Questões de EFAF Português
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Questão 38 601788
CEFET MG 2019Durante a greve dos caminhoneiros no Brasil, o Procon recebeu inúmeras reclamações sobre adulteração de combustíveis: ações protagonizadas por empresários fraudulentos que se aproveitaram da escassez do produto para obterem alguma vantagem econômica. Devido à alta demanda, os combustíveis não ficavam muito tempo nos postos de abastecimento, o que dificultou a fiscalização e facilitou as fraudes.
Considere para análise a charge abaixo que aborda esse tema e o quadro a seguir referente aos dados sobre a miscibilidade de dois diferentes combustíveis com água.


A charge descreve corretamente a temática da adulteração de combustíveis ao
Questão 15 601738
CEFET MG 2019Os pedaços de papel presos perpendicularmente, que vinham caídos sobre os outros, finalmente se apartaram, balançando soltos e revelando o que verdadeiramente eram: orelhas e tromba. As extremidades mostraram-se como pernas e o imenso miolo, antes informe, o corpo de um elefante que, agora, pairava desengonçado sobre o convés do navio. E as crianças corriam e riam muito porque o elefante estava finalmente de pé, imponente e frágil.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 95-96.
Considere as seguintes afirmações sobre as formas linguísticas do excerto:
I- O advérbio “verdadeiramente” exprime a intenção do narrador de ironizar o objeto construído pelas crianças.
II- O verbo expressa a ideia de “aparência” na frase “As extremidades mostraram-se como pernas”.
III- O adjetivo “informe” altera o sentido do substantivo “miolo”.
IV- A expressão “imponente e frágil” é contraditória, porque relaciona duas características mutuamente excludentes.
Estão corretas apenas as afirmativas
Questão 14 601737
CEFET MG 2019Texto I
Ninguém lembrava mais quem entrara arfante na sala de jantar gritando que havia uma sereia lá fora. Nem em que língua o anúncio fora feito. Mas não havia como esquecer o rebuliço que a notícia provocara. Mesmo sem terem terminado suas refeições, todos se levantaram de suas mesas e se puseram a falar ao mesmo tempo. As mulheres tentaram conter os maridos, algumas em prantos.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 75.
Texto II
Primeiro alcançarás as Sirenas, elas que a todos
os homens enfeitiçam, todo que as alcançar.
Aquele que se achegar na ignorância e escutar o som
das Sirenas, para ele mulher e crianças pequenas não mais
aparecerão nem rejubilarão com seu retorno à casa,
pois as Sirenas com canto agudo o enfeitiçam,
sentadas no prado, tendo ao redor monte de putrefatos
ossos de varões e suas peles ressequidas.
HOMERO. Odisseia. Trad. Christian Werner. São Paulo: Cosac Naify, 2014. p. 350.
Vocabulário:
1) Sirena: sereia.
2) Putrefato: que está em putrefação, podre.
3) Varão: homem.
O Texto I pode ser relacionado ao episódio da mitologia grega, mencionado no Texto II, em que Odisseu precisa lidar com as sereias para voltar em segurança para casa. Nesse sentido, o pranto das mulheres do Texto I justifica-se porque o canto das sereias
Questão 13 601734
CEFET MG 2019Compare o Texto, escrito pelo historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda em 1951, com o Texto, extraído do livro Opisanie Świata.
Texto
Deste – do autor – minha lembrança mais viva será sempre metropolitana e cosmopolita. Surpreendi-o no meio de sua volta ao mundo; a menor, que principiou em Santos, a bordo de um Maru, e passou por Varsóvia, depois de tocar em Capetown, Sumatra e Vladivostok, mas antes de alcançar Havana e La Paz. A maior, já se sabe que foi nas terras do Sem Fim da Amazônia. A colossal moeda de bronze com meia libra de peso, o manuscrito de Cobra Norato, o quimono de legítima seda shin-shung-shah, o chapéu tropical, a caveira pré-histórica para servir de cinzeiro, a Constituição da República argentina (“Artículo primero: no hay artículo primero”), as três latas de caviar Molossol, um guia turístico How to be happy in Warsaw. Em breve tudo se dissipará, porque o poeta é perdulário e dadivoso. Tudo, menos o quimono comprado em Xangai, que presta serviços à noite porque tem um dragão dourado, bom para espantar espíritos maus
HOLANDA, Sérgio Buarque de. O espírito e a letra. Estudos de crítica literária II 1948- 1959. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 430.
Texto
Dele, minha lembrança mais viva será sempre metropolitana e cosmopolita. Surpreendi-o no meio de sua volta ao mundo; a menor, que principiou em Santos, a bordo de um Maru, e passou por Varsóvia, depois de tocar em Capetown, Sumatra e Vladivostok. A maior foi nas terras do Sem Fim da Amazônia. [...] A colossal moeda de bronze com meia libra de peso, o manuscrito de um longo poema no qual trabalhava (ele tinha lá suas veleidades literárias), o quimono de legítima seda shin-shung-shah, o chapéu tropical, a caveira pré-histórica para servir de cinzeiro, a Constituição da República argentina (“Artículo primero: no hay artículo primero”), as três latas de caviar Molossol, um guia turístico How to be happy in Warsaw e uma quantidade absurda de cadernos de anotação. Em breve tudo se dissiparia, porque o poeta é perdulário e dadivoso. Tudo, menos o quimono comprado em Xangai, que presta serviços à noite porque tem um dragão dourado, bom para espantar espíritos maus.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 30-31.
A leitura comparativa dos textos revela que um importante procedimento usado por Veronica Stigger é a
Questão 12 601733
CEFET MG 2019Com o balanço do trem, seu quimono voejava suavemente por sobre o jornal de Opalka, que, irritado, revirava os olhos a cada vez que o tecido se sobrepunha ao texto que lia.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 37.
O termo destacado acima apresenta sentido sintático equivalente à sua ocorrência no trecho
Questão 10 601730
CEFET MG 2019Bopp estranhou que as mulheres tivessem todas o mesmo nome. Jean-Pierre sorriu e lhe disse que originalmente não tinham. A única verdadeira Clodiá era a branquinha, a mais velha das quatro, que viera para a Amazônia com Jean-Pierre havia mais de vinte anos. As índias, que eram as mais novas, ele conhecera na floresta e se apropriara delas já fazia algum tempo. A oriental, ele trouxe da China, quando visitara o país no ano anterior. Não se lembrava mais como se chamavam as índias e a chinesa: os nomes eram muito complicados. Disse que passara a chamá-las Clodiá para não correr o risco de trocar os nomes. [...]. Assim era mais simples e prático e evitava aborrecimentos desnecessários. Essa variedade de nomes não leva a nada, serve apenas para deixar os homens confusos, disse ainda, acrescentando que o homem de hoje já tem preocupações suficientes para ocupar sua mente.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 124-125.
O trecho põe em evidência, de modo irônico,
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