Questões de EFAF Português
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Questão 9513218
COTIL COTIL 2018 1 FaseU Gerais 2018Os filhos do lixo
Lya Luft
Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror - mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de , e ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.
Mas quem somos, afinal" Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco" Deve ser o nosso jeito de sobreviver - não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?
Disponível em: https://renatavalerafatec.files.wordpress.com/2017/02/acervo-digital-veia-os-filhos-do-lixo.pdf.
Assinale a resposta que classifica o sujeito dos seguintes períodos destacados do texto:
“Há quem diga” ( parágrafo)
“... como nos dizem respeito a malandragem, a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo.” ( parágrafo)
“Chegavam ao lixão,” ( parágrafo)
Questão 9513217
COTIL COTIL 2018 1 FaseU Gerais 2018Assinale a resposta que completa adequadamente as frases.
Cada qual faz como melhor lhe ________
O que ________ esses frascos?
Neste momento, os estudiosos ________ os conceitos.
Questão 9125493
COTIL COTIL 2018 1 FaseU Gerais 2018Os filhos do lixo
Lya Luft
Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror - mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de , e ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.
Mas quem somos, afinal" Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco" Deve ser o nosso jeito de sobreviver - não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?
Disponível em: https://renatavalerafatec.files.wordpress.com/2017/02/acervo-digital-veia-os-filhos-do-lixo.pdf.
Considere: "A reportagem era uma história de terror - mas verdadeira, nossa, deste país". ( parágrafo)
A que fato a autora se refere?
Questão 8945384
COTUCA COTUCA 2018 1 FaseU Gerais 2018Muitos textos apresentam a ambiguidade como um recurso para explorar sentidos poéticos. Com ela, é possível contrapor sentidos muito diferentes em um mesmo contexto e criar, por exemplo, ironia ou humor. O cartaz a seguir apresenta esse efeito:

Escolha a alternativa que melhor interpreta esse cartaz.
Questão 8945383
COTUCA COTUCA 2018 1 FaseU Gerais 2018Carlos Alberto Soffredini foi um escritor brasileiro, autor de diversas peças teatrais, dentre elas, Na carrêra do divino, cujo principal objetivo é caracterizar o caipira brasileiro. Para isso, realizou uma pesquisa específica antes da escrita desse texto, por não ser falante do dialeto caipira. Leia a seguir um trecho dessa peça.
Cena I
A querência – O Rancho
[...]
JECA – Tô fazeno, tô fazeno...
[...]
MONTEIRO LOBATO (NARRADOR) – “Em três dias uma choça, que por eufemismo chamam casa, brota da terra como um urupê”.
JECA – Tá pronta, muié.
NHÁ RITA – (vendo) Eita fremosura!
JECA – Baldeia pra cá as trapizonga mór da gente pindurá...
MONTEIRO LOBATO (NARRADOR) – “Tiram tudo do lugar: os esteios, os caibros, as ripas, os barrotes, o cipó que os liga, o barro das paredes e a palha do teto.”
JECA - ... [...] a enchada... e o santinho pindura naquela parede lá qu’ié pr’ele escorá. Aquela num tá lá muito bem barrotada...
NHÁ RITA – Vai caí?
JECA – C’o santinho escorano? Vê lá se ela tem corage...
MONTEIRO LOBATO (NARRADOR) – “Tão íntima é a comunhão dessas palhoças com a terra local que dariam ideia de coisa nascida do chão por obra espontânea da natureza – se a natureza fosse capaz de criar coisas tão feias.”
Adaptado de Soffredini: obras principais: Na carrêra do divino. Organização de Renata Soffredini e Lígia Balista. São Paulo: Giostri, .p. -.
Vocabulário:
Construção precária, revestida de palha ou de folhas.
Espécie de cogumelo.
Conjunto de coisas confusas ou desordenadas.
Casa coberta de palha.
Sobre a composição da peça, Soffredini afirmou, em depoimento, que, por não ser caipira, e usar a linguagem urbana, litorânea, precisou estudar muito para compor as falas da peça. Na construção das falas das personagens da obra, temos representada a:Questão 8945382
COTUCA COTUCA 2018 1 FaseU Gerais 2018Carlos Alberto Soffredini foi um escritor brasileiro, autor de diversas peças teatrais, dentre elas, Na carrêra do divino, cujo principal objetivo é caracterizar o caipira brasileiro. Para isso, realizou uma pesquisa específica antes da escrita desse texto, por não ser falante do dialeto caipira. Leia a seguir um trecho dessa peça.
Cena I
A querência – O Rancho
[...]
JECA – Tô fazeno, tô fazeno...
[...]
MONTEIRO LOBATO (NARRADOR) – “Em três dias uma choça, que por eufemismo chamam casa, brota da terra como um urupê”.
JECA – Tá pronta, muié.
NHÁ RITA – (vendo) Eita fremosura!
JECA – Baldeia pra cá as trapizonga mór da gente pindurá...
MONTEIRO LOBATO (NARRADOR) – “Tiram tudo do lugar: os esteios, os caibros, as ripas, os barrotes, o cipó que os liga, o barro das paredes e a palha do teto.”
JECA - ... [...] a enchada... e o santinho pindura naquela parede lá qu’ié pr’ele escorá. Aquela num tá lá muito bem barrotada...
NHÁ RITA – Vai caí?
JECA – C’o santinho escorano? Vê lá se ela tem corage...
MONTEIRO LOBATO (NARRADOR) – “Tão íntima é a comunhão dessas palhoças com a terra local que dariam ideia de coisa nascida do chão por obra espontânea da natureza – se a natureza fosse capaz de criar coisas tão feias.”
Adaptado de Soffredini: obras principais: Na carrêra do divino. Organização de Renata Soffredini e Lígia Balista. São Paulo: Giostri, .p. -.
Vocabulário:
Construção precária, revestida de palha ou de folhas.
Espécie de cogumelo.
Conjunto de coisas confusas ou desordenadas.
Casa coberta de palha.
A utilização do chamado dialeto caipira na obra acontece:06
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