Questões de EFAF Português
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Questão 4 11011634
IFES 2018Texto
Por que os brasileiros não leem?
A falta de tempo é o principal motivo alegado por não leitores (32%), leitores (43%) e não
estudantes (50%) – que gostariam de ter lido mais (3/4 dos leitores). Entre os não leitores, a
falta de gosto pela leitura é mencionada por 28%.
[5] Mas a principal barreira para a promoção da leitura e a formação leitora está identificada
nas respostas de não leitores. Somente 33% deles respondem que não encontram nenhuma
dificuldade para ler. A cada edição da pesquisa aumenta o número dos que afirmam ter alguma
dificuldade para ler. Quando comparamos com os resultados das edições anteriores, surge uma
preocupação que coloca em suspenso a avaliação positiva sobre os indicadores de leitura: em
[10] 2007, 48% dos não leitores disseram não ter dificuldades, e, em 2011, 43%. Estamos piorando?
Mais brasileiros dizem, em 2015, que não leem porque têm alguma dificuldade para ler. Entre
eles, 17% indicam algum problema físico (o que muitas vezes é argumento para não confessar
que não sabe ler). Apesar dessa dificuldade ter sido mais citada nesta edição, os demais (60%)
indicam dificuldade de compreensão ou habilidade leitora.
[15] O tempo livre dos brasileiros – O que concorre com a leitura
Os brasileiros – leitores e não leitores – continuam preferindo ver TV, conforme informaram
na edição anterior (73% em 2015 e 85%, em 2011), mas essa preferência está cedendo lugar
para o uso da internet (47%) e para outras atividades no computador ou no telefone celular:
redes sociais (35%) e WhatsApp (43%), especialmente na faixa de 14 a 29 anos.
[20] Essas atividades concorrem com a leitura do livro e de outros materiais, que receberam
somente 24% das citações.
Outro resultado que reflete o uso da internet: escrever teve um incremento importante
em citações, passando de 18% para 40%. Esse uso da escrita certamente está associado à
comunicação (escrita) nas redes sociais.
[25] Na comparação sobre o uso do tempo livre por leitores e não leitores, uma revelação importante:
leitores têm um repertório mais diversificado de atividades culturais e sociais. Ocupam
seu tempo livre de maneira mais frequente e variada que não leitores, inclusive praticando
exercícios físicos ou encontrando amigos, o que evidencia, também, maior disposição para
vivenciar e ocupar o próprio tempo com uma maior diversificação de atividades sociais e
[30] culturais. Essa mobilização e esse protagonismo revelam o poder da leitura.
Essa disposição e essa ampliação do repertório de atividades de diferentes naturezas entre si
também estão associadas à escolaridade e ao perfil de renda.
A maior escolaridade do indivíduo indica uma maior diversidade de materiais lidos e a
relação que ele estabelece com a leitura. Pessoas com maior nível de escolaridade tendem a
[35] ter maior habilidade leitora, o que lhes permite desenvolver outras relações com a leitura para
além do seu uso instrumental.
Adaptado de FAILLA, Zoara (org.). Retratos da leitura no Brasil 4. Rio de Janeiro: Sextante, 2016, p. 36-37.
A forma destacada em “Por que os brasileiros não leem?” (linha 01) completa corretamente o espaço na opção:
Questão 3 11011632
IFES 2018Texto
Por que os brasileiros não leem?
A falta de tempo é o principal motivo alegado por não leitores (32%), leitores (43%) e não
estudantes (50%) – que gostariam de ter lido mais (3/4 dos leitores). Entre os não leitores, a
falta de gosto pela leitura é mencionada por 28%.
[5] Mas a principal barreira para a promoção da leitura e a formação leitora está identificada
nas respostas de não leitores. Somente 33% deles respondem que não encontram nenhuma
dificuldade para ler. A cada edição da pesquisa aumenta o número dos que afirmam ter alguma
dificuldade para ler. Quando comparamos com os resultados das edições anteriores, surge uma
preocupação que coloca em suspenso a avaliação positiva sobre os indicadores de leitura: em
[10] 2007, 48% dos não leitores disseram não ter dificuldades, e, em 2011, 43%. Estamos piorando?
Mais brasileiros dizem, em 2015, que não leem porque têm alguma dificuldade para ler. Entre
eles, 17% indicam algum problema físico (o que muitas vezes é argumento para não confessar
que não sabe ler). Apesar dessa dificuldade ter sido mais citada nesta edição, os demais (60%)
indicam dificuldade de compreensão ou habilidade leitora.
[15] O tempo livre dos brasileiros – O que concorre com a leitura
Os brasileiros – leitores e não leitores – continuam preferindo ver TV, conforme informaram
na edição anterior (73% em 2015 e 85%, em 2011), mas essa preferência está cedendo lugar
para o uso da internet (47%) e para outras atividades no computador ou no telefone celular:
redes sociais (35%) e WhatsApp (43%), especialmente na faixa de 14 a 29 anos.
[20] Essas atividades concorrem com a leitura do livro e de outros materiais, que receberam
somente 24% das citações.
Outro resultado que reflete o uso da internet: escrever teve um incremento importante
em citações, passando de 18% para 40%. Esse uso da escrita certamente está associado à
comunicação (escrita) nas redes sociais.
[25] Na comparação sobre o uso do tempo livre por leitores e não leitores, uma revelação importante:
leitores têm um repertório mais diversificado de atividades culturais e sociais. Ocupam
seu tempo livre de maneira mais frequente e variada que não leitores, inclusive praticando
exercícios físicos ou encontrando amigos, o que evidencia, também, maior disposição para
vivenciar e ocupar o próprio tempo com uma maior diversificação de atividades sociais e
[30] culturais. Essa mobilização e esse protagonismo revelam o poder da leitura.
Essa disposição e essa ampliação do repertório de atividades de diferentes naturezas entre si
também estão associadas à escolaridade e ao perfil de renda.
A maior escolaridade do indivíduo indica uma maior diversidade de materiais lidos e a
relação que ele estabelece com a leitura. Pessoas com maior nível de escolaridade tendem a
[35] ter maior habilidade leitora, o que lhes permite desenvolver outras relações com a leitura para
além do seu uso instrumental.
Adaptado de FAILLA, Zoara (org.). Retratos da leitura no Brasil 4. Rio de Janeiro: Sextante, 2016, p. 36-37.
Indique o único dos recursos que foi utilizado no texto para a exposição das informações.
Questão 10 11007003
IFF Integrados 2018Nas sociedades complexas e letradas, a realidade linguística se compõe de dois grandes polos: (1) a variação linguística, isto é, a língua em seu estado permanente de transformação, seja em virtude da origem geográfica do falante, seja condicionada por seu status socioeconômico ou grau de escolarização, seja ainda pela mudança que ocorre ao longo do tempo – variação histórica e (2) a norma padrão, produto cultural, modelo artificial de língua criado para servir de padrão para os comportamentos linguísticos considerados adequados e corretos.
BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso. São Paulo: Parábola editorial. 2010.p. 38, 43 – Adaptado.
Dos fragmentos abaixo, todos retirados do livro Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus, assinale aquele que ilustra a variação linguística representativa do status socioeconômico e do grau de escolaridade da autora.
Fragmentos do livro Quarto de despejo disponíveis em: http://www.ufjf.br/revistaipotesi/files/2011/05/8-Favelaespa%C3%A7o-e-sujeito-Ipotesi-152.pdf. Acesso em: 24 set 2017.
Questão 8 11006980
IFF Integrados 2018TEXTO
Cara Carolina: sextilhas e imagens
Texto: Paulo Roxo Barja Imagens: Claudia Regina Lemes
Introdução:
Carolina Maria de Jesus era “gente humilde”: passou boa parte da vida na favela, onde foi descoberta como escritora por Audálio Dantas. Ganhou fama repentina em 1960, com o lançamento do livro Quarto de Despejo, sucesso no Brasil e em outros países. Seguiram-se vários outros livros e até um disco de sambas autorais; no entanto, Carolina morreu empobrecida e isolada. Embora sua obra esteja inscrita na história da literatura brasileira do século XX, seus textos só podem ser apreciados em sua plenitude a partir do conhecimento das circunstâncias que nortearam a sua produção. Assim, desejamos que este trabalho desperte um olhar renovado para a vida e a obra de Carolina. Ela merece, e o Brasil precisa disso.

A MULHER QUE LÊ
Começou os seus estudos
quando tinha 7 anos;
aprendeu depressa a ler
e a escrever sem enganos,
mas ficou pouco na escola:
a vida tinha outros planos...
[...]
AS CORES
Carolina sente as cores
ali mesmo, na favela,
porém as cores reais
que em seu diário revela
são bem outras: “Quando acordo,
a fome é que é amarela.”
DESPEJO
“Não é por prazer que escrevo.
Eu falo sobre o que vejo:
a favela, sei bem disso,
é só um quarto de despejo
onde a sociedade joga
quem não desperta desejo.
Registro os sonhos e a vida,
caneta em punho e papel.
Meninos dormem na rua,
garotas são de aluguel,
eu trabalho o dia inteiro
e a igreja fala de Céu
Deixo o leito para escrever.
Logo imagino um castelo
de brilhantes, prata e ouro,
sob o sol bem amarelo.
A vida é sempre tão dura...
O sonho é sempre tão belo!”
[...]
WUNDER, Alik; NOVAES, Marcus; MARQUES, Davina (org.). Nas dobras do (im)possível: ensaios literários e imagéticos. Campinas, SP: Edições Leitura Crítica; ALB, 2017. P. 53-63
Os verbos estão associados a acontecimentos e estados e conferem um caráter dinâmico aos enunciados por permitirem localizar, no tempo, fatos, ações e situações.
Por se tratar de uma biografia, os poemas que a compõem utilizam muitos verbos que simbolizam ação, fato que se observa em todas as opções abaixo, EXCETO em
Questão 7 11006779
IFF Integrados 2018TEXTO
Cara Carolina: sextilhas e imagens
Texto: Paulo Roxo Barja Imagens: Claudia Regina Lemes
Introdução:
Carolina Maria de Jesus era “gente humilde”: passou boa parte da vida na favela, onde foi descoberta como escritora por Audálio Dantas. Ganhou fama repentina em 1960, com o lançamento do livro Quarto de Despejo, sucesso no Brasil e em outros países. Seguiram-se vários outros livros e até um disco de sambas autorais; no entanto, Carolina morreu empobrecida e isolada. Embora sua obra esteja inscrita na história da literatura brasileira do século XX, seus textos só podem ser apreciados em sua plenitude a partir do conhecimento das circunstâncias que nortearam a sua produção. Assim, desejamos que este trabalho desperte um olhar renovado para a vida e a obra de Carolina. Ela merece, e o Brasil precisa disso.

A MULHER QUE LÊ
Começou os seus estudos
quando tinha 7 anos;
aprendeu depressa a ler
e a escrever sem enganos,
mas ficou pouco na escola:
a vida tinha outros planos...
[...]
AS CORES
Carolina sente as cores
ali mesmo, na favela,
porém as cores reais
que em seu diário revela
são bem outras: “Quando acordo,
a fome é que é amarela.”
DESPEJO
“Não é por prazer que escrevo.
Eu falo sobre o que vejo:
a favela, sei bem disso,
é só um quarto de despejo
onde a sociedade joga
quem não desperta desejo.
Registro os sonhos e a vida,
caneta em punho e papel.
Meninos dormem na rua,
garotas são de aluguel,
eu trabalho o dia inteiro
e a igreja fala de Céu
Deixo o leito para escrever.
Logo imagino um castelo
de brilhantes, prata e ouro,
sob o sol bem amarelo.
A vida é sempre tão dura...
O sonho é sempre tão belo!”
[...]
WUNDER, Alik; NOVAES, Marcus; MARQUES, Davina (org.). Nas dobras do (im)possível: ensaios literários e imagéticos. Campinas, SP: Edições Leitura Crítica; ALB, 2017. P. 53-63
No mesmo texto, Carolina de Jesus define metaforicamente a favela como “quarto de despejo”. Analise a definição poética da autora e uma possível definição literal do termo e assinale a alternativa que traz o comentário INADEQUADO sobre essas definições.
➢ “(...) a favela, sei bem disso, / é só um quarto de despejo / onde a sociedade joga / quem não desperta desejo.”
➢ “Favela é o conjunto de habitações populares precariamente construídas e desprovidas de infraestrutura.” (https://www.significados.com.br/favela/)
Questão 5 11006756
IFF Integrados 2018TEXTO
Cara Carolina: sextilhas e imagens
Texto: Paulo Roxo Barja Imagens: Claudia Regina Lemes
Introdução:
Carolina Maria de Jesus era “gente humilde”: passou boa parte da vida na favela, onde foi descoberta como escritora por Audálio Dantas. Ganhou fama repentina em 1960, com o lançamento do livro Quarto de Despejo, sucesso no Brasil e em outros países. Seguiram-se vários outros livros e até um disco de sambas autorais; no entanto, Carolina morreu empobrecida e isolada. Embora sua obra esteja inscrita na história da literatura brasileira do século XX, seus textos só podem ser apreciados em sua plenitude a partir do conhecimento das circunstâncias que nortearam a sua produção. Assim, desejamos que este trabalho desperte um olhar renovado para a vida e a obra de Carolina. Ela merece, e o Brasil precisa disso.

A MULHER QUE LÊ
Começou os seus estudos
quando tinha 7 anos;
aprendeu depressa a ler
e a escrever sem enganos,
mas ficou pouco na escola:
a vida tinha outros planos...
[...]
AS CORES
Carolina sente as cores
ali mesmo, na favela,
porém as cores reais
que em seu diário revela
são bem outras: “Quando acordo,
a fome é que é amarela.”
DESPEJO
“Não é por prazer que escrevo.
Eu falo sobre o que vejo:
a favela, sei bem disso,
é só um quarto de despejo
onde a sociedade joga
quem não desperta desejo.
Registro os sonhos e a vida,
caneta em punho e papel.
Meninos dormem na rua,
garotas são de aluguel,
eu trabalho o dia inteiro
e a igreja fala de Céu
Deixo o leito para escrever.
Logo imagino um castelo
de brilhantes, prata e ouro,
sob o sol bem amarelo.
A vida é sempre tão dura...
O sonho é sempre tão belo!”
[...]
WUNDER, Alik; NOVAES, Marcus; MARQUES, Davina (org.). Nas dobras do (im)possível: ensaios literários e imagéticos. Campinas, SP: Edições Leitura Crítica; ALB, 2017. P. 53-63
Na elaboração de um enunciado, os termos vão-se ligando uns aos outros, em sequências contínuas, ora estabelecendo relações sintáticas e semânticas por meio de preposições, advérbios, conjunções ou respectivas locuções, ora retomando elementos já enunciados.
Assinale a opção em que a palavra / expressão coesiva em destaque condiz com o comentário que se segue, tendo em vista a introdução da biografia poética da escritora Carolina Maria de Jesus.
06
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