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Questão 9531430
EEAR EEAR 2020 2 FaseU Gerais 2020Insônia infeliz e feliz
Clarice Lispector
De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem" Quem sofre de insônia" E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala" Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler" Jamais. Escrever" Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora" E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir" Mas e o vício que nos espreita" Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
Clarice Lispector, no livro ”A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Leia: ”O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha”.
Essa sensação de posse deve-se ao fato de ela
Questão 8990113
ANA POR 9AF 008 ANA011 2020Leia o texto abaixo.
E.C.T.
Tava com um cara que carimba postais
Que por descuido abriu uma carta que voltou
Levou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim, não pro senhor.
Recebo crack, colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante, até cabelo cortado
Retrato de x pra batizado distante
Mas isso aqui meu senhor, é uma carta de amor
Levo o mundo e não vou lá
Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa, a vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta de amor
Dizendo “eu caso contente, papel passado, presente
Desembrulhado, vestido, eu volto logo me espera
Não brigue nunca comigo, eu quero ver nossos filhos
O professor me ensinou a fazer uma carta de amor”
Leve o mundo que eu vou já
Nando Reis, Marisa Monte, Carlinhos Brown
O verso “Tava com um cara que carimba postais” é um exemplo de linguagem
Questão 8945252
COTIL COTIL 2020 1 FaseU Gerais 2020A Lenda da Manioca (lenda dos índios Tupis)
A filha do cacique da tribo deu à luz uma linda indiazinha⁸. A tribo espantou-se:
— Como é branquinha esta criança!
E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua. Chamaram-na Mani. Mani era linda, silenciosa e quieta. Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.
— Vá brincar, Mani, dizia o pai.
— Coma um pouco mais, dizia a mãe.
Mas a menina continuava quieta, cheia de sonhos na cabecinha. Mani parecia esconder um mistério.
Uma bela manhã, não se levantou da rede. O pajé foi chamado. Deu ervas e bebidas à menina. Mas não atinava com o que tinha Mani. Toda a tribo andava triste. Mas, deitada em sua rede, Mani sorria, sem doença e sem dor.
E, sorrindo, Mani morreu. Os pais a enterraram dentro da própria oca. E regavam sua cova todos os dias, como era costume entre os índios Tupis. Regavam com lágrimas de saudade. Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.
— Que planta será esta? Perguntaram, admirados. Ninguém a conhecia.
— É melhor deixá-la crescer, resolveram os índios.
E continuaram a regar o brotinho mimoso. A planta desconhecida crescia depressa. Poucas luas se passaram e ela estava altinha, com um caule forte, que até fazia a terra se rachar em torno.
— A terra parece fendida, comentou a mãe de Mani.
— Vamos cavar?
E foi o que fizeram. Cavaram pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos meninos índios. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani. Da oca de terra de Mani surgia uma nova planta!
— Vamos chamá-la Mani-oca, resolveram os índios.
— E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!⁹
Assim fizeram!
Depois, fincando outros ramos no chão, fizeram a primeira plantação de mandioca. E até hoje entre os índios do Norte e Centro do Brasil é este um alimento muito importante. E, em todo o Brasil, quem não gosta da plantinha misteriosa que surgiu na casa de Mani?
Dentre as alternativas abaixo, escolha aquela que mais se aproximar do padrão formal da norma culta, considerando os aspectos gramaticais, semânticos e lexicais.Adaptado de macvirtual.usp.br/mac/templates/jogo/lenda.asp/ Acesso em: 10 out. 2019.
Questão 8945251
COTIL COTIL 2020 1 FaseU Gerais 2020A Lenda da Manioca (lenda dos índios Tupis)
A filha do cacique da tribo deu à luz uma linda indiazinha⁸. A tribo espantou-se:
— Como é branquinha esta criança!
E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua. Chamaram-na Mani. Mani era linda, silenciosa e quieta. Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.
— Vá brincar, Mani, dizia o pai.
— Coma um pouco mais, dizia a mãe.
Mas a menina continuava quieta, cheia de sonhos na cabecinha. Mani parecia esconder um mistério.
Uma bela manhã, não se levantou da rede. O pajé foi chamado. Deu ervas e bebidas à menina. Mas não atinava com o que tinha Mani. Toda a tribo andava triste. Mas, deitada em sua rede, Mani sorria, sem doença e sem dor.
E, sorrindo, Mani morreu. Os pais a enterraram dentro da própria oca. E regavam sua cova todos os dias, como era costume entre os índios Tupis. Regavam com lágrimas de saudade. Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.
— Que planta será esta? Perguntaram, admirados. Ninguém a conhecia.
— É melhor deixá-la crescer, resolveram os índios.
E continuaram a regar o brotinho mimoso. A planta desconhecida crescia depressa. Poucas luas se passaram e ela estava altinha, com um caule forte, que até fazia a terra se rachar em torno.
— A terra parece fendida, comentou a mãe de Mani.
— Vamos cavar?
E foi o que fizeram. Cavaram pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos meninos índios. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani. Da oca de terra de Mani surgia uma nova planta!
— Vamos chamá-la Mani-oca, resolveram os índios.
— E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!⁹
Assim fizeram!
Depois, fincando outros ramos no chão, fizeram a primeira plantação de mandioca. E até hoje entre os índios do Norte e Centro do Brasil é este um alimento muito importante. E, em todo o Brasil, quem não gosta da plantinha misteriosa que surgiu na casa de Mani?
Adaptado de macvirtual.usp.br/mac/templates/jogo/lenda.asp/ Acesso em: 10 out. 2019.
Considere o trecho:
“— E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!” (ref. 9)
Indique a alternativa que apresenta a melhor transformação da fala dos índios em discurso indireto, preservando-se o sentido original e fazendo-se a devida adequação gramatical.
Questão 8945250
COTIL COTIL 2020 1 FaseU Gerais 2020A Lenda da Manioca (lenda dos índios Tupis)
A filha do cacique da tribo deu à luz uma linda indiazinha⁸. A tribo espantou-se:
— Como é branquinha esta criança!
E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua. Chamaram-na Mani. Mani era linda, silenciosa e quieta. Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.
— Vá brincar, Mani, dizia o pai.
— Coma um pouco mais, dizia a mãe.
Mas a menina continuava quieta, cheia de sonhos na cabecinha. Mani parecia esconder um mistério.
Uma bela manhã, não se levantou da rede. O pajé foi chamado. Deu ervas e bebidas à menina. Mas não atinava com o que tinha Mani. Toda a tribo andava triste. Mas, deitada em sua rede, Mani sorria, sem doença e sem dor.
E, sorrindo, Mani morreu. Os pais a enterraram dentro da própria oca. E regavam sua cova todos os dias, como era costume entre os índios Tupis. Regavam com lágrimas de saudade. Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.
— Que planta será esta? Perguntaram, admirados. Ninguém a conhecia.
— É melhor deixá-la crescer, resolveram os índios.
E continuaram a regar o brotinho mimoso. A planta desconhecida crescia depressa. Poucas luas se passaram e ela estava altinha, com um caule forte, que até fazia a terra se rachar em torno.
— A terra parece fendida, comentou a mãe de Mani.
— Vamos cavar?
E foi o que fizeram. Cavaram pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos meninos índios. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani. Da oca de terra de Mani surgia uma nova planta!
— Vamos chamá-la Mani-oca, resolveram os índios.
— E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!⁹
Assim fizeram!
Depois, fincando outros ramos no chão, fizeram a primeira plantação de mandioca. E até hoje entre os índios do Norte e Centro do Brasil é este um alimento muito importante. E, em todo o Brasil, quem não gosta da plantinha misteriosa que surgiu na casa de Mani?
No primeiro parágrafo, lê-se: “A filha do cacique da tribo deu à luz uma linda indiazinha.” ref (). Sobre a ocorrência da crase, considere a afirmação correta quanto à expressão em destaque.Adaptado de macvirtual.usp.br/mac/templates/jogo/lenda.asp/ Acesso em: 10 out. 2019.
Questão 8945249
COTIL COTIL 2020 1 FaseU Gerais 2020A Lenda da Manioca (lenda dos índios Tupis)
A filha do cacique da tribo deu à luz uma linda indiazinha⁸. A tribo espantou-se:
— Como é branquinha esta criança!
E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua. Chamaram-na Mani. Mani era linda, silenciosa e quieta. Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.
— Vá brincar, Mani, dizia o pai.
— Coma um pouco mais, dizia a mãe.
Mas a menina continuava quieta, cheia de sonhos na cabecinha. Mani parecia esconder um mistério.
Uma bela manhã, não se levantou da rede. O pajé foi chamado. Deu ervas e bebidas à menina. Mas não atinava com o que tinha Mani. Toda a tribo andava triste. Mas, deitada em sua rede, Mani sorria, sem doença e sem dor.
E, sorrindo, Mani morreu. Os pais a enterraram dentro da própria oca. E regavam sua cova todos os dias, como era costume entre os índios Tupis. Regavam com lágrimas de saudade. Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.
— Que planta será esta? Perguntaram, admirados. Ninguém a conhecia.
— É melhor deixá-la crescer, resolveram os índios.
E continuaram a regar o brotinho mimoso. A planta desconhecida crescia depressa. Poucas luas se passaram e ela estava altinha, com um caule forte, que até fazia a terra se rachar em torno.
— A terra parece fendida, comentou a mãe de Mani.
— Vamos cavar?
E foi o que fizeram. Cavaram pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos meninos índios. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani. Da oca de terra de Mani surgia uma nova planta!
— Vamos chamá-la Mani-oca, resolveram os índios.
— E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!⁹
Assim fizeram!
Depois, fincando outros ramos no chão, fizeram a primeira plantação de mandioca. E até hoje entre os índios do Norte e Centro do Brasil é este um alimento muito importante. E, em todo o Brasil, quem não gosta da plantinha misteriosa que surgiu na casa de Mani?
Com base no título e após a leitura do texto, indique uma definição aceitável para o gênero lenda.Adaptado de macvirtual.usp.br/mac/templates/jogo/lenda.asp/ Acesso em: 10 out. 2019.
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