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Questão 8393286
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021O surpreendente “sucesso” dos sobreviventes
Muitos anos após o Holocausto, o governo israelense realizou um extenso levantamento para determinar quantos sobreviventes ainda estavam vivos. O estudo, de , concluiu que entre mil e mil sobreviventes ainda viviam em todo o mundo. O maior número — entre mil e mil — residia em Israel. Entre mil e mil viviam nos Estados Unidos; entre mil e mil estavam espalhados pela antiga União Soviética; e entre mil e mil estavam dispersos pela Europa. Como foi que esses homens e mulheres lidaram com a vida após o genocídio? De acordo com a crença popular, muitos sofriam da chamada Síndrome do Sobrevivente ao Campo de Concentração. Ficaram terrivelmente traumatizados e sofriam de sérios problemas psicológicos, como depressão e ansiedade.
Em , um sociólogo nova-iorquino chamado William Helmreich virou essa crença popular de cabeça para baixo. Professor da Universidade da Cidade de Nova York, Helmreich viajou pelos Estados Unidos de avião e automóvel para estudar sobreviventes. Esperava encontrar homens e mulheres com depressão, ansiedade e medo crônicos. Para sua surpresa, descobriu que a maioria dos sobreviventes se adaptara a suas novas vidas com muito mais sucesso do que jamais se imaginaria. Por exemplo, apesar de não terem educação superior, os sobreviventes saíram-se muito bem financeiramente. Em torno de informaram ganhar mais de mil dólares anualmente. Os fatores-chave, concluiu Helmreich, foram “trabalho duro e determinação, habilidade e inteligência, sorte e uma disposição para correr riscos.” Ele descobriu também que seus casamentos eram mais bem-sucedidos e estáveis.
Aproximadamente dos sobreviventes eram casados, comparado a dos judeus americanos de idade similar. Apenas dos sobreviventes eram divorciados, comparado com dos judeus americanos. Em termos de saúde mental e bem-estar emocional, Helmreich descobriu que os sobreviventes faziam menos visitas a psicoterapeutas do que os judeus americanos.
“Para pessoas que sofreram nos campos, apenas ser capaz de levantar e ir trabalhar de manhã já seria um feito significativo”, escreveu ele em seu livro Against All Odds (Contra todas as probabilidades). “O fato de terem se saído bem nas profissões e atividades que escolheram é ainda mais impressionante. Os valores de perseverança, ambição e otimismo que caracterizavam tantos sobreviventes estavam claramente arraigados neles antes do início da guerra. O que é interessante é quanto esses valores permaneceram parte de sua visão do mundo após o término do conflito.” Helmreich acredita que algumas das características que os ajudaram a sobreviver ao Holocausto — como flexibilidade, coragem e inteligência — podem ter contribuído para seu sucesso posterior. “O fato de terem sobrevivido para contar a história foi, para a maioria, uma questão de sorte”, escreve ele. “O fato de terem sido bem-sucedidos em reconstruir suas vidas em solo americano não.”
A tese de Helmreich gerou controvérsia, e ele foi atacado por diminuir ou descontar o profundo dano psicológico do Holocausto. Mas ele rebate essas críticas observando que “os sobreviventes estão permanentemente marcados por suas experiências, profundamente. Pesadelos e constante ansiedade são a norma de suas vidas. E é precisamente por isso que sua capacidade de levar vidas normais — levantar de manhã, trabalhar, criar famílias, tirar férias e assim por diante — faz com que descrevê-los como ‘bem-sucedidos’ seja totalmente justificado”.
Em suas entrevistas individuais e seus levantamentos aleatórios em larga escala de sobreviventes ao Holocausto, Helmreich identificou dez características que justificavam seu sucesso na vida: flexibilidade, assertividade, tenacidade, otimismo, inteligência, capacidade de distanciamento, consciência de grupo, capacidade de assimilar o conhecimento de sua sobrevivência, capacidade de encontrar sentido na vida e coragem. Todos os sobreviventes do Holocausto compartilhavam algumas dessas qualidades, conta Helmreich. Apenas alguns dos sobreviventes possuíam todas elas.
SHERWOOD, Ben. Clube dos sobreviventes: segredos de quem escapou de situações-limite e como eles podem salvar a sua vida. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
As palavras "genocídio", "após" e "Soviética" são acentuadas, respectivamente, pelas mesmas regras que justificam o acento gráfico das palavras na seguinte série:
Questão 8393281
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021Mostra "O Triunfo da Cor" traz grandes nomes do pós-impressionismo para SP.
A exposição O Triunfo da Cor traz grandes nomes da arte moderna para o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. São obras de artistas do final do século e início do , entre eles expoentes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse. Os trabalhos fazem parte dos acervos do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, ambos de Paris.
A mostra foi dividida em quatro módulos que apresentam os pintores que sucederam o movimento impressionista e receberam do crítico inglês Roger Fry a designação de pós-impressionistas. Na primeira parte, chamada de A Cor Científica, podem ser vistas pinturas que se inspiraram nas pesquisas científicas de Michel Eugène Chevreul sobre a construção de imagens com pontos.
Os estudos desenvolvidos por Paul Gauguin e Émile Bernard marcam a segunda parte da exposição, chamada de Núcleo Misterioso do Pensamento. Entre as obras que compõem esse conjunto, está o quadro Marinha com vaca, em que o animal é visto em um fundo de uma passagem com penhascos que formam um precipício estreito. As formas são simplificadas, em um contorno grosso e escuro, e as cores refletem a leitura e as impressões do artista sobre a cena.
O Autorretrato octogonal, de Édouard Vuillard, é uma das pinturas de destaque do terceiro momento da exposição. Intitulada Os Nabis, Profetas de uma Nova Arte, essa parte da mostra também reúne obras de Félix Vallotton e Aristide Maillol. No autorretrato, Vuillard define o rosto a partir apenas da aplicação de camadas de cores sobrepostas, simplificando os traços, mas criando uma imagem de forte expressão.
O Mulheres do Taiti, de Paul Gauguin, é um dos quadros da última parte da mostra, chamada de A Cor em Liberalidade, que tem como marca justamente a inspiração que artistas como Gauguin e Paul Cézanne buscaram na natureza tropical. A pintura é um dos primeiros trabalhos de Gauguin desenvolvidos na primeira temporada que o artista passou na ilha do Pacífico, onde duas mulheres aparecem sentadas à frente de um fundo verde-esmeralda que lembra o oceano.
A exposição vai até o dia 7 de julho, com entrada franca.
MELLO, Daniel. Mostra "O Triunfo da Cor" traz grandes nomes do pós-impressionismo para SP. Agência Brasil, [S. l.], 22 maio 2016. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-05/mostra-o-triunfo-da-cor-traz-grandes-nomes-do-pos-impressionismo-para-sp. Acesso em: 12 abr. 2023.
As palavras "módulos" e "última", presentes no texto, são acentuadas por serem e , respectivamente.
As palavras que preenchem corretamente as lacunas do enunciado acima são:
Questão 8393276
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021
Assinale a frase que está escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa e com a mensagem da charge.
Questão 8393274
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021A cada nova geração, renova-se a sensação de que nas passadas se lia mais e se fazia menos sexo. Duplo engano. A rapaziada, em todos os tempos, foi com igual ímpeto ao pote. A razão por que a leitura parece estar em baixa é que estamos em plena era da internet. Só parece. Pois o que se vê é a multiplicação dos jovens que gostam de LER, reconhecendo que um bom texto ainda É, para a vida pessoal e profissional, um instrumento decisivo.
Revista Veja, 18 maio 2011.
O tópico frasal do primeiro parágrafo é:
Questão 8393270
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021Será que a internet está a matar a democracia? Vyacheslav W. Polonski, um acadêmico da Universidade de Oxford, faz essa pergunta na revista Newsweek. E oferece argumentos a respeito que desaguam em águas tenebrosas.
A internet oferece palco político para os mais motivados (e despreparados). Antigamente, o cidadão revoltado podia ter as suas opiniões sobre os assuntos do mundo. Mas, tirando o boteco, ou o bairro, ou até o jornal do bairro, essas opiniões nasciam e morriam no anonimato.
Hoje, é possível arregimentar dezenas, ou centenas, ou milhares de "seguidores" que rapidamente espalham a mensagem por dezenas, ou centenas, ou milhares de novos "seguidores". Quanto mais radical a mensagem, maior será o sucesso cibernauta. Mas a internet não é apenas um paraíso para os politicamente motivados (e despreparados). Ela tende a radicalizar qualquer opinião sobre qualquer assunto.
A ideia de que as redes sociais são uma espécie de "ágora moderna", onde existem discussões mais flexíveis e pluralistas, não passa de uma fantasia. A internet não cria debate. Ela cria trincheiras entre exércitos inimigos.
(Adaptado de: COUTINHO, João Pereira. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2016/08/1801611)
Marque a alternativa correta.
Questão 8393268
Concursos POR XAF 022 ENU001 2021
ARMANDINHO. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/megazine/contestador-armandinhoganha-fama-no-facebook-8027174. Acesso em:
Em "Pai, o que é “machismo”?" e "Não se mete, Fê!", a vírgula foi usada para
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