Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 9 381893
IFSC 2015/2Texto
A mais grácil criatura
Adão vivia nu e feliz no jardim do Éden. Um dia, Adão sentiu-se muito macambúzio e sorumbático e não sabia por quê. Inopinadamente a moedinha caiu – Plink! Adão notou que cada bichinho tinha o par de cada bichinho: o jacaré tinha a jacaroa; o veado tinha a veada; o antílope tinha a antílopa e assim por diante, mas Adão não tinha a companheira de Adão. Adão decidiu, portanto, pedir a Deus que confeccionasse uma companheira para Adão.
- Ó Deus! Por que Adão não tem uma companheira para Adão?
Deus disse tonitruantemente como é do estilo de Deus:
- Farei para Adão, ó Adão, a mais bela, a mais grácil, a mais desejável criatura cujos delicados pezinhos já pisaram a relva macia. Mas a confecção da criatura custará a Adão um olho, um braço e uma perna!
Ao que Adão respondeu:
- Ah, pega leve, Deus. Vê aí o que dá pra fazer com uma costela.

Disponível em: www.fotolog.com/virtus/1516903. Acesso em: 10 mar. 2015.
Pela leitura, você deve ter percebido que o texto não está escrito de acordo com a norma culta da língua, dando a impressão de que quem o escreveu o fez propositalmente.
Leia, analise as frases que seguem e indique com S os períodos simples e, com C, os períodos compostos.
I. ( )“Adão vivia nu e feliz no jardim do Éden.”
II. ( )“Um dia, Adão sentiu-se muito macambúzio e sorumbático e não sabia por quê.”
III. ( )“Por que Adão não tem uma companheira para Adão?”
IV. ( )“Deus disse tonitruantemente como é do estilo de Deus.”
V. ( )“Vê aí o que dá pra fazer com uma costela...”
Assinale a alternativa CORRETA que contempla a sequência dos períodos I a V, respectivamente.
Questão 13 171709
SESC 2015BIODIESEL: POSSIBILIDADES e DESAFIOS
(versão editada do artigo publicado na revista Química Nova na Escola, nº 28, maio de 2008)
(...) As crises de petróleo incentivaram o desenvolvimento de processos de transformação de óleos e gorduras em derivados com propriedades físico-químicas mais próximas às dos combustíveis fósseis, visando à substituição total ou parcial destes. De fato, o desabastecimento de petróleo no mercado mundial durante a Segunda Guerra Mundial fez com que pesquisadores de diversos países procurassem por alternativas, surgindo, na Bélgica, a ideia de transesterificar óleos vegetais com etanol para produzir um biocombustível conhecido hoje como biodiesel (Suarez e Meneghetti, 2007).
(...) Com o final da Segunda Guerra Mundial e a normalização do mercado mundial de petróleo, o biodiesel e o bio-óleo foram temporariamente abandonados. A partir da década de 1970, com as sucessivas crises no mercado internacional do petróleo, o biodiesel retorna à cena como principal alternativa ao diesel. (...) No Brasil, entre os anos de 1970 e 1980, foram desenvolvidos programas para obtenção de combustíveis a partir de biomassa. Exemplo marcante é o Proálcool que procurava substituir o uso da gasolina por álcool combustível. Além do Proálcool, foi criado o Pró-óleo, com o intuito de substituir o diesel por derivados de triacilglicerídeos. No entanto, com a estabilização do preço do petróleo no mercado internacional em 1986, o Pró-óleo foi abandonado sem ter chegado ao mercado consumidor. Recentemente, o governo brasileiro retomou o programa de substituição de diesel por derivados de óleos vegetais, tendo autorizado o uso comercial do biodiesel por meio da Lei nº 11.097, de 13/01/2005, que dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira. (...) Além dos benefícios ambientais, a adoção de um programa de biodiesel apresenta importantes benefícios sociais, tais como a geração de emprego e renda, que pode ser proporcionada pela implementação de um programa de produção de biodiesel em comunidades agrícolas. A obtenção de óleo vegetal pode ser, como toda atividade agrícola, realizada de forma descentralizada, aumentando o número de empregos no campo.
(...) Deve-se destacar, contudo, que a abordagem desse tema requer também discussões em termos de repercussões ambientais, econômicas e sociais. Pensar no biodiesel como solução energética significa investir em pesquisas científicas e tecnológicas; discutir efeitos ambientais na produção agrícola; buscar modelos produtivos alternativos, que não só o da prejudicial monocultura; propiciar condições para que pequenos lavradores possam também participar do processo, não privilegiando somente a agroindústria; enfim, significa pensar em um modelo de desenvolvimento socialmente sustentável.
OLIVEIRA, Flavia C. C.; SUAREZ, Paulo A. Z.; SANTOS, Wildson L. P. Biodiesel: Possibilidade e Desafios. Química Nova na Escola. v. 28. p. 3-8, 2008. SUAREZ, Paulo A.Z.; MENEGHETTI, Simoni M.P. 70º aniversário do biodiesel em 2007: evolução histórica e situação atual no Brasil. Química Nova, v. 30, p. 2068-2071, 2007.
Observe o fragmento do 2º parágrafo: “Exemplo marcante é o Proálcool que procurava substituir o uso da gasolina por álcool combustível. Além do Proálcool, foi criado o Pró-óleo, com o intuito de substituir o diesel por derivados de triacilglicerídeos.”
O conectivo sublinhado expressa a relação de sentido que há entre as frases do trecho em questão. Marque a alternativa em que se indica esse sentido:
Questão 6 170920
ETEC 2015/2A estranha passageira
Stanislaw Ponte Preta
– O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo - e riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se foi a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e me fiz de educado respondendo que estava às suas ordens.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula: – Para que esse saquinho aí? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
– É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
– Uai... as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro? Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue* (...) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos por todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
– Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só pra ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janelinha para ver a paisagem) e gritou:
– Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
– Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: – Como nós estamos voando alto, moço.
Olha só ... o pessoal lá embaixo parece formiga.
Suspirei e lasquei:
– Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.
<http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/2013/08/a-estranha-passageira-estanislaw-ponte.html> Acesso em: 26.02.2015. Adaptado.
* azougue: indivíduo que expressa ligeireza; quem é muito rápido.
Leia os fragmentos para responder à questão.
– O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem.
– E ela acrescentou: – Como nós estamos voando alto, moço.
Esses trechos apresentam, respectivamente, os discursos
Questão 6 170065
Colégio Pedro II 2015Texto: História do humor
“O humor está presente na civilização desde as sociedades mais
primitivas — ele é uma capacidade que o ser humano tem de olhar a realidade
e ressignificá-la, tornando-a algo engraçado e conferindo-lhe olhar crítico. No
passado, ele era até uma forma de sobrevivência às adversidades e de união
[5] do grupo”, de acordo com o professor da Escola de Comunicações e Artes,
Ricardo Alexino Ferreira.
Alexino conta que, a partir dos anos 40, os humoristas passaram a
retratar frequentemente de forma pejorativa grupos minorizados da sociedade,
como negros, mulheres, idosos e deficientes. Segundo ele, os comediantes
[10] consideraram esse humor fácil, pois muitas vezes se limitava a imitar essas
pessoas. “Parte do humor se tornou sem repertório e um reforçador de
estereótipos, uma caricatura do ‘outro’”, diz.
(Fonte: http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2011/10/ quando-a-piada-perde-a-graca-e-viraofensa/ Acessado em 08/09/2015.)
Releia o seguinte trecho destacado do texto: “Segundo ele, os comediantes consideraram esse humor fácil, pois muitas vezes se limitava a imitar essas pessoas.” (linhas 9-11).
Assinale a alternativa que apresenta a forma correspondente da oração sublinhada na voz passiva.
Questão 15 169673
IFMT 2015/1Texto 3

(Fonte: http:/imersaolatina.blogspot.com.br/2011/01/nativos-digitais-geracao-z.html. Disponivel em http://asosiei. wordpress .com/2013/03/24/geracao-z-nativos-digitais/. Acesso em 22/06/2014).
O termo destacado em “Quando eu crescer, vou comprar uma máquina de tricô” (último quadrinho) estabelece o sentido de _________ na oração, identifica-se como uma _________e exerce a função de ____________. Marque a alternativa que completa corretamente as lacunas dessa afirmativa.
Questão 3 169661
IFMT 2015/1TEXTO 1
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai.
Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando
gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
[5] - Como é que liga? – perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
[10] - Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
[15] - Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
[20] O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova
do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado “Monster Ball”, em que times de
monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de “blip” eletrônico na tela ao mesmo tempo que
tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.
[25] O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como
antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse “legal” mas não deixou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou,
tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução
[30] fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Comédias para se ler na Escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001).
Em relação ao trecho “a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros”, marque a alternativa correta.
06
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