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Questão 32 618150
COTIL 1° Ano 2018Na tarde do dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem do Fundão, localizada na cidade histórica de Mariana (MG), foi responsável pelo lançamento no meio ambiente de 34 milhões de m³ de lama, resultantes da produção de minério de ferro pela mineradora Samarco ̶ empresa controlada pela Vale e pela britânica BHP Billiton.
Seiscentos e sessenta e três quilômetros de rios e córregos foram atingidos; 1469 hectares de vegetação, comprometidos; 207 de 251 edificações acabaram soterradas apenas no distrito de Bento Rodrigues. Esses são apenas alguns números do impacto do desastre, já considerado a maior catástrofe ambiental da história do país.
A situação exposta no texto e suas implicações
Questão 15 618055
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
MENOR ABANDONADO
Cora Coralina
De onde vens, criança?
Que mensagem trazes de futuro?
Por que tão cedo esse batismo impuro
que mudou teu nome?
[5] Em que galpão, casebre, invasão, favela,
ficou esquecida tua mãe?...
E teu pai, em que selva escura
se perdeu, perdendo o caminho
do barraco humilde?...
[10] Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... e eu tenho medo.
[15] Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
Medo da tua rebeldia antecipada.
Nego a esmola que me pedes
Culpa-me tua indigência inconsciente
[20] Revolta-me tua infância desvalida
Quisera escrever versos de fogo,
e sou mesquinha.
Pudesse eu te ajudar, criança-estigma
Defender tua causa, cortar tua raiz
[25] chagada...
És o lema sombrio de uma bandeira
que levanto,
pedindo para ti – Menor Abandonado,
Escolas de Artesanato – Mater et Magistra
[30] que possam te salvar, deter a tua queda...
Ninguém comigo na floresta escura...
E o meu grito impotente se perde
na acústica indiferente das cidades.
Escolas de Artesanato para reduzir
[35] o gigantismo enfermo
da criança enferma
é o meu perdido S.O.S.
Estou sozinha na floresta escura
e o meu apelo se perdeu inútil
[40] na acústica insensível da cidade.
És o infante de um terceiro mundo
em lenta rotação para o encontro
do futuro.
Há um fosso de separação
[45] entre três mundos.
E tu – Menor Abandonado,
és a pedra, o entulho e o aterro
desse fosso.
Quisera a tempo te alcançar,
[50] mudar teu rumo.
De novo te vestir a veste branca
de um novo catecúmeno.
És tanto e tantos teus irmãos
na selva densa...
[55] E eu sozinha na cidade imensa!
“Escolas de ofícios Mãe e Mestra”
para tua legião.
Mãe para o amor.
Mestra para o ensino.
[60] Passa, criança... Segue o teu destino.
Além é o teu encontro.
Estarás sentado, curvado, taciturno.
Sete “homens bons” te julgarão.
Um juiz togado dirá textos de Lei
[65] que nunca entenderás.
- Mais uma vez mudarás de nome.
E dentro de uma casa muito grande
e muito triste – serás um número.
(...)
http://vermelho.org.br/noticia/43468-1
Nos versos (1) “De onde vens, criança?”; (18) “Nego a esmola que me pedes”; (21) “Quisera escrever versos de fogo”, temos verbos irregulares.
Segundo o padrão culto da língua, responda à questão.
Assinale a opção que contém a forma correta dos verbos medir, valer, caber e negociar, na primeira pessoa do singular do presente do indicativo.
Questão 14 618054
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
MENOR ABANDONADO
Cora Coralina
De onde vens, criança?
Que mensagem trazes de futuro?
Por que tão cedo esse batismo impuro
que mudou teu nome?
[5] Em que galpão, casebre, invasão, favela,
ficou esquecida tua mãe?...
E teu pai, em que selva escura
se perdeu, perdendo o caminho
do barraco humilde?...
[10] Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... e eu tenho medo.
[15] Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
Medo da tua rebeldia antecipada.
Nego a esmola que me pedes
Culpa-me tua indigência inconsciente
[20] Revolta-me tua infância desvalida
Quisera escrever versos de fogo,
e sou mesquinha.
Pudesse eu te ajudar, criança-estigma
Defender tua causa, cortar tua raiz
[25] chagada...
És o lema sombrio de uma bandeira
que levanto,
pedindo para ti – Menor Abandonado,
Escolas de Artesanato – Mater et Magistra
[30] que possam te salvar, deter a tua queda...
Ninguém comigo na floresta escura...
E o meu grito impotente se perde
na acústica indiferente das cidades.
Escolas de Artesanato para reduzir
[35] o gigantismo enfermo
da criança enferma
é o meu perdido S.O.S.
Estou sozinha na floresta escura
e o meu apelo se perdeu inútil
[40] na acústica insensível da cidade.
És o infante de um terceiro mundo
em lenta rotação para o encontro
do futuro.
Há um fosso de separação
[45] entre três mundos.
E tu – Menor Abandonado,
és a pedra, o entulho e o aterro
desse fosso.
Quisera a tempo te alcançar,
[50] mudar teu rumo.
De novo te vestir a veste branca
de um novo catecúmeno.
És tanto e tantos teus irmãos
na selva densa...
[55] E eu sozinha na cidade imensa!
“Escolas de ofícios Mãe e Mestra”
para tua legião.
Mãe para o amor.
Mestra para o ensino.
[60] Passa, criança... Segue o teu destino.
Além é o teu encontro.
Estarás sentado, curvado, taciturno.
Sete “homens bons” te julgarão.
Um juiz togado dirá textos de Lei
[65] que nunca entenderás.
- Mais uma vez mudarás de nome.
E dentro de uma casa muito grande
e muito triste – serás um número.
(...)
http://vermelho.org.br/noticia/43468-1
Nos versos 32 e 33, “E meu grito impotente se perde / na acústica indiferente das cidades”, as palavras grifadas são derivadas, cujo prefixo indica negação.
Identifique a alternativa em que não há nenhuma palavra derivada
Questão 12 618038
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
MENOR ABANDONADO
Cora Coralina
De onde vens, criança?
Que mensagem trazes de futuro?
Por que tão cedo esse batismo impuro
que mudou teu nome?
[5] Em que galpão, casebre, invasão, favela,
ficou esquecida tua mãe?...
E teu pai, em que selva escura
se perdeu, perdendo o caminho
do barraco humilde?...
[10] Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... e eu tenho medo.
[15] Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
Medo da tua rebeldia antecipada.
Nego a esmola que me pedes
Culpa-me tua indigência inconsciente
[20] Revolta-me tua infância desvalida
Quisera escrever versos de fogo,
e sou mesquinha.
Pudesse eu te ajudar, criança-estigma
Defender tua causa, cortar tua raiz
[25] chagada...
És o lema sombrio de uma bandeira
que levanto,
pedindo para ti – Menor Abandonado,
Escolas de Artesanato – Mater et Magistra
[30] que possam te salvar, deter a tua queda...
Ninguém comigo na floresta escura...
E o meu grito impotente se perde
na acústica indiferente das cidades.
Escolas de Artesanato para reduzir
[35] o gigantismo enfermo
da criança enferma
é o meu perdido S.O.S.
Estou sozinha na floresta escura
e o meu apelo se perdeu inútil
[40] na acústica insensível da cidade.
És o infante de um terceiro mundo
em lenta rotação para o encontro
do futuro.
Há um fosso de separação
[45] entre três mundos.
E tu – Menor Abandonado,
és a pedra, o entulho e o aterro
desse fosso.
Quisera a tempo te alcançar,
[50] mudar teu rumo.
De novo te vestir a veste branca
de um novo catecúmeno.
És tanto e tantos teus irmãos
na selva densa...
[55] E eu sozinha na cidade imensa!
“Escolas de ofícios Mãe e Mestra”
para tua legião.
Mãe para o amor.
Mestra para o ensino.
[60] Passa, criança... Segue o teu destino.
Além é o teu encontro.
Estarás sentado, curvado, taciturno.
Sete “homens bons” te julgarão.
Um juiz togado dirá textos de Lei
[65] que nunca entenderás.
- Mais uma vez mudarás de nome.
E dentro de uma casa muito grande
e muito triste – serás um número.
(...)
http://vermelho.org.br/noticia/43468-1
Que medo a autora expressa ao longo dos versos?
Questão 11 618034
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
MENOR ABANDONADO
Cora Coralina
De onde vens, criança?
Que mensagem trazes de futuro?
Por que tão cedo esse batismo impuro
que mudou teu nome?
[5] Em que galpão, casebre, invasão, favela,
ficou esquecida tua mãe?...
E teu pai, em que selva escura
se perdeu, perdendo o caminho
do barraco humilde?...
[10] Criança periférica rejeitada...
Teu mundo é um submundo.
Mão nenhuma te valeu na derrapada.
Ao acaso das ruas – nosso encontro.
És tão pequeno... e eu tenho medo.
[15] Medo de você crescer, ser homem.
Medo da espada de teus olhos...
Medo da tua rebeldia antecipada.
Nego a esmola que me pedes
Culpa-me tua indigência inconsciente
[20] Revolta-me tua infância desvalida
Quisera escrever versos de fogo,
e sou mesquinha.
Pudesse eu te ajudar, criança-estigma
Defender tua causa, cortar tua raiz
[25] chagada...
És o lema sombrio de uma bandeira
que levanto,
pedindo para ti – Menor Abandonado,
Escolas de Artesanato – Mater et Magistra
[30] que possam te salvar, deter a tua queda...
Ninguém comigo na floresta escura...
E o meu grito impotente se perde
na acústica indiferente das cidades.
Escolas de Artesanato para reduzir
[35] o gigantismo enfermo
da criança enferma
é o meu perdido S.O.S.
Estou sozinha na floresta escura
e o meu apelo se perdeu inútil
[40] na acústica insensível da cidade.
És o infante de um terceiro mundo
em lenta rotação para o encontro
do futuro.
Há um fosso de separação
[45] entre três mundos.
E tu – Menor Abandonado,
és a pedra, o entulho e o aterro
desse fosso.
Quisera a tempo te alcançar,
[50] mudar teu rumo.
De novo te vestir a veste branca
de um novo catecúmeno.
És tanto e tantos teus irmãos
na selva densa...
[55] E eu sozinha na cidade imensa!
“Escolas de ofícios Mãe e Mestra”
para tua legião.
Mãe para o amor.
Mestra para o ensino.
[60] Passa, criança... Segue o teu destino.
Além é o teu encontro.
Estarás sentado, curvado, taciturno.
Sete “homens bons” te julgarão.
Um juiz togado dirá textos de Lei
[65] que nunca entenderás.
- Mais uma vez mudarás de nome.
E dentro de uma casa muito grande
e muito triste – serás um número.
(...)
http://vermelho.org.br/noticia/43468-1
Os versos 3 e 4, “Por que tão cedo esse batismo impuro/que mudou teu nome?”, significam que a autora
Questão 9 618030
COTIL 1° Ano 2018TEXTO PARA A QUESTÃO
CUNNO. Tada a Modaida Quina itradutores Andréa Sahel M. da Siva et ali São Paula: Martins Fontes, 1993, p9 110.
Marque a alternativa correta.
06
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