Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 4 624090
COTUCA 2016Leia o texto abaixo para responder à questão.
Os dilemas do esquecimento
Pouco depois de ter sido divulgada a notícia sobre a possibilidade de suprimir lembranças penosas, um discreto anúncio foi divulgado num jornal da cidade: um instituto de pesquisas estava em busca de voluntários que quisessem fazer exatamente aquilo que fora noticiado: apagar, da memória, lembranças penosas. Procedimento indolor, seguro, eficaz. Aquilo mexeu com ele. Porque havia, sim, algo que queria apagar de sua memória, um doloroso trauma.
Uma recordação penosa e que não o deixava em paz. Por que, então, não recorrer à ciência? Se se tratasse de uma dor no ombro, ou no joelho, ele não hesitaria em procurar o médico; nada indicava que não devesse fazer o mesmo com o sofrimento emocional. Claro, bem que ele preferia enfrentar, de cabeça erguida, o infortúnio pelo qual passara, sem demonstrações de fraqueza; como dizia seu pai, homem não chora, e ele tinha orgulho de sua hombridade. Mas a dor foi mais forte e no dia seguinte lá estava ele, no instituto de pesquisas.
Foi encaminhado a um jovem pesquisador, que o recebeu com um sorriso afável e indagou se estava pronto a se submeter à experiência.
Com uma condição: queria absoluto sigilo. O pesquisador tranquilizou-o: só nós dois saberemos do que se passou aqui, disse. E eu sou absolutamente confiável, acrescentou, com um sorriso.
O procedimento foi rápido. Um aparelho foi colocado sobre seu crânio, o pesquisador pediu que ele evocasse a recordação dolorosa e aí apertou um botão. Ouviu-se um zumbido e, no instante seguinte, ele já não lembrava mais nada daquilo que lhe causara tanto sofrimento.
De que se tratara, mesmo? De uma mulher que o rejeitara? Aparentemente sim, mas que mulher? Como se chamava, onde vivia?
Ainda espantado, despediu-se do pesquisador e foi para casa. Achou que sua vida se transformaria, que poderia se divertir, conhecer mulheres. Realmente isso aconteceu, mas mesmo assim a inquietude persistia.
Por fim deu-se conta: o que agora o incomodava era o fato de ele ter esquecido. Queria lembrar o tal incidente, por mais deprimente que fosse. Voltaria a sofrer, talvez, mas isso não lhe importava: era a verdade que ele buscava, a amarga verdade. E só uma pessoa podia lhe dizer o que, afinal, ele tinha olvidado: o pesquisador. Foi ao instituto, falou com a secretária. Ela arregalou os olhos: - Mas então você não sabe? O doutor morreu num acidente!
Sem uma palavra, ele voltou para casa. Com a certeza de que existe um lugar onde se concentram aquelas coisas que queremos, que precisamos, esquecer. Só que ele não sabe onde fica esse lugar. Sua esperança é de que o Destino um dia o faça encontrar-se com o seu passado. E que ele possa descobrir, nesse passado, a sua verdade.
Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 23 de julho de 2007. p. C2
Releia este trecho do penúltimo parágrafo do texto: “E só uma pessoa podia lhe dizer o que, afinal, ele tinha olvidado: o pesquisador”. Nele, a palavra que melhor substituiria “olvidado” é:
Questão 7 615952
CTI (UNIFICADO) 2016Leia o texto para responder à questão.
O leão fugido
O leão fugido do circo vinha correndo pela rua quando viu um senhor à sua frente. Aí caminhou pé ante pé, bateu delicadamente nas costas do senhor e disse disfarçando a voz leonina o mais possível: “Cavalheiro, tenha cuidado e muita calma: acabei de ouvir dizer que um macaco fugiu do circo agora mesmo”. O cavalheiro, ouvindo o aviso, voltou-se, viu o leão e morreu de um ataque do coração. O leão então murmurou tristemente: “Não adianta nada. É tal a nossa fama de ferocidade que matamos, mesmo quando queremos agir em favor do próximo”.
Moral: A quem nasce feroz não importa o tom de voz.
(Millôr Fernandes, Fábulas Fabulosas)
No trecho da fala do leão – “É tal a nossa fama de ferocidade que matamos, mesmo quando queremos agir em favor do próximo.” –, a oração em destaque, em relação à anterior, expressa sentido de
Questão 5 615940
CTI (UNIFICADO) 2016Leia o texto para responder à questão.
O leão fugido
O leão fugido do circo vinha correndo pela rua quando viu um senhor à sua frente. Aí caminhou pé ante pé, bateu delicadamente nas costas do senhor e disse disfarçando a voz leonina o mais possível: “Cavalheiro, tenha cuidado e muita calma: acabei de ouvir dizer que um macaco fugiu do circo agora mesmo”. O cavalheiro, ouvindo o aviso, voltou-se, viu o leão e morreu de um ataque do coração. O leão então murmurou tristemente: “Não adianta nada. É tal a nossa fama de ferocidade que matamos, mesmo quando queremos agir em favor do próximo”.
Moral: A quem nasce feroz não importa o tom de voz.
(Millôr Fernandes, Fábulas Fabulosas)
Observe as passagens do texto:
• ... um macaco fugiu do circo agora mesmo.
• ... e morreu de um ataque do coração.
Quanto ao tipo de predicado das orações e à circunstância estabelecida pelas expressões “do circo” e “de um ataque do coração”, é correto afirmar que são, respectivamente:
Questão 4 611797
IF Sertão 2016Texto para a questão.
Logo aprendi a conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam espaço nem incomodavam ninguém. Apareciam pela manhã, na relva, e à tarde já murchavam. Mas aquela brotara um dia de uma semente trazida não se sabe de onde, e o principezinho resolvera vigiar de perto o pequeno broto, que era tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto parou de crescer e, na sua extremidade, começou então a se formar uma flor. O pequeno príncipe, que assistia ao surgimento de um enorme botão, pressentiu que dali sairia uma aparição miraculosa, mas a flor parecia nunca acabar de preparar sua beleza, no seu verde aposento. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. Ela queria aparecer no esplendor da sua beleza. Ah, sim! Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara alguns dias. E eis que, numa manhã, justamente à hora do sol nascer, ela se mostrou.
(SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe.4. Ed. Rio de Janeiro: Editora Agir, 2006. p. 28 e 29)
Assinale a alternativa em que a palavra grifada expressa ideia de conclusão.
Questão 7 424041
IFSul - Rio-Grandense 2016/1Sem fugir do contexto, escolha a palavra que preenche corretamente cada lacuna.
Outro dia eu li que Israel bombardeou a Síria. O que ele tem __________ com isso? Israel entrou na guerra?
(1) a ver (2) haver
Uma parte do povo sírio quer a saída de Bahar al-Assad, um ditador que comanda o país _________ mais de 15 anos.
(3) a (4) há
Mais de 70 mil _____________ abandonaram a Síria, fugindo da guerra.
(5) emigrantes (6) imigrantes
A sequência correta, de cima para baixo, é
Questão 3 424028
IFSul - Rio-Grandense 2016/1Leia o texto, para responder à questão
TEXTO
Crônica parafraseada de uma Síria em guerra
[1] Ela abre os olhos. Não fosse o cheiro horrível de morte, o silêncio seria até agradável, mas
[2] o olfato a lembra que não há paz - nem pessoas, vizinhos, crianças. A trégua na manhãzinha não
[3] traz esperança. Tão somente lhe permite descansar o corpo, mas não a mente. As lembranças da
[4] noite anterior ainda produzem sobressaltos. Bombas, casas caindo e soldados gritando.
[5] Levanta-se, bebe o pouco da água que restou do copo ao lado da cama. Já não é tão
[6] limpa, nem farta como antes. Sempre um gosto amargo misturado com H20.
[7] Abre a geladeira, e só encontra comida enlatada e congelada. E mesmo não tão congelada
[8] assim, já que os cortes diários de eletricidade derretem as camadas de gelo.
[9] Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar. Não consegue. A mente desconcentra-se
[10] facilmente. Em uma prece fragmentada, pede a Deus descanso e trégua. E faz a oração sem
[11] pensar muito. Não precisa; é a mesma oração das últimas semanas.
[12] Ela não quer sair de casa. Não é teimosia, é falta de opção. “Para onde ir?”, pergunta, com
[13] uma voz desesperançosa. Está tão confusa que não consegue imaginar saídas.
[14] Nem a piedade de enterrar os mortos o governo permite. Cadáveres estão espalhados
[15] pelas ruas. As forças de Assad impediram de sepultar ou mesmo remover os restos mortais. Ou
[16] seja, mesmo viva, ela não tem como fugir da morte escancarada diante de seus olhos. Não é fácil
[17] acreditar na vida, quando a realidade grita o contrário.
[18] Se não podem sepultar os mortos, os sobreviventes tentam ao menos ajudar a curar as
[19] feridas dos machucados. Não podem levá-los aos hospitais da cidade, já que há um medo
[20] generalizado de que o governo prenda os feridos como se fossem prisioneiros de guerra. Resta
[21] improvisar atendimento nos campos. Não bastasse a precariedade do atendimento, não há
[22] medicamentos suficientes.
[23] Rebeca, de 32 anos, é trabalhadora autônoma. Ou melhor, era. Agora já não sabe mais o
[24] que é e o que faz em sua cidade Damasco, capital da Síria.
Crônica parafraseada do depoimento de uma moradora da capital da Síria (identificada apenas pela letra “R”) ao jornal Folha de São Paulo, de quarta-feira, dia 25. A Síria está em revolta há 16 meses contra a ditadura de Bashar al-Assad. Nos últimos dias, o confronto contra os rebeldes se acirrou e as mortes aumentaram.
Disponível em: Acesso em: 14 set. 2015.
Leia:” Levanta-se, bebe o pouco da água que restou do copo ao lado da cama.”.
Tomando-se a frase isoladamente do texto, caso o pronome “se” fosse substituído pelo pronome “te”, o verbo levantar
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