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Questão 8360596
CFN CFN 2018 1 FaseU Gerais 2018TEXTO 1
Fuga
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então para de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras , no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante . De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino . Deu com a porta da rua aberta , correu até o portão :
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua , sentado no meio-fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro . A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia a distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. — Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
— Me larga . Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando .
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou .
No trecho “Deu com a porta da rua aberta (...)” – (ref. 9) – a concordância nominal foi estabelecida corretamente. Assinale a única alternativa que também está correta.SABINO, Fernando. Fuga. In: SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Questão 8360595
CFN CFN 2018 1 FaseU Gerais 2018TEXTO 1
Fuga
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então para de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras , no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante . De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino . Deu com a porta da rua aberta , correu até o portão :
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua , sentado no meio-fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro . A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia a distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. — Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
— Me larga . Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando .
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou .
Embora construções como esta sejam comuns na linguagem coloquial, a posição do pronome oblíquo átono “me” na frase: “— Me larga.” – (ref. 8) – não está correta, segundo a norma culta da língua. Dessa forma, assinale abaixo a frase que também está INCORRETA quanto a colocação pronominal.SABINO, Fernando. Fuga. In: SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Questão 8360594
CFN CFN 2018 1 FaseU Gerais 2018TEXTO 1
Fuga
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então para de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras , no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante . De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino . Deu com a porta da rua aberta , correu até o portão :
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua , sentado no meio-fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro . A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia a distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. — Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
— Me larga . Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando .
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou .
No período “Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão: (...)” – (ref. 7) – a vírgula presente nessa frase poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido do texto, pela seguinte conjunção:SABINO, Fernando. Fuga. In: SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Questão 8360592
CFN CFN 2018 1 FaseU Gerais 2018TEXTO 1
Fuga
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então para de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras , no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante . De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino . Deu com a porta da rua aberta , correu até o portão :
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua , sentado no meio-fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro . A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia a distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. — Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
— Me larga . Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando .
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou .
Na frase: “Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro.” – (ref. 5) – as palavras destacadas são classificadas quanto a sua classe, respectivamente, comoSABINO, Fernando. Fuga. In: SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Questão 8360591
CFN CFN 2018 1 FaseU Gerais 2018TEXTO 1
Fuga
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então para de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras , no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante . De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino . Deu com a porta da rua aberta , correu até o portão :
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua , sentado no meio-fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro . A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia a distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. — Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
— Me larga . Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando .
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou .
Transpondo para a voz passiva a frase “(…) o pai olhou ao redor e não viu o menino.” – (ref. 4) – a forma verbal resultante será:SABINO, Fernando. Fuga. In: SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Questão 8360589
CFN CFN 2018 1 FaseU Gerais 2018TEXTO 1
Fuga
Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
— Pois então para de empurrar a cadeira.
— Eu vou embora — foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras , no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante . De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino . Deu com a porta da rua aberta , correu até o portão :
— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua , sentado no meio-fio.
— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro . A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia a distância.
— Meu filho, cuidado!
O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.
— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. — Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
— Me larga . Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando .
— Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou .
Em “Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala (...)” – (ref. 2) – o valor semântico de mal estabelece gramaticalmente entre as orações que liga uma relação deSABINO, Fernando. Fuga. In: SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Record, 2008.
06
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