Questões de EFAF Português
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Questão 4 15406668
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020No texto a seguir, o escritor Rubem Alves conta como se apaixonou pela Escola da Ponte, em Portugal, um lugar onde alunos e professores convivem como amigos na fascinante experiência da descoberta.
A ESCOLA DOS MEUS SONHOS
Quando criança, eu me levantava às 5 horas e me punha a andar pela casa fazendo barulho. Queria
que os adultos dorminhocos despertassem do seu sono. Minha curiosidade me levou a desmontar
o relógio de pulso de minha mãe, ele era o único que ela tinha. Queria saber como ele funcionava,
suas engrenagens fascinantes. Infelizmente, não consegui montá-lo de novo.
[5] No tempo da Segunda Guerra Mundial, as batalhas entravam em nossa casa pelo rádio. Meu pai
afixou um mapa da Europa na parede e nele íamos seguindo os movimentos das tropas. O mapa,
os países, o nome das cidades, dos rios, das montanhas – tudo estava vivo para mim.
Conto essas coisas da minha vida de menino para dizer que as crianças são curiosas naturalmente
e têm o desejo de aprender. Ao longo da minha vida, tenho estado à procura da escola que daria
[10] asas à curiosidade do menino que fui. Pois, de repente, sem que eu esperasse, eu me encontrei com
a escola dos meus sonhos. E me apaixonei.
Fui convidado por Ademar Ferreira dos Santos para ir a Portugal e falar aos professores da
Universidade de Braga e a adolescentes de uma escola secundária. Fui e fiz. Foi bom. Aí, numa manhã,
ele me disse: “Vou levar-te a conhecer uma escola diferente.” “Diferente como?”, perguntei. “Não é
[15] possível dizer-te. Tu verás.” Chegamos à escola. Na sua frente havia um pátio arborizado. Lá estava
o diretor, professor José Pacheco. Mais tarde, aprendi que ele se recusa a ser chamado de diretor.
Minha expectativa era que o diretor, por um mínimo dever de cortesia, haveria de levar-me a
conhecer a escola. Vinha passando à nossa frente uma menina de uns 9 anos. Ele a chamou e disse:
“Tu podes mostrar e explicar a nossa escola ao nosso visitante?” “Pois, pois”, respondeu a menina,
[20] sem mostrar nenhuma surpresa. Nunca imaginei que fosse possível que um diretor entregasse a uma
aluna a tarefa de mostrar e explicar a sua escola a um educador estrangeiro. A menina não se fez de
rogada. Encaminhou-se resolutamente na direção da porta da escola e, obedientemente, eu a segui.
Andamos um pouco e a menina abriu a porta da escola. Era uma grande sala, com muitas
mesinhas, crianças pequenas, crianças grandes, algumas com síndrome de Down, todas juntas no
[25] mesmo espaço. Cada uma fazendo a sua coisa. Algumas professoras assentadas às mesinhas junto
das crianças. Ninguém falava alto. Só sussurros.
A menina continuou a me guiar. Chegamos a uma mesa onde estava trabalhando uma aluna
com síndrome de Down. Senti que sua presença ali era algo normal e feliz na rede de relação de
solidariedade e de aprendizado que constitui a escola. Aquela menina era parte dessa rede. Com
[30] algumas peculiaridades e limitações, é claro. Mas, como todos os outros, ela se dedicava a aprender.
Na Escola da Ponte não há programas. Isso não quer dizer que a aprendizagem aconteça ao sabor
dos desejos das crianças. Imagine um homem do campo, que só conheça as comidas mais simples:
polenta, feijão, abobrinha, picadinho de carne. Imagine que ele venha à cidade e seja levado por um
amigo a um restaurante. “Que é que o senhor deseja?”, lhe perguntaria o garçom. Ele certamente
[35] responderia falando de polenta, feijão, abobrinha, picadinho de carne, pois esse é o seu repertório
de pratos. Aí, o amigo lhe diria: “Quero sugerir que você experimente uns pratos diferentes.”
Assim acontece na relação entre professor e aluno. Os professores sabem mais. É por isso
que são professores. E uma de suas tarefas é “seduzir” as crianças para coisas que elas ainda
não experimentaram, um mundo desconhecido de literatura, música, natureza, história, ciências,
[40] matemática. Já disse um filósofo que “a primeira tarefa da educação é ensinar a ver”. Não é obrigatório
que elas gostem do que veem. Mas é importante que seus horizontes se alarguem.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
Imagine que o cardápio do refeitório da Escola da Ponte contém os cinco grupos de alimentos abaixo, conforme orientação de um nutricionista.
Grupo I: inhame, batata, aipim, abóbora, berinjela.
Grupo II: feijão preto, feijão branco.
Grupo III: picadinho de carne, filé de peixe, sobrecoxa de frango, carré de porco.
Grupo IV: arroz, macarrão, polenta.
Grupo V: alface, tomate, pepino.
Para montar um prato, é preciso escolher um único alimento de cada um desses cinco grupos.
O número máximo de pratos diferentes que podem ser montados é igual a:
Questão 3 15406667
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020No texto a seguir, o escritor Rubem Alves conta como se apaixonou pela Escola da Ponte, em Portugal, um lugar onde alunos e professores convivem como amigos na fascinante experiência da descoberta.
A ESCOLA DOS MEUS SONHOS
Quando criança, eu me levantava às 5 horas e me punha a andar pela casa fazendo barulho. Queria
que os adultos dorminhocos despertassem do seu sono. Minha curiosidade me levou a desmontar
o relógio de pulso de minha mãe, ele era o único que ela tinha. Queria saber como ele funcionava,
suas engrenagens fascinantes. Infelizmente, não consegui montá-lo de novo.
[5] No tempo da Segunda Guerra Mundial, as batalhas entravam em nossa casa pelo rádio. Meu pai
afixou um mapa da Europa na parede e nele íamos seguindo os movimentos das tropas. O mapa,
os países, o nome das cidades, dos rios, das montanhas – tudo estava vivo para mim.
Conto essas coisas da minha vida de menino para dizer que as crianças são curiosas naturalmente
e têm o desejo de aprender. Ao longo da minha vida, tenho estado à procura da escola que daria
[10] asas à curiosidade do menino que fui. Pois, de repente, sem que eu esperasse, eu me encontrei com
a escola dos meus sonhos. E me apaixonei.
Fui convidado por Ademar Ferreira dos Santos para ir a Portugal e falar aos professores da
Universidade de Braga e a adolescentes de uma escola secundária. Fui e fiz. Foi bom. Aí, numa manhã,
ele me disse: “Vou levar-te a conhecer uma escola diferente.” “Diferente como?”, perguntei. “Não é
[15] possível dizer-te. Tu verás.” Chegamos à escola. Na sua frente havia um pátio arborizado. Lá estava
o diretor, professor José Pacheco. Mais tarde, aprendi que ele se recusa a ser chamado de diretor.
Minha expectativa era que o diretor, por um mínimo dever de cortesia, haveria de levar-me a
conhecer a escola. Vinha passando à nossa frente uma menina de uns 9 anos. Ele a chamou e disse:
“Tu podes mostrar e explicar a nossa escola ao nosso visitante?” “Pois, pois”, respondeu a menina,
[20] sem mostrar nenhuma surpresa. Nunca imaginei que fosse possível que um diretor entregasse a uma
aluna a tarefa de mostrar e explicar a sua escola a um educador estrangeiro. A menina não se fez de
rogada. Encaminhou-se resolutamente na direção da porta da escola e, obedientemente, eu a segui.
Andamos um pouco e a menina abriu a porta da escola. Era uma grande sala, com muitas
mesinhas, crianças pequenas, crianças grandes, algumas com síndrome de Down, todas juntas no
[25] mesmo espaço. Cada uma fazendo a sua coisa. Algumas professoras assentadas às mesinhas junto
das crianças. Ninguém falava alto. Só sussurros.
A menina continuou a me guiar. Chegamos a uma mesa onde estava trabalhando uma aluna
com síndrome de Down. Senti que sua presença ali era algo normal e feliz na rede de relação de
solidariedade e de aprendizado que constitui a escola. Aquela menina era parte dessa rede. Com
[30] algumas peculiaridades e limitações, é claro. Mas, como todos os outros, ela se dedicava a aprender.
Na Escola da Ponte não há programas. Isso não quer dizer que a aprendizagem aconteça ao sabor
dos desejos das crianças. Imagine um homem do campo, que só conheça as comidas mais simples:
polenta, feijão, abobrinha, picadinho de carne. Imagine que ele venha à cidade e seja levado por um
amigo a um restaurante. “Que é que o senhor deseja?”, lhe perguntaria o garçom. Ele certamente
[35] responderia falando de polenta, feijão, abobrinha, picadinho de carne, pois esse é o seu repertório
de pratos. Aí, o amigo lhe diria: “Quero sugerir que você experimente uns pratos diferentes.”
Assim acontece na relação entre professor e aluno. Os professores sabem mais. É por isso
que são professores. E uma de suas tarefas é “seduzir” as crianças para coisas que elas ainda
não experimentaram, um mundo desconhecido de literatura, música, natureza, história, ciências,
[40] matemática. Já disse um filósofo que “a primeira tarefa da educação é ensinar a ver”. Não é obrigatório
que elas gostem do que veem. Mas é importante que seus horizontes se alarguem.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
Minha curiosidade me levou a desmontar o relógio de pulso de minha mãe, ele era o único que ela tinha. Queria saber como ele funcionava, suas engrenagens fascinantes. Infelizmente, não consegui montá-lo de novo. (l. 2-4)
Dentre os termos sublinhados, aquele que complementa o sentido de um verbo, exercendo a função de objeto direto, é:
Questão 1 15406663
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020No texto a seguir, o escritor Rubem Alves conta como se apaixonou pela Escola da Ponte, em Portugal, um lugar onde alunos e professores convivem como amigos na fascinante experiência da descoberta.
A ESCOLA DOS MEUS SONHOS
Quando criança, eu me levantava às 5 horas e me punha a andar pela casa fazendo barulho. Queria
que os adultos dorminhocos despertassem do seu sono. Minha curiosidade me levou a desmontar
o relógio de pulso de minha mãe, ele era o único que ela tinha. Queria saber como ele funcionava,
suas engrenagens fascinantes. Infelizmente, não consegui montá-lo de novo.
[5] No tempo da Segunda Guerra Mundial, as batalhas entravam em nossa casa pelo rádio. Meu pai
afixou um mapa da Europa na parede e nele íamos seguindo os movimentos das tropas. O mapa,
os países, o nome das cidades, dos rios, das montanhas – tudo estava vivo para mim.
Conto essas coisas da minha vida de menino para dizer que as crianças são curiosas naturalmente
e têm o desejo de aprender. Ao longo da minha vida, tenho estado à procura da escola que daria
[10] asas à curiosidade do menino que fui. Pois, de repente, sem que eu esperasse, eu me encontrei com
a escola dos meus sonhos. E me apaixonei.
Fui convidado por Ademar Ferreira dos Santos para ir a Portugal e falar aos professores da
Universidade de Braga e a adolescentes de uma escola secundária. Fui e fiz. Foi bom. Aí, numa manhã,
ele me disse: “Vou levar-te a conhecer uma escola diferente.” “Diferente como?”, perguntei. “Não é
[15] possível dizer-te. Tu verás.” Chegamos à escola. Na sua frente havia um pátio arborizado. Lá estava
o diretor, professor José Pacheco. Mais tarde, aprendi que ele se recusa a ser chamado de diretor.
Minha expectativa era que o diretor, por um mínimo dever de cortesia, haveria de levar-me a
conhecer a escola. Vinha passando à nossa frente uma menina de uns 9 anos. Ele a chamou e disse:
“Tu podes mostrar e explicar a nossa escola ao nosso visitante?” “Pois, pois”, respondeu a menina,
[20] sem mostrar nenhuma surpresa. Nunca imaginei que fosse possível que um diretor entregasse a uma
aluna a tarefa de mostrar e explicar a sua escola a um educador estrangeiro. A menina não se fez de
rogada. Encaminhou-se resolutamente na direção da porta da escola e, obedientemente, eu a segui.
Andamos um pouco e a menina abriu a porta da escola. Era uma grande sala, com muitas
mesinhas, crianças pequenas, crianças grandes, algumas com síndrome de Down, todas juntas no
[25] mesmo espaço. Cada uma fazendo a sua coisa. Algumas professoras assentadas às mesinhas junto
das crianças. Ninguém falava alto. Só sussurros.
A menina continuou a me guiar. Chegamos a uma mesa onde estava trabalhando uma aluna
com síndrome de Down. Senti que sua presença ali era algo normal e feliz na rede de relação de
solidariedade e de aprendizado que constitui a escola. Aquela menina era parte dessa rede. Com
[30] algumas peculiaridades e limitações, é claro. Mas, como todos os outros, ela se dedicava a aprender.
Na Escola da Ponte não há programas. Isso não quer dizer que a aprendizagem aconteça ao sabor
dos desejos das crianças. Imagine um homem do campo, que só conheça as comidas mais simples:
polenta, feijão, abobrinha, picadinho de carne. Imagine que ele venha à cidade e seja levado por um
amigo a um restaurante. “Que é que o senhor deseja?”, lhe perguntaria o garçom. Ele certamente
[35] responderia falando de polenta, feijão, abobrinha, picadinho de carne, pois esse é o seu repertório
de pratos. Aí, o amigo lhe diria: “Quero sugerir que você experimente uns pratos diferentes.”
Assim acontece na relação entre professor e aluno. Os professores sabem mais. É por isso
que são professores. E uma de suas tarefas é “seduzir” as crianças para coisas que elas ainda
não experimentaram, um mundo desconhecido de literatura, música, natureza, história, ciências,
[40] matemática. Já disse um filósofo que “a primeira tarefa da educação é ensinar a ver”. Não é obrigatório
que elas gostem do que veem. Mas é importante que seus horizontes se alarguem.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
No texto, ao mesmo tempo que narra suas vivências, o autor Rubem Alves também expressa opiniões.
Uma opinião do autor está presente em:
Questão 5 12244529
Pref. de Curitiba 9º ano - Língua Portuguesa 2020TEXTO

Disponível em: http://depositodowes.com/category/profissoes-do-futuro-2/. Acesso em: 20 ago. 2019. (Fins pedagógicos).
O efeito de humor presente na tira refere-se ao fato de:
Questão 4 12242384
Pref. de Curitiba 8º ano - Língua Portuguesa 2020TEXTO

No texto, o efeito de ironia é provocado principalmente:
Questão 10 11773904
IFPE Integrados Part II 2020/1Leia o TEXTO para responder às questão.
TEXTO

JÚLIA. Hoje eu achei um pacotinho de rufles no chão aq da floresta da tijuca, com a validade de 19/10/1998, sendo que o pacote tava totalmente intacto... pra vcs verem né. Rio de Janeiro, 1 mar. 2019. Twitter: @darkwside. Disponível em: http://twitter.com/darkwside/status/1101531181059850242. Acesso em: 27 out. 2019.
Observe o uso das reticências no TEXTO e indique o sentido que expressam.
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