Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 3 169224
IFPE 2015Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
ANJOS, Augusto dos Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2014.
O primeiro verso da última estrofe do poema “Versos íntimos” estabelece com os dois últimos uma relação de
Questão 40 168907
IFRS 2015Idade dos hábitos
[01] Na adolescência, queremos ser diferentes da família e iguais aos colegas e amigos de tribo. Em
[02] casa, não suportamos a repetição. Na rua, não aceitamos a diferença. É por isso que o adolescente
[03] costuma ser chamado de ovelha negra. Quer ser diferente, mas no rebanho. Até certo momento da idade
[04] adulta, queremos novidades, distinções e descobertas. Em algum momento, porém, começa a idade dos
[05] hábitos.
[06] — Que tal sair para jantar?
[07] — Boa ideia!
[08] — Um lugarzinho diferente!
[09] — Ah, não!
[10] — Que mania de ir sempre nos mesmos lugares.
[11] — Os mesmos bons lugares.
[12] […] É a vida. A cada etapa uma mania. Existe a etapa da mania de ganhar dinheiro. E a etapa da
[13] mania de gastar dinheiro. Tem a época de gastar dinheiro em lugares diferentes e a época de gastar
[14] dinheiro sempre no mesmo lugar. O ser humano é um animal de hábitos. O verbo habitar diz tudo. O
[15] apogeu do hábito é não querer mais sair de casa.
SILVA, Juremir Machado da. Correio do Povo, 12 de julho de 2014.
Com relação às palavras e expressões utilizadas pelo autor, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 33 168900
IFRS 2015O pagamento final
[01] Muita gente sonha em ser rica e, vendo o dinheiro abrir tantas portas, entende que só assim a
[02] felicidade é possível, mas o chato de se ser respeitado e amado só pelo que se tem, é que não se é
[03] amado de verdade nem respeitado a não ser através destes bens. Isto é uma armadilha da vaidade.
[04] Significa que suas conquistas afetivas migrarão para outro portador caso seus bens mudem de dono. É
[05] uma ficção este poder. Não está em nós. Pertence ao que possuímos. Neste “cassino” os bens imateriais
[06] não contam. Pois, analfabeta de escola, mas instruída da vida, dona Maria da Natividade, a sábia mãe de
[07] Antonio Pitanga meu querido, dizia aos seus filhos quando brigavam por objetos: “Filhos, pra que isso?
[08] Caixão não tem gaveta!”. Talvez nos soe crua demais tal sentença, mas é altamente libertadora.
[09] Desprezamos os outros porque não são de nossa tribo, rimos de seu jeito de falar e de vestir porque não
[10] é o nosso, e julgamo-los por não terem os bens que nós consideramos bens. Então, matamos e nos
[11] matamos por dinheiro. Humilhamos os que não o têm. E inauguramos a cada dia novas guerras querendo
[12] poder e fortuna. Não escutamos a dona Maria da Natividade. A doença nossa é a doença do mundo: de
[13] negar a morte e a desimportância das joias na cena final.
LUCINDA, Elisa. O pagamento final. In: ____. Parem de falar mal da rotina. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
Assinale a alternativa que apresenta as palavras ou expressões, utilizadas anteriormente, que substituem os pronomes “los” (linha 10) e “o” (linha 11).
Questão 22 166591
IFRR 2015Resolvendo a expressão numérica,
, temos como solução:
Questão 15 166583
IFRR 2015TEXTO III
Pequenas atitudes, grandes resultados
Com pequenas atitudes no dia-a-dia, você estará contribuindo para a preservação de uma boa qualidade de vida no nosso planeta. Veja o que você pode fazer:
1. Não desperdice água, pois cada gota desperdiçada é uma gota a menos nos rios, lagos e riachos.
2. Colabore na reciclagem de materiais como papel, vidro, latas, pois estará evitando o acúmulo de lixo nas cidades.
3. Evite o consumo de objetos de plástico, que não é um material biodegradável e por isso causa uma poluição muito grande no planeta.
4. Utilize embalagens de longa duração, evitando produtos de papel, de alumínio, isopor e filme transparente de PVC, que são altamente poluidores.
5. Evite o consumo de produtos que se utilizam do spray, pois são prejudiciais à camada de ozônio que protege a Terra dos raios ultravioleta.
6. Economize energia elétrica para que não seja necessário um grande número de usinas hidrelétricas que alteram o curso dos rios, podendo causar problemas para o meio ambiente.
7. Trate a natureza com respeito, não cortando árvores, não poluindo os rios, os mares e as praias.
(In: PROENÇA, Graça. A Palavra é Português.)
“Evite o consumo de objetos de plástico, que não é um material biodegradável e por isso causa uma poluição muito grande no planeta.”
Observe as afirmações sobre a frase acima:
I ) A palavra “ consumo” é um substantivo.
II) “de plástico” é uma locução adjetiva.
III) “ muito” é adverbio de intensidade.
IV) “isso” é pronome possessivo.
Estão corretas:
Questão 5 166573
IFRR 2015TEXTO I
Pássaros leem jornal
Por Rubem Alves O Carlos Rodrigues Brandão me deu um livro, faz tempo, que ainda não li. O título é: A linguagem dos pássaros. Nunca levei o dito a sério porque era firme minha convicção que passarinho não tem linguagem. Pois mudei de ideia. Eles não só falam como também leem os jornais. Tive prova disto, prova que não se pode contestar. Eu me queixei, numa de minhas crônicas, da ausência dos pássaros no meu apartamento, a despeito do jardim que a Raquel, minha filha, pôs na varanda. Aventei a hipótese de que é porque moro no oitavo andar, talvez seja altura demais. Guimarães Rosa diz que, no sertão, só há duas alturas: altura de urubu ir e altura de urubu não ir. Fiquei pensando que, aqui no oitavo andar, só os urubus. A crônica saiu num domingo. Na segundafeira, ao chegar em casa do trabalho no final do dia, lá estava, na sala, atendendo à minha queixa, um beija-flor empoleirado no lustre. O bichinho se assustou. Como se sabe, os homens são os seres que perderam a confiança dos pássaros. Ele se pôs a voar de um lado para o outro, desorientado, sem saber onde estava a saída. Tentei pegá-lo. Inutilmente. Aí ele se refugiou no banheiro. fechei a porta, subi numa cadeira e finalmente o segurei com palavras tranquilizantes. Ele não acreditou e até deixou várias penas na minha mão. Desci da cadeira, fui até a varanda e o soltei. Ele partiu como uma flecha. Ah! Como me senti feliz! Pois, no dia seguinte, a coisa se repetiu: não com o beija-flor, mas com uma curruíra. Ela não entrou no apartamento, mas ficou saltitando na minha mini-imitação dos jardins suspensos da Babilônia. Peguei as peninhas do beija-flor, azuis, amarrei-as com um fio e as pendurei no bambu do jardim, como mensagem de paz. Quero que os pássaros confiem em mim. Vocês não concordam comigo que o fato de um beija-flor e uma curruíra terem me visitado no meu apartamento é prova cabal de que leem jornal? Por que é que foram aparecer justo no dia seguinte ao da minha queixa? E fiquei feliz por saber que eles leem o que eu escrevo…
Do livro: “Ostra feliz não faz pérola” http://www.contioutra .com/passaros-leem-jornal/

Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo.
Em: “Eu me queixei, numa de minhas crônicas, da ausência dos pássaros no meu apartamento,...”, os pronomes destacados indicam:
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