Questões de EFAF Português
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Questão 17 15406683
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020O texto a seguir foi retirado do livro Por parte de pai, do escritor Bartolomeu Campos Queirós. Nesse livro, o personagem principal relembra sua infância, vivida em uma cidade do interior. Uma figura central em suas lembranças é seu avô paterno.
POR PARTE DE PAI
Debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em
cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num
largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no
Alto de São Francisco. (...)
[5] Pelas manhãs, com os deveres cumpridos dentro da sacola, eu seguia a rua da Paciência entre as
casas acabando de acordar, para alcançar a escola. Nós éramos tantos, assentados de dois em dois,
cercados de mapas do mundo e do fundo dos mares. Sem despregar os olhos da lousa, copiávamos
os pontos da história, os erros dos ditados, os problemas da aritmética. Dividir e multiplicar as maçãs
em muitas partes, as laranjas em gomos, os ovos em dúzias, distribuí-los entre todos, em quantidades
[10] iguais, eram as nossas tarefas.
Filhos de muitos ofícios – pedreiros, lavadeiras, professores, médicos, motoristas, órfãos – e sem
inquietações pelas diferenças, nós nos gostávamos em silêncio, vencendo o destino sonhado, um a
um. E o recreio era o lugar das trocas: bolo por araticum*, maçã por manga, goiaba por chocolate,
banana por doce cristalizado. E assim experimentávamos o gosto da vida do outro, sem reservas.
[15] A nossa diferença era a nossa alegria.
Para meu avô eu repetia, em casa, as histórias das calmarias, do Cabo das Tormentas. E como
um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou
translação. Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu.
Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, pelo prazer de me
[20] ver mordendo a língua no esforço de não saltar nem um número. Eu sabia dos algarismos romanos,
bordados no mostrador do relógio e não mais precisava decifrar o tempo, mas apenas ler a posição
dos ponteiros. E meus colegas elogiavam a minha atenção, enquanto meu avô me ensinava, junto
com a escola, a saldar a vida.
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu. Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, (l. 18-19)
Os verbos sublinhados estão no pretérito imperfeito do indicativo, assim como a maioria dos verbos da narrativa.
O uso desse tempo verbal se justifica por indicar ações do seguinte tipo:
Questão 16 15406682
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020O texto a seguir foi retirado do livro Por parte de pai, do escritor Bartolomeu Campos Queirós. Nesse livro, o personagem principal relembra sua infância, vivida em uma cidade do interior. Uma figura central em suas lembranças é seu avô paterno.
POR PARTE DE PAI
Debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em
cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num
largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no
Alto de São Francisco. (...)
[5] Pelas manhãs, com os deveres cumpridos dentro da sacola, eu seguia a rua da Paciência entre as
casas acabando de acordar, para alcançar a escola. Nós éramos tantos, assentados de dois em dois,
cercados de mapas do mundo e do fundo dos mares. Sem despregar os olhos da lousa, copiávamos
os pontos da história, os erros dos ditados, os problemas da aritmética. Dividir e multiplicar as maçãs
em muitas partes, as laranjas em gomos, os ovos em dúzias, distribuí-los entre todos, em quantidades
[10] iguais, eram as nossas tarefas.
Filhos de muitos ofícios – pedreiros, lavadeiras, professores, médicos, motoristas, órfãos – e sem
inquietações pelas diferenças, nós nos gostávamos em silêncio, vencendo o destino sonhado, um a
um. E o recreio era o lugar das trocas: bolo por araticum*, maçã por manga, goiaba por chocolate,
banana por doce cristalizado. E assim experimentávamos o gosto da vida do outro, sem reservas.
[15] A nossa diferença era a nossa alegria.
Para meu avô eu repetia, em casa, as histórias das calmarias, do Cabo das Tormentas. E como
um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou
translação. Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu.
Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, pelo prazer de me
[20] ver mordendo a língua no esforço de não saltar nem um número. Eu sabia dos algarismos romanos,
bordados no mostrador do relógio e não mais precisava decifrar o tempo, mas apenas ler a posição
dos ponteiros. E meus colegas elogiavam a minha atenção, enquanto meu avô me ensinava, junto
com a escola, a saldar a vida.
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Um professor pediu a todos os alunos da turma que cada um indicasse uma única profissão que gostaria de ter. A partir das respostas, ele construiu o seguinte gráfico:

Em relação ao total de alunos dessa turma, o percentual que deseja ser professor é:
Questão 15 15406681
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020O texto a seguir foi retirado do livro Por parte de pai, do escritor Bartolomeu Campos Queirós. Nesse livro, o personagem principal relembra sua infância, vivida em uma cidade do interior. Uma figura central em suas lembranças é seu avô paterno.
POR PARTE DE PAI
Debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em
cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num
largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no
Alto de São Francisco. (...)
[5] Pelas manhãs, com os deveres cumpridos dentro da sacola, eu seguia a rua da Paciência entre as
casas acabando de acordar, para alcançar a escola. Nós éramos tantos, assentados de dois em dois,
cercados de mapas do mundo e do fundo dos mares. Sem despregar os olhos da lousa, copiávamos
os pontos da história, os erros dos ditados, os problemas da aritmética. Dividir e multiplicar as maçãs
em muitas partes, as laranjas em gomos, os ovos em dúzias, distribuí-los entre todos, em quantidades
[10] iguais, eram as nossas tarefas.
Filhos de muitos ofícios – pedreiros, lavadeiras, professores, médicos, motoristas, órfãos – e sem
inquietações pelas diferenças, nós nos gostávamos em silêncio, vencendo o destino sonhado, um a
um. E o recreio era o lugar das trocas: bolo por araticum*, maçã por manga, goiaba por chocolate,
banana por doce cristalizado. E assim experimentávamos o gosto da vida do outro, sem reservas.
[15] A nossa diferença era a nossa alegria.
Para meu avô eu repetia, em casa, as histórias das calmarias, do Cabo das Tormentas. E como
um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou
translação. Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu.
Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, pelo prazer de me
[20] ver mordendo a língua no esforço de não saltar nem um número. Eu sabia dos algarismos romanos,
bordados no mostrador do relógio e não mais precisava decifrar o tempo, mas apenas ler a posição
dos ponteiros. E meus colegas elogiavam a minha atenção, enquanto meu avô me ensinava, junto
com a escola, a saldar a vida.
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Dois vitrais iguais foram colocados na porta de entrada da escola. A imagem abaixo mostra a posição do primeiro vitral.

O segundo vitral foi colocado com uma rotação de 90º, em sentido horário, em relação a um dos vértices do primeiro.
A imagem que mostra o segundo vitral é:
Questão 14 15406680
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020O texto a seguir foi retirado do livro Por parte de pai, do escritor Bartolomeu Campos Queirós. Nesse livro, o personagem principal relembra sua infância, vivida em uma cidade do interior. Uma figura central em suas lembranças é seu avô paterno.
POR PARTE DE PAI
Debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em
cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num
largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no
Alto de São Francisco. (...)
[5] Pelas manhãs, com os deveres cumpridos dentro da sacola, eu seguia a rua da Paciência entre as
casas acabando de acordar, para alcançar a escola. Nós éramos tantos, assentados de dois em dois,
cercados de mapas do mundo e do fundo dos mares. Sem despregar os olhos da lousa, copiávamos
os pontos da história, os erros dos ditados, os problemas da aritmética. Dividir e multiplicar as maçãs
em muitas partes, as laranjas em gomos, os ovos em dúzias, distribuí-los entre todos, em quantidades
[10] iguais, eram as nossas tarefas.
Filhos de muitos ofícios – pedreiros, lavadeiras, professores, médicos, motoristas, órfãos – e sem
inquietações pelas diferenças, nós nos gostávamos em silêncio, vencendo o destino sonhado, um a
um. E o recreio era o lugar das trocas: bolo por araticum*, maçã por manga, goiaba por chocolate,
banana por doce cristalizado. E assim experimentávamos o gosto da vida do outro, sem reservas.
[15] A nossa diferença era a nossa alegria.
Para meu avô eu repetia, em casa, as histórias das calmarias, do Cabo das Tormentas. E como
um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou
translação. Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu.
Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, pelo prazer de me
[20] ver mordendo a língua no esforço de não saltar nem um número. Eu sabia dos algarismos romanos,
bordados no mostrador do relógio e não mais precisava decifrar o tempo, mas apenas ler a posição
dos ponteiros. E meus colegas elogiavam a minha atenção, enquanto meu avô me ensinava, junto
com a escola, a saldar a vida.
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
E como um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou translação. (l. 16-18)
As palavras sublinhadas nomeiam os movimentos dos planetas. Essas duas palavras são classificadas gramaticalmente como:
Questão 13 15406679
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020O texto a seguir foi retirado do livro Por parte de pai, do escritor Bartolomeu Campos Queirós. Nesse livro, o personagem principal relembra sua infância, vivida em uma cidade do interior. Uma figura central em suas lembranças é seu avô paterno.
POR PARTE DE PAI
Debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em
cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num
largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no
Alto de São Francisco. (...)
[5] Pelas manhãs, com os deveres cumpridos dentro da sacola, eu seguia a rua da Paciência entre as
casas acabando de acordar, para alcançar a escola. Nós éramos tantos, assentados de dois em dois,
cercados de mapas do mundo e do fundo dos mares. Sem despregar os olhos da lousa, copiávamos
os pontos da história, os erros dos ditados, os problemas da aritmética. Dividir e multiplicar as maçãs
em muitas partes, as laranjas em gomos, os ovos em dúzias, distribuí-los entre todos, em quantidades
[10] iguais, eram as nossas tarefas.
Filhos de muitos ofícios – pedreiros, lavadeiras, professores, médicos, motoristas, órfãos – e sem
inquietações pelas diferenças, nós nos gostávamos em silêncio, vencendo o destino sonhado, um a
um. E o recreio era o lugar das trocas: bolo por araticum*, maçã por manga, goiaba por chocolate,
banana por doce cristalizado. E assim experimentávamos o gosto da vida do outro, sem reservas.
[15] A nossa diferença era a nossa alegria.
Para meu avô eu repetia, em casa, as histórias das calmarias, do Cabo das Tormentas. E como
um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou
translação. Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu.
Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, pelo prazer de me
[20] ver mordendo a língua no esforço de não saltar nem um número. Eu sabia dos algarismos romanos,
bordados no mostrador do relógio e não mais precisava decifrar o tempo, mas apenas ler a posição
dos ponteiros. E meus colegas elogiavam a minha atenção, enquanto meu avô me ensinava, junto
com a escola, a saldar a vida.
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
O narrador é um dos personagens da história, o que pode ser observado no seguinte trecho:
Questão 12 15406678
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2020O texto a seguir foi retirado do livro Por parte de pai, do escritor Bartolomeu Campos Queirós. Nesse livro, o personagem principal relembra sua infância, vivida em uma cidade do interior. Uma figura central em suas lembranças é seu avô paterno.
POR PARTE DE PAI
Debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em
cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num
largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no
Alto de São Francisco. (...)
[5] Pelas manhãs, com os deveres cumpridos dentro da sacola, eu seguia a rua da Paciência entre as
casas acabando de acordar, para alcançar a escola. Nós éramos tantos, assentados de dois em dois,
cercados de mapas do mundo e do fundo dos mares. Sem despregar os olhos da lousa, copiávamos
os pontos da história, os erros dos ditados, os problemas da aritmética. Dividir e multiplicar as maçãs
em muitas partes, as laranjas em gomos, os ovos em dúzias, distribuí-los entre todos, em quantidades
[10] iguais, eram as nossas tarefas.
Filhos de muitos ofícios – pedreiros, lavadeiras, professores, médicos, motoristas, órfãos – e sem
inquietações pelas diferenças, nós nos gostávamos em silêncio, vencendo o destino sonhado, um a
um. E o recreio era o lugar das trocas: bolo por araticum*, maçã por manga, goiaba por chocolate,
banana por doce cristalizado. E assim experimentávamos o gosto da vida do outro, sem reservas.
[15] A nossa diferença era a nossa alegria.
Para meu avô eu repetia, em casa, as histórias das calmarias, do Cabo das Tormentas. E como
um bom aluno ele me escutava, sem pestanejar, duvidando, eu sei, dos movimentos de rotação ou
translação. Ele sabia ler as estações, as fases da Lua, o sentido dos girassóis na cerca de bambu.
Depois ele me tomava as lições ou me pedia para escrever até 100 ou até 1000, pelo prazer de me
[20] ver mordendo a língua no esforço de não saltar nem um número. Eu sabia dos algarismos romanos,
bordados no mostrador do relógio e não mais precisava decifrar o tempo, mas apenas ler a posição
dos ponteiros. E meus colegas elogiavam a minha atenção, enquanto meu avô me ensinava, junto
com a escola, a saldar a vida.
BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
No armazém localizado no largo, ao final da rua da Paciência, o azeite é armazenado em latas com a forma de um paralelepípedo retângulo, como ilustra a imagem.

Uma dessas latas contém 120 dm3 de azeite.
Nesse caso, a altura h do nível de azeite na lata, em centímetros, é igual a:
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