Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 14 169033
IFS 2014Na oração “O plano do Conde Olaf foi derrotado por um simples detalhe de assinatura”, a locução em destaque tem a função de:
Questão 20 167922
IFMA 2014
(CEREJA, W. R.; Magalhães, T. C.; Português Linguagens / Saravai. vol 9 - p. 100)
No anúncio há dois períodos compostos. As orações desses períodos são classificadas, respectivamente, como:
Questão 12 167913
IFMA 2014
(CEREJA, W .R.; Magalhães, T. C.; portugues Linguagens/ Saraiva. vol 9 - p. 186)
Observe o anúncio da placa e assinale a opção que faz a análise correta quanto ao uso do pronome SE e à concordância nominal.
Questão 6 167907
IFMA 2014
(Classificados. São Paulo: Devir, 2004. v. 3. p. 4.)
No trecho do quadrinho, “Levaram tudo!... Os móveis, o som, a... a...” há o seguinte tipo de sujeito:
Questão 15 165888
IFGO 2014TEXTO

Disponivel em: http://www.maiszero.com/2011/06/charge-do-facebook.html. Acesso em: 10 nov. 2013.
Em “Mamãe também tem muitos amigos imaginários”, a palavra em destaque assume, sintaticamente, função de
Questão 6 165877
IFGO 2014Texto 01
Por que nunca entrei no Facebook
Eugenio Bucci
– Não, não estou no Facebook.
Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um “em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático: “Até minha avó está no Face, é tão friendly”.
Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais email. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, bullying, assédio moral.
E não obstante: Não, não estou no Facebook. E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de São Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece –, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.
A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.
O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comércio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.
Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.
Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/opiniao/eugeniobucci/noticia/2012/06/por-que-nunca-entrei-no-facebook.html. Acesso em: 10 nov. 2013. [Adaptado]
No contexto do texto 01, o vocábulo frivolidade, em destaque, significa
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