base no universo americano, sofre com altos níveis de ansiedade, depressão e
[27] solidão. A taxa de suicídio, por exemplo, triplicou na última década entre meninas de 12 a 14 anos.
[28] Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma geração mais realista com o mercado de trabalho e
[29] mais disposta a trabalhar duro, o que Twenge vê como "boa notícia para empresas". "Eles não têm
[30] grandes expectativas como as que tinham os millennials (a geração anterior, dos nascidos após
[31] 1980)", compara. "Eles estão mais preocupados em estar física e emocionalmente seguros. Bebem
[32] menos e não gostam de riscos."
[33] Segundo o livro, por terem uma infância mais protegida, têm um crescimento mais lento.
[34] Para Twenge, "não gostam de fazer coisas nas quais não se sintam seguras, o que fazem é adiar os
[35] prazeres e as responsabilidades". Embora as principais conclusões pareçam acenar para um sinal
[36] de alerta, a pesquisadora comenta que a geração smartphone é tolerante com pessoas diferentes e
[37] ativa na defesa de direitos LGBT e da população. "E mais ainda que as gerações anteriores, eles
[38] acreditam que as pessoas devem ser o que são", completa.
Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-41080541. Acesso em: 29 Ago, 2017.
Leia com atenção as afirmações a seguir, considerando o Texto.
I. Segundo dados da pesquisa de Jean Twenge, professora da Universidade de San Diego, os jovens da geração smartphone amadurecem mais lentamente do que as gerações anteriores.
II. A pesquisa de Jean Twenge foi feita com base no depoimento de 11 milhões de jovens americanos.
III. Os resultados da pesquisa mostram que os jovens estão satisfeitos com a superconectividade típica de sua geração.
IV. Os jovens que hoje têm 15 anos de idade agem como se tivessem 18, em gerações anteriores.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 11 379693
IFSC 2018/1TEXTO
A geração smartphone, que bebe menos álcool, faz menos sexo e não está preparada para a vida adulta
[1] Jovens que cresceram na era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta,
[2] segundo uma pesquisa americana. A chamada "geração smartphone", daqueles que nasceram após
[3] 1995, vem amadurecendo mais lentamente do que as anteriores.
[4] Eles são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool, de acordo com
[5] Jean Twenge, professora de Psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados
[6] Unidos. Suas conclusões estão no recém-publicado livro iGen: Why Today's Super-Connected Kids
[7] are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy - and Completely Unprepared for
[8] Adulthood (iGen: Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais
[9] tolerantes, menos felizes - e completamente despreparadas para a vida adulta, em tradução livre),
[10] com os resultados de uma investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens
[11] americanos e entrevistas em profundidade.
[12] Em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses
[13] jovens cresceram em um ambiente mais seguro e se expõem menos a situações de risco. Mas, por
[14] outro lado, chegam à universidade e ao mundo do trabalho com menos experiências, mais
[15] dependentes e com dificuldade de tomar decisões. "Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em
[16] gerações anteriores", comenta Twenge. Ela diz que isto tem relação com a superconectividade típica
[17] desta geração, que passa em média seis horas por dia conectada à internet, enviando mensagens e
[18] jogando jogos online.
[19] Por conta disto, acabam passando menos tempo com amigos, o que pode afetar o
[20] desenvolvimento de suas habilidades sociais. O estudo mostrou ainda que quanto mais tempo o
[21] jovem passa na frente do computador, maiores os níveis de infelicidade. "O que me impressionou na
[22] pesquisa foi que os adolescentes estavam bastante cientes dos efeitos negativos dos celulares",
[23] comentou a pesquisadora. "E um estudo com 200 universitários que fizemos mostrou que quase
[24] todos prefeririam ver seus amigos pessoalmente", continua.
[25] Essa consciência, no entanto, não se traduz na prática. A Geração Smartphone, segundo a
[26] pesquisa com base no universo americano, sofre com altos níveis de ansiedade, depressão e
[27] solidão. A taxa de suicídio, por exemplo, triplicou na última década entre meninas de 12 a 14 anos.
[28] Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma geração mais realista com o mercado de trabalho e
[29] mais disposta a trabalhar duro, o que Twenge vê como "boa notícia para empresas". "Eles não têm
[30] grandes expectativas como as que tinham os millennials (a geração anterior, dos nascidos após
[31] 1980)", compara. "Eles estão mais preocupados em estar física e emocionalmente seguros. Bebem
[32] menos e não gostam de riscos."
[33] Segundo o livro, por terem uma infância mais protegida, têm um crescimento mais lento.
[34] Para Twenge, "não gostam de fazer coisas nas quais não se sintam seguras, o que fazem é adiar os
[35] prazeres e as responsabilidades". Embora as principais conclusões pareçam acenar para um sinal
[36] de alerta, a pesquisadora comenta que a geração smartphone é tolerante com pessoas diferentes e
[37] ativa na defesa de direitos LGBT e da população. "E mais ainda que as gerações anteriores, eles
[38] acreditam que as pessoas devem ser o que são", completa.
Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-41080541. Acesso em: 29 Ago, 2017.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Texto .
Questão 7 379685
IFSC 2018/1A nova lei de Cotas aprovada em 2012 determina que, em Institutos e Universidades Públicas Federais, metade (50%) das vagas de cursos superiores sejam reservadas para estudantes de escolas públicas. Dessas vagas reservadas, metade é destinada a estudantes cuja família tem renda inferior a 1,5 salário mínimo per capita (expressão em latim que significa por cabeça, nesse caso, quer dizer que é por membro da família). As demais, para os estudantes de escolas públicas que têm renda maior que essa faixa. No conjunto de vagas reservadas, é preciso ainda garantir vagas para uma determinada proporção de estudantes que se identifiquem racialmente como pretos, pardos ou indígenas, respeitando a proporção que o IBGE identifica dessas populações no estado onde fica a instituição.
Sobre essa situação, avalie as afirmações:
I. Se um curso tem 32 vagas em disputa em um vestibular, 8 dessas vagas serão disputadas entre os inscritos que estudaram em escolas públicas se suas famílias recebem menos do que 1,5 salário mínimo por pessoa.
II. Se um curso tem 32 vagas em disputa em um vestibular, 16 dessas vagas serão disputadas entre os inscritos que estudaram em escolas públicas se suas famílias recebem menos do que 1,5 salário mínimo por pessoa.
III. Em um estado no qual o IBGE determinou que 40% da população é preta, parda ou indígena, 15 das 60 vagas em disputa em um vestibular serão ocupadas por pessoas dessas etnias.
IV. Em um estado no qual o IBGE determinou que 40% da população é preta, parda ou indígena, 12 das 60 vagas em disputa em um vestibular serão ocupadas por pessoas dessas etnias.
V. Em um curso que oferece 80 vagas, 40 delas estarão disponíveis para candidatos oriundos de qualquer escola.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 24 306393
SESC 2018Leia o trecho abaixo:
REDUZIR É MELHOR QUE RECICLAR
“A Suécia recicla 99% de seu lixo, destina apenas 1% em aterros e poderia ser um exemplo para o Brasil e para o mundo. Eles, a Suécia, operam 32 usinas que queimam o lixo para produzir energia através de um processo chamado de reciclagem energética (onde 3 toneladas de lixo geram energia equivalente a queima de 1 tonelada de petróleo). Mesmo gerando muito lixo, e queimando boa parte dele, ainda precisam importar 800 mil toneladas de lixo de outros países. O que parece ser uma ótima prática gera um empecilho à educação ambiental, pois não incentiva a redução dos hábitos consumistas. Importante seria desenvolver uma postura individual de redução de lixo, buscando alternativas de reaproveitamento dos produtos, a fim de manter a reciclagem como um excelente complemento.”
Texto elaborado a partir da matéria de Eduardo Bernhardt para recicloteca.org, publicado em 02/12/2016. Disponível em: http://www. recicloteca.org.br/noticias/reciclar-e-importante-mas-reduzir-o-Iixo-e-muito-mais/ acesso 11/03/2017
A partir da leitura do texto é possível afirmar que:
Questão 10 306361
SESC 2018TEXTO IV
EU, ETIQUETA
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
..................................................................
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
[5] minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
[10] são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
[15] indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
[20] seja negar minha identidade,
troca-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
[25] eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
[30] Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
[35] de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
[40] e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
[45] Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias* tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar,
[50] cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
[55] da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
ANDRADE, C. D. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.
* Idissincrasia: disposição, peculiaridade, natureza.
“Eu é que mimosamente pago / para anunciar, para vender” (versos 37-38)
Assinale a figura de linguagem presente nos versos:
Questão 8 306327
SESC 2018TEXTO IV
EU, ETIQUETA
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
..................................................................
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
[5] minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
[10] são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
[15] indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
[20] seja negar minha identidade,
troca-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
[25] eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
[30] Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
[35] de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
[40] e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
[45] Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias* tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar,
[50] cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
[55] da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
ANDRADE, C. D. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.
* Idissincrasia: disposição, peculiaridade, natureza.
O sentimento do eu lírico em relação ao consumo é de:
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