Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 1 10182429
CMM 1° Ano - Prova de Português 2018TEXTO
CORRUPÇÃO CULTURAL OU ORGANIZADA?
Renato Janine Ribeiro
Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política − por sinal, praticada por gente eleita por nós.
Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei,outras, não.
Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção "cultural", pequena, disseminada − que mencionei acima − não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
Chamei-a de "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos − e mal deixa rastros. A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor − gastos não republicanos − montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção "cultural"), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia − e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna "blasé". Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.
Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, a uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, "atrasado". Porém, se pensarmos que corrupção mata − porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança −, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2806200909.htm#_=_
Glossário:
Blasé: entediado, indiferente.
Para Renato Janine Ribeiro, a corrupção faz mais mal à sociedade do que à economia. Nesse artigo de opinião, ele discute o tema corrupção a partir de uma perspectiva sociológica.
Com relação ao texto, é possível afirmar que:
Questão 6 10178826
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia uma tirinha sobre Armandinho, personagem criado por Alexandre Beck.

Fonte: BECK, Alexandre. Armandinho Três Florianópolis: A. C. Beck, 2014. p. 54.
Todas as alternativas sobre os recursos linguísticos explorados no texto estão corretas, EXCETO:
Questão 5 10178715
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Na BR-232, o verde violenta o muro

Foto: Jailson de Paz/DP/D.A.Press
[01] Os muros de sustentação do viaduto sobre a
BR-232 em Bonança, município de Moreno, são
provas de que nem sempre o concreto vence o
verde.
[05] Apesar da imensidão de cimento, avencas
surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que
existem entre as placas.
Alguns pontos do viaduto mais parecem um
jardim suspenso.
[10] Para alguns moradores de Bonança, o cres-
cimento das plantas é sinônimo de descaso do
poder público. E defendem que sejam arrancadas.
Outros veem a teimosia das avencas como
sinal da força da natureza, portanto deveriam não
[15] apenas ser preservadas, mas estimuladas a crescer.
Em meio ao debate, "a violência do verde
sobre o muro" me agrada.
Tenho pelo menos duas razões para isso: a
quebra do cinza e o recado de resistência do verde
[20] frente a algumas imposições do desenvolvimento.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente/2013/ 08/na-br-232-o-verde-volenta-o-cinza. Acesso em: 21 mar. 2014.
Assinale a alternativa que contém dois substantivos formados a partir de adjetivos.
Questão 3 10178686
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Na BR-232, o verde violenta o muro

Foto: Jailson de Paz/DP/D.A.Press
[01] Os muros de sustentação do viaduto sobre a
BR-232 em Bonança, município de Moreno, são
provas de que nem sempre o concreto vence o
verde.
[05] Apesar da imensidão de cimento, avencas
surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que
existem entre as placas.
Alguns pontos do viaduto mais parecem um
jardim suspenso.
[10] Para alguns moradores de Bonança, o cres-
cimento das plantas é sinônimo de descaso do
poder público. E defendem que sejam arrancadas.
Outros veem a teimosia das avencas como
sinal da força da natureza, portanto deveriam não
[15] apenas ser preservadas, mas estimuladas a crescer.
Em meio ao debate, "a violência do verde
sobre o muro" me agrada.
Tenho pelo menos duas razões para isso: a
quebra do cinza e o recado de resistência do verde
[20] frente a algumas imposições do desenvolvimento.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente/2013/ 08/na-br-232-o-verde-volenta-o-cinza. Acesso em: 21 mar. 2014.
No período Outros veem a teimosia das avencas como sinal de força da natureza, portanto deveriam não apenas ser preservadas mas estimuladas a crescer (l. 13-15), os nexos oracionais portanto e mas expressam as ideias de, respectivamente,
Questão 2 10178671
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Na BR-232, o verde violenta o muro

Foto: Jailson de Paz/DP/D.A.Press
[01] Os muros de sustentação do viaduto sobre a
BR-232 em Bonança, município de Moreno, são
provas de que nem sempre o concreto vence o
verde.
[05] Apesar da imensidão de cimento, avencas
surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que
existem entre as placas.
Alguns pontos do viaduto mais parecem um
jardim suspenso.
[10] Para alguns moradores de Bonança, o cres-
cimento das plantas é sinônimo de descaso do
poder público. E defendem que sejam arrancadas.
Outros veem a teimosia das avencas como
sinal da força da natureza, portanto deveriam não
[15] apenas ser preservadas, mas estimuladas a crescer.
Em meio ao debate, "a violência do verde
sobre o muro" me agrada.
Tenho pelo menos duas razões para isso: a
quebra do cinza e o recado de resistência do verde
[20] frente a algumas imposições do desenvolvimento.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente/2013/ 08/na-br-232-o-verde-volenta-o-cinza. Acesso em: 21 mar. 2014.
Na frase Apesar da imensidão do cimento, avencas surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que existem entre as placas (l. 5-7), o segmento encaixes desempenha a função sintática de
Questão 4 10177305
IFPR Médio Integrado 2018Analise os textos (itens) abaixo, considerando os conhecimentos sobre variação linguística e norma padrão.
I) Aqui em Minas os pobres não vão badaponti, nem pro meidaprass.
II) O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás nóis fumo e não encontremos ninguém... (Adoniram Barbosa).
III) Toma aí, chê, uma guampa de canha.
IV) V.Exª, data vênia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.
Identifique a alternativa correta, quanto ao uso da língua, nos textos acima.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)