Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 10 10180783
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
Na expressão “... até a expulsão no momento do parto...” (linha 11)
Questão 6 10180766
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
A palavra “liberdade” (linha 15), se flexionada no plural, muda de sentido, isto é, passa a significar “atrevimento”.
O mesmo acontece com o par de palavras:
Questão 64 10174993
IFSertãoPE 2010O Brasil é um incinerador de cérebros
Cristóvam Buarque *
1 É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os livros e matar todos os estudiosos do seu império.
2 Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.
3 Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao povo.
4 Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos ede que cientistas e intelectuais floresçam.
5 Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimam- se todos os livros que poderia escrever.
6 O Brasil é um crematório de cérebros. Ao
nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído pela educação. No Brasil, treze por cento dos adultos são analfabetos; apenas trinta e cinco por cento concluem o ensino médio; destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto, oitenta e dois por cento ficam impedidos de escrever e todos os livros que escreveriam são queimados antes de escritos. Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligências.
7 As consequências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na produção de conhecimento.
8 O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego, desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos e separado das nações desenvolvidas.
9 Durante anos, falou-se no decolar da economia.
11 Ensino Técnico Concomitante ou Subsequente e Técnico Integrado ao Ensino Médio Achava-se que para um país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões deixados para trás.
10 Ou o Brasil se educa ou fracassa: ou educamos todos ou não teremos futuro e a desigualdade continuará. Se a universidade é a fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade.
11 Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro operações.
12 Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação realmente universal e de qualidade para todos.
*Adaptado de um texto de sua autoria.
No parágrafo 02 , no trecho “Em Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.”
A expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por
Questão 63 10174988
IFSertãoPE 2010Considere as palavras das seguintes colunas:
COLUNA A
Laran__inha.
Ma__estoso.
Gor__eio.
Ob__eto.
COLUNA B
Con__estão.
Larin__e.
__inete.
Afli__ido.
Para preencher corretamente as lacunas, deve-se usar
Questão 60 10174977
IFSertãoPE 2010Considere as seguintes frases:
I. A testemunha do assalto identificou o bandido.
II. A mãe carregava a criança no colo.
III. A vítima queixava-se de fortes dores na cabeça.
Não está claro se o substantivo destacado se refere a homem ou mulher
Questão 13 169983
IFMT 2010/2TEXTO 3

(REVISTA VEJA. São Paulo: Abril, a. 43, p, p. 61, 9 jun. 2010.)
Leia o enunciado abaixo e analise as afirmativas.
Na compra de um berloque da coleção Brasil 2010, você ganha um diamante, se o Brasil for campeão.
I. Todos os torcedores brasileiros que comprarem um berloque da coleção Brasil 2010 ganharão um diamante.
II. Se o Brasil for campeão na Copa do Mundo de 2010, todos os torcedores ganharão um diamante.
III. Há duas condições para o interlocutor ganhar um diamante: se o Brasil for campeão na Copa do Mundo de 2010 e se comprar uma das joias da coleção anunciada.
IV. O elemento “se” apresenta incerteza quanto ao fato de o Brasil se tornar o campeão na Copa do Mundo de 2010.
Está correto o que se afirma em:
06
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