Questões de EFAF Português
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Questão 8384492
AUTORAIS POR 7AF 008 ENU001 2019NEIDE
O céu está limpo, não há nenhuma nuvem acima de nós. O avião, entretanto, começa a dar saltos, e temos de pôr os cintos para evitar uma cabeçada na poltrona da frente. Olho pela janela: é que estamos sobrevoando de perto um grande tumulto de montanhas. [...]
A um passageiro assustado. O comissário diz que “isso é natural”. Mas o avião, com o tranquilo conforto imóvel com que nos faz vencer milhas em segundos, havia nos tirado o sentimento do natural. Somos hóspedes da máquina. Os motores foram revistos, estão perfeitos, funcionam bem, e temos nossas passagens no bolso; tudo está em ordem.
(Adaptado de BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. RJ: Record, 1980.)
No trecho “... o comissário diz que “isso é natural””, o pronome destacado refere-se:
Questão 8384491
AUTORAIS POR 7AF 008 ENU001 2019
ROSA
Na hora da saída, de pé na porta da escola, nosso grupo se reuniu para decidir onde nos encontraríamos para o trabalho.
- Que tal lá em casa hoje, às cinco da tarde? - sugeriu Leo.
Todos concordamos e ele ficou de passar o endereço por e-mail.
- Vamos pra casa juntos, Leo?
- Claro, Julia.
Que óóódio dessa Juliaaaa!, berrei mentalmente.
- Quer ir andando com a gente, Rosa?
Ah, fala sério, garoto!, eu quase disse. Era só o que faltava eu ir de vela pro futuro casalzinho. Tudo bem que o Leo parecia querer se aproximar de mim nos últimos dias, mas me deixar de vela era uma crueldade. Um idiota, o Leo.
(REBOUÇAS, Thalita. Ela disse, ele disse.RJ: Rocco Editora, 2011.)
O fragmento do texto que expressa uma opinião é:
ROSA
Na hora da saída, de pé na porta da escola, nosso grupo se reuniu para decidir onde nos encontraríamos para o trabalho.
- Que tal lá em casa hoje, às cinco da tarde? - sugeriu Leo.
Todos concordamos e ele ficou de passar o endereço por e-mail.
- Vamos pra casa juntos, Leo?
- Claro, Julia.
Que óóódio dessa Juliaaaa!, berrei mentalmente.
- Quer ir andando com a gente, Rosa?
Ah, fala sério, garoto!, eu quase disse. Era só o que faltava eu ir de vela pro futuro casalzinho. Tudo bem que o Leo parecia querer se aproximar de mim nos últimos dias, mas me deixar de vela era uma crueldade. Um idiota, o Leo.
(REBOUÇAS, Thalita. Ela disse, ele disse.RJ: Rocco Editora, 2011.)
Questão 8384489
AUTORAIS POR 7AF 008 ENU001 2019O CONTO DA MENTIRA
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe gente de madeira!”. O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!” Felipe ficava pensativo. Mas, no dia seguinte...
Então, aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”. A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
(AUGUSTO, Rogério. FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo. Miniconto. Folhinha 14 jun. 2003.)
No trecho, “Mas, no dia seguinte...”, as reticências tem o efeito de marcar que Felipe:
Questão 8384488
AUTORAIS POR 7AF 008 ENU001 2019CAIXA
Carregamos pela vida afora
os cheiros dos encontros raros,
dos acontecimentos,
da nossa primeira casa,
do quintal, se houve quintal,
da mãe na cozinha,
dos sonhos quando acordamos.
Se houvesse uma caixa para guardá-los, seriam
nosso tesouro.
E então, em dias de saudade,
abriríamos nossa caixa
e mergulharíamos
como num túnel do tempo.
A palavra que melhor expressa o tema do poema é:(MURRAY, Roseana. Cinco sentidos e outros. BH, Abacatte Editorial , 2014.)
Questão 8384483
AUTORAIS POR 7AF 008 ENU001 2019
(Disponível em: <https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Cartaz-eletronico_ Florianópolis-22.jpg>)
O cartaz acima pretende:
Questão 8384478
AUTORAIS POR 6AF 008 ENU002 2019A baía sente saudades
Em março deste ano, um grande grupo de golfinhos encalhou na praia de Arraial do Cabo, ao norte do Rio de Janeiro. Ajudados pelas pessoas que estavam lá, os animais rapidamente voltaram para o mar. O episódio teve final feliz, mas me lembrou de uma coisa triste: os golfinhos (ou botos, ou toninhas) já foram bem mais comuns no Rio de Janeiro!
É claro que, apesar de caçados, ameaçados e tontos com a poluição da baía de Guanabara, os golfinhos nunca abandonaram totalmente esta que é uma das baías mais lindas do mundo, nem o litoral do estado do Rio de Janeiro. Hoje, existem cerca de setenta botos-cinza na baía de Guanabara, monitorados desde 1995 pelo Projeto Maqua, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
[...]
Será que os golfinhos estão no brasão porque, naquela época ainda havia muitos deles no Rio de Janeiro ou porque alguém, já prevendo o futuro, queria preservá-los, se não no mar, ao menos na bandeira" Brincadeira: os golfinhos do brasão simbolizam a cidade marítima que o Rio de Janeiro era, e continua a ser. Mas, hoje, eles bem podem ser uma lembrança de que, um dia, nossos mares já foram repletos de golfinhos. Quem sabe, com a nossa ajuda, podem voltar a ser"
O tema do texto é:(Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/a-baia-sente-saudades/>. Acesso em: 24 maio 2021.)
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