Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 2 169868
IFMT 2012/1Texto 1
A charge é um gênero textual, cujo objetivo é fazer uma crítica político-social a determinadas situações cotidianas, através do humor e da sátira. Para entendê-lo, basta estar bem informado sobre a realidade atual. Leia a charge abaixo:

(Disponivel em: http://www.chargeonline.com.br/ Acesso em: 14 set. 2011
A resposta à fala da primeira personagem é iniciada pela conjunção adversativa “mas”, que demonstra:
Questão 11 169837
IFMT 2012/2
(Disponível em: http//repensarampliar blogspot.com.br/2011/08/charqe-da-mafalda-tabalhando-questao-do.htmb. Acesso em: 5 mai. 2012.)
Sobre o trecho “Mas parece que se você passa desodorante, depois come salsichas e aí compra uma máquina de lavar roupas, só não é feliz se for muito idiota”, analise as afirmativas no que se refere aos aspectos gramaticais e assinale a alternativa incorreta.
Questão 5 169831
IFMT 2012/2Texto 1
CONSUMISTAS
Ivan Ângelo
[1] De quantas calças jeans você precisa? Eu tenho três: uma índigo tradicional, que tem uns seis anos; uma bem
mais antiga, de um azul desbotado pelo tempo, aguado, já puída, que faz o papel de vigilante do peso, pois é
do tempo em que minha cintura se comportava melhor; e uma branca, a mais nova, de uns cinco anos, que
entrou no lugar de outra igualzinha que se rasgou no joelho. São suficientes para as situações e combinações,
[5] mas surpreendo-me com uma mulher, na página de moda de um grande jornal, contando vantagem: diz que
tem trinta e tantas calças jeans, e sempre acha que precisa de mais uma, quando a vê na loja. Algum detalhe
torna a nova calça "necessária"; ela "precisa" daquele jeans.
Você realmente precisa de doze pares de óculos escuros? Já não é adequado dizer "óculos de sol", porque é
moda usá-los dentro de shoppings e até em discotecas, na maior escuridão. Eles se tornaram algo mais do que
[10] óculos: são máscaras, aquela coisa que o Spirit dos quadrinhos botava nos olhos ou que o Fantasma botava
para virar outra pessoa. Eles fazem a mágica da troca de personalidade.
De quantos celulares você precisa? Apareceu no jornal uma mulher que tem dúzias. Para quê, não fiquei
sabendo, bastou-me olhar a foto da tonta com aquele mostruário de celulares, aquele despropósito. O apelo do
modelo novo é irresistível para esse tipo de gente, que não suporta a ideia de estar "desatualizada" e só se
[15] considera "in", incluída, quando possui aquela coisa que acaba de ser lançada.
De quantas camisetas você precisa? Bom, o número de camisetas que as pessoas têm é incontrolável. Nem
sempre é a gente que compra. Elas viraram "o" presente. São fáceis de achar, têm uso, têm graça. A gente
nem compra camisetas, ganha.
E tênis, de quantos você precisa? Tenho uma amiga, nem é tão jovem, que tem dezoito pares. Minha filha
[20] chegou a ter uns doze. E ela tem uma amiga que possui 27. Não consigo entender o porquê ou o para quê. Só
quem tem é que sabe as razões.
Brincos. É comum as mulheres terem trinta, quarenta, sessenta pares de brincos. Vão comprando e
acumulando ao longo da vida, vão ganhando. Não conseguem passar por uma bijuteria ou joalheria sem provar
diante do espelho um pequeno penduricalho nas orelhas. E compram, não resistem a três provadas.
[25] Carros! Você precisa de mais do que um carro? Há pessoas que têm três, quatro. Como se houvesse grande
diferença entre usar um e outro como condução. Para viajar, sim, o tipo faz diferença, e nesse caso poderiam
comprar um para as duas funções. Preferem ostentar.
Imelda Marcos gostava de sapatos, tinha 3.000, comprados com o suor do povo filipino. Já vi foto de uma perua
brasileira exibindo sua coleção de mais de duas centenas de calçados. E trinta bolsas de grife. De quantas
[30] bolsas você precisa?
É comum o consumista não conseguir escolher entre uma coisa e outra – porque escolher uma seria perder a
outra – e para pôr fim à angústia leva as duas. Na infância dos consumistas, faltaram ou falharam a orientação
na compra e o apoio à decisão tomada. Frustrações da infância pedem compensações quando o dinheiro
permite. Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de
[35] Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu.
Coleções não são a mesma coisa. Você coleciona bolinhas de gude, palitos de picolé, caixas de fósforos, lápis,
figurinhas, rodelas de chope, rolhas, enfim, coisas que não valem nada, e coleciona coisas que chegam a valer
muito, como selos. Não têm utilização prática. É diferente do consumo, de acumular bens de uso porque não
consegue se controlar.
[40] É diferente também de juntar raridades. Um apresentador de televisão tinha dezenas de relógios de pulso
raros, antigos. É diferente, dizia, de ter um monte de relógios mais caros do que raros, de fabricação e uso
atuais. De quantos relógios você precisa?
(Disponível em: . Acesso em: 5 mai. 2012.)
Índigo: Matéria corante azul. Cor azul. Anil.
Em "Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu” (linhas 34-35), a conjunção sublinhada estabelece relação:
Questão 3 169829
IFMT 2012/2Texto 1
CONSUMISTAS
Ivan Ângelo
[1] De quantas calças jeans você precisa? Eu tenho três: uma índigo tradicional, que tem uns seis anos; uma bem
mais antiga, de um azul desbotado pelo tempo, aguado, já puída, que faz o papel de vigilante do peso, pois é
do tempo em que minha cintura se comportava melhor; e uma branca, a mais nova, de uns cinco anos, que
entrou no lugar de outra igualzinha que se rasgou no joelho. São suficientes para as situações e combinações,
[5] mas surpreendo-me com uma mulher, na página de moda de um grande jornal, contando vantagem: diz que
tem trinta e tantas calças jeans, e sempre acha que precisa de mais uma, quando a vê na loja. Algum detalhe
torna a nova calça "necessária"; ela "precisa" daquele jeans.
Você realmente precisa de doze pares de óculos escuros? Já não é adequado dizer "óculos de sol", porque é
moda usá-los dentro de shoppings e até em discotecas, na maior escuridão. Eles se tornaram algo mais do que
[10] óculos: são máscaras, aquela coisa que o Spirit dos quadrinhos botava nos olhos ou que o Fantasma botava
para virar outra pessoa. Eles fazem a mágica da troca de personalidade.
De quantos celulares você precisa? Apareceu no jornal uma mulher que tem dúzias. Para quê, não fiquei
sabendo, bastou-me olhar a foto da tonta com aquele mostruário de celulares, aquele despropósito. O apelo do
modelo novo é irresistível para esse tipo de gente, que não suporta a ideia de estar "desatualizada" e só se
[15] considera "in", incluída, quando possui aquela coisa que acaba de ser lançada.
De quantas camisetas você precisa? Bom, o número de camisetas que as pessoas têm é incontrolável. Nem
sempre é a gente que compra. Elas viraram "o" presente. São fáceis de achar, têm uso, têm graça. A gente
nem compra camisetas, ganha.
E tênis, de quantos você precisa? Tenho uma amiga, nem é tão jovem, que tem dezoito pares. Minha filha
[20] chegou a ter uns doze. E ela tem uma amiga que possui 27. Não consigo entender o porquê ou o para quê. Só
quem tem é que sabe as razões.
Brincos. É comum as mulheres terem trinta, quarenta, sessenta pares de brincos. Vão comprando e
acumulando ao longo da vida, vão ganhando. Não conseguem passar por uma bijuteria ou joalheria sem provar
diante do espelho um pequeno penduricalho nas orelhas. E compram, não resistem a três provadas.
[25] Carros! Você precisa de mais do que um carro? Há pessoas que têm três, quatro. Como se houvesse grande
diferença entre usar um e outro como condução. Para viajar, sim, o tipo faz diferença, e nesse caso poderiam
comprar um para as duas funções. Preferem ostentar.
Imelda Marcos gostava de sapatos, tinha 3.000, comprados com o suor do povo filipino. Já vi foto de uma perua
brasileira exibindo sua coleção de mais de duas centenas de calçados. E trinta bolsas de grife. De quantas
[30] bolsas você precisa?
É comum o consumista não conseguir escolher entre uma coisa e outra – porque escolher uma seria perder a
outra – e para pôr fim à angústia leva as duas. Na infância dos consumistas, faltaram ou falharam a orientação
na compra e o apoio à decisão tomada. Frustrações da infância pedem compensações quando o dinheiro
permite. Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de
[35] Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu.
Coleções não são a mesma coisa. Você coleciona bolinhas de gude, palitos de picolé, caixas de fósforos, lápis,
figurinhas, rodelas de chope, rolhas, enfim, coisas que não valem nada, e coleciona coisas que chegam a valer
muito, como selos. Não têm utilização prática. É diferente do consumo, de acumular bens de uso porque não
consegue se controlar.
[40] É diferente também de juntar raridades. Um apresentador de televisão tinha dezenas de relógios de pulso
raros, antigos. É diferente, dizia, de ter um monte de relógios mais caros do que raros, de fabricação e uso
atuais. De quantos relógios você precisa?
(Disponível em: . Acesso em: 5 mai. 2012.)
Índigo: Matéria corante azul. Cor azul. Anil.
"Para quê, não fiquei sabendo, bastou-me olhar a foto da tonta [...]” (linha 13).
Em relação ao verbo bastar, no fragmento acima, marque a alternativa correta.
Questão 14 168044
IFMA 2012A questão refere-se ao texto.
TEXTO
Os pais costumam comentar que seus filhos adolescentes parecem movidos a internet. São horas e horas dedicadas aos programas de mensagens, às redes sociais, aos games e a tudo o mais que passa pela rede e desperta o interesse da garotada. No ambiente doméstico, a rede mundial parece território dos jovens. A novidade é que essa impressão é falsa. Estatísticas indicam que o perfil demográfico da internet se modificou. Os adultos, inclusive aqueles com idade próxima à aposentadoria, já rivalizam com os jovens na quantidade de horas passadas na internet (...).
(Revista Veja, abril de 2011, nº2218, p.113)
A regência do termo ”às redes sociais”, segundo a norma culta da Língua Portuguesa, é justificada porque:
Questão 16 166966
IFRN 2012TEXTO
Ler devia ser proibido... Comece a ler HOJE
LER PODE TORNAR O HOMEM PERIGOSAMENTE HUMANO
"[...] A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.”
Muito interessante essa leitura, né? Pois é! Nesse trecho, está escrita a mais pura verdade, pois a leitura liberta da alienação da ideologia imposta pelo sistema, então, podemos chegar à conclusão de que ler é realmente perigoso, mas muito mais perigosa é a alienação de quem sequer sabe ler, e bem pior é quem sabe ler, mas não sabe o poder que as palavras têm não sabendo interpretá-las.
Beeeijos e até mais!!!
Blog de Sheizy Andrade. Disponível em <http://sheizyandrade.blogspot.com/2010_04_01_archive.html>. Acesso em 18 out. de 2011.
Considere o seguinte trecho do Texto para responder à questão.
“A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. [...] Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação”.
O pronome “la”, em destaque no trecho, refere-se
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