Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 13 10768387
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2020Leia o texto para responder à questão.
Vocês conhecem Ibaté?
É uma cidade pequenina, muito pequena mesmo, na região de Araraquara.
Foi lá que nasci e morei com meus avós, até a idade de nove anos. Depois que vovô morreu, vovó resolveu me mandar para São Paulo, viver com tio Dagoberto e tia Eva.
Vovó nunca tinha viajado sozinha a São Paulo, só com vovô Horácio e de carro. Por isso, a família ficou preocupada quando ela anunciou que embarcaríamos, num ônibus da Viação Cometa.
– Dizem que São Paulo é uma cidade muito perigosa – argumentou tia Frozina –, acho que mamãe não devia viajar sozinha.
– Bobagens! – disse vovó, sem permitir nenhuma outra discussão. – É só uma cidade como qualquer outra.
(Orlando de Miranda, “A casa do tio Dagoberto” (fragmento). Em: Sete faces do humor, 1992. Adaptado)
Quanto à predicação, o verbo que não precisa de complemento está corretamente destacado em:
Questão 9 10768383
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2020Leia o texto para responder à questão.
O mundo dos selos raros
Selos parecem coisas ultrapassadas e fora de moda. Não embelezam mais as cartas, hoje se preferem carimbos, e nem tantas cartas se usam. Foi-se o tempo em que receber um envelope com selo bonito era uma alegria e também uma fonte de informação. Certamente há muitas crianças, hoje em dia, que nem sabem o que é um selo.
Apesar dessa notável insignificância, na semana passada, num leilão na Alemanha, vendeu-se um deles pela incrível soma de 1,26 milhão de euros. Se for considerado pelo seu peso, é um dos objetos mais valiosos que existem. Seu nome é Erro de impressão Baden. Foi impresso num tom verde azulado em vez do padrão rosa lilás de sua série. Está estampado num envelope datado de 26 de agosto de 1851. Só existem dois selos do tipo, de 9 centavos, com o mesmo erro. O outro está na coleção do Museu Postal de Berlim.
Esse não é o preço mais alto já pago por um selo. Na Europa, o Three Skilling Yellow, impresso na Suécia, em 1855, foi vendido nos anos 1990 por 2,2 milhões de dólares. Há também o imbatível Black on Magenta, que mede 2,5 por 3,8 centímetros e foi produzido na Guiana Francesa em 1856, quando houve uma escassez de selos vindos da Inglaterra, o que ameaçava as reservas postais. Foi impresso em pequena tiragem na gráfica de um jornal e o único magenta de um penny que sobreviveu foi esse. Leiloado pela Sotheby’s de Nova York, em 2014, foi arrematado por US$ 9,5 milhões. O diretor de projetos especiais da casa de leilões, David Redden, classificou-o como “um objeto mágico, a definição própria de raridade e valor em um nível extraordinário”. O selo mostra uma imagem de um navio de três mastros e o lema dos colonos britânicos: “Nós damos e esperamos retorno”.
(Vicente Vilardaga, “O mundo dos selos raros”. IstoÉ, 19.06.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo da crase está em conformidade com a norma-padrão.
Questão 12 10738090
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020
Esse cartaz, através da linguagem verbal e não verbal, tem como objetivo principal
Questão 4 10737217
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020A MULHER SEM MEDO
Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela
não tem medo de nada
Folha.com, 17 de dezembro de 2010.
Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a
namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto,
que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia
fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna.
[5] Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão
eu deixo você sem comida.
[10] Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas.
Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria
ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na
mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.
[15] Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou
rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade : perto de onde moravam havia um velho
depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de
boca larga.
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já
[20] antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um
roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o
de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.
[25] Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar
uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que
ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas.
O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de
perversão?
[30] Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la
seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como
não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma
coisa no mínimo amedrontadora.
SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha.co, São Paulo, 17 jan. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm. Acesso em: 04/08/2019.
O uso que se faz da língua nas ações de comunicação é sempre mediado por intenções.
Na passagem “Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto, que era o de escrever um livro (...)”, o modalizador discursivo “Na verdade”
Questão 3 10737216
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020A MULHER SEM MEDO
Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela
não tem medo de nada
Folha.com, 17 de dezembro de 2010.
Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a
namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto,
que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia
fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna.
[5] Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas
pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove
horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão
eu deixo você sem comida.
[10] Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas.
Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria
ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na
mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.
[15] Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou
rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade : perto de onde moravam havia um velho
depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de
boca larga.
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já
[20] antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um
roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o
de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.
[25] Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar
uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que
ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas.
O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de
perversão?
[30] Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la
seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como
não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma
coisa no mínimo amedrontadora.
SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha.co, São Paulo, 17 jan. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm. Acesso em: 04/08/2019.
“Ou aquilo era um novo tipo de perversão?” – Nessa passagem, a palavra perversão SÓ NÃO significa
Questão 11 10736690
COTUCA 2020Leia o texto a seguir para responder às questões

André Dahmer, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 14/05/2016. Extraído de “ Quadrinhos dos anos 10”.
Qual das alternativas a seguir melhor indica o modo verbal e uma interpretação para o uso do verbo “venham” nos quadrinhos?
06
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