Questões de EFAF Português
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Questão 8389661
AUTORAIS POR 9AF 008 ENU014 2019Em qual alternativas as duas palavras apresentam ditongos?
Questão 8387915
AUTORAIS POR 9AF 008 ENU006 2019Assinale o período em que foi empregado um pronome relativo inadequadamente:
Questão 8387912
AUTORAIS POR 9AF 008 ENU006 2019
A CRISE DA ESCRITA
Por Antônio Fidalgo
Fala-se frequentemente em crise da leitura. Professores queixam-se de que os alunos não leem, livrarias encerram e bibliotecas tornam-se centros de convívio. A tiragem numa edição de livros é cada vez menor e a taxa de leitura de jornais diminui continuamente. A razão da crise reside sem dúvida no surgimento dos meios áudio e vídeo, rádio, televisão e telefone. Muito simplesmente as pessoas não leem porque preferem ver televisão ou porque preferem um filme a um livro.
Fala-se da crise da leitura, mas essa é acompanhada da crise da escrita. Antigamente as pessoas eram obrigadas a escrever de vez em quando, ao menos uma carta. Isso era, porém, quando não havia telefones ou as chamadas eram muito caras. Hoje a comunicação tornou-se instantânea e a bem dizer ubíqua com os telemóveis, liquidando a comunicação postal. É verdade que o correio eletrônico e os serviços de mensagens instantâneas pela Internet promoveram na última década a escrita, mas os avanços nesta área, permitindo serviços gratuitos de voz e transmissão de vídeo, estão por sua vez a diminuir o uso da escrita.
Não obstante a taxa de analfabetismo ter descido extraordinariamente nas últimas décadas, e o nível de educação ter aumentado significativamente, continua a verificar-se uma pobreza tremenda quanto à capacidade de escrita. Pegar no telefone e fazer uma chamada é algo que qualquer pessoa faz com a maior naturalidade e sem esforço, mas redigir um pequeno texto, por mais curto que seja, é uma dificuldade que a maior parte rejeita.
Podemos imaginar uma sociedade em que desapareça a comunicação escrita, em que toda a comunicação seja feita oral e visualmente, por telefones e videofones, e em que as mensagens sejam gravadas, ouvidas ou vistas a qualquer altura. Mas o que convém lembrar é que a escrita é a forma disciplinada do pensar. O que torna a escrita difícil não é o desenhar as letras, é o ordenar as palavras, é seguir a estrutura lógico-gramatical que a escrita impõe. É verdade que a língua é oral e que é a língua, não a sua escrita, a exigir essa estrutura. Mas as infrações que passam despercebidas ou que se desculpam na oralidade tornam-se patentes e insuportáveis na escrita. Há quem fale, e até quem o faça publicamente na pele de político ou de personalidade, e não construa uma frase bem feita. Mas isso seria inaceitável na escrita.
A crise da escrita, a dificuldade de escrever um texto sentida pela maior parte das pessoas, incluindo os universitários, é sintoma de uma crise do pensamento, do pensamento ordenado.
(URBI ET ORBI – Jornal Online da UBI – Universidade da Beira Interior, , Covilhã, Portugal. 9 de julho de 2015. Disponível em: http://www.urbi.ubi.pt/060110/editorial.html)
Ao tratar da crise da escrita, Antônio Fidalgo ressalta que escrever é um exercício relacionado:
A CRISE DA ESCRITA
Por Antônio Fidalgo
Fala-se frequentemente em crise da leitura. Professores queixam-se de que os alunos não leem, livrarias encerram e bibliotecas tornam-se centros de convívio. A tiragem numa edição de livros é cada vez menor e a taxa de leitura de jornais diminui continuamente. A razão da crise reside sem dúvida no surgimento dos meios áudio e vídeo, rádio, televisão e telefone. Muito simplesmente as pessoas não leem porque preferem ver televisão ou porque preferem um filme a um livro.
Fala-se da crise da leitura, mas essa é acompanhada da crise da escrita. Antigamente as pessoas eram obrigadas a escrever de vez em quando, ao menos uma carta. Isso era, porém, quando não havia telefones ou as chamadas eram muito caras. Hoje a comunicação tornou-se instantânea e a bem dizer ubíqua com os telemóveis, liquidando a comunicação postal. É verdade que o correio eletrônico e os serviços de mensagens instantâneas pela Internet promoveram na última década a escrita, mas os avanços nesta área, permitindo serviços gratuitos de voz e transmissão de vídeo, estão por sua vez a diminuir o uso da escrita.
Não obstante a taxa de analfabetismo ter descido extraordinariamente nas últimas décadas, e o nível de educação ter aumentado significativamente, continua a verificar-se uma pobreza tremenda quanto à capacidade de escrita. Pegar no telefone e fazer uma chamada é algo que qualquer pessoa faz com a maior naturalidade e sem esforço, mas redigir um pequeno texto, por mais curto que seja, é uma dificuldade que a maior parte rejeita.
Podemos imaginar uma sociedade em que desapareça a comunicação escrita, em que toda a comunicação seja feita oral e visualmente, por telefones e videofones, e em que as mensagens sejam gravadas, ouvidas ou vistas a qualquer altura. Mas o que convém lembrar é que a escrita é a forma disciplinada do pensar. O que torna a escrita difícil não é o desenhar as letras, é o ordenar as palavras, é seguir a estrutura lógico-gramatical que a escrita impõe. É verdade que a língua é oral e que é a língua, não a sua escrita, a exigir essa estrutura. Mas as infrações que passam despercebidas ou que se desculpam na oralidade tornam-se patentes e insuportáveis na escrita. Há quem fale, e até quem o faça publicamente na pele de político ou de personalidade, e não construa uma frase bem feita. Mas isso seria inaceitável na escrita.
A crise da escrita, a dificuldade de escrever um texto sentida pela maior parte das pessoas, incluindo os universitários, é sintoma de uma crise do pensamento, do pensamento ordenado.
(URBI ET ORBI – Jornal Online da UBI – Universidade da Beira Interior, , Covilhã, Portugal. 9 de julho de 2015. Disponível em: http://www.urbi.ubi.pt/060110/editorial.html)
Questão 8387907
AUTORAIS POR 9AF 008 ENU006 2019Cidade Partida
Cidade Negra
Na cidade todo mundo fala
A violência é uma roleta russa
Não escolhe a vítima
Em toda parte é igual
Na hora errada, em qualquer lugar
O mundo é um quintal
Sou artista, sou pobre, sou negro, sou pai
Sou patrão, operário, criança
sou vítima da cidade partida
Eu não vou ficar a esperar a minha vez
Eu quero andar pelas ruas livre
Tenho direito à justiça, liberdade, proteção
Não quero mais, amor
Viver exilado, sem consciência
Meu coração é de paz
Mas não aguenta mais violência
Basta, minha palavra diz basta
Meu corpo inteiro diz não
Não há lugar para mais violência
Basta, quanto silêncio, esse frio
O sangue mancha a encosta verde do Rio
As cidades tratam de suas misérias
Como quem trata uma praga
Que não para de crescer
Enquanto os ricos
Não olharem para ela
Será sempre uma panela
Que a pressão faz explodir
Disponível em: www.letras.mus.br/cidade-negra/518633/.
Vocabulário
roleta russa: jogo perigoso com uso de armar de fogo
exilado: expulso de sua pátria
O segundo verso do texto apresenta uma metáfora para caracterizar a violência. O sentido dessa metáfora é mostrar que, como uma roleta russa, a violência:Questão 8387904
AUTORAIS POR 9AF 008 ENU006 2019A crise do futebol brasileiro
Quando Getúlio Vargas idealizou a Copa de , a ideia era mostrar ao mundo pós-guerra a força da nova potência mundial chamada Brasil. Não deu certo. A seleção perdeu, o Brasil não era tudo aquilo que se achava, e tudo continuou na mesma.
Em , quando Lula idealizou a Copa de , a ideia era mostrar ao mundo em crise a força da nova potência mundial chamada Brasil. Não deu certo. A seleção perdeu, o Brasil não era tudo aquilo que se achava, e tudo continuou na mesma.
Esqueça os a . O futebol brasileiro está em crise desde . Isso porque foi mais ou menos nessa época que assumimos para nós mesmos que somos o país do futebol. A pátria de chuteiras. E, como nunca conseguimos de fato satisfazer essa expectativa, entramos em crise.
Os problemas que são atribuídos ao futebol de hoje pouco variam dos problemas que começaram a ser atribuídos a ele a partir da metade do século passado: dificuldade em segurar jogadores no país, dificuldade de pagar salário, dificuldade na manutenção dos estádios, dificuldade em conter a violência, dificuldade, dificuldade, dificuldade.
A estabilidade dessas dificuldades impressiona. Elas são tão estáveis ao longo do tempo que talvez não devessem nem ser mais conhecidas como dificuldades, mas sim como características.
Somos, por exemplo, um país que não vai a jogos de futebol tanto assim. Nos grandes jogos, nos decisivos, claro que vamos. Nesses todo mundo quer ir. Mas nos pequenos, onde a força da relação do torcedor com o clube é realmente colocada à prova, nem tanto. Assim como as dificuldades, a média de público do Campeonato Brasileiro também é surpreendentemente estável. Desde o seu começo, flertamos com as mil pessoas por jogo. Às vezes um pouco mais, às vezes um pouco menos. Mas sempre por aí. A média de a " . A média nos últimos 10 anos" . A média em até o momento? .
Isso em si já derruba muitos dos argumentos da decadência do futebol brasileiro, tão alardeados após o a . Afinal, se os estádios não eram mais cheios antigamente, isso quer dizer que os estádios vazios não são um sinal de crise. Se em quase anos a média é de mil pessoas, por que acreditar que todo estádio novo tem que ser para mil pessoas" E o que leva a acreditar que um estádio com capacidade vezes maior que a demanda histórica se paga" Obviamente, os estádios estão vazios e abandonados. Mas isso não é crise. É viver uma ilusão irracional. Um sonho inalcançável. Estádios vazios reduzem a demanda e geram maiores custos de manutenção, reduzindo significativamente a capacidade dos proprietários em manter outros compromissos. E ainda que as receitas dos clubes tenham crescido significativamente nas últimas décadas, elas não conseguem acompanhar a bola de neve de pendências financeiras acumuladas desde o dia em que alguém nos cunhou com o terrível fardo de acharmos que somos o país do futebol. Gastamos mais do que podemos porque achamos que podemos muito. Assim, os estádios ficam às moscas, os salários dos jogadores – com valores tão irreais quanto a capacidade das arenas – invariavelmente atrasam e o número de processos trabalhistas inevitavelmente cresce. A bola de neve só aumenta.
A solução para desenvolver o futebol brasileiro não é simples. Nem rápida. Mas existe. Passa pela necessidade de um choque coletivo de realidade que se propague pelo governo, clubes, federações, associações e atletas. Todos necessitam compreender o seu verdadeiro posicionamento dentro da indústria e o papel que precisam desempenhar para que o futebol brasileiro se torne, pela primeira vez, uma operação minimamente viável e possa crescer ao invés de ficar parado no tempo.
Enquanto não aceitarmos que o que vivemos não é uma fase ruim, mas sim que o nosso futebol é um mercado de somente mil pessoas por jogo e não essa ilusão megalomaníaca que um dia inventamos, ou inventaram, para nós mesmos, jamais sairemos do lugar. Continuaremos a acreditar que estamos passando por uma surpreendentemente estável crise, mas que no fundo é apenas a nossa verdadeira pequena e limitada realidade.
Dos excertos do texto que se seguem, assinale o segmento destacado que apresenta um exemplo da linguagem denotativa:*Oliver Seitz é PhD em Indústria do Futebol pela Universidade de Liverpool e Professor da University College of Football Business de Londres. (BLOG DO JUCA KFOURI. 7 de julho de 2015)
Disponível em: http://blogdojuca.uol.com.br/2015/07/a-crise-do-fubebol-brasileiro/.
Questão 8387897
AUTORAIS POR 9AF 008 ENU006 20191964, PASSADO E PRESENTE
Mundo, maio/2014
O golpe de 1964, que completou meio século, é passado e presente simultaneamente.
Passado: o golpe se inscreve na geopolítica da Guerra Fria. Não é possível entender a tomada do poder pelos militares fora do contexto internacional aberto pela Revolução Cubana. Depois do triunfo de Fidel Castro e Che Guevara, os Estados Unidos estimularam a implantação de “ditaduras de segurança nacional” na América Latina. O regime militar brasileiro faz parte desse ciclo.
Presente: a ditadura terminou há mais de um quarto de século, mas algumas de suas obras políticas ainda permanecem entre nós. São leis e instituições que, conservadas numa democracia imperfeita, contaminam até hoje a vida pública brasileira.
Os dois últimos parágrafos do texto se estruturam do seguinte modo:
06
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