Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 16 10739470
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
Jubileu de ouro
Aluno Brito
Cinquenta anos é muito tempo para a vida
humana, mas um simples grão na ciranda universal. Por
meio século, corações, aço, nervos, músculos bradaram e
lutaram pela vitória, choraram e suaram para construir a
[5] EPCAR de hoje. Cada tijolo desta Escola presenciou
momentos intensos, cada grão seu foi esmagado pela mão
na posição da flexão, toda poeira sua já foi aos céus e
voltou com os passos firmes batidos em seu chão. E ela
nunca reclamou, nunca disse “não”! Nunca nos negou olhar
[10] para este céu maravilhoso, nunca nos impediu de sonhar, e
sonhou conosco, e viveu conosco.
Em certo tempo, o homem tentou atrofiar essa
máquina de honras, acabar com esse ninho de guerreiros.
Ora, mas não se pode parar algo que se locomove nas asas
[15] do ideal! E que foi percorrida pelos fantasmas dos alunos
que já a povoaram um dia e, assim, permaneceu viva.
Aqueles que por aqui passaram, deixaram de si um
pouco, todos que tiveram suas vidas transformadas,
mesmo os que não conseguiram, juntaram-se à sua
[20] estrutura, para sempre. Em cada fresta sua, respira-se uma
lembrança, por suas portas passaram grandes líderes,
futuros e passados líderes, e, como um pai, viu-nos crescer
para partir, na esperança de um dia voltarmos.
Aqui, cresci e aprendi. Para sempre a recordarei,
[25] lembranças suas estarão sempre em minha mente. Fui
marcado pelo poder e aqui alimentei meu desejo de ares,
minha fome de suprema liberdade. E quando, sobre o chão
de nuvens, estiver ligado à máquina do meu ideal, meu
coração baterá firme, e me lembrarei da turma com a qual
[30] vivi, chorei e cresci!
Para sempre EPCAR!
In: Senta a Pua! Turma “Tudo Av.”, Barbacena, Dez 99.
Sobre o Texto, só NÃO é possível afirmar que
Questão 13 10739463
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
Jubileu de ouro
Aluno Brito
Cinquenta anos é muito tempo para a vida
humana, mas um simples grão na ciranda universal. Por
meio século, corações, aço, nervos, músculos bradaram e
lutaram pela vitória, choraram e suaram para construir a
[5] EPCAR de hoje. Cada tijolo desta Escola presenciou
momentos intensos, cada grão seu foi esmagado pela mão
na posição da flexão, toda poeira sua já foi aos céus e
voltou com os passos firmes batidos em seu chão. E ela
nunca reclamou, nunca disse “não”! Nunca nos negou olhar
[10] para este céu maravilhoso, nunca nos impediu de sonhar, e
sonhou conosco, e viveu conosco.
Em certo tempo, o homem tentou atrofiar essa
máquina de honras, acabar com esse ninho de guerreiros.
Ora, mas não se pode parar algo que se locomove nas asas
[15] do ideal! E que foi percorrida pelos fantasmas dos alunos
que já a povoaram um dia e, assim, permaneceu viva.
Aqueles que por aqui passaram, deixaram de si um
pouco, todos que tiveram suas vidas transformadas,
mesmo os que não conseguiram, juntaram-se à sua
[20] estrutura, para sempre. Em cada fresta sua, respira-se uma
lembrança, por suas portas passaram grandes líderes,
futuros e passados líderes, e, como um pai, viu-nos crescer
para partir, na esperança de um dia voltarmos.
Aqui, cresci e aprendi. Para sempre a recordarei,
[25] lembranças suas estarão sempre em minha mente. Fui
marcado pelo poder e aqui alimentei meu desejo de ares,
minha fome de suprema liberdade. E quando, sobre o chão
de nuvens, estiver ligado à máquina do meu ideal, meu
coração baterá firme, e me lembrarei da turma com a qual
[30] vivi, chorei e cresci!
Para sempre EPCAR!
In: Senta a Pua! Turma “Tudo Av.”, Barbacena, Dez 99.
Assinale a alternativa correta.
Questão 12 10737001
CMBH 6° Ano - Português 2010TEXTO
ÍCARO
Dédalo construiu o labirinto para Minos, mas, depois, caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em
uma torre. Conseguiu fugir da prisão, mas não podia sair da ilha por mar, pois o rei mantinha severa
vigilância sobre todos os barcos que partiam e não permitia que nenhuma embarcação zarpasse antes de
ser rigorosamente revistada.
[5] “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar” - disse Dédalo. “Tentarei esse caminho.”
Pôs-se, então, a fabricar asas para ele próprio e para seu jovem filho, Ícaro. Uniu as penas, começando
das menores e acrescentado as maiores, de modo a formar uma superfície crescente. Prendeu as penas
maiores com fios e as menores com cera e deu ao conjunto uma curvatura delicada, como as asas das aves.
O menino Ícaro, de pé, ao seu lado, contemplava o trabalho, ora correndo para ir apanhar as penas que o
[10] vento levava, ora modelando a cera com os dedos e prejudicando, com seus folguedos, o trabalho do pai.
Quando, afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas, viu-se flutuando e equilibrando-se no
ar. Em seguida, equipou o filho da mesma maneira e ensinou-o a voar, como a ave ensina ao filhote,
lançando-o ao ar, do elevado ninho.
- Ícaro, meu filho – disse, quando tudo ficou pronto para o voo - , recomendo-te que voes a uma altura
[15] moderada, pois, se voares muito baixo, a umidade emperrará tuas asas e, se voares muito alto, o calor as
derreterá. Conserva-te perto de mim e estarás em segurança.
Enquanto dava essas instruções e ajustava as asas aos ombros do filho, Dédalo tinha o rosto coberto de
lágrimas e suas mãos tremiam. Beijou o menino, sem saber que era pela última vez, depois, elevando-se
em suas asas, voou, encorajando o filho a fazer o mesmo e olhando para trás, a fim de ver como o menino
[20] manejava as asas. Ao ver os dois voarem, o lavrador parava o trabalho para contemplá-los e o pastor
apoiava-se no cajado, voltando os olhos para o ar, atônitos ante o que viam, e julgando que eram deuses
aqueles que conseguiam cortar o ar de tal modo.
Os dois haviam deixado Samos e Delos à esquerda e Lebintos à direita, quando o rapazinho, exultante
com o voo, começou a abandonar a direção do companheiro e a elevar-se para alcançar o céu. A
[25] proximidade do ardente sol amoleceu a cera que prendia as penas e estas desprenderam-se. O jovem
agitava os braços, mas já não havia penas para sustentá-lo no ar. Lançando gritos dirigidos ao pai,
mergulhou nas águas azuis do mar que, de então para diante, recebeu o seu nome.
- Ícaro, Ícaro, onde estás? - gritou o pai.
Afinal, viu as penas flutuando na água e, amargamente, lamentando a própria arte, enterrou o corpo e
[30] denominou a região Icária, em memória ao filho. Dédalo chegou são e salvo à Sicília, onde ergueu um
templo a Apolo, lá depositando as asas, que ofereceu ao deus.
(Thomas Bulfinch. O livro de ouro da mitologia, Rio, Ed. Tecnoprint, 1965, p. 174-6)
De acordo com a leitura do texto, qual trecho entre aspas corresponde ao substantivo indicado em negrito?
Questão 7 10736992
CMBH 6° Ano - Português 2010Está correta a separação silábica em:
Questão 4 10736988
CMBH 6° Ano - Português 2010TEXTO
A FÊNIX
Uma vida muito longa. Depois a morte para gerar outra vida.
A maior parte dos seres nasce de outros indivíduos, mas há uma certa espécie que se reproduz sozinha.
Os assírios chamam-na de fênix. Não vive de frutos ou flores, mas de incenso e raízes odoríferas. Depois
de ter vivido quinhentos anos, faz um ninho nos ramos de um carvalho ou no alto de uma palmeira. Nele,
ajunta cinamono, nardo e mirra, e com essas essências constrói uma pira sobre a qual se coloca e morre
[5] exalando o último suspiro entre os aromas. Do corpo da ave, surge uma jovem fênix, destinada a viver
tanto quanto a sua antecessora. Depois de crescer e adquirir forças suficientes, ela tira da árvore o ninho
(seu próprio berço e sepulcro do pai) e o leva para a cidade de Heliópolis, no Egito, depositando-o no
templo do “Sol”.
(Thomas Bulfinch. O livro de ouro da mitologia, Rio, Ed. Tecnoprint, 1965, p. 320.)
Glossário:
Assírios: 1. s.m. Natural da Assíria.
Cinamono: 1. s. m. Caneleira. 2. Arbusto de flores aromáticas, da cor da canela
Nardo: 1. Bot.Planta valerianácea cuja flor é muito aromática.
Mirra: 1. s.m. árvore espinhosa, de folhas caducas, que pode atingir 5 metros de altura, com flores vermelho-amarelo, e frutos pontiagudos.
“(...) Depois de crescer e adquirir forças... (...)” (linha 6).
No trecho destacado, pode-se encontrar:
Questão 6 10722815
COTIL 1° Ano 2010Texto para a questão.
O homem: as viagens
Carlos Drummond de Andrade
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto – é isto?
idem
idem
idem
A figura de linguagem presente no verso lugar de muita miséria e pouca diversão também aparece em:
06
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