Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 2 169742
IFMT 2014/1TEXTO 3
SEM BARRA
José Paulo Paes
Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga!
(Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2013).
A Questão referem-se ao Texto 3.
Em “Enquanto a formiga [...]” (verso 1), o vocábulo sublinhado constrói dois sentidos possíveis de leitura: o primeiro, de duração; e o segundo, de oposição. Ele pertence à classe gramatical ______, e sugere que _____. Assinale a alternativa que completa corretamente as omissões na frase acima.
Questão 37 169736
IFMT 2014/2Dado o polinômio 5y3 – 4y2 + 10y – 8, analise as seguintes afirmações.
I. ( ) Esse polinômio é de grau 3.
II. ( ) 10 é o coeficiente de y.
III. ( ) O número de termos do polinômio é 4.
IV. ( ) (5y – 4) . (y2 + 2) é a forma fatorada do polinômio.
Assinale a sequência correta
Questão 4 169703
IFMT 2014/2TEXTO 1
A química do amor
"Os homens devem saber que do cérebro, e só do cérebro, derivam prazer, alegria, riso e divertimento, assim
como tristeza, pena, dor e medo". A frase foi dita por Hipócrates (460-377 a.C.) há milhares de anos, mas
continua certeira. Significa que aquele amor envolto em corações flutuantes, que foi incessantemente
idealizado por escritores, poetas e cineastas não é bem do jeito que eles pintam. Esqueça o cupido, a sorte ou
[5] mesmo a união sublime e inexplicável de almas. "Nada é tão ao acaso, nem tão romântico", diz Carmita Abdo,
psiquiatra coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de
São Paulo. O amor nada mais é do que o resultado de uma complexa cadeia de reações químicas do cérebro,
e existe com o intuito único de propagar a nossa espécie. Em outras palavras, amamos porque somos o
resultado de um processo evolutivo bem sucedido: ao entrarmos em uma relação estável, as chances de
[10] criarmos com sucesso nossos descendentes são muito maiores.
De acordo com a biologia evolutiva, o vínculo criado por casais apaixonados garante a segurança da espécie.
Focado na sua família, o homem gasta energia em mantê-la bem provida, oferecendo todas as oportunidades
para que seus filhos cresçam e perpetuem sua carga genética. Para unir o casal, o cérebro se inunda de amor
— no caso, há um aumento na liberação dos hormônios dopamina e norepinefrina. São eles que causam todas
[15] as sensações típicas da paixão, como insônia, frio na barriga e pensamento obsessivo na pessoa amada.
[…]
Ah, o amor — Embora a ciência consiga ainda explicar por que, afinal, os homens levam a fama de ser
mulherengos (eles são fábricas de espermatozoides que precisam ser espalhados), ela ainda não nos tirou o
gosto pelas incertezas do amor. Por mais que você saiba que o hormônio que corre no seu corpo e te faz sentir
[20] frio na barriga é a dopamina, você ainda vai, sim, curtir o primeiro beijo, o primeiro amor e sua primeira paixão.
E vai se emocionar com os filmes românticos de Hollywood, com as poesias de Vinícius de Moraes e as
músicas melosas de Adele. "A paixão pode ser desconfortável, uma situação de extremo êxtase. Mas quanto
mais descomunal, melhor. O ser humano vive buscando situações de risco, de perigo, que saiam do cotidiano e
da mesmice", diz Carmita Abdo.
(http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/a-quimica-do-amor)
“São eles que causam todas as sensações típicas da paixão, como insônia, frio na barriga e pensamento obsessivo na pessoa amada” (linhas 14 e 15).
No período acima, o pronome em destaque retoma, no texto:
Questão 9 169261
IFPE 2014TEXTO 2
RECEITA DE ACORDAR PALAVRAS
Palavras são como estrelas
facas ou flores
elas têm raízes pétalas espinhos
são lisas ásperas leves ou densas
para acordá-las basta um sopro
em sua alma
e como pássaros
vão encontrar seu caminho.
(MURRAY, Roseana. Receitas de olhar. São Paulo: FTD, 1997. p.10.)
No verso “para acordá-las basta um sopro”, o pronome sublinhado retoma o seguinte termo citado anteriormente:
Questão 6 169258
IFPE 2014TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
Leia o trecho do poema transcrito abaixo e julgue as afirmações a respeito das relações estabelecidas entre os termos da oração. “No Brasi de Cima anda / As trombeta em arto som [...] / Inquanto o Brasi de cima / Fala de transformação, / Industra, matéra-prima, / Descobertas e invenção, / No Brasi de Baxo isiste / O drama penoso e triste / Da negra necissidade;”
I. O substantivo “trombeta” (linha 1) exerce função de sujeito do verbo andar.
II. “transformação, Industra, matéra-prima” (linha 2) consiste em objeto indireto do verbo falar.
III. O trecho “Descobertas e invenção” (linha 2) exerce função de objeto direto do verbo falar.
IV. A conjunção “Inquanto” (linha 1) tem valor proporcional.
V. É correto afirmar que “No Brasi de Cima” (linha 1) exerce função adverbial.
Há informações corretas apenas nos itens:
Questão 5 169257
IFPE 2014TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
No que diz respeito às conjunções coordenativas grifadas nos versos “[...] Porém, no Brasi de Baxo / Sofre a feme e sofre o macho [...] / Sem achá onde morá / Proque não pode pagá [...] Não se afrija, nem se afobe, [...]”, é correto afirmar que estas exercem, respectivamente, os seguintes valores semânticos:
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