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Questão 20 1375904
CN 2° Dia 2018No enunciado “O pensamento do candidato em sucesso pessoal é refletido em dedicação”, os termos destacados exercem, respectivamente a função sintática de:
Questão 15 1375887
CN 2° Dia 2018Texto para a questão.
Palavra
Peguei meu filho no colo (naquele tempo ainda dava),
apertei-o com força e disse que só o soltaria se ele
dissesse a palavra mágica.
E ele disse: - Mágica.
Foi solto em seguida.
Um adulto teria procurado outra palavra, uma encantação
que o libertasse.
Ele não teve dúvida. Me entendeu mal, mas acertou. Disse
o que eu pedi, (Não, não hoje ele não se dedica as
ciências exatas. É cantor e compositor)
Nenhuma palavra era mais mágica do que a palavra
“mágica”.
Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde se
descobre um impostor. Ou se regenera, e passa a usar a
palavra com economia e precisão, ou se refestela na
impostura: Nabokov e seus borboleteios, Borges e seus
labirintos.
Impostura no bom sentido, claro - nada mais fascinante do
que ver um bom mágico em ação. Você está ali pelos
truques, não pelo seu desmascaramento.
Mas quem quer usar a palavra não para fascinar, mas
para transmitir um pensamento ou apenas contar uma
história, tem um desafio maior, o de fazer mágica sem
truques. Não transformar o lenço em pomba, mas usar o
lenço para dar o recado, um “ lençocorreio”. Cuidando o
tempo todo, para que as palavras não se tornem mais
importante do que o recado e o artifício - a impostura -
não apareça e não atrapalhe.
(...)
Noblat.oglobo.globo.com/crônicas/notícia/2017/02/palavra. html - adaptado.
Assinale a opção que apresenta a mensagem revelada pelo texto.
Questão 14 1375839
CN 2° Dia 2018Texto para a questão.
Palavra
Peguei meu filho no colo (naquele tempo ainda dava),
apertei-o com força e disse que só o soltaria se ele
dissesse a palavra mágica.
E ele disse: - Mágica.
Foi solto em seguida.
Um adulto teria procurado outra palavra, uma encantação
que o libertasse.
Ele não teve dúvida. Me entendeu mal, mas acertou. Disse
o que eu pedi, (Não, não hoje ele não se dedica as
ciências exatas. É cantor e compositor)
Nenhuma palavra era mais mágica do que a palavra
“mágica”.
Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde se
descobre um impostor. Ou se regenera, e passa a usar a
palavra com economia e precisão, ou se refestela na
impostura: Nabokov e seus borboleteios, Borges e seus
labirintos.
Impostura no bom sentido, claro - nada mais fascinante do
que ver um bom mágico em ação. Você está ali pelos
truques, não pelo seu desmascaramento.
Mas quem quer usar a palavra não para fascinar, mas
para transmitir um pensamento ou apenas contar uma
história, tem um desafio maior, o de fazer mágica sem
truques. Não transformar o lenço em pomba, mas usar o
lenço para dar o recado, um “ lençocorreio”. Cuidando o
tempo todo, para que as palavras não se tornem mais
importante do que o recado e o artifício - a impostura -
não apareça e não atrapalhe.
(...)
Noblat.oglobo.globo.com/crônicas/notícia/2017/02/palavra. html - adaptado.
Assinale a opção em que o termo destacado pode ser substituído por um pronome demonstrativo, sem prejuízo ao sentido veiculado, retomando um termo já apresentado.
Questão 12 1375834
CN 2° Dia 2018Texto para a questão.
Correndo risco de vida
Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato
nos apresenta o reformador da natureza, Américo Pisca-
Pisca. Questionando o perfeito equilibrio do mundo
natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio
flagrante no fato de uma enorme árvore, como a
jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a
colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma
planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta,
Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras
e adormece. Lá pelas tantas, uma frutinha lhe caí bem na
ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de
sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo
Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da
língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito
tempo era possível usar a expressão “fulano não corre
mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava
a expressão "risco de vida" como “ter a vida em risco”. E
tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da
lingua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “não é
risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele
teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da
lingua não passavam de obtusos irrecuperáveis. É o tipo
de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona
a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os
jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco
de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito
pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende
nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos
que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua
pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da
lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou
Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua
é convenção. A expressão risco de vida, estava
consagrada pelo uso e não se criava problemas na
comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal
expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu
conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em
Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se
"João o bolo comeu” em vez de “João comeu o bolo”,
como em português. Se o nosso reformador da língua
baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o
verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso
oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais
lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado
da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”,
a lingua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco
de vida. Tal construção dissonante ampla as
possibilidades expressivas da língua, criando um veio que
pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da
língua. “Corrigir” risco de vida por risco de morte é
substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua
versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso
expressivo passou a correr risco de vida pela ação
nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.
LUCCHESI, Dante. Correndo risco de vida. A Tarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado
Assinale a opção em que o pronome átono exerce função pleonástica.
Questão 9 1375827
CN 2° Dia 2018Texto para a questão.
Correndo risco de vida
Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato
nos apresenta o reformador da natureza, Américo Pisca-
Pisca. Questionando o perfeito equilibrio do mundo
natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio
flagrante no fato de uma enorme árvore, como a
jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a
colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma
planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta,
Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras
e adormece. Lá pelas tantas, uma frutinha lhe caí bem na
ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de
sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo
Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da
língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito
tempo era possível usar a expressão “fulano não corre
mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava
a expressão "risco de vida" como “ter a vida em risco”. E
tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da
lingua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “não é
risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele
teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da
lingua não passavam de obtusos irrecuperáveis. É o tipo
de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona
a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os
jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco
de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito
pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende
nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos
que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua
pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da
lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou
Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua
é convenção. A expressão risco de vida, estava
consagrada pelo uso e não se criava problemas na
comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal
expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu
conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em
Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se
"João o bolo comeu” em vez de “João comeu o bolo”,
como em português. Se o nosso reformador da língua
baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o
verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso
oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais
lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado
da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”,
a lingua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco
de vida. Tal construção dissonante ampla as
possibilidades expressivas da língua, criando um veio que
pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da
língua. “Corrigir” risco de vida por risco de morte é
substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua
versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso
expressivo passou a correr risco de vida pela ação
nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.
LUCCHESI, Dante. Correndo risco de vida. A Tarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado
No trecho “Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção” (§3º), o emprego das vírgulas se justifica por
Questão 8 1375825
CN 2° Dia 2018Texto para a questão.
Correndo risco de vida
Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato
nos apresenta o reformador da natureza, Américo Pisca-
Pisca. Questionando o perfeito equilibrio do mundo
natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio
flagrante no fato de uma enorme árvore, como a
jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a
colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma
planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta,
Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras
e adormece. Lá pelas tantas, uma frutinha lhe caí bem na
ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de
sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo
Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da
língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito
tempo era possível usar a expressão “fulano não corre
mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava
a expressão "risco de vida" como “ter a vida em risco”. E
tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da
lingua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “não é
risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele
teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da
lingua não passavam de obtusos irrecuperáveis. É o tipo
de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona
a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os
jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco
de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito
pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende
nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos
que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua
pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da
lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou
Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua
é convenção. A expressão risco de vida, estava
consagrada pelo uso e não se criava problemas na
comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal
expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu
conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em
Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se
"João o bolo comeu” em vez de “João comeu o bolo”,
como em português. Se o nosso reformador da língua
baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o
verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso
oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais
lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado
da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”,
a lingua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco
de vida. Tal construção dissonante ampla as
possibilidades expressivas da língua, criando um veio que
pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da
língua. “Corrigir” risco de vida por risco de morte é
substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua
versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso
expressivo passou a correr risco de vida pela ação
nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.
LUCCHESI, Dante. Correndo risco de vida. A Tarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado
Assinale a opção em que a concordância entre verbo e sujeito não está de acordo com as prescrições normativas da Língua Portuguesa.
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