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Questão 2 422837
IFSul - Rio-Grandense 2018/1Texto
Há escritores que se queixam, mas escrever só me traz alegria
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. A tarefa não foi realizada em
tempo integral, mas nos momentos livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente adequado para a prática do ofício.
Se fosse esperar por essas condições teria demorado 20 anos para publicá-lo, tempo de vida de
[5] que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar em que haja espaço para
sentar com o computador.
Por exemplo, nas salas de embarque durante as viagens de bate-e-volta que sou obrigado a
fazer. Consigo me concentrar apesar das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
[10] trocas de portões, a ordem nas filas, os nomes dos retardatários.
Os avisos vêm aos berros como se fossem destinados a uma horda de deficientes auditivos;
mal termina um, começa outro. Suspeito de uma conspiração das companhias aéreas contra a
integridade dos tímpanos dos passageiros.
Embora com dificuldade, sou capaz de escrever no meio daqueles idiotas que xingam as
[15] secretárias pelo celular, alguns dos quais o fazem andando nervosamente de um lado para outro,
com a intenção declarada de atazanar o maior número possível de circunstantes.
São executivos de terno que empregam adjetivos fortes: incompetente, burra, ignorante.
Escutei um deles dizer: "Contratei você para cumprir ordens, se fosse para pensar escolhia outra
pessoa". Nunca os ouvi chegar perto desse tom ao falar com o chefe, ocasiões identificáveis pela
[20] voz melosa e submissa.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. Estou nas nuvens, às portas
do paraíso celestial. O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto que prometi, a
presença na palestra para a qual fui convidado, os e-mails atrasados, nenhum ser humano me
pedirá para apoiar um projeto e não descobrirei que me incluíram num grupo de WhatsApp em
[25] que os 300 participantes dão bom dia uns aos outros.
Já escrevi por 13 horas consecutivas num voo de volta da Ásia. Num retorno de Salvador,
escrevi uma coluna como esta sentado na primeira fila, ao lado de um bebê com dor de ouvido
que chorou sem dar um minuto de trégua. Só ficou quietinho, quando o comandante anunciou
que o pouso em Guarulhos fora autorizado.
[30] Minha carreira de escritor começou com "Estação Carandiru", publicado quando eu tinha 56
anos. Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio de mim mesmo por ter
vivido meio século sem escrever livros.
A dificuldade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que eu escrevesse seria
fatalmente comparado com Machado de Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin, Turgenev, Dante
[35] Alighieri. Depois do que disseram esses e outros gênios, que livro valeria a pena ser escrito?
A resposta encontrei em "On Writing", que reúne entrevistas e textos de Ernest Hemingway
sobre o ato de escrever. Em conversa com um estudante, Hemingway diz que ao escritor de
nossos tempos cabem duas alternativas: escrever melhor do que os grandes mestres já falecidos
ou contar histórias que nunca foram contadas.
[40] De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis, poderia recriar personagens
como Dom Casmurro ou descrever com mais poesia o olhar de ressaca de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de 7.000 presidiários, na cidade
de São Paulo, nas últimas décadas do século 20, não poderia ser descrita por Tchékhov, Homero
ou pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia pacientes no Carandiru havia dez anos era
[45] quem reunia as condições para fazê-lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às cotoveladas, a literatura abriu espaço
em minha agenda. Há escritores talentosos que se queixam dos tormentos e da angústia
inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso, escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, fico atrás das palavras, encontro algumas, apago outras,
[50] corrijo, leio e releio até sentir que o texto está pronto. Às vezes, ficou melhor do que eu
imaginava. Nesse momento sou invadido por uma sensação de felicidade plena que vai e volta
por vários dias.
Drauzio Varella
Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2017/05/1883616-ha-escritores-quese-queixam-mas-escrever-so-me-traz-alegria.shtml Acesso em 18 de ago 2017.
Sobre o Texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. Para alguns escritores, escrever traz sofrimento.
II. O autor consegue escrever enquanto voa porque em voos há silêncio absoluto.
III. O autor, nos últimos dois anos, dedicou-se exclusivamente à escrita de seu livro.
IV. O livro ao qual o autor se refere no primeiro parágrafo do texto é Estação Carandiru.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Questão 1 422823
IFSul - Rio-Grandense 2018/1Texto
Há escritores que se queixam, mas escrever só me traz alegria
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. A tarefa não foi realizada em
tempo integral, mas nos momentos livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente adequado para a prática do ofício.
Se fosse esperar por essas condições teria demorado 20 anos para publicá-lo, tempo de vida de
[5] que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar em que haja espaço para
sentar com o computador.
Por exemplo, nas salas de embarque durante as viagens de bate-e-volta que sou obrigado a
fazer. Consigo me concentrar apesar das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
[10] trocas de portões, a ordem nas filas, os nomes dos retardatários.
Os avisos vêm aos berros como se fossem destinados a uma horda de deficientes auditivos;
mal termina um, começa outro. Suspeito de uma conspiração das companhias aéreas contra a
integridade dos tímpanos dos passageiros.
Embora com dificuldade, sou capaz de escrever no meio daqueles idiotas que xingam as
[15] secretárias pelo celular, alguns dos quais o fazem andando nervosamente de um lado para outro,
com a intenção declarada de atazanar o maior número possível de circunstantes.
São executivos de terno que empregam adjetivos fortes: incompetente, burra, ignorante.
Escutei um deles dizer: "Contratei você para cumprir ordens, se fosse para pensar escolhia outra
pessoa". Nunca os ouvi chegar perto desse tom ao falar com o chefe, ocasiões identificáveis pela
[20] voz melosa e submissa.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. Estou nas nuvens, às portas
do paraíso celestial. O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto que prometi, a
presença na palestra para a qual fui convidado, os e-mails atrasados, nenhum ser humano me
pedirá para apoiar um projeto e não descobrirei que me incluíram num grupo de WhatsApp em
[25] que os 300 participantes dão bom dia uns aos outros.
Já escrevi por 13 horas consecutivas num voo de volta da Ásia. Num retorno de Salvador,
escrevi uma coluna como esta sentado na primeira fila, ao lado de um bebê com dor de ouvido
que chorou sem dar um minuto de trégua. Só ficou quietinho, quando o comandante anunciou
que o pouso em Guarulhos fora autorizado.
[30] Minha carreira de escritor começou com "Estação Carandiru", publicado quando eu tinha 56
anos. Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio de mim mesmo por ter
vivido meio século sem escrever livros.
A dificuldade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que eu escrevesse seria
fatalmente comparado com Machado de Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin, Turgenev, Dante
[35] Alighieri. Depois do que disseram esses e outros gênios, que livro valeria a pena ser escrito?
A resposta encontrei em "On Writing", que reúne entrevistas e textos de Ernest Hemingway
sobre o ato de escrever. Em conversa com um estudante, Hemingway diz que ao escritor de
nossos tempos cabem duas alternativas: escrever melhor do que os grandes mestres já falecidos
ou contar histórias que nunca foram contadas.
[40] De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis, poderia recriar personagens
como Dom Casmurro ou descrever com mais poesia o olhar de ressaca de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de 7.000 presidiários, na cidade
de São Paulo, nas últimas décadas do século 20, não poderia ser descrita por Tchékhov, Homero
ou pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia pacientes no Carandiru havia dez anos era
[45] quem reunia as condições para fazê-lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às cotoveladas, a literatura abriu espaço
em minha agenda. Há escritores talentosos que se queixam dos tormentos e da angústia
inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso, escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, fico atrás das palavras, encontro algumas, apago outras,
[50] corrijo, leio e releio até sentir que o texto está pronto. Às vezes, ficou melhor do que eu
imaginava. Nesse momento sou invadido por uma sensação de felicidade plena que vai e volta
por vários dias.
Drauzio Varella
Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2017/05/1883616-ha-escritores-quese-queixam-mas-escrever-so-me-traz-alegria.shtml Acesso em 18 de ago 2017.
A leitura do Texto nos permite afirmar que Drauzio Varella
Questão 9 422767
IFSul - Rio-Grandense 2018/2Leia o Texto, para responder à questão.
Texto
Dias de luta, dias de glória
Charlie Brown Jr
Canto minha vida com orgulho
Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque eu sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver
Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo, aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo
E eu sou feliz e canto e o universo é uma canção
E eu vou que vou
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Oh minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se pudesse eu ia estar com você
Já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você
Por isso eu canto a minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria mas também sou vagabundo
Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde,
Pra minha liberdade
Que bom te encontrar nessa cidade
Esse brilho intenso me lembra você
Disponível em: https://www.google.com.br/search?ei=z6W3WpHBAYmDwQTEYGABw&q=dias+de+luta+dias+de+gloria+letra&oq=dias+de+luta+dias+de+gloria&gs_l. Acesso em: 24 de março de 2018.
No verso “Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde”, situado na terceira estrofe da canção, o conector mais apropriado para a substituição da palavra sublinhada, sem alteração de sentido, é
Questão 8 422766
IFSul - Rio-Grandense 2018/2Leia o Texto, para responder à questão.
Texto
Dias de luta, dias de glória
Charlie Brown Jr
Canto minha vida com orgulho
Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque eu sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver
Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo, aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo
E eu sou feliz e canto e o universo é uma canção
E eu vou que vou
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Oh minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se pudesse eu ia estar com você
Já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você
Por isso eu canto a minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria mas também sou vagabundo
Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde,
Pra minha liberdade
Que bom te encontrar nessa cidade
Esse brilho intenso me lembra você
Disponível em: https://www.google.com.br/search?ei=z6W3WpHBAYmDwQTEYGABw&q=dias+de+luta+dias+de+gloria+letra&oq=dias+de+luta+dias+de+gloria&gs_l. Acesso em: 24 de março de 2018.
Sobre o texto, é correto afirmar que, em
I. “Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir”, há uma antítese.
II. “Oh minha gata, morada dos meus sonhos”, há uma metáfora.
III. “Eu procurei a vida inteira por alguém como você”, há um eufemismo.
Está(ão) correta(as) a(as) afirmativa(s)
Questão 7 422765
IFSul - Rio-Grandense 2018/2Leia o Texto, para responder à questão.
Texto
Dias de luta, dias de glória
Charlie Brown Jr
Canto minha vida com orgulho
Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque eu sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver
Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo, aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo
E eu sou feliz e canto e o universo é uma canção
E eu vou que vou
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Oh minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se pudesse eu ia estar com você
Já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você
Por isso eu canto a minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria mas também sou vagabundo
Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde,
Pra minha liberdade
Que bom te encontrar nessa cidade
Esse brilho intenso me lembra você
Disponível em: https://www.google.com.br/search?ei=z6W3WpHBAYmDwQTEYGABw&q=dias+de+luta+dias+de+gloria+letra&oq=dias+de+luta+dias+de+gloria&gs_l. Acesso em: 24 de março de 2018.
Quanto à acentuação gráfica das palavras sublinhadas, é INCORRETO afirmar que
Questão 4 422758
IFSul - Rio-Grandense 2018/2Leia o Texto, para responder à questão.
Texto
A nova juventude
Martha Medeiros
O que não falta é frase satirizando a primeira etapa da vida. Exemplo: A juventude é um
defeito facilmente superável com a idade. Outro: A juventude é uma coisa maravilhosa, pena
desperdiçá-la em jovens. Quem ultrapassou essa fase dourada hoje olha para ela com certo
desprezo. Não de todo equivocado: a maturidade, de fato, se não é nosso período mais fértil,
[5] certamente é o mais sabido. Algum benefício tinha que trazer essa tal passagem do tempo.
No entanto, em vez de fazer coro com a soberba habitual dos maduros, vale dar uma espiada
mais generosa para a garotada. Afora os neorretardados que proliferam nas redes
esbanjando pobreza de espírito, a geração atual tem uma postura mais humanizada em
relação a questões importantes da vida. Vale a pena escutá-los.
[10] O tema da homossexualidade, ainda debatido à exaustão na mídia, já saiu de pauta entre os
adolescentes. Nada mais natural do que meninos e meninas namorarem parceiros do mesmo
sexo. Ser favorável ou desfavorável à causa gay? Concordo com eles: chega a ser
constrangedor a gente se declarar a favor ou contra o que não nos diz respeito. É muita
arrogância.
[15] Quanto à busca por uma profissão, mudanças visíveis também. O dinheiro continua sendo
uma preocupação, mas já não ocupa o topo das paradas. O que se deseja é fazer diferença
para a sociedade, trabalhar no que se gosta, personalizar sua atuação, deixar marcada uma
ideia, uma consciência, um caminho diferente, um novo olhar. Nem que para isso se invente
uma profissão que nunca existiu, que se formalizem atividades que antes não eram
[20] consideradas. Estudar segue fundamental, mas a sequência colégio-vestibular-faculdade vem
ganhando bifurcações. Se a felicidade não estiver na vida sólida e estável que os pais
sonharam, paciência. Os sonhos dos velhos terão que se adaptar a uma realidade menos
regrada.
Sim, ainda existem os adolescentes convencionais, que sonham com casamentos
[25] convencionais e empregos convencionais e que querem enriquecer, consumir e ser “alguém”.
A diferença é que esse “alguém” padrão, que se amparava em hierarquias para estabelecer
juízos de valor, não representa o jovem moderno que quer construir uma sociedade mais
horizontalizada. A noção de riqueza está mudando de foco: ir para o trabalho de bicicleta
pode dar mais status a um profissional do que conquistar uma vaga no estacionamento
[30] reservado aos patrões.
Outro dia falava sobre tatuagens com duas garotas e me peguei aplicando o velho discurso a
respeito do cuidado que elas deveriam ter antes de tomar decisões definitivas. Foi quando me
dei conta de que até o definitivo mudou de configuração. Elas não veneram o “pra sempre” –
o que acho ótimo, mas então por que fazer uma tatuagem? Simplesmente para homenagear
[35] uma etapa da vida. Não haverá arrependimento se o assunto não for levado com tanto
drama. Tatuagem deixou de ser uma condecoração vitalícia. Nada mais é vitalício
Basta que seja sustentável.
Disponível em: . Acesso em: 25 de março de 2018.
Observe os termos sublinhados nas frases a seguir.
I. Não haverá arrependimento se o assunto não for levado com tanto drama.
II. Não de todo equivocado: a maturidade, de fato, se não é nosso período mais fértil, certamente é o mais sabido.
III. Foi quando me dei conta de que até o definitivo mudou de configuração.
IV. Concordo com eles: chega a ser constrangedor a gente se declarar a favor ou contra o que não nos diz respeito.
São pronomes os termos sublinhados nas frases
06
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