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Questão 2 398854
IFSulDeMinas 2018Andar pelas ruas e ouvir um comentário obsceno sobre o seu corpo é um elogio? Ouvir uma cantada no ambiente de trabalho é algo natural? Ser “encoxada” no transporte público faz mesmo parte da rotina das grandes cidades? A resposta para todas essas perguntas é NÃO. Tudo isso é assédio sexual.
O que é assédio sexual?
O assédio sexual é uma manifestação sensual ou sexual, alheia à vontade da pessoa a quem se dirige. Ou seja, abordagens grosseiras, ofensas e propostas inadequadas que constrangem, humilham, amedrontam. É essencial que qualquer investida sexual tenha o consentimento da outra parte, o que não acontece quando uma mulher leva uma cantada.
Por que devemos denunciar o assédio?
Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens. Dizer não ao assédio é afirmar que as mulheres podem e devem ter controle sobre a própria sexualidade. É mostrar que podemos igualar a voz e o poder da mulher na sociedade, é não submeter as mulheres aos papéis sociais tradicionais.
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Chega de Fiu Fiu. 2014. Elaborado pela ONG Olga. Disponível em: . Acesso em: 23 ago. 2017. (adaptado)
Avalie as sentenças abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas.
I) A palavra “não”, grafada em caixa alta no primeiro parágrafo, indica ênfase.
II) O adjetivo “alheia” caracteriza o substantivo “vontade”.
III) O uso da 1ª pessoa do plural em “É mostrar que podemos igualar a voz e o poder da mulher na sociedade” evidencia a opinião pessoal do emissor.
Questão 10 398625
IFPE 2018/1TEXTO
CANTIGA
Ai! A manhã primorosa
do pensamento...
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.
Passam arroios de cores
sobre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flores,
Imagem!
Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.
Os jardins têm vida e morte,
noite e dia...
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.
E é nisto que se resume
o sofrimento:
cai a flor, — e deixa o perfume
no vento!
MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. p. 115-116.
A leitura atenta do poema “Cantiga”, de Cecília Meireles, permite-nos afirmar que
Questão 9 398616
IFPE 2018/1TEXTO
O FIM DO LIVRO DE PAPEL
(1) Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
(2) Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra.
(3) Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O 2o negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
(4) Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
(5) Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Disponível em: . Acesso em: 06 out. 2017. Adaptado.
Para estabelecer unidade de sentido, os textos são construídos com recursos que permitem articulação entre suas partes. Quanto à ligação entre os parágrafos do TEXTO, analise as afirmativas abaixo.
I. A relação entre o segundo e o primeiro parágrafos se estabelece por meio da elipse, pois o verbo “ser” em “Foi uma revolução sem igual na história” retoma a criação da prensa de tipos móveis descrita no primeiro parágrafo.
II. O terceiro parágrafo é iniciado pela conjunção “mas”, que introduz uma ideia oposta à construída no parágrafo anterior: a superação do papel impresso pelo crescimento da internet, sendo assim, há uma quebra de expectativa.
III.Com a afirmação “Você sabe por quê”, que inicia o quarto parágrafo, o autor mantém a continuidade textual por meio da resposta às questões retóricas que finalizaram o terceiro parágrafo.
IV.Em “Mas esse amor só dura porque”, a conjunção grifada adiciona uma informação sobre o amor que as pessoas em geral têm pelo livro de papel, introduzindo uma relação temporal entre o quarto e o quinto parágrafo.
V. A coesão entre os parágrafos do TEXTO constituiu-se por meio de conjunções adversativas e temporais, estabelecendo relações de oposição, de causa e consequência e de tempo.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas
Questão 7 398610
IFPE 2018/1TEXTO
O FIM DO LIVRO DE PAPEL
(1) Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
(2) Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra.
(3) Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O 2o negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
(4) Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
(5) Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Disponível em: . Acesso em: 06 out. 2017. Adaptado.
Quanto aos recursos expressivos empregados no TEXTO, destaca-se
I. a metalinguagem – que consiste em usar a língua para se referir à própria língua – como em “Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá” (2º parágrafo).
II. a coloquialidade – linguagem informal e utilizada no cotidiano – como em “Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá” (2º parágrafo) e em “Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas” (4º parágrafo).
III. a intertextualidade – já que há retomada e reelaboração de outros textos – como em “Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas” (1 º parágrafo).
IV. a ironia – estratégia textual em que se diz o contrário daquilo que se quer dar a entender – como em “Uma relação de fetiche. Amor até” (4º parágrafo).
V. a prosopopeia – que é a personificação de seres ou coisas inanimadas, atribuindo-lhes ações ou características humanas – como em “Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos” (5º parágrafo).
São verdadeiras, apenas, as proposições
Questão 5 398605
IFPE 2018/1TEXTO

As campanhas, de modo geral, sejam elas institucionais ou comerciais, buscam a adesão do interlocutor. No TEXTO, o principal recurso para atingir esse objetivo é
Questão 4 398603
IFPE 2018/1TEXTO
MÚSICA, DIVINA MÚSICA!
(1) Tanto duvidaram dele, da teoria daquele jovem gênio musical, que ele resolveu provar pra si mesmo, empiricamente, a teoria de que não existem animais selvagens. Que os animais são tão ou mais sensíveis do que os seres humanos. E que são sensíveis sobretudo ao envolvimento da música, quando esta é competentemente interpretada.
(2) Por isso, uma noite, esgueirou-se sozinho pra dentro do Jardim Zoológico da cidade e, silenciosamente, se aproximou da jaula dos orangotangos. Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce, ao mesmo tempo em que abria a porta da jaula. Os macacões quase que não pestanejaram. Se moveram devagarinho, fascinados, apenas pra se aproximar mais do músico e do som.
(3) O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões. Os leões, também hipnotizados, foram saindo, pé ante pé, com o respeito que só têm os grandes aficionados da música. E assim a flauta continuou soando no meio da noite, mágica e sedutora, enquanto o gênio ia abrindo jaula após jaula e os animais o acompanhavam, definitivamente seduzidos, como ele previra.
(4) Uma lua enorme, de prata e ouro, iluminava os jacarés, elefantes, cobras, onças, tudo quanto é animal de Deus ali reunido, envolvidos na sinfonia improvisada no meio das árvores. Até que o músico, sempre tocando, abriu a última jaula, do último animal - um tigre.
(5) Que, mal viu a porta aberta, saltou sobre ele, engolindo músico e música - e flauta doce de quebra. Os bichos todos deram um oh! de consternação. A onça, chocada, exprimiu o espanto e a revolta de todos:
- Mas, tigre, era um músico estupendo, uma música sublime! Por que você fez isso?
E o tigre, colocando as patas em concha nas orelhas, perguntou:
- Ahn? O quê, o quê? Fala mais alto, pô!
FERNANDES, M. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www2.uol.com.br/millor/fabulas/055.htm. Acesso em: 03 out. 2017.
Analise as afirmativas abaixo sobre as formas verbais empregadas no terceiro parágrafo do TEXTO.
I. No primeiro período, “O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões”, os verbos “continuar” e “abrir”, embora conjugados em tempos diferentes, estabelecem ações concomitantes, relação estabelecida pela conjunção “enquanto”.
II. Em “Os leões, também hipnotizados, foram saindo [...]”, a locução verbal grifada indica uma ação passada prolongada, repetida e com limites imprecisos.
III. Em “o respeito que só têm os grandes aficionados da música”, o verbo “ter” marca uma ação pontual ocorrida no passado contínuo das ações descritas no terceiro parágrafo.
IV.A forma verbal “acompanhavam” em “os animais o acompanhavam” indica uma ação consumada, momentânea e delimitada temporalmente e sem qualquer relação com outro tempo do passado.
V. No final do parágrafo, “os animais o acompanhavam, definitivamente seduzidos, como ele previra”, a forma verbal grifada foi escolhida para retomar a previsão feita pelo músico no início da história, indicando, assim, uma ação anterior a todas as outras já narradas.
São verdadeiras, apenas, as afirmativas
06
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